Go Back...
4 Capítulo 4 - Miranda Bailey.
Notas iniciais
“Boa tarde!” Ao entrar no apartamento vi Arizona estava sentada lendo uma revista com a cara amarada, então, ela não deveria estar de bom humor. Os nossos dias eram desta maneira, um dia happy e ou bad, very bad, onde eu tinha que agüentar todas as reclamações do mundo. “Ou não é uma ‘boa tarde’?” Ela não me respondeu. “Então, eu vou tomar banho e depois eu volto”.
Tomei banho, fui ver Sofia que não havia ido à creche e somente depois voltei para sala onde Arizona ainda estava com a expressão aborrecida folheando a revista.
“Oi, como foi seu dia?” Tentei puxar conversa com ela.
“Regular”. Ela estava seca nas respostas.
“O fisioterapeuta veio... Foi tudo bem nessa sessão?” Eu sempre ficava preocupada mais ela nunca me deixava ver suas sessões de fisioterapia ou as idas ver David, o protista.
“Callie...” Ela já iria me repreender.
“Estou lhe perguntando com Calliope e não como Drª Callie Torres, Querida!” Falei oferecendo-lhe meu melhor sorriso.
“Callie foi regular... Ok!” Ela limitou-se na resposta.
“Você conseguiu andar melhor do que na outra sessão?!” Perguntei mais não deveria sabia que ela ficaria aborrecida.
“Callie pare de me pressionar é sempre assim depois das sessões de fisioterapia... Você mesmo me disse que não me pressionaria que esperaria o meu tempo e não vejo isso! Você sempre fica fazendo perguntas, me pressionando... você sabe que quero ficar tranqüila e tudo ao meu tempo.”
“Ok, ok... Arizona não quero lhe pressionar mais desejo saber de seu progresso, pois, como esposa esse é o meu dever saber de você... Eu a amo, e você tem sido um lutadora nesses últimos dias! Nunca vi uma pessoa em tão pouco tempo já estar andando... você é maravilhosa.” Tentei encorajá-la.
“Certo, Callie! Mais não quero que você me pressione... Não mesmo, quero que tudo seja no meu tempo.” Ela enfatizou novamente que eu a pressionava. “Além do mais o fisioterapeuta é muito ruim, ele não sabe o que esta fazendo... eu como pediatra sei mais do que ele!” Ela estava sendo cada vez mais rigorosa. “Acho que os meus internos são melhor que ele”.
“Você é casado com a melhor cirurgiã ortopédica... que trata com membros residuais todos os dias e não que usufruir disso além do mais você não viu os novos internos... Eles são frustrantes... eu os odeio e você também odiaria!”. Falei mudando o assunto.
Alguns dias passaram e algumas complicações também, como o fato de Arizona não querer ver ninguém, nenhuma mesmo. Mas, um Litlle BIRD chamado Bailey interveio neste caso, eu não sei mais ela acertou bem na medida.
“Ela esta andando. Ela esta trabalhando com a prótese, mas tudo tem que ser perfeito. Eu tento encorajar, mas ela diz que eu a pressiono.” Confessei a Bailey.
“Diga que mandei trazer a bunda gorda para cá” Junto com o olhar Bailey.
“Perfeito. Aí ela fica ressentida com você.” Era com certeza que iria acontecer.
Então eu e Bailey seguimos para o trabalho.
XXXX
Mais um dia em casa sem fazer nada e nem ver ninguém. Mais um dia na minha rotina pós-acidente. Café da manhã com Callie e Sofia, que seguiam para hospital, e eu ficava para mais um dia entediante. Hoje pela manhã tive uma sessão de fisioterapia com o ‘Senhor não sabe nada que não deu em nada, pois, eu sei mais de fisioterapia do que ele sendo eu cirurgiã pediátrica.
Depois tomei banho, liguei o televisor mais não dei muita atenção ao programa e fiquei folheando a revista Trendy.*
Um toque. Dois toques. Três toques.
Olhei para o visor do celular não poderia ser Calliope, ela estaria em reunião com os advogados o dia inteiro, sobre a mão do Derek. Me assustei quando vi de quem era a ligação, Miranda Bailey, imaginei o que ela deveria querer. Revirei os olhos. Decidi atender.
“Alô!”
“Oi, Arizona. É Miranda Bailey. Como vai?”
“Eu estou...” Não sabia o que dizer, mas, Bailey me interrompeu.
“Queria ter tempo para falar, mas, preciso de um favor. Tenho uma garota de treze anos, três dias de pós-apendectomia, que está com uma dor de garanta persistente e nesta manhã apareceu um inchaço no lado esquerdo do pescoço.” Enquanto ela falava, eu fazia caretas, não estava gostando do rumo da conversa. “Estou perdida”.
“Peça um TC’ Falei.
“Vou pedir, claro. Mais achei que você podia ter alguma idéia de antemão. Já viu algo assim?”
“Talvez. Mas, eu teria que ver o prontuário. Bailey não voltei a trabalhar ainda. E estou ocupada” Desliguei o televisor.
“Eu sei. Só pensei... E, se minha interna levar uma cópia do prontuário para você ddar uma olhada? E se pensar em alguma coisa você... Você pode me ligar?”
“Não pode mandar por e-mail?” Tentei, por não querer ver ninguém.
“Não digitalizei ainda!”
“Tudo bem mande o prontuário” Acabei cedendo.
“Muito Obrigada”. Agradeceu Bailey.
Já havia passado um bom tempo do fim da ligação de Bailey e nada da campainha tocar. Eu estava ficando ansiosa com a demora, eu havaia pensado em várias possibilidades para o caso mais sem todas as informações ficava difícil diagnosticar alguma coisa, muito tempo já havia passado então liguei para Bailey.
A ligação para Bailey me rendeu a pelna certeza que Callie estava correta, pois, eu odiaria mesmo os novos internos. Bailey disse que não havia dito – óbvio! – para a interna tocar a campainha, então presumi o prontuário estava na minha porta há horas, durante a ligação pude ouir o burburinhos dos corredores do hospital senti saudades.
Xinguei mentalmente várias vezes, coloquei a prótese e com dificuldade chegue a sala, estava passando pelo sofá quando tropecei e quase cai. O vasinho da mesa não teve tanta sorte, havia vidro por toda a sala e me sentia com raiva, não tanta raiva do que ao abrir a porta. O prontuário não estava lá. Queria expor minha revolta é a única maneira era ligar para Bailey novamente, então o fiz de imediato, coloquei todo o meu desapontamento com a situação enquanto Bailey se desdobrava em desculpas. Bailey fez questão de salientar que o prontuário chegaria às minhas mãos o mais breve possível. Então novamente me pus a esperar.
Mais de quarenta minutos já haviam se passado e nada do prontuário, liguei para Bailey e deu na caixa postal, fiquei na espera. Depois de mais duas horas e nada do prontuário eu já havia levantado inúmeras hipóteses sobre o caso mais sem todas as informações aquilo era inútil, assim, como eu. Eram quase quatro horas da tarde e eu não obtive mais nenhuma noticia de Bailey. Liguei novamente e deixei uma mensagem falando que eu somente poderia ajudar se tivesse aquele ‘maldito’ prontuário.
Ansiedade, raiva e frustação tomaram conta de mim naquela hora. Eu, Arizona Robbins, não poderia ser tão invalidade que não conseguisse atravessar a rua, pegar o prontuário no balcão da ‘Ped’s’ e ajudar a salvar a vida da garota e quem sabe conseguisse ter minha esposa novamente em meus braços, sorrindo e vivendo nossas vidas junto com nossa filha.
A raiva e a decepção comigo foi o que me moveu, eu não iria mais esperar por aquele ‘maldito’ prontuário ou pelo meu tempo, eu tinha que lutar por mim, por Calliope e Sofia, meus amigos e pacientes.
XXXX
Eu havia passado o dia todo sendo interrogado junto com Derek sobre com eu havia fracassado com cirurgiã, o fracasso era um sentimento comum para mim nos últimos tempos, minha vida definitivamente era uma droga. Senti falta de Mark naquele dia, pois, ele nunca me deixaria mentir sobre o que eu pensava verdadeiramente sobre a mãe de Derek. Eu caminhava frustrada pelos corredores do hospital quando fui interceptada por Bailey.
“Hey, hey... Você falou com sua esposa?” Ela parecia apreensiva.
“Não... por quê?”
“Acho que a pressionei com uma coisa e não sei o que vai acontecer quando você chagr em casa.”
Shit, shit, shit. Seriously? Eu somente pensava em chegar ao apartamento e Arizona estar tão chateada que eu teria que voltar a dormir no Mark.
“O que você fez?” Perguntei a Bailey.
“Bem...” Foi quando vi uma das coisas mais emocionantes da minha vida, Arizona caminhando novamente nos corredores do Seattle Grace Mercy West.
“O que você fez?” Perguntei a Bailey outra vez.
“Acho que pressionei o suficiente” Bailey falou muito surpresa. “Ok, você precisa ir!”
“O quê?” Estranho mais se tratando de Bailey.
“Ela é com um ‘little bird’. Se nos movimentarmos demais vamos assustá-la. Você é muita pressão. Vai embora. Anda, anda!” Ela estava correta.
“Oook!” Eu fui saindo.
“Tudo bem... Venha até mim ‘little bird’!”.
XXXX
Eu consegui chegar ao hospital nervosa, mas, muito mais forte. Cheguei ao andar da pediatria e encontrei Bailey no balcão olhando alguns prontuários.
“Não recebi o prontuário” Perguntei firme.
“Desculpe. Está bem aqui” Bailey me mostrou o prontuário.
“Você me pediu ajuda, e estou feliz em lhe ajudar. Mas, não vou conseguir senão tiver as informações” Eu falava olhando para o prontuário que estava nas mãos de Bailey.
“Ok, me desculpe novamente!” Nunca vi Bailey tão delicada.
Continuei meu discurso pseudo-ofendida mais na verdade eu estava muito agradecida a Miranda Bailey, pois, por se não fosse o descuido em me mandar o prontuário eu não estaria ali me sentindo tão forte.
“Quandi diz que vai fazer algo, você deve...” Um das minhas hipóteses estava correta. “Bem aqui. Infiltração pulmonar. Sabia! Acho que ela deve estar com Lamierre.” Falei como se tivesse eu descoberto a cura para o câncer.
“Ainda pegam essa doença?”
“Acho que sim. Pode confirmar com um ultrasson na jugular” Eu estava me sentindo muito bem por ter conseguido.
“O que vai aparecer lá?” Eu suspirei fundo e respondi Bailey.
“Venha!” Fui explicando para Bailey os sintomas da doença enquanto me encaminhava para a sala de estudo. Todo o meu sentimento de invalidez e inutilidade haviam ido embora e eu me sentia forte e no caminho certo para conseguir ser Doutora Arizona Robbins outra vez.
XXXX
Ver o que Bailey fez ‘pressionando’ Arizona me deixou ver que o medo de ter deixado Derek invalido havia me paralisado, eu sabia o quanto as minhas capacidades poderiam fazê-lo operar novamente, mas eu não tinha confiança em mim nos últimos dias. Ver Arizona andando no hospital me deu a confiança que precisava, então, fui ver os advogados e retirar ‘a minha declaração, testemunho ou o que fosse’ sobre a possibilidade de Derek Shepherd voltar a operar.
Depois ainda tive outra reunião com os advogados, Derek, Meredith e Cristina, onde a estratégia de processar o hospital foi escolhida.
O dia havia sido cansativo, tumultuado e muito emocional é ainda não havia acabado. Quando cheguei em casa eu tive uma surpresa.
“Calliope!” Arizona parecia feliz e confiante.
“Hey, Ari!” Tirei minha jaqueta e coloquei as chaves na mesinha “Como foi seu dia?” Perguntei já sabendo a resposta.
“Foi bom!” Ela limitou-se mais depois continuo-o “Eu pedi pizza já deve estar chegando vai tomar banho que tenho uma coisa para te falar.”
“Ok, volto em um minuto.” Ela estava sentada na cadeira de rodas com Sofia no colo, eu parei para dar um beijo na Sofia, ela tinha o olhar carinhoso para mim. “A mamãe estava morrendo de saudades de você, sabia?!”
Eu falava com Sofia quando Arizona colocou a sua mão sobre a minha que estava no braço da cadeira, levantei o olhar para ela, que delicadamente se curvou aproximando seu rosto do meu e beijou-me suavemente. Sentir os lábios de Arizona novamente nos meus foi como perder a gravidade, um curto circuito emocional aconteceu em mim, eu queria gritar, chorar e rir todo ao mesmo tempo. Quando Arizona se afastou nos duas tínhamos os olhos marejados, eu abri um sorriso enorme e ela me retribuiu com um dos seus ‘magic’s smile’s’, me levantei beijei sua testa e fui para o banheiro.
O banho foi revigorante, sentia meu coração bater forte de felicidade, eu relaxei e me esqueci do tempo que fiquei no banho. Quando sai troque rapidamente de roupa e fui para sala ainda enxugando os meus cabelos, Arizona fazia Sofia dormir em seus braços e eu me escorei na parede para olhá-las, minha vida estava naquelas duas. Depois que Sofia dormiu eu a levei para o quarto e a pizza já havia chegado, então, eu e Arizona começamos a jantar.
“Calliope, eu ajudei a Bailey em um caso hoje! E fui ao hospital também.” Ela disse enquanto eu pegava uma cerveja para mim. “Traz uma para mim, por favor!” Trouxe uma cerveja para ela.
“Isso é muito bom, Ari! Você é uma ou senão a melhor Cirurgiã pediatra do país, seu conhecimento e a sua relação com os ‘Tiny humans’ é incrível, você sabe que me orgulho muito de você” Parei de falar com medo de pressioná-la. “Como você se sentiu?!”
“Me senti incrível.” Ela sorriu.
“Ari... Você é incrível!” Falei a mais pura verdade sobre a minha esposa.
Continuamos jantando e falando amenidades, ela se demonstrou feliz sobre a minha postura frente os advogados sobre a mão de Derek e ainda me deu apoio falando que eu iria conseguir concertar a mão dele, fomos para o sofá assistir um documentário do Discovery Channel. Depois de um tempo eu já estava quase dormindo no sofá e decidi ir dormir, eu ainda dormia no quarto de Sofia, então me levantei.
“Ari, vou dormir!” Ela me olhou indo para o quarto de Sofia.
“Calliope!” Me virei. “Porque não vai para o nosso quarto?” Eu a perguntei se ela tinha certeza. “Sim, Callie! Mais apenas vá se quiser.” Ela sorriu.
“Sim, eu vou... você não vem?!” Não posso negar que meu corpo já sentia-se acesso, Arizona me olhou e me conhecendo como me conhecia ela deveria saber o que eu estava pensando.
“Callie... quero deixar claro que vamos apenas dormir. Eu ainda não estou pronta para isso que você está pensando. Mais estou no caminho.” Ela me disse tranqüila.
Certo aquilo era um pouco decepcionante mais nos já tínhamos andado muito na volta em nosso relacionamento.
“Eu sei, Ari! E não estava pensando em nada demais” Ela sorriu sabendo que eu estava negando mais estava pensando naquilo mesmo. “Você não vem?”
“Vou.” Quando já estávamos deitadas na cama ela me chamou. “Calliope, eu não lhe disse o que eu queria lhe dizer!” Eu me virei para ela. “Callie eu vou voltar para Hospital amanhã! Queria ter lhe avisado antes mais você estava na reunião com os advogados então eu liguei para o Owen, que ficou muito feliz em me ter de volta.”.
Eu não pude deixar de me emocionar ao ver a força de Arizona. E eu lhe disse a única que eu poderia dizer:
“I Love you!” Ela sorriu para mim.
“I Love you, too.”. **
Notas finais
** É uma lembrança saudosa de quando as coisas iam bem entre Calzona. A frase esta no final do episódio S06E08 - Invest in Love, que termina com Arizona dizendo pela primeira vez que ama Callie e quando aparece na tela Gre's Anatomy pode-se ouvir Callie responder "I love you, too!".
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