Give me love
20 Capítulo 20
O silêncio entre Bonnie e Damon já se tornava constrangedor.
Ela estava sentada no chão, com a cabeça repousada na parede atrás de si, mesmo com os olhos fechados e tentando descansar ela sentia aqueles intensos olhos azuis fitando-a.
Era incomodo para ela, mas tentava pensar no quão agradável era sentir-se segura.
Sim, era Damon Salvatore, aquele que ao mesmo tempo em que te protegia poderia te matar... Mas, algo lhe dizia que ele não era o mesmo. Talvez fosse apenas a imaginação da bruxinha.
Damon observava Bonnie como se fosse a primeira vez. Tentava entender o que estava acontecendo com ele.
Desde Katherine e depois Elena, a noite em que dormiu com Bonnie foi a primeira vez em que não pensava em nenhuma da outras duas.
Desde então, tudo o que poderia afetar a bruxinha, lhe preocupava.
Ele sentia uma necessidade de estar próximo a ela, e mesmo sabendo que mantê-la longe seria mais seguro, ele não conseguia.
Tentou desligar tudo isso e voltar a ser DAMON SALVATORE, o irmão mau, mas ele não conseguia. Falhou na primeira vez que pôde beijá-la novamente.
Um estrondo na porta da frente, um andar a cima deles – já que estavam no porão – quebrou o silencio e trouxe um pouco de assombro.
Na mesma hora Bonnie abriu os olhos, encarando Damon com medo.
-Damon? – questionou Bonnie em um sussurro. Estava com medo.
Damon estava sério, obviamente ele havia escutado mais do que a Bonnie e algo lhe dizia que quanto a isso as bruxas não poderiam protege a pequena.
Rapidamente ele se colou a frente de Bonnie, que assustou-se e colou mais ainda seu corpo na parede e um grito agudo escapou pela sua garganta, quando viu que o vampiro, fora atirado no chão e antes que Bonnie pudesse usar seu poder mental para matar o animal, Damon foi mordido.
O vampiro manteve-se no chão, e sorriu irônico.
-Poderia ter feito isso antes. – disse olhando o lobo estirado no chão e com o corpo em chamas.
Bonnie lentamente colocou-se ao lado do Salvatore que estava se levantando, com muita dor no ombro esquerdo onde foi mordido.
-Por que não esta curando? – questionou Bonnie com medo da resposta.
Normalmente quando ela via Damon ou Stefan feridos, em menos de dois segundos, quando olhava novamente o ferimento já estava curado ou bem melhor.
Damon passou a mão no sangramento, e retirou a camisa. Bonnie teria suspirado se a situação não fosse temerosa.
-Por que uma mordida de um lobisomem mata um vampiro. – disse ele parecendo não se importar.
Bonnie esperou ele dizer alguma coisa idiota para completar a piada de mau gosto, mas ele nada disse.
Era verdade, Damon Salvatore estava morrendo.
Damon recostou-se novamente no imóvel onde estava antes, Bonnie continuava ali imóvel, estava ficando pálida e sentindo suas pernas bambearem.
-Bonnie, por favor, eu não estou muito disposto a te segurar agora. – disse Damon divertido e tentando descontrair a garota.
A morte para ele não seria algo assustador, ele só esperava que não houvesse mais nenhum lobo por aqui, pois, ele não estava em condições de defendê-la.
-Damon... Você...Vai... ? – questionou ela chorosa.
Dessa vez ele ficou sério.
-Eu já estou morto Bonnie. – disse ele.
-Não! – sussurrou ela deixando uma lágrima escorrer.
Enquanto isso.
Meredith e Alaric encontraram Stefan e Lexi na mansão – sim, eles finalmente haviam saído daquele quarto.
-Será que Klaus a pegou? – questionou Lexi.
Estavam falando de Tessa, nenhum deles estava encontrando-a.
-Não. – respondeu Caroline entrando na sala – Ele estava comigo até agora pouco.
Meredith lançou-lhe um olhar de compaixão, que Caroline ignorou para não chorar.
Era bom mesmo que o plano de Elena desse certo, pois, ela não estava gostando de ter que esconder isso tudo dos amigos.
-Ele poderia ter mandado alguém... – disse Lexi ficando preocupada.
-Duvido. – respondeu Caroline.
Em seguida, Lexi estava enforcando Caroline.
-NÃO É POR QUE ELE ENCONTROU UMA NPVA BÁRBIE PARA SE DIVERTIR QUE ELE VIROU UM SANTO VAMPIRINHA! – gritou Lexi com raiva.
Caroline foi salva por Stefan que empurrou Lexi.
Caroline sabia que tudo o que Lexi havia dito era verdade, mas ela não se deu ao trabalho de responder. Amava Klaus e ele a amava, nada mais precisava de explicação.
Ninguém disse que amor é uma guerra fácil.
Stefan estava prestes a dizer algo quando sentiu um aperto no coração.
-Sensação estranha... – disse Stefan atraindo a atenção de todos.
Enquanto isso.
Tessa entrou assim que o namorado de Jenna saiu.
Como era meio humana, não precisava ser convidada.
Tudo foi rápido demais, arremessou Jenna na parede, mordeu seu próprio pulso e a fez beber, em seguida, quebrou seu pescoço.
Rapidamente, ela estava levando-a para o lugar combinado. Em troca teria seu pai de volta.
Enquanto isso.
Já passavam das seis horas, Klaus estava no lugar onde ocorreria seu ritual.
A bruxa estava ali, e mesmo contra a sua vontade, ela iria fazer o ritual, pois, Klaus estava com sua filha... Uma garota de treze anos, com os cabelos loiros, que automaticamente lembrava-lhe Caroline. Mas, logo tirou esse pensamento da cabeça.
Seu lobo já estava ali, e também já havia mandado um outro vasculhar a área e matar qualquer coisa que não fosse Tessa com sua vampira.
E essa por sua vez já estava bem diante de seus olhos.
-Rápida. – comentou Klaus.
-Eficiente. – disse Tessa piscando.
Klaus revirou os olhos, idêntica a mãe.
Tessa jogou Jenna no chão, e virou-se, faltava apenas Elena.
-Me dê dois minutos e eu trago a cópia sem sal. – disse ela e Klaus sorriu com a arrogância.
Tessa realmente fez jus aos dois minutos pedidos, encontrou Elena na estrada, e rapidamente espancou-a deixando-a desacordada.
Voltou até onde Klaus estava.
O ritual se completaria a meia noite, mas e quanto ao Salvatore mais velho que estava morrendo? E quanto ao plano de Elena, que sem sombra de duvida havia muito mais intenções além de dar uma chance a Klaus e Caroline? E a Jenna, Bonnie?
Esther estava observando todo o desenrolar da cena com Bonnie e Damon, pensou uma ou duas vezes em deixá-lo morrer, pois, apaixonar-se por um vampiro quando se é uma bruxa, é uma afronta a sua natureza, mas... O amor era algo puro e o deles então!
Ela sabia exatamente como salvá-lo, mas não sabia ao certo se deveria... Sim, ela pediu para que ele a protegesse sempre, pois sabia do carinho que ele nutria sem saber, pela bruxinha, mas talvez Bonnie fosse feliz sem ele.
Esther ponderou por um minuto, e então sussurrou na mente de Bonnie como um anjo da guarda.
“Seu Sangue”.
Fale com o autor