Go Back...
1 Capítulo 1 - Nada está como antes.
Notas iniciais
Uma música tocava leve ao fundo, o burburinho das pessoas no Joe’s, e eu bebendo sozinha. Isso era normal nos ultimos meses, pois, a situação estava muito dificil. O acidente, a morte do Mark – meu melhor amigo e pai da Sofia – e sem contar a amputação da perna de Arizona, ela me culpava por isso, e até quem sabe eu fosse culpada mesmo.
“Você promete salvar minha perna?!” Ela me perguntou com os olhos marejados e cheios de medo. Droga, ela é a mulher que eu amo! Então prometi que salvaria a perna, droga de perna.
Quando Karev entrou na OR, e me disse que ela estava morrendo eu não tive escolha.
“É a perna?” ele falou.
“Tire fora” O que eu podia fazer deixá-la morre.
A partir daí minha vida desmoronou, perdi o Mark, a mão de Derek não estava boa, e Arizona tinha entrado em depressão, sem contar que depois de um tempo catatonia Yang vou para Minnesota.
“Dia difícil?” Joe’s me perguntou servindo mais uma taça de vinho.
“É!”
“Callie fique firme... ela vai entender. Vocês se amam muito.” Ele falou tentando me confortar.
“Eu sei Joe’s mais tem dias que fica mais difícil suportar, eu não tenho mais o Mark para me ajudar, e Arizona fica cada vez mais distante. Não tenho mais nenhum amigo” Falei triste pela constatação de não ter mais nenhum amigo para contar.
“Isso é uma inverdade, Callie Torres” Disse atrás de mim. Não contive a alegria em perceber que em pé atrás de mim estava Addison Montgomery.
“Addie, o que você esta fazendo aqui?!” Me levante e a abracei de imediato. Estava muito que ela estivesse ali.
“Quando uma amiga precisa eu venho.” Ela falou ainda abraçada a mim. “Soube por um pequeno passarinho chamado Baley que você estava muito triste, então, dei um jeito em minha agenda e aqui estou para passar uns dias com você, sua filha e com Arizona!”.
No mesmo instante baixei minha cabeça, sabia que Arizona não queria que ninguém à visse depois da amputação, ela já tinha demitido seis enfermeiras em duas semanas, não atendia nem os telefonemas dos nossos amigos. Quão dirá hospedar Addison em nosso apartamento até porque eu mesma dormia no apartamento do Mark alguns dias.
“Addie, não sei se a Arizona vai gostar disso. Ela anda muito difícil nos últimos dias.”
“Callie, estou aqui por você! Para lhe ajudar qualquer coisa eu fico em um hotel” Tive uma idéia repentina, se eu estava dormindo no “ap” do Mark porque Addison não dormiria lá também.
“Senão tiver problema pra você, acho que você poderia dormir no ‘ap’ do Mark, eu mesma tenho dormido lá de vez enquando.” Addison me olhou triste.
“Cal, você tem dormido muito no ‘ap’ do Mark nos últimos dias?” Ela disse isso com a mão em meu ombro.
Respirei fundo, contive o choro e em um murmuro baixinho respondi que “Sim, todos os dias dessa semana!”.
“Ooh Callie, fique calma! Estou aqui e vou fazer com que Arizona lembre-se que você salvou sua vida e que vocês tem a Sofia, já passaram por muita coisa juntas e não vai ser agora que vão esmorecer”.
Tive força apenas para dizer: “ Joe’s outra rodada! Só que agora me traz uma cerveja”
XXXX
Já era tarde, eu havia passado o dia dentro do quarto, estava assistindo mais um programa de culinária na TV. Ouvi o choro de Sofia, ela tinha chegado da creche com a babá, isso queria dizer que Callie tinha ficado no hospital ou que estava no Joe’s, o que me deixava triste e com raiva. Mais tudo nos últimos meses me deixava triste e com raiva. 1º Eu não deveria estar naquele avião; 2º porque o avião que um grupo de pessoas que salvam vidas deveria cair; 3º eu perdi uma perna; 4º foi minha esposa Callie que a amputou; 5º e minha filha Sofia perdeu seu pai, e Callie e eu perdemos um amigo, Mark ( mesmo que eu não disse isso Mark e eu havia nos aproximado, começado a cozinhar juntos – que rendeu um dia muito hot entre eu e Callie ).
“Sofia, Callie” Ao ouvir minha voz Sofia chorou mais alto. “Liz, o que houve?” Nenhuma resposta, fiquei apreensiva meu instinto materno se ascendeu, será que minha filha corre algum perigo? Peguei meu celular liguei para Callie, caixa de voz, “Droga, Callie, atende o seu celular?”. Desliguei. Sofia choramingava baixinho. “Sofia, a mamãe esta indo?”
Tentei me levantar, claro que foi uma idéia idiota, eu não tinha uma perna e cai direto no chão. Fiz força pra me levantar e não consegui. “Droga, droga, droga!” Peguei meu celular que também estava no chão e liguei novamente para Callie, não deu em nada, pensei em quem poderia ajudar. Esta hora o único que ainda poderia estar no hospital era Owen ou Yang, talvez Karev – mais não o queria vê-lo, mas, minha filha poderia estar em perigo. Ligue para ela.
“Alô, Karev!”
“Robbins!” Ele estava assustado, claro depois que o mandei para fora do meu quarto no hospital.
“Você ainda esta no hospital?” Perguntei nervosa.
“Estou saindo!”.
“Por favor venha ao meu apartamento... Sofia esta chorando, a babá não responde e eu não consigo encontra Callie.” Ouvi a respiração de Karev acelerar.
“Robbins estou ai em três minutos! Onde você está?” Me senti inútil mais uma vez.
“No chão. Tentei me levantar e cai!”.
“Você está bem?”
“Claro, não tenho uma perna e minha filha pode estar em perigo?”
“Estou chegando!”.
XXX
Meu celular piscou, vi que ele ainda estava no modo silencioso, duas chamadas de Arizona e uma mensagem de voz dela. Senti medo. Coloquei o telefone o ouvido.
“Droga, Callie, atende o seu celular?” Ela dizia e parecia muito nervosa.
Addison me olhou. “O que...” Não ouvi mais nada, sai correndo para casa.
Tentei ligar para Arizona, seu telefone estava ocupado, meu coração disparou outra vez. O acidente não saiu da minha cabeça. Eu não poderia perde-la. Corri o Maximo que podia, subi pelas escadas e encontrei a porta aberto, meu coração parou e entrei dentro do apartamento como um furação.
“Ari, o que houve?” Gritei da sala, entrei em nosso quarto, e me assustei. “Karev!” Ele estava em pé do lado da cama onde Arizona segurava Sofia nos braços. “Dios mío, ¿qué ha pasado aquí? Lo Karev haciendo aquí? ¿Estás bien? Y Sofia?”[ Meu Deus o que houve aqui? O que o Karev esta fazendo aqui? Você esta bem? E a Sofia?] Não percebi que estava falando em espanhol, isso sempre acontece quando fico nervosa.
Arizona me olhava feroz e não era do jeito que eu gostava que ela me olhasse, mas, era assim que ela me olhava nos últimos dias. Então Karev interveio:
“Callie, não houve nada de grave! Sua babá cortou a mão e não encontrou nada para conter o sangramento em sua casa e foi até o apartamento do Sloan e deixou Sofia sozinha em seu quarto pois ela ainda dormia” Ele falava mais eu não olhava para ele apenas via Arizona me condenando mais uma vez “Ela acordou e chorou Arizona se assustou, te ligo não consegui falar com você, então me ligou e eu vim e resolvi tudo”
“Vocês duas estão bem?” Falei com cautela e me aproximei.
“Eu fiquei aterrorizada, Callie achei que havia acontecido algo com a Sofia e você nunca atende a drogo do seu celular!” Ela gritou. “Poderia ter acontecido e você não saberia, não poderia ajudar, aliás, você tem feito isso constantemente nos últimos meses”.
Aquilo me tirou do eixo, comecei a chorar e saído do quarto e fui para o apartamento do Mark, meu refugio nos últimos dias, e me joguei na cama. Eu estava cansada de ser espezinhada por Arizona, eu queria minha linda e feliz esposa de volta.
“Callie!” Era Addison. “Já sei o que houve! Falei com ela e com Karev, ele vai ficar lá mais um pouco e eu vim ver você.”
“Addison, eu estou cansada disso tudo! Todo mundo perdeu alguma coisa naquele acidente até mesmo Sofia que não entende ainda perdeu o pai, ela chora sempre. Eu perdi meu melhor amigo e vou acabar perdendo minha esposa” Eu chorei com as mãos em meu rosto.
“Calma Callie, vocês se amam... já passaram por muito sofrimento juntas”
“Eu sei Addie, depois do acidente Arizona foi perfeita pra mim, me apoio demais... eu estou tentando mais parece que ela não me ama mais, eu traí sua confiança e uma promessa de não amputar sua perna, ela esta sofrendo por minha causa.” Addison me abraçou e tentou me convencer do contrário mais eu sabia que estava certa.
XXXX
Ninguém percebeu mais Alex Karev estava escutando o que Callie disse sobre o seu relacionamento com Arizona, ele também se sentia culpado pela amputação e sofrimento de Arizona. E, logo Arizona Robbins que foi a única atendente que viu seu potencial, que acreditou nele e o fez um maravilhoso cirurgião pediátrico. Ele tinha que ajudar.
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