Glowing Eyes

8 We've Got Time


Notas iniciais
A FANFIC PASSOU DE 1000 VISUALIZAÇÕES! Muito obrigado a todos que leem, comentam e acompanham a minha história. Amo vocês demais ♥ Comecei a postar GE no Social Spirit (http://socialspirit.com.br/fanfics/historia/fanfiction-os-instrumentos-mortais-glowing-eyes-3275078), acho que vou postar um capítulo por dia até alcançar esse, aí eu atualizo os dois juntos. Enfim, vamos ao capítulo de hoje! Boa leitura :)

Quando acordei, estava de volta a cama da minha casa. Clary, Scott e Bella estavam ali, olhando para mim. Sentei-me na cama, tentando lembrar como tinha parado ali. As lembranças da noite passada vinham em pedaços a minha mente: a conversa com Bella e Edward; Jace dizendo que só os membros do submundo sabiam sobre os Caçadores de Sombras; Liam e eu conversando; Liam me beijando e ele, por fim, se transformando em lobisomem.

Clary veio checar o meu braço, que só tinha alguns arranhões, mas mesmo assim estava enfaixado. Disse para ela que estava tudo bem, que não precisava se preocupar.

— O que diabos aconteceu? Onde está Liam? — perguntei, dirigindo a última pergunta para Scott.

— Ele está na casa dele. Olha, o que você viu ontem... — começou ele.

— Eu sei o que eu vi ontem. Tinha algum humano por lá?

— Lydia é uma banshee. — Clary falou. Levantei uma sobrancelha.

— Ela pode, entre outras coisas, prever a morte de alguém. — explicou Scott — Muitas vezes ela age como se estivesse inconsciente, sem de fato saber o que está fazendo. E foi assim que ela convidou toda aquela gente.

— Espera, — Bella interrompeu — todo mundo que estava lá era, de alguma forma, sobrenatural?

— Parece que naquela hora, todos os humanos já tinham saído. É uma surpresa tanto pra gente quando deve ser pra vocês. — Scott olhou pra mim. — Você está bem?

— Estou ótimo... Só processando tudo isso ainda. Como que Liam não conseguiu se controlar? — indaguei.

— Era noite de lua cheia e... Liam nunca foi o mais controlado do bando.

— Espera, seu bando? Stiles não é um lobisomem, é?

— Não, — Scott sorriu — ele é só humano. Tenho que encontrar alguém, precisa de mais alguma coisa?

— Não, obrigado. — Dei um sorriso fraco.

Bella aproveitou a deixa e foi para casa, não sei como ela ficou sabendo de tudo, já que tinha ido embora antes, mas veio até aqui para ver como eu estava. Clary foi até mim, me abraçou e avisou que também já estava saindo, mas eu a interrompi:

— Clary, por que você é tão... legal comigo?

— Porque você me lembra muito de mim mesma, quando descobri tudo isso. Eu tive Jace para me apoiar, e quero estar aqui para apoiar você. Quando precisar de uma amiga para conversar, vou estar sempre aqui. Já sabe o meu número, é só ligar. — Ela deu uma piscadela e saiu do quarto.

Alcancei meu celular, que estava jogado na cama. Uma mensagem de voz. Cliquei para ouvir.

Hey, é o Liam. Eu sinto muito por ontem à noite. Não tinha ideia de que aquilo iria acontecer.” Ele estava falando de ter me beijado ou de ter se revelado um lobisomem? “Se você quiser me falar comigo...” E a mensagem acabou.

Ignorei-a. Não estava preparado para enfrentar aquilo, ainda não. Olhei as horas no celular, fiquei espantado em saber que já eram 11 horas da manhã. Era domingo, então minha mãe está em casa. Desci para a sala e fui ao seu encontro, ela estava lendo um livro qualquer.

Deitei no sofá, com a cabeça no colo dela. Natalie fechou o livro e o colocou ao seu lado, passando a mão pelo meu cabelo. Ficamos ali por um tempo, até que ela quebrou o silêncio:

— Então, como foi a festa?

— Normal... — respondi, dando de ombros.

— William, você sabe que eu sei quando alguma coisa está errada. — Ela tirou a mão da minha cabeça e, não me pergunte como, me abraçou. — Vamos, conte pra mim.

— Bem, eu e essa pessoa estávamos dançando e nós meio que estávamos um pouco bêbados e as coisas foram acontecendo e essa pessoa me beijou. — fiz uma pausa, mamãe estava com uma expressão de “sabia que aí tinha coisa”. Resolvi continuar. — Mas depois disso, essa pessoa revelou ser “diferente”. Não sei se devo ou não julgar... Nos conhecemos faz pouquíssimo tempo.

— Diferente ruim ou diferente bom? — perguntou ela.

— Eu não sei! Na verdade, falando isso em voz alta, nem sei se isso mudaria o interior dessa pessoa, os sentimentos.

— Então, eu acho que você deveria falar com essa pessoa sobre o que aconteceu. Tente entender o outro lado da história. Você disse que vocês se conhecem há pouco tempo, aproveitem isso. Conversem, se descubram. — aconselhou mamãe.

— Ai meu deus! — exclamei.

— O que houve? — perguntou Natalie, preocupada.

— Eu tenho a melhor mãe do mundo! — Dei um beijo na bochecha dela e saí para o meu quarto.

Aquilo me deu o pouco de coragem que eu precisava para encarar a minha situação. Peguei meu celular e mandei uma mensagem para Liam:

Onde podemos nos encontrar???

Quase imediatamente chegou a resposta:

Venha até a minha casa. Também tinha um endereço anexado. Era um pouco longe, teria que pegar o carro de Natalie. Deus, já está na hora de eu ter meu próprio carro. Fui até o guarda-roupa e vesti uma camiseta de manga comprida, para esconder as marcas de Liam.

Desci as escadas novamente, ela estava vendo TV. Antes mesmo de eu abrir a boca para pedir, mamãe disse:

— Tudo bem, Will. A chave está em cima da mesa.

Olhei para ela, realmente surpreso.

— Ok, não me espere para o almoço!

Agradeci enquanto pegava a chave e ia em direção à garagem. O carro era um Honda CR-V. Dei a partida e segui o endereço que Liam havia me dado.

+++

Bati na porta. Liam a abriu, pedindo para eu entrar. A casa dele era bem bonita. Mas, pra ser honesto, eu não prestei muito atenção nela. Nos sentamos no sofá e logo um silêncio constrangedor se instalou ali. Decidi quebrá-lo:

— Então, sobre ontem à noite...

— Aquilo, — Liam me interrompeu — aquilo foi um erro. Nós estávamos bêbados e...

Quase comecei a rir. Sério mesmo, universo? Minha vida estava se tornando um completo clichê, que maravilha.

— Calma aí, camarada. Você realmente acha isso? — perguntei a ele. Havia uma pontada de tristeza na minha voz. Bem pequena, mas estava ali.

— Talvez... — disse Liam. Aquilo me fez lembrar o dia que a gente se conheceu, quando ele estava tentando me convencer de ir à festa. Ele esperou um pouco, pensativo. Ainda não conseguia acreditar, eu vim até aqui com a melhor das intenções e isso que eu recebo.

— Na verdade, — ele se aproximou — eu não me importo.

E com isso, ele me beijou. Não foi como o beijo da festa, cheio de hesitações e receios, foi um beijo delicado, doce. Mas ao mesmo tempo foi intenso. E dessa vez eu correspondi. Fui inclinando o meu corpo para trás enquanto Liam avançava. Por fim, me deitei no sofá, com o seu corpo por cima de mim. De repente, ele recuou, voltando a sentar:

— Me desculpe, eu...

— Shh, não se desculpe, é sério. — Passei a minha mão pelo rosto dele, o acariciando. — Só vamos com calma, ok?

— Claro, sem pressa — concordou Liam.

— Acabei de me lembrar de uma coisa que o Scott falou sobre você.

Aquilo despertou a sua curiosidade. — Sério? O quê?

— Algo sobre você não ser o mais controlado do bando. — ele suspirou.

— Ah, isso. — ele hesitou por um instante, olhando pra mim. Acho que ele estava reunindo coragem para se abrir. — Quando eu era humano, eu tinha vários problemas em controlar a minha raiva. Fui expulso de escolas, estraguei várias amizades que eu tinha, até machuquei pessoas com que eu me importava, ou nem tanto. E então Scott me transformou. Mesmo assim eu não conseguia me controlar, foram as piores semanas da minha vida. E aquela noite, na festa, eu não sei o que aconteceu. Era noite de lua cheia e tudo estava indo tão bem. Acho que foi apenas preocupação de alguém te machucar... E o álcool também não ajudou muito. Eu só... não consegui me controlar.

Aquilo realmente me pegou de surpresa. Foi fofo a forma que Liam abriu o coração pra mim, não posso negar. Mas também fez eu me preocupar com ele. Se precisasse de ajuda, queria estar ali, presente. Agradeci a mim mesmo por ter escolhido a camiseta de manga comprida, não queria fazê-lo se sentir mal.

— Então quer dizer que você já sentia alguma coisa por mim. — brinquei.

— Meu deus, acabo de dizer que eu era um lobisomem descontrolado com problemas de raiva e você fica assim por causa da “quedinha” que eu tenho por você? Inacreditável! — Não pude deixar de rir.

— Não é isso, bobinho. — Encostei o meu corpo no de Liam, ele botou o braço ao meu redor. Olhei para os seus olhos. Lindos olhos azuis. (Sinceramente, acho que esses de olhos azuis me perseguem). — Você pode contar comigo, ok? Quando sentir que deve desabafar com alguém ou apenas conversar, me liga. Vou dar um jeito de ir correndo para encontrar você.

— E isso tudo faz de nós o quê? — perguntou ele, sorrindo.

— Acho que teremos tempo para descobrir.

Notas finais
Olá de novo! Gostaram do capítulo? Vamos concordar, ficou fofinho sz Como sempre, deixem seus reviews, amadinhos! Até a próxima att, xx