Glass Eyes
3 Perguntas e Imprevistos
Notas iniciais
– Jack! Você esta ai? – A garota disse saindo das sombras. Ela tinha cabelos pretos com uma mecha da franja rosa, pele branca e um sorriso cortado, usava um moletom roxo e uma saia preta, com meias listradas de preto e vermelho. Nina the Killer. (Autora: Fica longe do Jack! Ele é da Becca! B-E-C-C-A!).
– Hey! Nina, não era para você estar em uma missão? – Ele perguntou se aproximando dela. – Localizar os estúdios de filmagem de Candle Cove ou outra coisa assim. Não acho que seria uma tarefa fácil.
– Ah! Sobre isso, eu abandonei essa missão. Da muito trabalho, você não acha? – Ela disse dando de ombros. – Esta quase na hora do toque de recolher, vamos voltar pra mansão, esta tendo uma festa la.
– Que festa? É aniversario de alguém? (Autora: Sim! O MEU!) – Jack perguntou enquanto chegavam na frente da mansão. Ele conseguia ouvir musica e muitas vozes falando ao mesmo tempo.
– Não, não e isso. Sabe o Percy de Candle Cove? – Nina perguntou com uma das mãos apoiada na porta e Jack assentiu. – Então, ele tinha medo de tudo, até da própria sombra, mas, a tripulação do Laughingstock conseguiu fazer ele ter pelo menos um pingo de coragem. E esse foi o resultado...
Ela abriu a porta e Jack deu um salto para o lado desviando de um peixe que vinha em sua direção.
– WTF? Precisava de uma festa?!?
O hall de entrada estava todo decorado com fitas vermelhas e pretas, uma faixa com o nome Percy escrito estava pendurada no teto, e todos na mansão estavam vestidos como piratas. Ben tinha conectado um de seus computadores com todas as caixas de som que conseguiu achar e estava tocando a musica The Greatest Show Unearthed no volume máximo. (Link nas notas finais)
– Ah! Olha ele ali. Hey E.J! – Jack ficou procurando na multidão do hall quem havia falado com ele quando sentiu uma respiração acima de sua cabeça. – Aqui em cima.
Ele inclinou sua cabeça para ver Ben Drowned flutuando em cima dele usando uma bandana verde, uma jaqueta marrom e um tapa-olho.
– NÃO ME ASSUSTA ASSIM BEN! – O loiro jogou uma sacola na cara de Jack.
– Coloca isso pra você não ficar deslocado no meio do povo. Ok, eu tenho que arrumar a iluminação, o Percy vai ter uma surpresa, heh heh.
– Que surpresa? – Ben virou para trás e deu de cara com Percy o encarando curioso.
– Surpresa? Que surpresa? Não tem nenhuma surpresa. Quem disse que eu vou fazer uma surpresa? Não tem surpresa. – E saiu correndo no meio da multidão. Percy saiu confuso logo depois e deixou Jack no meio do hall, que foi ver o que tinha na sacola.
O conteúdo era uma fantasia de pirata. Tinha uma camiseta listrada de branco e azul, uma bandana azul escura e um chapéu preto.
Ele estava subindo para o segundo andar quando sentiu alguém puxar seu braço.
– Jack, a gente precisa conversar. – Nina agora estava usando um chapéu roxo, um cinto preto com sua faca pendurada como uma espada e botas de cano alto.
– Depois, agora eu to indo me trocar. Não quero ser o excluído sem fantasia. – Disse dando as costas para ela.
– Mas é urgente e precisa ser agora! – Ela exclamou seguindo-o para o segundo andar.
– Tudo bem, mas vamos logo, eu preciso falar com o Jeff e o Toby. – Ele tinha se lembrado do que viu na casa da arvore, e precisava descobrir por que os nomes dos dois estavam lá.
O segundo andar era onde todos os quartos ficavam, haviam vários longos corredores e fileiras imensas de portas. Cada corredor era a classificação de uma creepypasta, e o do Jack era o do centro, o corredor dos proxys em treinamento.
Ele parou em frente a uma porta azul escura, com um liquido negro e espesso saindo da parte de cima, e escorrendo ate o piso. Ele abriu a porta, revelando um quarto escuro, com varias prateleiras cheias de potes com rins e instrumentos de cirurgia, paredes azuis e uma escrivaninha com um laptop e um estojo de bisturis.
Jack entrou primeiro, seguido por Nina que ligou as luzes e fechou a porta, sentando na cama.
– Então, sobre o que você queria falar? – Jack perguntou tirando a fantasia da sacola, e em seguida, seu moletom. (Autora: Ele se troca de mascara?).
– A-ah, é. P-por que você, ahn, esta demorando t-tanto para, é, voltar? – ela formou uma pergunta totalmente sem nexo, pois a única coisa que importava na sua mente agora era o abdômen de Jack que estava exposto em sua frente (Autora: E que abdômen!*fangirlizando aqui*)
– Eu conto a verdade se você prometer que não vai comentar isso com ninguém. – Disse colocando a camiseta listrada.
– Sim, sim. E-eu não conto, p-pode deixar. – Gaguejou ainda perdida em seus pensamentos, não prestava atenção em nada a sua volta.
– É que, bem, eu conheci uma garota, e, ela era diferente de todas as outras que já vi, e eu tenho a sensação que, que ela sabe como eu me sinto. E a gente tem marcado se se encontrar por algumas noites, por isso eu ando demorando tanto para voltar. – Confessou enquanto amarrava a bandana em sua cabeça.
Ao ouvir isso, Nina volta com um baque para a realidade. (Autora: Toma troxa!!!). Quem era a vadia? Ela. Quem quer que fosse. Iria ter o que merece. Essa garota não vai roubar seu amado! Não vai roubar seu Jack!
Ela trincou seu maxilar de raiva, mas quando abriu a boca para dizer alguma coisa, Jack já estava pronto e puxando-a para fora do quarto.
Eles desceram as escadas e Nina o perdeu no meio da multidão. Jack estava indo falar com Jeff e Toby, que estavam na sala conversando enquanto Ben e Lost Silver estavam disputando uma partida de vídeo game. (Autora: Como o Lost joga sem braços? O_o).
– Ah! Finalmente Jack! Eu preciso falar com você sobre... – Jeff ia começando a falar, mas Jack o cortou.
– Na verdade eu também preciso falar com você e o Toby. – Com isso Toby inclinou a cabeça confuso.
– Comigo?
– Isso mesmo. Mas precisa ser sem que ninguém ouça, talvez la fora.
– Ta bem... – Os dois responderam em uníssono e seguiram para a porta da frente, saindo na noite fria.
– Então, o que você quer falar? – Perguntou Jeff com as costas apoiadas no muro da mansão.
– Vocês sabem de alguma construção no lado leste do bosque? O Slender me disse para investigar aquela área, e que era para ser em segredo. Porque talvez seja alguma base policial improvisada, já que eles estão muitos mais ativos nesses últimos meses. – Jack mentiu. Não queria que eles descobrissem sobre Becca, já que todos sabiam que creepypastas não tinham permissão para se relacionarem com humanos, pois colocam em risco sua localização para a policia e o mundo.
– Não, não sei de nada. Na verdade, eu nem vou muito para o lado leste. – Toby disse brincando com a grama. Por conta de seus distúrbios, sua memoria foi afetada, por isso não se lembrava de nada relacionado à casa na arvore, e isso inclui Rebecca e Katherine.
– A única construção de la é uma casa na arvore velha perto da entrada do bosque – Foi a vez de Jeff se manifestar. — Só que agora esta interditada, e foi por minha causa! – Ele começou a rir com o comentário. Ele também não se lembrava das garotas.
– J-Jeff, o que você fez? – Podia-se notar uma grande carga de preocupação na voz de Jack, também raiva, se Jeff tivesse feito alguma coisa a Becca, quebraria ele ao meio agora mesmo.
– Nada demais. Só me diverti um pouco com um grupo de idiotas que estavam contando historias de terror em frente à fogueira que tinha la, pensando bem, não me lembro muito daquela noite, só que uma garota escapou do lugar, e mais nada. Porra! Queria lembrar se fui atrás dela! – Jeff disse com raiva.
– E você se lembra de como ela era? – Jack queria saber que, se Becca estava com aquele grupo, ela só poderia ser a garota que escapou.
– Eu tenho cara de quem se lembra das vitimas? Tirando o fato de que estava uma escuridão do caralho e...
De repente todas as luzes da mansão se apagaram, deixando somente a luz da lua.
Os três entraram na mansão e todos estavam imóveis e em silencio, mas Percy o quebrou gritando...
– Era essa a surpresa Ben?
– Na verdade... Não... – Ben gritou de volta.
Um barulho parecido com um tapa ecoou pela mansão inteira, seguido por olhares confusos.
– Quem jogou essa porra de peixe na minha cara?!? – (Autora: Peixes...) Percy gritou fervendo de raiva, que recebeu muitos olhares assustados e surpresos, pois ele estava agindo totalmente diferente do que era antes. Pouco de pois de ter gritado isso ele ouve uma risada do outro lado do hall reconhecendo como a voz de Millo, e confirma isso quando as luzes voltam e ele o vê rindo. (Autora: Para quem não conhece, ele é um personagem de Candle Cove que sempre quer ser melhor que o Percy).
– Eu joguei. – Millo disse caminhando lentamente e parando na frente de Percy, que tinha alguns centímetros a mais de altura que ele, mas mesmo assim nunca se atreveu a enfrenta-lo. – O que você vai fazer? Chorar?
– Não, mas o que você acha disso, Milly? (Autora: Milly? Vish! Se fosse eu não deixava!) – Ele usou o peixe que estava segurando para dar um tapa na cara do Millo. – Agora estamos quites, e o que você vai fazer? Me bater com um peixe de novo?
– Não, dessa vez vai ser com meu punho mesmo! – Faltavam poucos milímetros para o punho dele acertar o nariz de Percy, mas um tentáculo negro o parou. Os dois olharam para cima e reconheceram a figura alta, e sem rosto no terno negro. SlenderMan.
– O que vocês pensam que estão fazendo? – Perguntou sem nenhuma expressão, mas seu tom de voz fazia todos se encolherem. – Bem, acho que isso não importa agora, pois todos vocês vão arrumar essa bagunça e irão dormir, amanha vocês vão continuar o treinamento, então é melhor terem uma boa noite de sono. (Autora: Isso Slendy! Coloca ordem nessa bagaca!).
Todos sem questionar, arrumaram a mansão e foram para seus respectivos quartos.
Jack entrou em seu quarto e se trocou, mas antes de ir se deitar, colocou o celular para despertar, pois amanha iria se encontrar com Rebecca. Mal ele sabia que esse encontro iria desencadear uma parte de sue próprio passado.
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