Go To Sleep - Livro 1

3 ☏ 3º Capítulo - Era para ser apena um jogo... ☏


– Vamos jogar? –Ela pergunta animada e olho para o jogo em minhas mãos. Ele era assustador, não tinha nada além de um nome gravado no CD do jogo.

Vai dormir!

Ela ainda olhava para mim entusiasmada. Quando eu ia responder o meu celular toca em cima da escrivaninha, vou até lá pego o celular e sorrio com o nome que aparece. Era Anne, minha melhor amiga e podemos dizer minha paixonite deste que ela se mudou para Nova York e para a nossa escola. Não hesito em clicar no botão verde.

– Alô? –Pergunto e logo o som dos Artic Monkeys passa pela a linha. Era Anne e não tinha dúvida nenhuma, em que pessoa em sã consciência iria escutar AM as meia-noite.

Melhor me explicar direitinho o que uma garota está fazendo a essa hora no seu quarto! Antes que pergunte como eu sei, Jeff me ligou histérico falando que você finalmente ia perder sua virgindade. Acho que ele não é normal, ele fala como se fosse a última Coca-Cola do deserto e como se já tivesse dormido com umas pacas de garotas, sendo que ele é o mais virgem do grupo que nunca nem beijou! –Anne falava pelo o celular e eu me peguei imaginando como ela estaria agora. Um suéter enorme no seu corpo e umas meias coloridas nos seus pés apoiados na parede, enquanto admira um pôster do One Direction na parede e fala comigo pelo o telefone.

– Jeff exagera as vezes. Estou apenas ajudando Ellie –Digo e escuto algo caindo na outra linha.

Ajudando com que? –Ela pergunta e suspiro pensando em uma resposta convincente. Logo vejo um embrulho de um hambúrguer e pego amassando ele em frente ao celular.

– Anne? Você está me ouvindo?

Noah, seu puto você vai me pagar! –Ela desliga e eu sei que estou ferrado, Anne sabia quando estava mentindo e não tinha piedade quando descobria a verdade. Ela odeia mentiras e nunca pegou leve comigo e com o Jeff.

Coloco meu celular no lugar e volto minha atenção para a ruiva que estava sentada na minha cama observando tudo. Ela liga meu Xbox 360 e estende a mão pedindo o jogo. Suspiro derrotado e dou a ela e que pega e coloca, me sento ao seu lado e pego o outro controle. Logo a tela fica preta e nada acontece. Olho para Ellie que não tinha nenhuma feição no rosto, depois de alguns minutos a tela continua preta e suspiro e levo minha mão para o vídeo game afim de desligar. Mais uma mão me para e olho para a tela engolindo em seco. Estava escorrendo sangue, o jogo começou!

– Acho melhor a gente não jogar isso Ellie, onde você encontrou mesmo? –Pergunto e ela suspira.

– Na rua já te disse, não tenho culpa se sou tão curiosa! –Olho de volta para a tela e abro a boca em espanto. O sangue começa a se mover e formar palavras, meu coração batia freneticamente contra o meu peito e eu já tinha esquecido como se respirava.

As palavras se formam e jogo o controle no chão e me levanto.

“Não recomendamos esse jogo, se você jogar ele será a última coisa que irá fazer na sua vida. Sugiro que desligue enquanto ainda a tempo. Se quiser jogar.... É você e sua sorte”

Saída (x) Começar ( )

– Desliga essa merda Ellie! –Digo baixo com medo dos meus pais acordarem. Aquilo estava me dando medo para caralho e Ellie estava se divertindo com aquilo.

– Você não vai acreditar nisso, não é? Lógico que é um jogo de terror e é para dar medo! Vamos lá Noah... deixa de ser careta! –Ela pega o controle e move o ‘x’ para o ‘Começar’ e clica. Suspiro e a tela fica preta novamente. Logo ela fica branca e listas pretas e cinza aparecem como se ele estivesse travado. Me sento ao lado dela novamente e tento regular minha respiração, era só um jogo de terror... nada além disso.

Logo a tela volta mais diferente, tenho que morde os lábios para não soltar nenhum grito. Era o meu quarto, meu quarto estava na tela em forma de 2D. Era idêntica, os pôsteres de jogos e alguns da Marvel, minha cama bagunçada e minha pilha de CD no canto. Estava tudo no seu lugar, engoli em seco e dessa vez o medo me consumiu completamente. Tinha dois bonecos em frente a TV. Um estava com uma calça cinza e uma blusa e a outra estava com uma calça preta e uma camiseta também preta e galochas amarelas e um cabelo ruivo. Éramos nos. Estávamos na porcaria do jogo!

Me levanto e me afasto e o boneco faz o mesmo. Arregalo os olhos e olho para Ellie que estava tão assustada quanto eu. Me movo novamente e o boneco também, Ellie começa a chorar e o seu avatar faz o mesmo. Vou até a minha cama e pego meu gorro colocando, em questão de segundos aparece um gorro cinza na cabeça do meu avatar e uma mensagem aparece.

“Olá meus novos jogadores! Bem-vindo ao meu jogo, o melhor jogo da vida de vocês. Irei toda noite passar uma missão para vocês. O jogo nunca vai sair do seu vídeo game, mesmo que você quebre ou jogue fora. Ele sempre voltara. O jogo é simples, eu passarei missões e vocês tem que cumprir elas no prazo de 60 minutos, ou seja, em uma hora. Se vocês não cumprirem a missão no tempo, game over para vocês. Não tem escapatória, agora vocês estão no meu jogo e não vão se livrar de mim tão facilmente. As regras são simples: sempre me obedeça e nunca tente bancar o sabidinho, eu estou em todos os lugares e sei mais de vocês do que vocês mesmos. Boa sorte! ”

“1º Missão: No Central Park há uma bela caixa em um banco esperando por vocês! Ela é colorida e muito bonita, não tem como se enganar. Na tampa da caixa tem o desenho de um palhaço com um nariz pontudo e com belas cores coloridas. Nunca abra essa caixa sem a permissão do jogo, sua primeira missão é essa. Encontre a caixa, não abra e traga para o quarto! ” Logo o um cronometro aparece na tela começando a contagem e me viro para Ellie.

– Vamos logo! O tempo está correndo! –Ela pega seu moletom e veste novamente, eu olho para ela com as lágrimas escorrendo. –Vamos logo Noah! Não quero saber o que vai acontecer se dar game over! Te espero na calçada –Ela sai pela a janela e vejo ela correndo pelas as ruas frias e molhadas. Me viro vendo o tempo correr e meu boneco me fitando, visto o meu tênis e um casaco. Pego minhas chaves e saiu pela a janela. Pulo na árvore ao lado e tento descer mais escorrego e caiu na neve. Uma dor se alastra pela a minha coluna e solto um gemido me levantando e caminho até a garagem abrindo ela com a minha chave e entro pegando a minha antiga bicicleta e saiu fechando novamente.

No outro lado da calçada Ellie me esperava em cima de uma bicicleta rosa e colorida com pompons no guidom. Subo na minha e vou pedalando até ela e ela sorri e juntos saímos indo em direção ao Central Park. Como a minha vida pode mudar tanto assim em dois dias? Era para ser apena sum jogo... agora nossas vidas estavam em jogo, um jogo de sobrevivência e não sabia o que irá acontecer na próxima vez. Ou se vamos chegar a tempo.

[...]

Logo chegamos ao Central Park ofegantes e entramos escondidos e logo corremos procurando a ‘tal caixa’. Eu e Ellie nos separamos e vou para um lado e ela para o outro. Eu corria desesperado atrás da caixa até que vi ela. Ela estava em cima de um banco como a mensagem dizia, vou até ela pegando. Ela era tamanho médio mais um pouco assustador, ela estava dividida. Um lado colorido e o outro cinza, ela era de madeira e não tinha dizendo onde abria ou não tinha abertura. Em cima da tampa estava em um lado um palhaço risonho bonito e colorido. Seu nariz pontudo colorido como a mensagem dizia, mais no outro lado tinha outro dele. Um mais sombrio, um cinza também risonho, seu nariz não era colorido e sim branco e preto e o seu sorriso não era inocente como o outro e sim malicioso e sombrio. Sinto uma respiração no meu pescoço e me viro vendo Ellie olhando para mim e depois sorri.

– Você encontrou! Vamos logo o nosso tempo está acabando! –Assinto e logo corremos até onde nossas bicicletas estavam. Coloco a caixa na sua cestinha e logo saímos em disparada. Eu nunca tinha pedalado tanto na minha vida e amanhã eu iria sentir a dor nas minhas pernas.

Logo chegamos em casa e subimos na árvore, vejo pelo o cronometro que faltava menos de 30 segundos, logo empurro Ellie e ela cai dentro do quarto. 5 segundos e eu pulo pela a janela e caindo no chão e o cronometro zera. Solto um suspiro de alivio e coloco a caixa com cuidado para não abrir. Tento regular minha respiração e vejo Ellie com os olhos fechados e algumas lágrimas escorrendo, quando vou até ela o telefone fixo do meu quarto que nunca uso toca. Vou até ele e atendo receoso.

– Shh... vai dormir! –E desliga e a TV fecha, mais antes aparece a mesma mensagem dita no telefone. Suspiro e caiu no chão, estava longe de aquilo acabar!