Glitter In The Air

11 Capítulo 11 - A cada instante que passa, piora.


Notas iniciais
Aí gente, não postei domingo passado, desculpa. Mas é que eu tinha ideia apenas para Intercambio, então postei lá. E bem, antes desse domingo agora que ainda estava dentro do meu prazo, acabei postando. ÊÊÊ ! Agora um aviso nada legal. Acho que tomei recuperação em matemática, o que significa: sem internet até a recu recu. Mas ah, sei lá, tudo depende dos meus pais né UHAS Espero que curtam o capitulo, ainda que ele não tenha ficado bom :/

Eu tive vontade de assassinar minha mãe quando eu olhei dentro do meu guarda-roupa e não encontrei sequer um jeans limpo para eu poder ir á escola, haviam apenas alguns shortes e umas saias que eu não tinha idéia de onde tinham saído, porque, com certeza, aquilo não era meu.

-Meu bem, agora que você está namorando, tem de se arrumar um pouco mais. Que acha que seu namorado vai pensar se você andar quase tão máscula quanto ele? –minha mãe me repreendeu.

-Mãe, escuta. Eu não estou namorando com o Jack, e mesmo se estivesse –tive imensas vontades de vomitar quando comecei a dizer aquilo. –eu não namoraria um cara que me fizesse mudar por ele.

-Querida, atitude não é tudo. –ela disse em negativa para logo começar a falar mais asneiras. –E não tem jeito, você terá de ir ou de short, ou de saia, porque eu doei seus jeans para uma senhora necessitada.

-O QUE? MÃE O QUE VOCE TEM NESSA SUA CABECINHA? –gritei. Quem ela pensa que é para simplesmente doar meus jeans? Ta, já sei. Ela pensa e é a minha mãe, mas enfim. Ela continuava sem o direito de jogar minhas coisas fora.

-Não grite comigo Hayley Nichole! Eu sou a sua mãe. E arrume-se logo ou irá se atrasar para o colégio. –ela disse enquanto saia do meu quarto. Tive imensa vontade de pegar algo bem pesado e jogar em cima dela.

(...)

Em frente ao espelho eu não conseguia acreditar no que via. Estava me sentido uma boneca de plástico estilo ás seguidoras de Sharon. O maldito short que minha mãe deixou em meu guarda-roupa não ia nem até a metade da minha coxa e a maldita da regata era decotada. Isso só podia ser castigo, ah se era! Eu estava parecendo uma puta com aquela roupa, fala sério! Tinha vergonha até de sair do meu próprio quarto.

Pelo menos ela não tinha jogado fora meus all-stars.

Prendi meu cabelo num rabo de cavalo mal feito e fui obrigada a passar litros de protetor solar em minhas pernas. Droga de short! Se fosse meu querido, amado e velho jeans eu não precisaria disso!

Coloquei minha blusa de frio, que ficou quase como um mini vestido (para que pensem no tamanho do short que a descerebrada da minha mãe me obrigou a ir para a escola). Não fazia frio, mas nem morta que eu andaria com aquele decote todo á mostra.

Desci para tomar café da manhã. Minha mãe estendeu o sorriso de orelha á orelha. Tava pior até do que aquele gato medonho de Alice no país das maravilhas e meu pai, bem... Meu pai cuspiu todo o café que estava em sua boca em cima da mesa molhando até mesmo o jornal sensacionalista que lia ao me ver, para logo colocar uma carranca em seu rosto, típica daquelas bem horrorosas que em algumas cidades baianas é posto em frente ás casas para espantar os maus espíritos.

-Bom dia meu bebê! –minha mãe disse toda alegrinha. Fingi ignorar lançando-lhe apenas um olhar de “Não quero papo contigo” e ela deve ter entendido, porque não pronunciou nenhuma palavra a mais depois disto. Meu pai ficou calado o tempo todo, isso era normal quando minha mãe estava presente, mas, estava me deixando perturbada, pois, ele não tirava seus olhos raivosos de mim. Só faltava suas narinas começarem a bufar de desaprovação que nem o pai do Kronk fazia quando ele era pequeno. E sabem de quem era a culpa? Da minha mãe é claro! Eu estou tão feliz quanto ele por estar vestida assim!

Não demorei muito para terminar de comer e saí ao colocar uma maçã dentro da mochila. As ruas estavam silenciosas, parecia que todo mundo havia decidido dormir até tarde hoje. Hm, um bando de trouxas iria levar bronca do chefe hoje, pensei sorrindo enquanto ia em direção ao ponto de ônibus.

Maldisse varias e varias vezes ao ver meu ônibus aproximando-se tão rapidamente. Quem disse que eu queria que ele chegasse rápido? Eu queria mais era que ele demorasse uma eternidade, ou sei lá, houvesse uma greve repentina e eu tivesse de ficar em casa para não ter de enfrentar tudo o que me esperava naquele inferno chamado escola.

Mas é, eu já deveria saber que não nasci virada para a lua e que eu e a sorte somos rivais desde o meu nascimento. Mas eu sou sonhadora, que posso fazer? Ainda tinha um pingo de esperança a que esse dia pudesse melhorar um pouco, mas, pelo que estou vendo, a cada instante que passa, piora.