Give me love
9 Capítulo 9
Damon finalmente entendeu. Não ele não achava que Klaus estava apaixonado, ele achava apenas que Caroline estava sendo idiota o suficiente para cair na conversa dele, provavelmente estava armando alguma coisa para pegar Elena.
Bonnie suspirou impaciente com o silencio do vampiro.
Ele disse:
-Bonnie, isso é idiotice. Caroline acha mesmo que um vampiro de mais de mil anos mudaria apenas por causa de seus lindos cabelos loiros? – disse ele extremamente sarcástico.
Bonnie suspirou, entendia o ponto de vista dele, e até pensaria assim também se não tivesse sentindo a energia dentro dele.
-Eu pensei isso quando ela me contou que ele a beijou, mas então eu o vi... Eu vi como ele olhava para ela – Bonnie fitava qualquer lugar do quarto apenas recordando a cena, Klaus beijando a mão de sua amiga – Eu vi dentro dele... Por alguns segundos era como se eu pudesse ouvir seus pensamentos.
Damon chacoalhou a cabeça irritado.
-Vocês são duas loucas! – disse ele simplesmente – Ele esta usando a Bárbie para chegar até a Elena.
Algo dizia a Damon que tocar no nome dela foi um tanto quanto idiotice.
Bonnie sentiu raiva dele na mesma hora, como poderia ser sempre Elena?Como?
Agora irritada disse:
-Que eu saiba, eu sou a bruxa aqui e que eu saiba também, apenas eu poderia dizer se ele esta ou não apaixonado... Além dele é claro, o que eu acho complicado. – disse virando-se e pegando seus grimórios.
Esbarrou em Damon propositalmente e rude.
Ele sorriu com o nervosismo da garota.
-Agora se me der licença – disse ela estressada – tenho uma bruxa original para contatar.
-Realmente bruxinha, você é loca. E se ela estiver mentindo sobre sei lá o que, e tentar matar você? – disse ele agora sério.
Ela sorriu irônica.
-Assim eu vou pensar que se preocupa Damon, querido. – quando ela queria, ela sabia ser sarcástica tanto quanto ele.
-Pense o que quiser – sussurrou ele – eu não me importo, mas... – ele se sentou na poltrona em seu quarto – Eu não vou sair daqui, pois, se alguma coisa acontecer a culpa provavelmente vai ser colocada em mim.
Bonnie revirou os olhos.
Pegou velas, o colar e o Grimório que precisava.
Sentou-se no chão, Damon continuava na poltrona observando-a o que a deixava ligeiramente corada e irritada.
Estava começando o ritual, fez o circulo de sal – que provavelmente daria trabalho para limpar, se ela não tivesse colocado uma toalha no chão.
Enquanto isso.
Elena foi até a mansão Salvatore, pensando que Damon estaria ali com a Bonnie.
Sim, ela estava incomodada com a proximidade de ambos.
Assim que entrou viu Stefan, Alaric, Meredith e Caroline conversando sérios.
Todos olhavam para Caroline com um misto de preocupação e reprovação.
Bonnie havia ligado rapidamente para Caroline, antes de começar o ritual, e ordenado que ela contasse para todos, pois, essa seria a melhor saída deles... Sem a morte.
Então ali estava Caroline contando a eles, desde a briga de Bonnie com Elena, até o encontro com Klaus no Gril, e depois ele insistiu em dar uma volta com ela.
Todos olhavam para ela, como se duvidassem de sua sanidade.
Assim que ela percebeu a presença de Elena ficou ainda mais irritada, pois, ela sabia que ela seria a primeira a pedir para que ela mesma matasse Klaus.
-ótimo! – disse ela levantando-se.
-O que esta acontecendo? – perguntou Elena preocupada.
Meredith sabia que aquilo só terminaria em briga mais uma vez.
Suspirou e contou tudo a Elena.
A garota ficou espantada e sem pensar duas vezes disse:
-Como você pôde Caroline? Ele quer nos matar! – Elena estava no mínimo aflita.
-Não Elena. – disse Caroline, agora realmente aparentando ser uma vampira. – Ele quer te matar, e não nós matar. Só morreremos, por que um acabou entrando pelo outro, então se não quer que eu mesma adiante o serviço dele, é bom deixar esse seu egoísmo para você. – a voz da loira era cortante, fria como aço.
Elena estremeceu ao ouvir aquilo. Era uma ameaça de morte...
Stefan colocou-se ao lado da amada, e Meredith ao lado de Caroline acalmado-a.
Alaric continuava ali, pensando.
Talvez não fosse insanidade.
-Caroline – chamou ele – Você nos disse tudo o que ele fez, falou, mas... E você?
Caroline ficou confusa.
-Eu o que Ric?
-Suponhamos que ele goste de você... Você gosta dele? – perguntou Alaric direto como sempre e deixando todos esperando uma resposta dela.
Caroline já havia pensado nisso algumas vezes, mas não iriam gostar do que ouviriam, é claro.
-Sim. – disse ela firme.
Todos pararam de respirar por alguns segundos.
Caroline sabia que era insano, errado e que ele provavelmente não corresponderia, e ela sofreria como uma completa idiota, mas não poderia negar o que sentia por ele. Não poderia negar o quão forte era o que sentia por ele.
Irônico no mínimo, ela estava apaixonada por aquele que mataria sua melhor amiga – tudo bem, que ela estava a ponto de matá-la também, mas ela não deixava de ser sua amiga... Ainda gostava dela, só não suportava esse egoísmo dela.
Daqui a três dias seria o baile dos anos sessenta na escola, Caroline já havia organizado tudo e ela obrigaria todos a irem...
Enquanto isso.
Bonnie depois de cinco tentativas conseguiu finalmente contatar a bruxa original.
As luzes apagaram-se deixando ser iluminada apenas pelas velas.
-Foi você quem eu. – disse Bonnie.
Damon olhava a cena atento, ele não suportaria que um fantasma idiota machucasse a pequena bruxa.
-Sim, Bonnie. É um prazer finalmente conhecê-la. – disse a mulher com uma voz intensa e calma.
-Por que fala como se esperasse isso a tempos? – perguntou Bonnie esperta.
A mulher sorriu confortavelmente e disse:
-Por que espero isso a séculos.
Bonnie a olhou confusa.
Até então, ela não havia notado a presença do vampiro ou se notou fingiu que não.
-Bonnie, como você sabe. Sou a bruxa original... Eu sempre previ o futuro de meus filhos. Não se espante apenas, Klaus esta vivo. – ela deu uma pausa e então continuou – Bonnie querida, a séculos seu destino já fora traçado. Eu sabia que você e ela seriam quem salvariam Klaus, sem que eu mesma precisasse matá-lo.
Bonnie estava realmente confusa.
Como salvar sem matar... Talvez aquela hipótese dela estivesse certa... Amor.
E se fosse isso a garota que ela citou só poderia ser...
-Caroline. – ela sussurrou.
A mulher sorriu.
-Pensei que o destino havia errado... – riu um pouco – Klaus nunca se apaixonou, e então realmente aparece ela... Ele já pensou duas ou três vezes em não fazer o ritual. – disse ela esperançosa.
Bonnie séria disse:
-Mas, ele o fará, não é?
-Sim. Mas, pode tentar uma coisa, antes de eu dizer como o matar. – falou a mulher.
Bonnie espantou-se por um segundo, ela era a mãe dele, como ajudaria a matá-lo.
Como se ouvisse os pensamentos da jovem bruxa, a mulher respondeu.
-Você pode confiar em mim Bonnie. Sim eu sou a bruxa original, mãe de Klaus, a propósito me chamo Esther... Foi um erro criá-los, um grande erro.
Não deveria ter passado mil anos. Não deveria... – ela ficou com uma expressão triste de culpa.
Bonnie assentiu e ela continuou.
-Você terá de usar o colar e fazer um feitiço muito forte, terá de achar uma forma que o gene lobo dele não possa ser liberado... Nunca. – disse a mulher fitando-a seriamente.
-Terá que tomar cuidado Bonnie, não confie nele, muito menos agora... Não sei como ele agiria apaixonado, por mais que eu ache que ele não faria nada para Caroline odiá-lo, apenas... Proteja-se.
Bonnie assentiu um pouco medrosa. Ela sabia que de qualquer forma, as chances de ser morta continuavam as mesmas.
Esther sorriu de forma carinhosa e disse:
-Sua avó ficaria orgulhosa. – disse com uma voz calma, na mesma hora os olhos de Bonnie transbordaram de lágrimas, a mulher tocou-a levemente. Bonnie sentiu o toque apenas dela ser um fantasma. Eram bruxas.
Pela primeira vez, Esther dirigiu o olhar a Damon, que agora estava de pé, perto de Bonnie pelo jeito ele ficou apreensivo com a proximidade de ambas.
Esther sorriu e disse:
-Não acredite se não for dito por que te interessa. – disse enigmaticamente, ninguém entendeu nada. Damon ficou confuso, mas ignorou. – Cuide dela, Damon.
E então Esther sumiu.
As luzes voltaram e as velas apagaram-se.
Bonnie olhou para Damon, que ainda estava confuso com a frase dela.
Os irmão de Klaus realmente não estavam vivos, mas também não estavam exatamente mortos, pois, se um deles morressem toda uma linhagem de vampiros dizimaria-se.
E por mais estranho que fosse, Klaus havia empalado-os com carvalho branco, para que não atrapalhassem seus planos, quando ele conseguisse o que queria, reuniria a família novamente.
Enquanto isso.
Caroline estava cansada de ouvir todos os sermões sobre como era perigoso isso.
Como se não desse no mesmo – pensou ela – eles morreriam de qualquer forma.
Meredith caminhou para fora da casa juntamente com Caroline.
-Caroline, eu não vou te julgar. Admito que isso é no mínimo estranho – riu um pouco, fazendo Caroline sorrir também – Mas, eu entendo que não há como controlar essas coisas.
Caroline abraçou a amiga, pegando-a de surpresa.
Começaram a caminhar, pelas ruas já adormecidas.
-Meredith, eu não vou participar de nenhuma plano em que vocês me usem para matá-lo. – disse a loira séria.
-Eu seu Caroline, e eu não permitiria que lhe pedissem isso. – respondeu a amiga.
-E eu que pensava que a Bonnie era a mais encrencada de nós. – disse Caroline risonha.
-Definitivamente você é a pior! – disse Meredith rindo.
Caroline riu, e olhou o horizonte assim que sentiu aquele perfume.
Seu olhar encontrou o de Klaus.
Meredith ficou um pouco aflita, pela forma como se olharam, ela sabia que aquele deveria ser o híbrido.
Em milésimos de segundos Klaus, estava mais próximo de ambos.
Meredith tentou não gritar com a aproximação instantânea deles.
Caroline sorriu.
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