Notas iniciais
Alguns de vocês devem estar se perguntando "Ué, a fic voltou?" SIM! Resolvi repostar ela, mas tá bem diferente. Corrigi erros e adicionei/melhorei MUITAS partes. Na capa da fic o Dylan Sprouse tá representando o Will porque ele ficou muito Will. Não botei nenhum link dos personagens porque não achei nenhuma foto de como eu imagino eles (além das do Dylan), então a imaginação de vocês é o que conta! E é claro, deixem review, seus lindos! Espero que gostem ♥

Eu estava correndo pela floresta. O meu cabelo balançava com o vento. Olhei para trás pra me certificar de que, seja lá o que era aquilo, ainda estava atrás de mim. E estava. Aquilo era uma besta, com a forma de um lobo, o tamanho de um urso e os dentes e garras parecidas com navalhas, feitas para destruírem qualquer coisa. E ela estava quase me alcançando. A última coisa que eu vi foram os seus olhos azuis brilharem antes de tropeçar e cair em um profundo poço.

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O alarme despertou ás 6 horas da manhã. Desliguei rapidamente, não suportava aquele som. Fui para o banheiro lavar o rosto, escovar os dentes e fazer minhas necessidades básicas. Troquei de roupa no meu quarto, botando uma roupa simples, calça preta e uma regata branca. “Cara, você está parecendo um ‘tumblr boy’” minha consciência falou, dei de ombros.

—Filho, vem logo! Você não vai querer se atrasar no seu primeiro dia na nova escola! – Chamou minha mãe, Natalie.

— Já estou indo, mãe – Eu respondi enquanto descia as escadas e me dirigia á cozinha. O cheiro estava ótimo: ovos e bacon fritos e um suco de laranja feito na hora.

Comecei a comer em silêncio, percebendo o olhar preocupado da minha mãe em mim. Ela era bonita, com os seus cabelos loiros e os olhos castanhos, que sempre me acalmavam, sua presença me deixava mais confiante.

O cabelo eu puxei dela, o meu era um loiro meio que dourado. Mas os olhos eram do meu pai, um tom de azul claro da cor do céu. Coincidência ser da mesma cor que o da fera em meu sonho? Quem sabe?

Minha mãe e eu tínhamos um laço, sempre encontrávamos força e apoio um no outro. Além de mãe, ela também era minha amiga e uma confidente, e eu a amava. Eu sei que isso parece meio impossível, ter uma amizade com sua mãe, mas era assim comigo. Não tenho muitos amigos por aí, então é melhor aproveitar ela, que está aqui para “o que der e vier”.

— William, está tudo bem? – ela perguntou.

— É o meu primeiro dia de aula em uma escola nova, então a resposta é não, não está tudo bem. – respondi.

— Olha, eu sei que é difícil pra você ficar mudando de escola, deixar tudo para trás...

— Eu não tinha nada de importante para sentir falta – interrompi. Ouvi a buzina do ônibus que ia me levar pra escola e fui pegar minha mochila que estava na sala, dei um “tchau” baixinho para minha mãe. Ela respondeu com um “boa aula” e acenou, sorrindo.

As coisas não estavam fáceis desde que meu pai morreu, três anos atrás. Na verdade ninguém sabe se ele realmente morreu, nunca encontraram o corpo.

*Flashback On*

— Então é isso que a juventude de hoje em dia escuta... — Falou papai, baixando o volume de uma música eletrônica qualquer que tocava na rádio.

— Ah, pai, me deixa botar meu pen drive. Juro que só tem músicas boas! — Insisti.

No fim ele concordou e pegou o pen drive da minha mão. Mas, no momento em que ele encaixou na entrada, minha mãe gritou:

— David, cuidado!

Olhei para frente, para a estrada. Um lobo, um enorme lobo, que mais parecia um urso, estava trancando a passagem. Ele estava olhando diretamente para nós, seus olhos eram de um azul claro que parecia capaz de penetrar na sua alma. Um arrepio percorreu minha espinha enquanto eu imaginava o que iria acontecer em seguida.

Foi como se o universo tivesse apertado o botão “Slow Motion”. Papai virou o volante e jogou o carro em direção à floresta que se estendia nos dois lados da pista. Atingimos uma árvore, e então, apaguei.

Quando acordei, já no hospital, perguntei para a enfermeira sobre minha mãe e meu pai. Ela sobreviveu e estava bem, porém, ele sumiu.

*Flashback Off*

Eu sentia uma imensa falta dele, e acho que minha mãe também. De vez em quando eu a vejo chorando em seu quarto, abraçada a um porta-retratos com uma foto de nós três juntos, comemorando o meu aniversário de 13 anos, o último no qual ele esteve presente.

Silver Roof não é uma cidade grande. Na verdade era extremamente pequena. Têm, no máximo, 3.500 habitantes, duas escolas (uma de Ensino Fundamental e a outra de Ensino Médio). Todo mundo conhecia todo mundo, sabiam da vida de todo mundo. Isso podia ser muito incômodo, ainda mais quando a sua família foi notícia em todos os jornais locais.

Minha mãe e eu vivemos por dois anos com a minha avó, na Pensilvânia e depois mais um ano com a minha tia, em Ohio. Nesses três anos, eu consegui terminar o Ensino Fundamental. Há uns dois meses atrás, voltamos para Silver Roof, durante as férias de verão. Várias pessoas aqui me “conhecem” de quando eu era pequeno, mas mesmo assim vou ser conhecido como o garoto novo. É uma droga, realmente, mas tudo bem, eu não me importo.

Estava pensando na escola, nas pessoas de lá, quando uma coisa me chamou a atenção. Vi duas coisas brilharem na floresta, como um flash. Eu conhecia aquilo de algum lugar... Os olhos do lobo que vinha perseguindo os meus pesadelos.

Notas finais
Gostaram? Não vai cair a mão se deixar um review lindo falando o que vocês acharam! Se acharem alguma foto que encaixe na descrição do Will e da Natalie me mandem por review ou MP. Acho que é isso, obrigado por ler e até a próxima att!