Notas iniciais
Feliz Natal!!!
Muito amor, felicidades e zumbis pra todos v6. Mas que o último seja só na ficção =D
Galera, foi mal a demora. Como disse no capítulo anterior, estava a procura de um beta. Achei que tivesse encontrado, mas não deu muito certo e tive que procurar de novo. Felizmente na sexta encontrei a AdlaQueiroz, e como já dizia aquele inglês pouco conhecido "Tudo está bem quando termina bem".
Dito isso, divirtam-se!

— NOAH – gritei tentando alertá-lo, ele olhou pra mim assustado e virou-se. No mesmo momento o monstro atacava e mordia.


Ouvi um grito estrangulado e a arma caiu no chão, felizmente sem disparar. Noah abaixou rápido, pegou-a e depois disparou no monstro. Corri em direção a eles. Quando cheguei percebi que o morto-vivo tinha uma bala no olho direito.


Noah olhava pro pedaço de carne faltando no pescoço de Artie, o garoto ainda agonizava no chão. Precisávamos acabar com o sofrimento dele e impedir que se transformasse em uma dessas coisas. Noah e eu nos olhamos e ele negou com a cabeça sinalizando que não poderia. Só restava a mim. Atirei e senti que uma parte minha também morria. Foi a segunda vida que encerrei em menos de uma hora. Olhei pro rapaz a meu lado e ele nunca pareceu tão maduro. Ali, diante mim, ele envelheceu anos em poucos segundos, pelo olhar em seu rosto posso dizer que ele tinha a mesma impressão a meu respeito.


— Pensei que tinha sido você – falei num sussurro tão baixo que não tive certeza se ele ouviu.


— Devia ter sido. Quando virei, Artie ficou mais perto do monstro e recebeu a mordida destinada a mim — uma lágrima solitária rolava em seu rosto — Ele morreu no meu lugar. — culpa estampava sua voz.


— Noah , não foi sua culpa, foi uma fatalidade. — Normalmente eu teria um discurso gigantesco que o deixaria imediatamente melhor, mas estava me sentindo vazia demais pra produzir palavras de conforto.


— Uma fatalidade? Um maldito zumbi o matou. Isso não é só uma fatalidade. Dizer isso faz parecer tão casual. — falou revoltado.


— Como você mesmo disse, um maldito zumbi o matou , não você, não é sua culpa. — percebi que ele queria discutir e cortei — Precisamos ir, quando chegarmos em casa continuaremos esse argumento. — Fui pro meu carro, abrir a porta e sentei atrás do volante.


— Rachel, você está bem? — era Quinn. Balancei afirmativamente a cabeça.


— Berry, você parece como merda. — veio do banco de trás.


— Obrigada, Lopez — disse sem emoção.


— Não falei por mal, é só que parece que você vai desmoronar a qualquer momento e eu não estou muito a fim de morrer. Por que você não me deixa dirigir?


Apertei o volante nas mãos e respondi secamente — Eu estou bem — comecei a mover o carro quando um cara enorme entrou na frente e gritou pra que eu parasse. Já ia passar por cima quando me dei conta “ele gritou e zumbis não falam, só gemem”. Freei — Fiquem no carro — disse às outras três ocupantes do veiculo. Reconheci a pessoa gritando. Karofisky correu até minha janela e começou a bater e pedir pra abrir.


— AFASTE-SE DO CARRO — gritei. Mas ele continuou o que estava fazendo — Eu tenho uma arma apontada para o seu peito e se você não se afastar agora vou atirar — ele não podia me ver por conta do vidro fumê, porém acreditou no que eu dizia e se afastou. Abri a porta lentamente, ainda mirando. Nervoso ele suspendeu as mãos acima da cabeça.


— Não atire, por favor. Eu só vi vocês saindo e vim pedir ajuda. — percebi que ele estava coberto de sangue, principalmente nas mãos e parte lateral esquerda do corpo. — você sabe o que está acontecendo?


— Você foi mordido? — ignorei sua pergunta e rezei pra que a resposta da minha fosse não. Karofsky pode ser um idiota, mas nem ele merece virar aquilo. Além disso, não queria ter mais sangue nas mãos.


— N-não. — gaguejou não muito seguro. Estreitei meus olhos pra ele e perguntei de novo.


— Você foi mordido?


— Não — dessa vez respondeu um pouco mais firme e acreditei no que dizia. Ele ainda estava muito assustado.


— Esse sangue todo é seu? — não parecia ser dele, mas eu precisava perguntar.


— N-não — gaguejou de novo e havia um olhar sombrio em seu rosto — escorreguei numa poça de sangue — foi o que imaginei — Nu-numa poça de sangue do A-Azimio — completou num sussurro quase inaudível.


— Sinto muito — disse sincera. Azimio e ele eram amigos desde a quarta série. Lembro-me de sempre vê-los juntos intimidando os garotos menores.


— Tire a jaqueta, está coberta de sangue — ele fez o que mandei. Vi uma garota zumbi se aproximando de onde estávamos e a eliminei antes que pudesse chegar mais perto. Olhei pro jogador de futebol, a calça totalmente inútil por conta de todo aquele sangue, quase pedi pra que a retirasse também, todavia pensei melhor e decidi que prefiro estragar meus bancos novos a ter de viver com essa visão.


— Você vem comigo no banco de trás — acreditei quando ele disse que não foi mordido, contudo é melhor não arriscar. Quando chegarmos em casa peço pra Noah verificá-lo.


— Quinn, você dirige. — falei abrindo a porta de trás.


— Não, eu faço. – a latina se intrometeu.


— Sem chance. Vi suas aulas de direção, você atropelou todos os bonecos de pedestres e derrubou mais da metade dos cones — fiz uma pausa e pensei melhor, talvez não fosse uma ideia ruim. Abri um sorriso e falei — acerte todos os zumbis pelo caminho. — Ela passou entre os bancos e sentou no do motorista.


Pela primeira vez na vida Santana Lopez fez questão de cumprir uma ordem, atropelou pelo menos quinze zumbis. Ao longo da viagem vimos alguns mortos-vivos se alimentando. Havia muito sangue e partes de corpos por todos os lados, era um verdadeiro cenário de guerra. Algumas pessoas ainda tentavam fugir e minha vontade era parar e ajudá-las, contudo só tinha mais um cartucho de munição e precisava priorizar a vida das pessoas no carro. Só interferi quando vi um zumbi estuprando uma menina que ainda estava viva. Santana parou a uns dez metros dos dois. O monstro entretido não percebeu quando me aproximei, coloquei duas balas na cabeça dele. Os olhos da garota estavam em mim, se não estivesse ouvindo seus gemidos estertorantes pensaria que ela já estava morta, seus olhos eram vidrados e sem vida. Como sinal de misericórdia acabei com sua aflição.


— Se algum dia me encontrar em uma situação parecida, rezo pra que alguém faça o mesmo por mim. — sussurrei pra ninguém. Voltei pro carro, sentei entre Karofsky e Brittany e fomos pra minha casa sem maiores incidentes.


Quando chegamos troquei de lugar com Santana e estacionei o carro. Uma coisa é deixá-la matar zumbis, outra completamente diferente é permitir que arranhe a pintura na parede da garagem. Deixei espaço pra Noah estacionar e partimos para encontrar os outros.


Assim que entrei em casa me vi envolvida em um abraço. Notei os cabelos loiros e um perfume conhecido. Sorri e abracei de volta.


— Olá, Daniella! É bom te ver também. — tentei fazer graça.


Ela se afastou o suficiente para olhar pra mim. Notei as lágrimas e uma expressão aliviada em seu rosto.


— Estava preocupada com você — colocou uma mão em minha bochecha — Seus amigos chegaram faz alguns minutos, quando vi que era Mike deixei-os entrar — ela falou bem rápido.


Dei uma olhada nos outros na sala. Sr. Schuester tentava acalmar a Srta. Pillsbury, ela estava aterrorizada (só não sei ainda se com os zumbis ou se com a sujeira que eles fazem); Mike estava perto de Tina olhando pra ela e o bebê em seus braços, Beth; Kurt e Blaine choravam abraçados no sofá, provavelmente se despedindo. Já havia passado quase uma hora desde a mordida e esse é o tempo médio pra ocorrer a transformação. Eu precisava agir.


— Blaine — chamei. Ele olhou pra mim com lágrimas nos olhos e sorriu, mas o mais incomum é que não era um sorriso triste e sim um sorriso feliz, na verdade, Kurt e ele estavam radiantes. Dizer que não entendi nada seria o eufemismo do século. O ex-Warbler deve ter percebido a confusão no meu rosto e tratou de explicar.


— Não era meu, o sangue não era meu. Ele não me mordeu, veja — mostrou-me o pescoço sem qualquer ferimento — Eu sabia que não havia sido mordido, mas você parecia acreditar no contrário e quando te vi apontando a arma pra mim, congelei. Ainda bem que Kurt entrou na frente e te fez recuar — olhei para Kurt que estava um pouco menos feliz e me lançava um brilho de morte. Blaine continuou falando — você conseguiu me salvar a tempo, obrigada. — olhei pra ele como quem diz: “Você é maluco? Eu quase te matei”.


— Se você não tivesse acertado aquele zumbi eu estaria me transformando num monstro agora, no meu dicionário isso quer dizer que você salvou a minha vida. — disse dando uma risadinha.


— E consequentemente a minha — Kurt acrescentou à conversa. Parece que as palavras de Blaine aplacaram seu ódio, ele até me deu um sorrisinho. Sorriso esse que devolvi imediatamente querendo continuar em suas boas graças.


Notei que Quinn continuava parada no mesmo lugar desde que entramos. Ela olhava fixo para Beth. “Droga, com todo o drama do Blaine acabei esquecendo das duas”, pensei.


— Quinn. — chamei e não tive resposta — Quinn — chamei um pouco mais forte e consegui uma reação, ela correu em direção ao bebê.


— Estava tão preocupada com você, meu amor. — chorou pegando Beth dos braços de Tina, e abraçando o bebê apertado. Notei Daniela movendo-se em direção as duas e a parei com um gesto, em seguida acrescentei — Ela é a mãe biológica de Beth. Falando em mães biológicas, onde está Shelby?


— Não sei. Tenho tentado contatá-la desde que chegamos aqui. Há alguns minutos perdi o sinal do celular e o telefone não está funcionando. — verifiquei meu celular e também estava sem sinal. Ia pedir pro pessoal verificar os seus, quando Noah e os outros entraram, todos exceto Artie.


— Cadê o Artie? — Tina foi a primeira a perguntar e isso despertou o interesse de Brittany. Como pensei, ela não havia visto a cena que se desenrolou na porta da escola. Provavelmente Santana a distraiu, nem quero imaginar como.


— É, onde ele está? Ele é único o que pode me proteger já que zumbis não podem comer robôs — notei o olhar angustiado no rosto de Santana e apontei para a cozinha, ela conduziu Brittany até lá.


— Ele morreu — quebrei o silêncio que havia se instalado após as palavra de Brittany. Confirmando o que todos já devia imaginar, mas ainda tentavam negar. Tina começou a chorar nos braços de Mike, assim como Mercedes apoiada em Sam, os outros ficaram impassíveis.


— Beth? — Noah notou a filha nos braços de Quinn e se aproximou das duas — Mas como? — deu um beijo na testa do neném. Esse reencontro familiar me fez lembrar que faltava uma outra pessoa muito importante na sala. Que espécie de filha eu sou pra ter esquecido dele?


— Onde esta o papai? — Perguntei à Dani.


— Assim que chegamos ele me entregou as chaves e falou pra que não abrisse a porta pra ninguém, só desobedeci porque era Mike e como ele disse que foi você quem o mandou...


— Você fez o certo, não se preocupe com isso — assegurei — mas onde ele está agora?


— Foi pro quarto e pediu pra não ser incomodado por ninguém.


— Entendo — ele devia estar arrasado pelo que aconteceu com o pai. Decidi lhe dar um tempo sozinho.


— O que ele está fazendo aqui? — Kurt perguntou apontando pra Karofsky. Ah, parece que finalmente alguém notou o cara enorme na sala.


— Nós o encontramos na saída da escola. O que me lembra — virei pros dois asiáticos abraçados — Mike, preciso que você verifique se ele foi mordid-


—Já disse que não — Karofsky me interrompeu.


— E eu acredito em você, mas prefiro não arriscar. Olha Karofsky, não é nada pessoal, é só que agora precisamos ter todas as bases cobertas — usei termos esportivos pra ajudá-lo a compreender e funcionou.


— Ok — concordou.


— Mike, leve Blaine com você. Um de vocês fique com a arma apontada pra ele. Só por segurança — participei a Karofisky. — Você ainda tem munição? — perguntei ao asiático.


— Sim.


— Vocês podem ir pro quarto de hospedes, é o segundo a esquerda – subiram as escadas.


— Por que você não me disse que ela estava aqui? Eu pensei que nós fossemos amigos.


— Noah, nós somos — comecei, mas fui interrompida de novo (carma é uma coisa bonita).


— Amigos não mentem nem escondem coisas do outro. Te perguntei sobre Shelby e você me disse que ela ainda estava em Nova York – ele tinha uma expressão que era uma mistura de magoa e fúria.


— Eu queria contar, mas Shelby me fez prometer que eu não faria e-


— Shelby te fez prometer? Você ficou do lado da mulher que te abandonou duas vezes e te tratou como lixo e não do cara que você chama de irmão? — senti como uma facada no coração ao ouvi-lo dizer isso. Já esperava por essa reação, mas ainda dói. Ele provavelmente teria torcido mais um pouco a faca se não tivéssemos ouvido um tiro no andar de cima. Por um momento pensei: “Parece que Karofskyi era um mentiroso melhor do que eu imaginava”, mas aí me dei conta que esse não era o som da minha Glock. Corri escada a cima.


Notas finais
E aí, o que acharam? Enganei v6, né? kkkkkkk
Espero que agora ninguém mais queira me perseguir com uma machadinha. A não ser os fãs do Artie D:
V6 tão muito ruins de adivinhação, a única que sugeriu o nome do Artie foi a Leh Linhares.
Agora vc pode se acalmar Leh, não matei o Puck Divo.
E ninguém acertou que seriam Karofsky e Beth(A Dani não conta já que ela é OC) que entrariam. O que v6 acharam disso? E aquele tiro no final, o que será que aconteceu?
Até o próximo capítulo!