O ano de 2015 e 2016 foram anos realmente bons para os ex-alunos do William McKinley. O amor de Quinn e Puck só cresceu e se tornou mais forte, Mercedes e Sam estavam se conseguindo realizar seus sonhos, Brittany e Santana estavam crescendo como casal e como profissionais, Kurt e Blaine mantiveram o casamento mais vívido, Rachel com algum esforço, conseguiu retomar sua vida.

Agora, Artie Abrams pode considerar que de fato seu ano foi normal. Ele se manteve na faculdade e agora, mais do que nunca, se sentia encaixado na hiperativa rotina de New York e sabendo que fazia parte daquela grande cidade. Levou um tempo para se adaptar com sua cadeira de rodas pelas ruas da Big Apple, mas conseguiu. Aprendeu truques e técnicas de como facilitar sua vida e trajetos.

Uma das coisas que Artie também havia conseguido, foi ganhar uma votação na escola com um de seus curtas metragens. Então a Brooklyn Film Academy mandou seu filme para uma premiação pouco conhecida de filmes independentes, mas com grande reconhecimento no meio do cinema e o filme do Abrams estava pré-indicado. Mas o cadeirante não achava que poderia vencer, já que ele havia assistido os outros filmes e encontrado outros melhores.

Fora isso, o rapaz tentava focar em outra coisa. O New Directions estaria daqui a alguns dias em New York para a apresentação das Nacionais. E a única coisa que o Abrams conseguia pensar era se Kitty estaria aqui. Talvez ele pudesse levá-la para algum restaurante e finalmente reconquistar a loira de uma vez. Os dois mantinham contato desde sua última visita a Lima, mas os dois sempre ficavam em troca de mensagens e não passavam disso.

Artie estava disposto a ter Kitty de volta. Mesmo que fosse só por uma noite, já que a garota poderia voltar para Ohio e fazer faculdade em Lima. Mas Artie sabia que ele aproveitaria aquela noite como se fosse sua última.

[...]

Quinn estava finalmente no topo de Yale. A loira depois de três anos havia conseguido ser a mais popular na universidade. Não que a faculdade fosse exatamente igual ao ensino médio. Quinn não fazia o que queria, mas em qualquer lugar que ela fosse, todos a reconheciam e sabiam o tremendo talento que ela tinha em atuar e cantar. Agora ela era respeitada e não temida como antigamente.

Para manter o relacionamento com o namorado, Quinn ou Puck dirigiam por algumas horas até chegar ao apartamento um do outro nos finais de semana. Puck agora também morava em Connecticut. O único motivo pelo qual o moicano escolheu logo aquele estado foi na esperança de que assim ele poderia voltar com Quinn e tudo ficaria mais fácil para os dois. O que de fato aconteceu. Eles tinham planos de revessar para quem visitava quem nos finais de semana.

Quando Quinn estava no caminho do apartamento de Puck, ela recebeu uma ligação dele. Com traumas do passado e ideia do badboy, Quinn resolveu se precaver e instalar um alto falante conectado ao telefone e poderia responder a quem quer que fosse a ainda focar na estrada.

– Noah, estou a duas horas da sua casa. Você poderia guardar um pouco a ansiedade esperar para me ver? – A loira terminou a sentença com uma risada.

Ei, Quinnie! Na verdade estou te ligando para outra coisa. – Quinn cerrou os olhos e colocou mais um pouco de atenção no telefone. – Eu sei que você deve estar pensando que eu vou desmarcar nosso encontro, mas pelo contrário. Preciso que você venha direto para a Base, estou aqui resolvendo algumas coisas e quando terminar, iremos para casa juntos.

– Tudo bem. Te vejo daqui a pouco, então. Beijo.

Até daqui a pouco. Beijo. – Puck havia desligado o telefone.

Um pouco curiosa, Quinn levou as exatamente duas horas para chegar a Base. Na entrada, todos a reconheciam sem antes mesmo da loira remover os óculos escuros, que só usava porque Puck afirmava que aquilo a deixava mais poderosa. Quinn dirigiu por mais alguns quilômetros, até que encontrou Puck a esperando.

A loira estacionou o carro, desligou o motor e foi até o namorado. Quinn o cumprimentou com um beijo nos lábios. Quando se separaram, manteve os braços nos ombros dele e ele ainda abraçava a cintura da loira.

– Acho que já terminou o que tinha para fazer. Podemos ir embora e terminar esse beijo em casa... – Disse ela sorrindo maliciosamente.

Antes, preciso que você veja algo. – Puck tirou um rádio do bolso de trás e colocou em frente os lábios. – Agora, Todd.

Quinn sem entender, soltou uma risada com o suspense. Puck a guiou para que ela se virasse para o céu. Em alguns segundos, um avião já estava no ar. Mas não era qualquer avião, era um avião fumaça. Ele começou a escrever algo no céu.

– Por favor, me diga que isso não é um pedido clichê de casamento. Ainda mantenho meus pensamentos sobre casamento de jovens. – Quinn observava o percurso do avião e quando ele terminou, deixou um “Eu te amo” formado no céu. – Noah... I-isso. – Quinn olha para Puck notavelmente emocionada. – Eu também te amo, Noah. – Fabray dá um novo beijo no aeronauta, mas mais intenso.

Quando os dois se separam, Puck tomou a palavra.

– Aprendi um pouco sobre romantismo ficando tanto tempo longe de você. – O rapaz se tornava outro quando estava na presença da loira.

– Você precisa me mostrar mais desse lado. – Disse ela conseguindo um sorriso satisfeito do namorado. – Estamos conseguindo, Noah.

Com lágrimas de felicidade que faziam seus olhos brilharem, Quinn recebeu um forte abraço de Puck. Os dois estavam tendo o que mereciam.

[...]

Mercedes novamente estava entrando em turnê pelo país, mas dessa vez haveria duas coisas de diferente. A primeira seria que a negra finalmente teria uma estrutura toda para ela, ao contrário da última turnê, onde precisou da inspeção dos donos dos shoppings. E a segunda mudança, que era a favorita da moça, seria que seu namorado a acompanharia por todo o país.

Depois do treinador Beiste finalmente impor e conseguir o respeito dos alunos no McKinley, Sam sentiu que não precisava mais ficar em Ohio. Além disso, ele havia voltado com Mercedes e para não a perder novamente, resolveu acompanhar ela. O loiro até tinha seus momentos onde provava que era desprovido de sabedoria, mas era capaz de saber que não poderia ficar encostado no sucesso de Mercedes. Então com a ajuda de Mercedes, o loiro conseguiu alguns contatos para modelar futuramente.

Depois de passar por West Virginia, Virginia, Maryland, Delaware, New Jersey e Pennsylvania. O casal estava a caminho para New York. Por sorte deles, o New Directions estariam se apresentando em alguns dias.

– “I said: woah, oh, oh, oh, oh. Hell to the no-no, no-no, no-no, no-no”-

Mercedes! Oh foi mal. – Desculpou-se Sam por interromper o aquecimento vocal da negra. Mercedes riu do modo atrapalhado do Evans.

– O que você quer, Sam? – Disse ela dando total atenção para o rapaz.

– O que estava fazendo? Estava cantando de novo? Toda vez antes do show você faz isso. Você fica gravando para fazer playback? – Questionou o loiro.

– O que? Não. Sam, e-eu estou me aquecendo. – Explicou a negra, mas dessa vez enquanto arrumava sua franja em frente ao espelho.

– Quer um casaco? Posso pedir para o motorista do ônibus parar e pegar um casaco na sua mala. – Sam já estava quase saindo do lugar reservado para diva no ônibus.

– Não, Sam. – Sam era o único que fazia piadas estúpidas, sem receber o julgamento de Mercedes, e sim as risadas. – Estou me aquecendo vocalmente para o show que estamos indo. – Disse Mercedes focando no cabelo.

– Ahn... – Sam ainda não tinha entendido porque ela teria que fazer aquilo. – Eu tenho uma novidade. – Disse o loiro sorrindo e apontado uma câmera para o rosto de Mercedes.

– Sam, dá onde você tirou essa câmera? – Questionou, mas logo em seguida começou a se exibir para o aparelho.

– Eu tenho uma notícia para te dar. – Disse Sam olhando para a mulher pela câmera.

– Se for dizer que eu sou a mais linda e mais talentosa, não será novidade Sam. – Se garantiu ela.

– Não. Mercedes Jones, seu álbum acaba de ficar em primeiro no iTunes. – Mercedes parou na hora. – E há grandes chances de ficar em primeiro na Hot 100 da Billboard na próxima semana.

– Mentira... – Mercedes estava congelada. – I-isso é mentira. – Sam negou com a cabeça atrás da câmera. – Oh meu Deus! Sam! – A negra pulou nos braços de Sam. – Eu não posso acreditar! Eu consegui! Está tudo virando realidade.

Mercedes não se continha. Seu sonho de infância estava finalmente se tornando. Ela realmente estava ficando famosa. Era questão de tempo para o mundo inteiro saber quem era Mercedes Jones. Já o loiro, não podia estar mais feliz e orgulhoso da sua namorada.

[...]

Após o casamento, Santana saiu em turnê sendo acompanhada por sua esposa. Era tudo o que a latina poderia querer: música, fãs e o amor de sua vida ao seu lado, a ajudando a passar por todas as dificuldades de início de carreira, que a propósito, eram muitas. Mas Brittany estaria sempre ali para ela.

A loira seguia sua esposa por todos os lados, já que não estava mais na faculdade, mas isso era algo de que nenhuma das duas reclamava, elas amavam poder passar todo esse tempo juntas. Era como se não fossem conseguir respirar se estivessem distantes. Sem contar que Santana havia conseguido um contrato para que Brittany fosse uma de suas dançarinas. Isso asseguraria que elas estariam juntas em premiações, shows e turnês.

No começo, Santana tinha alguns seguidores, em sua maioria fãs de Mercedes que ouviram sua parceria com a Jones. Mas aos poucos, a latina conquistou uma boa quantidade de admiradores. Ainda não eram tantos quanto ela sonhava em um dia ter, mas ela sabia que era bastante para uma pessoa que ainda estava no início da carreira e apenas um EP disponível.

– Eu não estou dizendo que não gosto do fato de você ser famosa. – Brittany dizia. Elas haviam acabado de chegar de uma volta ao parque, onde uma das fãs de Santana chegou um pouco perto demais para tirar uma foto. – Eu só acho que aquela garota era meio... Louca demais por você.

– E é por isso que ela é chamada de fã. – Santana disse dando uma leve gargalhada. Brittany fez uma carranca e sentou no sofá, de braços cruzados. — Hey, Britt – Santana disse, ajoelhando na frente da esposa – Você não está com ciúmes de uma fã, está?

– Claro que estou! Ela era linda.

– Ok, agora quem está com ciúmes sou eu. – A latina disse arrancando uma risada da loira. Santana então segurou a mão da esposa – Britt, você não precisa ter ciúmes de ninguém. Você sabe que eu só tenho olhos para você. Você vai ser sempre a minha namorada, lembra?

A loira sorriu docemente.

– Na verdade, já faz um ano que eu sou mais do que sua namorada.

– É verdade, essa frase já está meio ultrapassada. Agora devemos dizer que você vai ser sempre a minha linda e amada esposa. – Ela disse sorrindo de um jeito que só fazia quando olhava nos olhos de Brittany. – Eu te amo tanto, Britt.

– É claro que ama, eu sou incrível. – Brittany disse, dando de ombros com um sorriso nos lábios.

– É, você é incrível.

Brittany então a puxou para um abraço apertado.

– Eu também te amo, Sant.

Santana então selou seus lábios aos de Brittany. Quando se separaram, ambas tinham um sorriso nos lábios.

– Mas então – Brittany disse – Você tem fãs até no parque. Isso é bom.

Santana sentou ao lado da loira no sofá sorrindo.

– Sim, é bom ouvir uma pessoa te vendo e dizendo: “Ai meu Deus, é a Santana Lopez!”. Quando eu ouvia a Mercedes falando o quão bom é, eu não acreditava. Mas ela estava certa.

– Agora você vai ter que usar óculos de sol e chapéu quando formos sair, assim não vamos ser incomodadas pelas suas fãs malucas. Santana deu uma risada. — Eu estou brincando, tá?! – Brittany falou – Eu não poderia estar mais orgulhosa de você.

Santana a abraçou novamente, deitando sua cabeça no ombro da esposa. Elas não precisavam falar mais nada, simplesmente ficaram lá, aproveitando a sensação de estar nos braços da pessoa que mais amavam no universo.

[...]

Kurt Hummel-Anderson e Blaine Hummel-Anderson. Finalmente os dois haviam se casado. Depois de tantos altos e baixos, depois de tantos desafios e muitas vezes um precisar esperar para ter o amor do outro, eles finalmente conseguiram se casar e jamais desfariam aquilo.

Algumas pessoas já haviam dito e Kurt havia lido em algumas revistas que a “fase das flores” de um casamento durava três meses após a lua de mel, mas para o jovem casal, um ano depois ainda durava essa fase. Parece que também tiraram coisas boas daquela prévia amostra que tiveram ao morarem juntos no apartamento, os dois finalmente encontraram uma maneira de consolidar seu companheirismo aprendendo a compreender mais um ao outro.

Kurt continuava a trabalhar no Spotlight e na Vogue e mantinha-se na NYADA. Kurt sempre fazia testes para entrar em alguma peça da Broadway, mas nunca conseguia. Ele até pensou que talvez Rachel poderia conseguir algum papel para ele na sua peça, mas sabia que não seria bom pedir essas coisas e acabar deixando a amiga com cara de mandona para os diretores, então como um bom amigo, deixou isso de lado. Por outro lado, Kurt estava esperando sua hora e sentia que ela estava chegando.

Blaine havia saído da NYADA no ano passado, então ele trabalhou todo o ano em uma cafeteira perto de casa, para conseguir reunir algum dinheiro e pagar sua nova faculdade de música. Kurt e sua mãe estavam o ajudavam.

Um ano depois do casamento de última hora – que mesmo que providenciado de forma corrida, fora muito bonito – o casal chegava ao seu primeiro aniversário de casamento. Então, atento a isso, Blaine resolveu fazer uma surpresa para seu marido.

O celular do castanho começou apitar alguns minutos antes da sua aula terminar.

– Acabamos por hoje pessoal. Bom final de semana e até segunda. – Disse o professor de História da Arte.

Kurt foi até o telefone e atendeu a chamada de Blaine.

– Alô?

Alô. Kurt, teria como você trazer queijo para casa? Rachel acabou esquecendo quando foi no mercado. – Disse Blaine do outro lado da linha.

– Tudo bem. Teremos algo de especial hoje? – Questionou Kurt insinuando algum jantar caprichado. Ele olhou novamente para o presente que ele daria para Blaine e guardou na bolsa.

Para falar a verdade, não. – Kurt soltou os ombros na hora. – Eu estou terminando de o macarrão. Venha rápido para não esfriar.

– Está bem. Eu te amo, tchau.

Também te amo, tchau. – Disse Blaine desligando o telefone.

Kurt saiu da escola, passou no mercado e foi para o apartamento, tudo isso em trinta minutos. Quando começou a subir as escadas, encontrou pétalas de rosas que iam da ponta da escada, até a entrada do apartamento. Kurt soltou um sorriso bobo. Blaine era do tipo que não esquecia o dia do primeiro beijo, quem dirá o dia do casamento.

O castanho foi vagarosamente pelo caminho de pétalas, até que rolou a porta e encontrou o apartamento com luzes no teto, velas espalhadas por todos os móveis, pétalas pelo chão, uma pequena mesa no centro da sala com dois lugares e uma música bem calma de fundo.

– Surpresa! – Disse Blaine saindo do quarto deles.

– Blaine! O que é tudo isso? – Disse Kurt deixando a bolsa perto da porta e indo de encontro ao moreno.

– Uma pequena comemoração do que aconteceu há um ano atrás. Coisa boba, tipo nosso casamento... – Ironizou o moreno segurando a cintura do marido. Kurt selou o espaço entre eles com um beijo.

– Então já que tocou no assunto, vou entregar seu presente. – Kurt sentou Blaine em uma cadeira e foi até sua bolsa. – Espero que goste. – O castanho entregou a pequena caixa para o moreno, enquanto sentava em uma de suas pernas.

– Kurt, isso é demais! – Blaine removeu um broche com o formato de um coração gravado com as inicias dos dois de dentro da caixinha.

– É algo simples para o primeiro ano, mas é algo que diz bastante sobre nós. Eu acho. – Disse Kurt um pouco inseguro.

– É perfeito. – E com um beijo, Blaine tirou todas as inseguranças de Kurt sobre o presente. – Agora o meu. Preciso que você feche os olhos e confie em mim. — Os dois se levantaram. Kurt fechou os olhos, Blaine pegou na sua mão e o guiou até o quarto. O músico deixou o rapaz parado no meio do quarto, de frente para a cama e se afastou.

– Blaine, se você instalou um pole dance no quarto, não sei como esconderemos de Rachel. Isso vai ser vergonhoso. – Disse Kurt brincando e arrancando uma gargalhada de Blaine.

– Não, não é um pole dance. – Blaine tomou coragem mais uma vez. – Pode abrir.

Kurt obedeceu o marido e quando abriu os olhos, encarou um quadro na parede da cabeceira da cama. O quadro era uma réplica de uma das fotos do álbum de casamento dos dois. Era a primeira dança dos dois.

Kurt removeu os sapatos, subiu na cama e foi até o quadro. Era lindo. Tão bem detalhado que poderia ser confundido com uma foto. No canto inferior do quadro, encontrava-se as iniciais “BHA”. Blaine havia feito aquilo.

– Blaine, é lindo. – Disse Kurt se virando para o marido com lágrimas nos olhos. – É o melhor presente que eu poderia ganhar. Sem contar que o meu é quase nada comparado a esse.

Blaine subiu na cama e segurou Kurt.

– Não importa o que você me dê. O que importa é o que você significa para mim. Você fez de bom coração e nada mais importa. – Kurt começou a corar. – Não importa o presente que você me dê. Aniversário de casamento, Natal ou aniversário. O melhor presente você já me deu e dá todos os dias. – Blaine pegou a mão do castanho e colocou sobre o coração dele. – Seu amor. E não há nada que me deixe mais feliz e satisfeito. Eu te amo, Kurt.

– Eu também te amo, Blaine.

Os dois mais uma vez selaram um beijo, porém mais profundo e apaixonado, para comprovar o amor que tinham um pelo outro.

[...]

A vida nos surpreende mais a cada dia, nos pregando peças, nos colocando em armadilhas, nos colocando no topo, nos colocando no baixo. Rachel Berry é a prova viva disso, se arriscou em uma série de TV que não lhe rendeu bons frutos, e para tentar reencontrar a sua verdadeira personalidade, voltou para o seu “lar”: O Glee Club. Com ajuda de seu fiel amigo, Kurt, reconstruiu o New Directions. Após a entrada dos ex-alunos da Dalton Academy, a dupla com a ajuda de Will transformaram aqueles jovens em campeões regionais e com meio caminho andado para campeões nacionais.

Após implorar à Carmen Tibideaux, Rachel é uma universitária novamente e estava mais focada do que nunca, mas não, ela não deixou de lado o Glee que com a ajuda de Kurt reconstruiu. Ambos sempre fazem visitas ao coral.

Rachel emocionou a todos com sua apresentação de “Promises, Promises” para conseguir um papel na nova produção da Brodway: “DEFENSIVE TONE!” e consegue um papel na peça mas para descontentamento de Rachel, não é o papel principal. O papel que ela consegue é de Jackie, uma mulher de 28 anos que trabalha como operadora de Telemarketing, porém, sempre que pode foge do trabalho para os palcos de um restaurante, onde pode mostrar seu verdadeiro talento. Rachel se vê dividida: Apesar de ter conseguido o papel, mas pensa em desistir por conta do destaque que ele tem.

Rachel precisava de uma orientação e Kitty apareceu na hora certa. A cheerleader explica a Rachel que é necessário se começar do baixo para um dia se atingir o topo, a humildade deve caminhar lado a lado do artista em sua trajetória para o sucesso. Aproveitando a conversa com Rachel, Kitty contou a Berry que precisava de dicas para a sua audição para NYU. Rachel, experiente da forma que é, a explica tudo que se lembra e dá à Kitty dicas valiosas para sua importante audição.

Após ter aceitado participar da peça, Rachel tem que se mudar para New York novamente. Ela continua em seu apartamento junto a Kurt e Blaine. Rachel parece estar vivendo todo o seu passado novamente, agora ela trabalha novamente com Kurt no Spotlight, afinal, a peça em que ela foi escalada ainda não lhe rendeu ganhos financeiros.

A morena ainda está abalada pela separação dos pais. Seus dois pais pareciam tão unidos e Rachel via muito amor na relação deles, ver que tudo acabou realmente a deixou triste. Mas é como dizem, a ajuda vem de quem a gente menos espera. Shelby ajudou Rachel a se recompor emocionalmente e a deu carinho e atenção que ela tanto precisava.

O grande dia estava chegando, Rachel estava mais do que ansiosa para saber se o Glee seria campeão nacional. Apesar de estar concentrada nos ensaios de sua nova peça, Rachel não conseguiu deixar de lado o New Directions e intensificou o seu auxílio nas últimas semanas.

[...]

Finalmente as Nacionals haviam chegado. Kurt, Blaine, Rachel e Will haviam trabalhado duro com o New Directions e os Warblers. Mas no final havia dado tudo certo.

Nesse um ano que se passou, Will passou lições maravilhosas para os jovens, ajudando-os a enfrentar e superar seus problemas pessoais. Com a ajuda de Kurt, Rachel e Blaine, que de vez em quando apareciam em Lima ou faziam vídeo conferencias.

Em um ano, o New Directions havia tido algumas mudanças. Uma das mais drásticas foi a junção dos Warblers a eles, o uso do novo uniforme e novo romance. Spencer e Mason haviam se apaixonado e acabaram formando um novo casal. Como todo outro, passaram por algumas dificuldades no começo, mas se mantiveram firmes. Um novo talento havia sido descoberto do fundo dos Warblers: Alex, um cantor lírico. Ele era tão bom, que havia conseguido um solo nas Nacionais.

Rachel e Kurt haviam conseguido um pequeno hotel perto da casa deles, onde os jovens pudessem passar as três noites em New York. Os dois atores levaram eles para terem todo o tipo de experiência que os dois tiveram quando estiveram pela primeira vez em New York.

Esse ano o New Directions não teria mais o Vocal Adrenaline como rival, mas teriam um novo desafio. Era um novo um coral, o Glitter Rain. Eles eram de uma escola pública da California e haviam conseguido um espaço e reconhecimento rapidamente por ter um estilo muito escandaloso.

Todos estavam na coxia. Em vinte minutos eles estariam entrando no palco. Enquanto uns se aqueciam, Kitty chamou Rachel e Artie em um canto.

– Kitty, o que foi? – Perguntou Rachel examinando a amiga.

– Você está se sentindo bem? – Artie tentava achar algo de errado com a loira.

A menina revelou um envelope que estava nas suas costas. Artie ficou confuso com que seria, mas não a morena.

– E então, conseguiu? – Perguntou animada.

– E-eu não sei. Não tive coragem de abrir. – Disse a loira de cabeça baixa.

– Eu perdi alguma coisa? – Perguntou o cadeirante revezando o olhar entre as duas.

– Kitty se inscreveu para dança em NYU. Essa é a carta dela. – Explicou Rachel.

– Espera. NYU? Quer dizer que você vai se mudar para New York? – Artie estava surpreso, mas profundamente feliz. Kitty olhou para ele e concordou com a cabeça. – Abra. – Incentivou o cadeirante. Kitty olhou para os dois que deram apoio a ela.

A loira abriu o envelope um pouco nervosa. Começou a ler a carta, até que parou na metade e olhou para os dois.

– E então? – Perguntou Rachel. Kitty continuou em silêncio. – Kitty!

– E-eu sou finalista. Eu consegui! – A loira tinha lágrimas escorrendo por suas bochechas. Kitty correu para abraçar Artie e Rachel, de um modo desengonçado, mas conseguiu.

– Ok, pessoal. Formem um círculo. – Disse Mr. Shue ao entrar na sala. Todo o coral, Kurt, Blaine, Artie, Mercedes, Sam e Rachel fizeram um círculo no camarim. – Quem quer começar?

– Eu. – Disse Kurt tomando a frente. – Acho que mais do que ninguém, meu marido sabe como eu sou um pouco limitado com as palavras quando preciso expressar meus sentimentos e não acho que seja apropriado ou exista uma música para esse momento. – Disse Kurt conseguindo algumas risadas. – Mas eu queria agradecer a todos vocês. Vocês me deram uma lição maravilhosa de comprometimento e serei eternamente grato. Vocês me ajudaram a crescer como homem e eu sei que nessa nossa noite, vocês serão grandes o suficiente como artistas e vão levar aquele prêmio para casa.

Kurt recebeu uma salva de palmas e alguns gritos. Rachel foi a próxima a tomar a frente.

– Eu me lembro da vez em que ganhamos as Nacionals. Oh, meu Deus! Aquela sensação era maravilhosa. Uma sensação de que tudo havia valido a pena. Todo o slushie gelado que foi jogado contra nós, todos os empurrões contra os armários, todas as ofensas. Toda aquela dor era passado, porque naquele momento nós erámos campeões nacionais. Nosso esforço havia sido reconhecido e ninguém poderia contestar quando chegássemos em casa com aquele troféu. – Rachel já estava começando a ficar com a voz embargada. – Hoje é o momento de vocês. Eu quero me orgulhar e sei que eu vou. – Rachel ergueu os braços e foi consagrada com aplausos. Kurt, Blaine, Artie, Sam, Mercedes e Mr. Shue secavam as lágrimas ao se lembrarem dos dias de glória.

Will, secando as lágrimas em seu rosto, se aproxima um pouco mais ao centro do círculo já formado, e ainda muito emocionado, diz:

– Primeiramente eu gostaria de agradecer ao Kurt, ao Blaine e a Rachel. Vocês conseguiram passar a diante toda a paixão que um dia eu tive o prazer de lhes ensinar. Hoje, eu me orgulho como professor por ver todos vocês se tornando adultos que estão conseguindo alcançar os seus objetivos. Eu não poderia estar mais feliz, pessoal. – Mr. Shue novamente secou algumas lágrimas. – Quando eu vi Roderick, Jane, Madison e Mason como um grupo, vocês me lembram os jovens Rachel Berry, Kurt Hummel, Mercedes Jones, Artie Abrams e Tina Cohen-Chang, aqueles que no meio te todas as dificuldades, tiveram coragem de abrirem suas bocas e soltarem seus talentos para uma escola sem coração. Aqueles que persistiram para formar um clube. Spencer e a volta de Kitty me lembram o jovem e inesquecível Finn Hudson. – Rachel precisou encarar seus pés em silencio. — A qual estará presente aqui hoje, aquele jovem que tinha algo a mostrar, mas tinha seus medos como todos, mas mesmo assim nos encantou. E aos Warblers, vocês são o que eu sempre almejei ter. – Disse Will conseguindo algumas risadas no meio de todo o choro. – Sei que Kurt, Rachel, Blaine e eu fizemos um ótimo trabalho e sei da capacidade de vocês. Vocês merecem e sabem disso. Então vão lá e cantem para os quatro cantos de New York e mostrem o melhor do New Directions. – Will também recebeu sua parcela de aplausos. — Ok, na minha contagem. – Declarou Will. Todos juntaram suas mãos no centro do círculo. – Um, dois, três...

Amazing!

Naquela noite, o coral do colégio William McKinley cantou “How Can I Go On”, “Fame” e “Nicest Kids In The Town”. Kurt, Rachel, Blaine e Will não poderiam estar mais satisfeitos com seu trabalho. Todos haviam feito um trabalho impecável e não seria modéstia dizer que os alunos fizeram tudo na maior perfeição possível. Não ganhar aquele prémio seria uma grande farsa.

A entrega dos prêmios foi diferente. Assim que o coral era anunciado, eles iam buscar o prémio. Quando faltava os três últimos, todos os corais subiram juntos no palco, acompanhados de seus professores.

– Em terceiro lugar... Do colégio Westvale, Aural Intensity! – Os alunos do McKinley estavam em uma mistura maior ainda de emoções. Era como se o prêmio estivesse tão perto mas ao mesmo tempo tão longe. – Agora, em primeiro lugar...

No mesmo momento, Rachel olhou para a plateia para não focar no que o homem estava anunciando. Ela primeiramente olhou para o fundo do teatro, mas algo no meio da plateia chamava sua atenção.

Ela focou no rapaz que não parava de encara-la. Rachel por um momento o confundiu com uma pessoa muito familiar, mas ela sabia que não podia ser. Berry cruzou os braços e passou levemente o dedo sobre sua costela. Não era possível. E realmente não era quem ela achava que fosse. Era outro moreno, eram outros olhos castanhos, mas que encaravam ela da mesma forma apaixonada, de uma forma que nem Jessie, nem Puck, nem Brody e muito menos Sam conseguiram encara-la. Rachel sorriu para o homem. Ele começou a se levantar da poltrona e aplaudir alguém.

Do colégio McKinley, o New Directions!



Hey now, hey now. Don't dream it's over.

Notas finais
Espero que tenham gostado.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!