Give me love
2 Capítulo 2
CAPÍTUO 02
http://www.youtube.com/watch?v=sgSuy-OxXaI
Bonnie estava tentando desenvolver mais seus poderes, mais ela ainda era muito nova, muito inexperiente e não tinha a quem recorrer a não ser os milhares de grimórios que estavam na Internet, já que ela não possui mais de dois ou três, que se encontravam no fundo de um baú abandonado no quarto de sua avó, que agora estava abandonado, assim como o quarto de seus pais.
Ela e Meredith dividiam o seu próprio quarto. Bonnie gostava de tê-la ali, era bem mais reconfortante.
Meredith assim como Caroline sabiam do pequeno impasse de Bonnie com o Salvatore mais velho, apesar de nenhuma delas apoiar esse amor ou incentivá-lo, elas apenas...Apenas tentavam compreender a amiga, para Meredith isso era mais fácil, uma vez que estava apaixonada por um homem compromissado. Alaric era o nome que nunca mais saia de sua mente e principalmente de seu coração.
Mas, sobre isso, ninguém sabia ou desconfiava, afinal ela era sempre tão séria. Como Damon mesmo dizia, ele não se assustaria se Klaus a temesse.
Bonnie achou muitas coisas em comum em um dos Grimórios de sua avó e em alguns ainda mais antigos na Internet, e uma dessas “coisas em comum” era a imagem de um colar. Colar este que pertenceu a primeira bruxa.
A uma bruxa original!
Esse colar, segundo as informações, poderia abrir a livre comunicação entre bruxas vivas e mortas, sendo eles sempre ancestrais.
Bonnie pensou por um segundo e então chamou Meredith.
-Sim? – respondeu ela indo até onde Bonnie estava sentado com livros e o computador.
-Reconhece esse colar? Acho que já o vi, só não lembro onde...- comentou Bonnie esforçando-se para lembrar, mas o cansaço da bruxa era evidente a qualquer um.
-Claro, é o colar que Elena usa. Pelo menos eu acho que é. – disse Meredith simplesmente – Por que? – questionou a mulher.
-Por que esse colar pode me ajudar a descobrir como matar Klaus, ele pode me conectar com outras bruxas...Mortas, as minhas ancestrais – dizia enquanto pegava sua bolsa e as chaves de seu carro no meio de toda aquela papelada – E elas podem me ajudar, afinal...Elas estão assistindo tudo isso aqui da área vip.
Bonnie despediu-se de Meredith que prometeu avisar Caroline e os Salvatore sobre a nova descoberta.
E foi o que fez. Ligou para o celular de Caroline que no segundo toque atendeu.
-Olá Meredith – disse ela no mesmo tom animado de sempre.
-Oi Caroline, olha Bonnie descobriu uma nova pista que pode nos ajudar. – disse ela séria como sempre.
Meredith contou o pouco que Bonnie havia lhe dito a Caroline, enquanto Stefan e Damon escutavam-na com atenção. Afinal, vampiros não precisam exatamente estar com o celular na orelha para ouvirem a conversa.
Já era noite, antes de Bonnie ir até Elena e pedir seu colar, ela decidiu passar na biblioteca da cidade, talvez alguns daqueles livros sobre os fundadores falasse algo sobre sua família.
Mas, não havia nada. Pelo menos nada da verdade. Bruxas.
Todas as mulheres da família nasciam bruxas, mas nada em relação a isso estava ali, ela tinha certeza, pois, havia lido toda a seção dos Bennett.
Meredith e Caroline já haviam ligado várias vezes, pois, ela ainda não havia voltado e ambas sabiam que Elena não era a pessoa favorita de Bonnie, pelo menos não nesse momento, a começar pelo “impasse” Damon.
Bonnie retornou a ligação de Caroline e contou que estava procurando mais alguma coisa, porém nada encontrou.
Bonnie entrou no carro deu partida e dirigiu lentamente até a casa de Elena. Ela não sabia se realmente deveria estar ali sozinha, ela estava perdendo a paciência muito fácil com os dramas e amores da princesa Elena.
Respirou fundo uma ou duas vezes. Bateu na porta, quem atendeu foi Jeremy, outro que teve a memória apagada, para o próprio bem.
-Oi Bonnie, quanto tempo. – disse simpático.
-Olá Jeremy, sua irmã esta? – perguntou ela.
-Sim, pode subir. – falou dando passagem para a garota, que estava visivelmente cansada.
Faziam duas noites que ela não dormia, tentando achar alguma coisa útil.
Subiu as escadas silenciosamente, quando iria bater na porta do quarto ouviu algumas vozes.
A princípio pensou ser Stefan, então decidiu não entrar e voltar depois, mas foi quando ela ouviu...
-Por que tem que ser com meu colar? – disse Elena questionando o que o vampiro queria falar de tão importante.
Bonnie ouviu ele suspirar, e na hora que ouviu a voz ela soube que não era Stefan...Era o Damon.
Por mais que lhe parecesse infantil, ela ficou ali escutando o que ele iria falar.
-Bom, por que o que eu vou dizer...Pode ser a coisa mais egoísta que eu já disse na vida. – Damon disse.
Elena suspirou.
-Damon não faça isso. – disse ela.
Bonnie sentiu seu coração apertar, e mesmo querendo ir embora, algo a fazia ficar.
-Eu só tenho que falar uma vez, você só tem que ouvir – disse ele – Eu te amo Elena.
Bonnie percebeu que algumas lágrimas escorriam por sua face, fazendo sua respiração tornar-se um tanto quanto irregular.
-E é por que eu te amo – ele voltou a dizer – Que...Não posso ser egoísta com você. Por que não pode saber. Eu não mereço você, mas meu irmão merece.
Fez-se silencio. Bonnie virou-se e saiu.
Dentro do quarto Damon continuou:
-Eu queria muito que não precisasse esquecer. Mas, precisa. – em segundos ele apagou a cena de sua mente, colocou-lhe o colar e saiu.
Saiu, mas parte de seu coração havia ficado ali, parado no quarto, sem saber direito como havia encontrado seu colar.
Bonnie estava encostada em seu carro chorando descontroladamente. Nada mais poderia tê-la machucado tanto.
Sentiu uma leve brisa e então Damon parou ao seu lado, com a voz um pouco estranha.
-O que foi? – perguntou ele.
Ela o olhou com os olhos vermelhos e cheios de lágrimas que não cessavam.
Seu coração estava doendo...Ela sabia que iria acabar machucada.
Ele a encarou confuso e preocupado, olhou para os lados procurando algo que talvez tivesse ameaçado-a ou até mesmo machucado.
Olhou atenciosamente todo o corpo dele procurando algum machucado, mas ela não falava nada.
Bonnie pegou as chaves do carro e estava entrando no mesmo, até ele a segurar.
-O que é que você tem? – perguntou ele preocupado.
-O que é que eu não tenho...- disse ela empurrando-o e fechando a porta.
Arrancou com o carro rapidamente.
Não sabe como conseguiu chegar em casa sem atropelar alguém ou enfiar o carro no primeiro poste que visse, por que sua vontade agora, não incluía viver.
Nada estava certo para ela.
Nada.
Entrou em sua casa com a pior das expressões, assim que fechou a porta atrás de si, permitiu-se desabar literalmente.
Escorregou pela porta até chegar ao chão, frio e nada confortável.
Deixou que tudo o que estava lhe sufocando saísse em meio as suas lágrimas.
Seu celular tocava insanamente, Caroline estava ligando.
Ela decidiu ignorar, mas então ela não parava. Atendeu, sem disfarçar sua situação.
Chorava agora por dor, por perder o que nunca teve, por saber que ele não a amava, por cansaço, por medo...Por saber que mesmo com todas essas desgraças, ela não teria um final feliz...Ela iria morrer nas mãos de Klaus, tudo por culpa dela...Elena.
Talvez apenas por diversão ele queimaria a cidade e a culpa seria dela – pensou ela ficando totalmente descontrolada.
-BONNIE! – gritou Caroline ao perceber o estado da amiga, Meredith estava com ela.
-O que Caroline? – perguntou a garota cansada.
-Damon disse como você estava e falou que iria atrás de você para que não tentasse se matar... – Caroline disse desconcertada ao ouvir a amiga naquela situação.
Caroline mal acabou sua frase e Damon estava batendo na porta, onde ela estava encostada chorando.
Virou sua cabeça lentamente e Damon ordenou.
-Abre isso agora.
Todo aquele aperto em seu peito piorou muito ao vê-lo.
Caroline sussurrou no telefone.
-Eu não consegui impedi-lo.
Bonnie respirou com dificuldades, enquanto se levantava.
Abriu a porta e disse para Caroline.
-Venha para cá. – e desligou, após, a amiga assentir.
Ela ficou fitando Damon percebendo seu rosto ficar cada vez mais encharcado pelas lágrimas.
-Você vai me dizer o...- Ela o interrompeu, surpreendendo-o em um abraço.
O primeiro instinto dele era de afastá-la, mas percebeu como ela estava, apenas pousou os braços na garota.
Ele sabia que ela ouvira toda a sua declaração a Elena, havia passado pela sua cabeça que ela estava assim por sua causa, mas não.
Ela me odeia com todas as suas forças – pensou ele.
Vagarosamente sua respiração foi ficando mais regular, Bonnie matinha os olhos fechados enquanto recusava-se a soltá-lo.
Caroline deixou Stefan e Meredith na mansão e foi até a casa de Bonnie, quando chegou em sua calçada viu Bonnie abraçando Damon e ele exitando, e finalmente correspondendo de forma mais distante.
Caroline observou a cena por dois segundo e quando Damon percebeu sua presença e virou-se para olhá-la ela apenas assentiu e sumiu de suas vistas.
Bonnie não havia percebido nada, ela só queria que ele nunca a soltasse, queria que todas as palavras que ele havia falado para Elena na verdade fossem para ela.
Damon caminhou afastando-a um pouco, e colocando-a para dentro da casa.
-O que aconteceu com você? – perguntou ele fechando a porta.
Ela não respondeu.
Ele suspirou e disse.
-Descansa um pouco, você tem feito mais do que tem agüentado. – disse ele.
Ela virou-se e disse que iria beber um pouco de água, foi até a cozinha e ficou fitando seu faqueiro.
Mil possibilidades passaram em sua cabeça...Ela morreria de qualquer forma, então por que não acelerar o processo? Ela sabia que se pudessem salvar alguém dali, salvariam Elena então...
Quando ela iria pegar uma das facas Damon entrou na cozinha.
-Bonnie! – disse ele assustando-a. – Vem...- puxou-a pelo braço – você precisa dormir.
Levou-a até o quarto, esperou que ela deitasse e então sentou-se na poltrona no canto esquerdo do quarto.
-você estava pretendendo me matar ou algo assim? – questionou ele irônico.
Ela deu um meio sorriso.
-Não. Eu estava pretendendo me matar. – disse simplesmente.
-Você esta ficando louca? – perguntou ele espantado.
-Não. Só não acho que teremos outro destino, então adiantar as coisas só seria menos torturante. – disse novamente com pouco caso.
Damon estava prestes a explodir e perguntar o que ela tinha na cabeça, mas então Caroline entrou no quarto e disse:
-Damon, pode ir. Meredith dorme lá hoje e...Tente não assustá-la. – disse ela séria.
Damon encarou Bonnie e depois assentiu a Caroline, passou ao seu lado e disse sussurrando para que Bonnie não ouvisse.
-Ela tentou pegar uma das facas na cozinha.
-Para que? – questionou Caroline arregalando os olhos.
-Adiantar o inevitável – disse ele sumindo.
Caroline não podia acreditar no estada que a amiga estava.
Sentou-se ao lado dela, Bonnie permitiu-se chorar mais uma vez, dessa vez podendo falar tudo o que sentia.
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