Notas iniciais
Pode demorar, mas vamos concluir esse projeto.

O grupo do Glee Club avançava cautelosamente pelo estacionamento deserto do Walmart. O crepúsculo lançava sombras longas, e o silêncio era interrompido apenas pelo som distante de zumbis perambulando.


"Lembrem-se do plano", sussurrou Rachel, ajustando a alça da mochila. "Entramos, pegamos os suprimentos necessários e saímos rapidamente."


Ao empurrar as portas de vidro, encontraram resistência; uma barricada improvisada havia sido montada do lado de dentro. Com algum esforço, conseguiram abrir espaço suficiente para entrar. O interior estava parcialmente iluminado por luzes de emergência piscantes, criando um ambiente sombrio e inquietante.


"Tenham cuidado! Quem pôs essa barricada ainda pode estar aqui" Rachel sussurrou mais uma vez.


Prateleiras estavam tombadas, produtos espalhados pelo chão e carrinhos abandonados indicavam que o caos havia se instalado há algum tempo. Aqui e ali, corpos inertes de zumbis sugeriam que outros sobreviventes já haviam passado por ali.


"Certo, pessoal", disse Rachel, tentando manter a calma. "Dividam-se e peguem os itens da lista. Eu vou patrulhar o perímetro para garantir que estamos seguros."


Quinn e Brittany dirigiram-se à seção de alimentos não perecíveis. Enquanto enchiam suas mochilas com enlatados e pacotes de macarrão, ouviram um gemido baixo. Ao virar, viram um zumbi sem as pernas, arrastando-se em sua direção.


"Ah, que nojo!" exclamou Quinn, recuando.


"Deixa comigo", disse Brittany, erguendo o bastão de beisebol. Com um golpe preciso, ela acertou a cabeça do zumbi, que parou de se mover.


"Bom trabalho", elogiou Quinn, tentando esconder o nervosismo.


Enquanto isso, Santana e Kurt estavam na seção de suprimentos médicos, recolhendo bandagens e desinfetantes. Kurt parou ao ouvir um ruído vindo de uma sala próxima.


"Santana, você ouviu isso?" perguntou Kurt, os olhos arregalados.


"Provavelmente apenas o vento", respondeu Santana, embora sua expressão mostrasse preocupação.


"Devemos chamar a Rachel", sugeriu Kurt, dando um passo para trás.


"Não seja covarde", retrucou Santana. "Vou dar uma olhada."


Ela se aproximou da porta de onde o som vinha e, com cuidado, girou a maçaneta. Assim que a porta se entreabriu, foi empurrada com força por cinco zumbis famintos.


"Corre!" gritou Santana, enquanto desferia golpes com uma barra de metal.


Kurt, em pânico, tentou afastar os zumbis com uma prateleira caída, mas logo percebeu que estavam em desvantagem. Os dois correram pelo corredor, virando uma esquina às pressas, apenas para colidir com alguém.


"Mas que diabos?" exclamou a treinadora Sue Sylvester, equilibrando-se após o impacto. "Vocês dois são mais desajeitados que um bando de patos mancos."


"Treinadora!" disse Santana, aliviada. "Precisamos de ajuda!"


"Afastem-se", ordenou Sue, brandindo um bastão de lacrosse. Com movimentos rápidos e precisos, ela derrubou os zumbis que os perseguiam.


Rachel chegou correndo, ofegante. "O que está acontecendo aqui?"


"Ah, Berry", disse Sue com um sorriso sarcástico. "Decidi fazer compras noturnas. O que parece?"


"Por que está aqui?" perguntou Rachel, ignorando o tom da treinadora.


"Estava recolhendo suprimentos quando esses mortos-vivos decidiram estragar minha festa", respondeu Sue. "Achei que este lugar seria um bom ponto de descanso até eu planejar meus próximos passos."


Antes que Rachel pudesse responder, um estrondo ecoou pelo armazém, seguido por um grito agudo.


"Isso foi Quinn!" exclamou Kurt, pálido.


Rachel sentiu o coração acelerar. "Vamos!"


O grupo correu em direção ao som, com Rachel liderando, determinada a proteger seus amigos a qualquer custo.


[...]


O grupo, ofegante e com o coração acelerado, correu pelos corredores em meio ao caos do Walmart. Logo, encontram Quinn e Brittany isoladas num canto sombrio. Brittany estava caída, uma prateleira pesada repousando sobre ela, enquanto Quinn lutava com afinco para manter alguns zumbis afastados.


— Quinn, aguenta firme! — gritou alguém ao longe.


Nesse exato instante, Rachel irrompe na cena, como se tivesse sido forjada para a batalha. Armando-se com um bastão na mão direita e uma faca na esquerda, ela se lançou contra os dois zumbis que se aproximavam perigosamente de Quinn. Com golpes precisos e uma fúria incontrolável, os ataques de Rachel são uma resposta visceral à ameaça que tentava atingir Quinn. Cada estocada e cada balanço do bastão demonstram sua determinação em proteger Quinn a todo custo.


Após o rápido e mortal combate, os dois zumbis tombam inertes no chão. Quinn, com o olhar ainda fixo na cena, respirou fundo e murmurou, com gratidão misturada ao alívio:


— Obrigada, Rachel... Isso foi incrível!


Enquanto isso, Santana e Kurt correm para ajudar Brittany. Com esforço, eles conseguira retirar a prateleira e a ajudaram a levantar, Brittany estava claramente zonza e machucada. Em meio a confusão, Sue avançou. Ao chegar à entrada do depósito, um zumbido alto ecoava pelo ambiente, fazendo com que ela parasse abruptamente.


— Algo não está certo aqui... — resmungou Sue, olhando nervosamente para o corredor antes de recuar rapidamente.


— Corram! — ordenou ela com a voz urgente, alarmando o grupo: —uma horda de zumbis está se aproximando.


Sue e Quinn recolhem as bolsas de suprimentos as pressas. O grupo se deslocava lentamente, prejudicados pela dificuldade de mover Brittany. Foi então que Rachel, já sentindo o peso da responsabilidade, tomou uma decisão difícil: ela precisava ganhar tempo para que os outros escapassem.

— Vocês devem ir na frente. Vou atrasa-los

Quinn tentou protestar, mas antes que dissesse algo, Rachel a encarou com firmeza, e a tensão no olhar dela revelava uma urgência quase desesperada:


— Quinn, não discuta comigo agora! Sua filha precisa de você. Por Betty.

Nesse exato instante, Sue, num raro gesto de generosidade, entrega a Rachel uma katana reluzente, quase mítica em seu corte afiado.


— Use isso bem! Se vai morrer como um porco se entregando ao abate, pelo menos tenha classe! — disse Sue.


Rachel agradeceu com um aceno breve, e a despedida é quase silenciosa: ela se afastalou, lançando um último olhar para Quinn. Em um grito feroz, Rachel convocou os zumbis:


— Vamos logo acabar com isso! Vou dar a vocês um gostinho do inferno!


Quinn, com o rosto marcado pela preocupação, observou enquanto Rachel corre em direção a eles, lançando-se na briga contra a horda. Os mortos-vivos pareceram hesitar por um instante, como se a própria raiva de Rachel fosse capaz de repelir a morte. Ela se lançou à luta, abatendo zumbis com golpes impiedosos enquanto a distância entre ela e o grupo aumenta.

Quando chegaram à entrada, todos param para assistir, impressionados com sua habilidade e coragem. Rachel, com a aparência de uma Alice saída diretamente de Resident Evil, lançava-se ao combate, eliminando zumbis com movimentos que beiravam o sobrenatural. Ao notar que seus amigos ainda estavam ali, ela gritou:


— Corram! Não há tempo a perder!


Seus olhos se encontram com os de Quinn por um breve e carregado instante de silêncio, antes que o grupo se dispersasse, deixando Rachel para enfrentar sozinha a maré de mortos-vivos.


Mais tarde, o grupo chegou ao carro, onde a tensão se transformou em um debate acalorado:


— Devemos voltar e ajudar Rachel — insistiu Quinn, a voz angustiada.


— Não podemos arriscar a vida de todos por uma só pessoa — argumentou Kurt, claramente apavorado.


— Brittany está ferida — interrompeu Santana, preocupada com o machucado em sua cabeça.


Sue, sempre prática só pensa em seguir adiante, e logo Santana lembrou Quinn sobre Betty. Com o coração pesado, Quinn finalmente concordou:


— Por Betty.


Sue assumiu o volante e o carro começou a se mover lentamente. De repente, uma figura se projetou e se agarrou ao capô, fazendo com que todos se assustassem. Ao se aproximarem, perceberam que era Rachel.


Quinn foi a primeira a alcançá-la. Quando a viu, Rachel lhe lançou um sorriso doce e irônico, quase brincalhão, e disse:


— Falei que nos encontraríamos de novo.


Mal terminada a frase, o corpo de Rachel cedeu e ela desmaiou, pendendo sobre o capô. Quinn e Kurt a colocaram cuidadosamente no carro, e o grupo partiu em silêncio, cada um imerso em seus próprios pensamentos e receios.

Enquanto o carro se afastava, os olhos de Quinn se perdiam na estrada, fixos no horizonte onde, provavelmente, a coragem de Rachel ainda teria que lutar contra muitos mortos-vivos.

Notas finais
Estou tendo um pouco de dificuldade em reencontrar o ritmo da escrita. Espero que melhore em breve.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.