Glee: a Dream Is a Wish Your Heart Makes
1 Capitulo 1: Will Schuester
Will correu os olhos sobre a folha de papel em sua mão. Um longo suspiro seguiu-se de uma esfregada nos olhos. Estava com sono. Se perguntava quando seu divertido trabalho de liderar o Glee Club havia se transformado em apenas mais um emprego. Precisava de uma lista de musicas para as Regionais. Sua cabeça doía. Outro suspiro. Decidiu deixar para o dia seguinte. Com certeza teria boas idéias durante seu sono. Afinal, Will era um sonhador.
Capitulo 1: Will Schuester
Will sentou-se confortavelmente em sua cadeira acolchoada e giratória. Um sorriso no rosto e um charuto nos lábios, por que não? Afinal, era uma data comemorativa!
Batidas fizeram-se ouvir na porta. “Entre” gritou o antigo professor de espanhol. Pela porta recém-aberta entraram dois de seus antigos alunos, Rachel e Kurt, com sorrisos, flores e chocolates. “Sr. Schuester, viemos lhe dar os parabéns.” Começou a garota. “Sim, é um feito extraordinário!” Kurt continuou. “Obrigado, crianças.” Will sorriu “Significa muito para mim. Sério.”
Nesse momento a porta abriu-se mais uma vez. Sem bater ou se anunciar, Emma entrou na sala recém-adquirida de Will.
“Will, meu Deus, isso é incrível!” A ruiva sorria, eufórica. Will apenas sorriu em resposta. A ruiva caminhou-se rapidamente para a mesa do novo diretor e como se estivessem sozinhos, sentou-se em sua mesa e beijou-lhe suave e desejosamente. Rachel e Kurt acharam por bem sair da sala e dar aos pombinhos um pouco de privacidade. Tão logo a porta fechou-se, a camisa de Will foi rasgada e os dedos ambiciosos de Emma percorriam seus peitorais. Um beijo sedento, que de repente parou. Emma estava imóvel, como que petrificada. Um silencio assustador tomou conta do local, causando um arrepio ao novo diretor. Vultos passavam por diante de sua porta, e o medo poderia petrificá-lo. Uma escuridão tomou conta do lugar, fazendo-o surpreender-se com o fato de que já era noite. Com uma puxada de fôlego, Will levantou-se e pôs-se a caminhar. Precisava descobrir caso algo estivesse ameaçando a seus alunos, afinal, era o diretor.
Abriu cautelosamente sua porta. Uma neblina cobria os corredores, impedindo-o de ver claramente. Um passo para fora e ouviu sua porta fechar-se atrás de si. Respirou fundo e colocou-se a caminhar. Tão logo começou a andar, pode ouvir risadas. Mas não eram risadas comuns, elas eram... diferentes. Pode ouvir também uma melodia. Seguindo-a, logo chegou à antiga sala do coral. Ali, no centro, estavam. Rachel, Quinn, Santana, Brittany, Mercedes e Tina. Todas diferentes. Elas pareciam estar em um tipo de transe. Mercedes e Santana pulavam amarelinha; Brittany andava de bicicleta, e Rachel, Quinn e Tina pulavam corda. Pareciam crianças hipnotizadas. E todas elas cantavam um mesmo refrão, acompanhando a melodia.
One, Two,
Um, dois,
Freddy’s coming for you
Freddy está vindo atrás de você
Tree, Four,
Três, quatro,
Better lock your door
É melhor trancar sua porta.
Five, six,
Cinco, seis,
Grab your crucifix
Pegue seu crucifixo.
Seven, Eight,
Sete, oito,
Better stay awake
Melhor ficar acordado até tarde
Nine, Ten,
Nove, dez,
Never sleep again.
Nunca mais durma de novo.
Um arrepio percorreu sua espinha ao ouvir esses versos. Lembrava-se deles, mas nunca achou que os ouviria novamente. Uma coisa que os adultos não percebem, é que as crianças se lembram. Will nunca esqueceu o assassino sanguinário que estava à solta em sua infância, e nunca esqueceu o olhar de sua mãe quando disse que queimaria o miserável antes de deixá-lo encostar um só dedo em seu filho. Will também nunca esqueceu o arrepio que sentiu quando viu nos noticiários que Freddy Krueger estava morto. E com certeza não esqueceu os cantos das crianças. Tão logo as crianças começaram a morrer na Rua Elm, e seu primeiro pesadelo aconteceu, sua mãe preferiu não correr o risco. Ela o pegou pelo braço e foi para outra cidade. Will nunca imaginou que isso viria atrás dele. Nem em seus mais sombrios pesadelos.
Um vento quente soprou em sua nuca, causando-lhe um enorme desconforto. Dois passos para trás até se dar conta de que não estava mais na escola. Encontrava-se agora numa caldeira, e não estava sozinho. Entre os ruídos podia ouvir passos. O medo tomou conta de seu corpo como se voltasse a ser uma criança assustada. Começou a correr, sem saber para onde ia. Correu sem ter para onde ir. E não importava o quanto ele corresse, ele nunca estava seguro. E entrava cada vez mais fundo nesse labirinto sem saída. O coração acelerado. Era isso. Esse era o fim.
O barulho das garras sendo arrastadas nos canos. A risada do perseguidor. Precisava acordar. Precisava acordar agora.
Puxou a manda de sua blusa e encarou a pele de seu antebraço. “Deus, por favor, isso precisa dar certo.” Sussurrou, momentos antes de encostar seu braço em um dos quentes canos ao seu redor. Queimava, doía, e nada. Will não conseguia acordar.
“Não adianta.” Disse o homem queimado à sua frente.
Will sentiu o sangue parar de correr em suas veias por alguns segundos. Krueger estava de volta.
Freddy aproximava-se de Will à passos lentos. Queria torturá-lo. As garras nos canos... aquele barulho poderia enlouquecer qualquer ser humano.
“Bem vindo ao primeiro tempo, va--” Freddy começou, mas não conseguiu terminar. Como que num passe de mágica, tirando forças de sabe-Deus-onde, Will deu-lhe um chute nos países baixos e saiu correndo.
“Não.” Gritou, em sua fuga “Bem vindo você ao primeiro tempo, fracassado.”
Will corria desesperado, quando viu sua salvação à sua frente. Uma porta. Não se lembrava daquela porta. Não sabia a onde ela levava, e nem tampouco se era segura. Tinha medo de que essa porta levasse à casa da Rua Elm. Mas era um risco que precisava correr.
Apostando todas as suas fichas nessa única saída, Will girou rapidamente a maçaneta e abriu a porta. Dois passos para dentro de seja lá o que for, e fechou repentinamente a porta, momentos antes da ameaça atravessá-la.
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