Glitter In The Air
14 Capítulo 14 - e... Tchau.
Notas iniciais
Depois de levar quase o dobro de tempo que o Jack levara pra resolver seus exercícios, eu terminei os meus. Numa boa, matemática é a coisa mais inútil e estúpida que existe na vida! Até parece que tudo que eu for fazer de agora em diante seria calculado! Tipo, daqui até o senhorFrankeinstain, se eu quiser dar-lhe um soco são não sei quantos metros multiplicados pela raiz do inferno somado á força do além que eu irei utilizar para quebrar a cara dele.
- Em que ta pensando? – Jack me perguntou assustando-me devido ao fato de eu estar completamente viajada nesse momento.
- Pára de me assustar! – disse enquanto dava-lhe um muro em seu braço direito.
- Isso doeu! – ele disse enquanto massageava o local afetado.
- Seu fresco!
- No final da aula eu te mostro quem é o fresco. – ele disse e eu não entendi bem o porque dele ter dito tão alto, mas, logo entendi pois, toda a sala fazia um sonoro “Uuuuh” e o Frankeinstain vinha em nossa direção com um sorriso colgate mesclado á irritação pensando que nos levaria á detenção por não termos feito os exercícios.
- Posso ver o caderno de vocês?
- Á vontade. – eu disse sorrindo, e ele me olhou de cara feia, e, a cara ficou pior ainda por constatar que tanto eu quanto Jack havíamos feito todos os exercícios e pra completar, estavam todos corretos. Ah! Se fudeu Mané!
- Muito bem senhor Johnson... – ele começou e eu não entendi o porque dele estar saudando o Jack. – Conseguiu fazer com que a senhorita Evans fizesse alguma coisa direito... – ele disse e seu sorriso colgate se aumentou ainda mais e eu tive vontade de arrancar a cadeira do chão e quebrar aquela dentadura1
- Que isso seu Carl.
- Que isso nada! Eu que fiz e ele quem leva o credito? – eu disse irritada e o Jack riu seguido do senhor Frankeinstain.
- Sr. Evans, o passo mais importante ele deu... Você apenas seguiu a corrente.
- Ah fala sério! Vá falar que nem monge com alguém que se interesse por isso! – disse e joguei minhas coisas de qualquer jeito na mochila e saí ao ouvir o som do alarme do colégio avisando-nos que o intervalo começara.
Joguei minhas coisas no escaninho e fui procurar um lugar onde eu pudesse ficar sozinha sem que ninguém pudesse me perturbar e que eu pudesse xingar aos ventos sem ninguém me mandar para a detenção ou roubar meus créditos por isso.
Sentei-me perto de um riacho que tinha numa lateral mais afastada do colégio e comecei a jogar algumas pedras no mesmo.As graminhas estavam pinicando as minhas pernas, maldita hora em que minha mãe sumiu com os meus jeans! Agora não consigo ficar nem dois segundos sentada na grama por causa desse maldito short!
Levantei-me e continuei na mesma terapia de jogar pedras no riacho, não sei muito bem por quanto tempo fiquei nisso, só me assustei quando senti mãos quentes em volta da minha cintura, e, tive uma vontade incrível de cortar aquelas mãos quando me virei e constatei quem era.,
- Ta com raiva de mim? – ele perguntou serio e me olhava fixamente em meus olhos. Aquilo me deixava um pouco desconcertada.
- O que você acha? – disse sem uma expressão notória, e pude notar a frustração nos olhos de Jack.
- Sério que você vai ficar assim comigo só por causa do professor de matemática? – ele disse incrédulo e tirou as mãos de minha cintura.
- Eu já sou assim com você naturalmente, o professor só aumentou um pouquinho mais a intensidade, aí então você conseguiu notar.
- Hayley você é absurda! Sério, eu não sei porque eu ainda tento!
- Eu também ainda não entendo o que você faz aqui.
- Eu sou um idiota mesmo!
- Demorou um pouco pra perceber, não acha? – eu disse com meu costumeiro mal-humor
- Eu estou falando sério, se você ainda não percebeu.
- E acha que eu não? – disse com as sobrancelhas arqueadas. Ele respirou fundo, fechou os olhos e voltou a falar.
- Tudo bem Hayley... Se você não me quer por perto, eu não vou mais te atormentar. Eu pensei que você gostava de mim, mesmo desse seu jeito estranho, mas pelo jeito eu me enganei... Descupa ai qualquer tormento e... Tchau. – ele disse pesadamente enquanto se afastada em passos longos, como se aquilo fosse algo difícil demais de se fazer.
- Jack... – eu sussurrei, de olhos fechados, apenas para que eu pudesse ouvir quando o vi sair pelos portões do colégio.
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