Give me love
7 Capítulo 7
Klaus não teria dificuldade alguma em se concentrar no seu plano, que finalmente se concretizaria.
Finalmente poderia fazer o ritual e liberar seu gene lobo, tornando-se totalmente imortal.
Mas, algo o incomodava, algo dentro de si. Algo, este, que nunca deveria parar para ouvir novamente. Nunca, não depois de seu próprio pai tentar matá-lo.
Ouvir seu coração seria burrice e ele sabia exatamente disso, mesmo assim não conseguia ignorar a voz que perguntava.
“E se não houver o ritual... As mortes? Caroline aceitaria ao menos dar uma chance a ele?”
Klaus chacoalhou lentamente a cabeça tentando afastar as idiotas idéias que se passavam dentro de si.
Tomou mais um gole de sua bebida, vestiu sua camisa e saiu, deixando em meio a sua sala – para seus vampiros fracos e hipnotizados que pegara ontem a noite, usaria um deles no ritual – uma garota morena, morta sem uma gota de sangue em suas veias.
Assim que entrou no Grill sentiu o delicioso aroma de sua mais nova obsessão, passou lentamente os olhos até encontrá-la.
Então, sentou-se no balcão onde ela não o veria, e ficou ali, prestando atenção em sua conversa com a Bruxinha.
-Bonnie eu sei de tudo isso, você já repetiu mil vezes!- dizia Caroline irritada.
Ela havia contado para a amiga sobre Klaus, e Bonnie estava dando-lhe um sermão, pois, ao contrário da idiotice que ela havia feito de transar com Damon...Pelo menos era o Damon, não um híbrido louco que mataria até a própria mãe para ter o que desejava.
-Caroline... Eu me preocupo com você. E se ele estiver usando você? – perguntou Bonnie.
A loira já havia pensado nisso, mas, não via motivo, ele não precisava usar ninguém, ele simplesmente matava e conseguia o que queria.
-Não vejo como. – disse Caroline – E se “usar” significa me beijar, por mim tudo bem! – disse ela rindo e conseqüentemente fazendo Bonnie rir também.
Aquela situação era no mínimo bizarra, já que Bonnie estava apaixonada por Damon Salvatore, Meredith estava apaixonada pelo namorado da tia de Elena. Alaric. E Caroline a mais louca de todas, fez o favor de estar começando a se encantar por Klaus... Não seria problema, se não fosse ele quem os mataria dali a duas semanas segundo ela.
Klaus ouvia a conversa das garotas, quando seu celular tocou.
Atendeu-o rapidamente.
A voz dizia:
-Já tenho o que pediu Klaus.
-Ótimo. Traga apenas daqui a duas semanas, avisarei o dia.
-Como quiser.
Desligou o celular guardando-o o bolso, virando sua bebida e indo a direção a mesa das garotas.
Caroline o viu e automaticamente sorriu.
Bonnie olhou para onde a garota olhava e sussurrou com medo.
-Por favor, me diga que não é...- sua voz morreu assim que ele parou enfrente a ela.
Pegou a mão de Caroline, levou até a sua boca beijando-a.
Ela tentava conter o sorriso, mas era impossível. E ele? Klaus já estava desconfiando da própria sanidade, afinal, por que ele iria logo ali... Apenas para vê-la?
Bonnie respirou fundo, ele não tentaria matá-la ali, até por que ela percebeu algo diferente no ar, só não sabia o que era.
-Bom, se me dão licença, eu não vou ser vela do casal mais... – Ambos olharam para ela mortalmente, e ao invés de dizer estranho ela disse – recente. Ligue-me depois Caroline.
Bonnie saiu mal acreditando no que havia visto.
Saiu mandando uma mensagem e contando tudo a Meredith, rapidamente a garota respondeu chocada e com medo, mas algo dentro da bruxa, dizia que Caroline não corria perigo. Pelo menos ela não.
Acidentalmente, trombou em alguém e derrubou seu café em si mesma.
-Desculpe, eu estava distraída...- disse ela ainda sem levantar os olhos, pegando sua bolsa e tentando limpar sua blusa vermelha, agora com uma terrível mancha de café.
-Percebi. – disse Damon.
Ela havia trombado nele.
Bonnie ficou estática e sem saber como agir, já que...Enfim, a noite passada não havia sido exatamente “ela” e sim um ser alienígena que se deixou levar pelo amado inimigo. – pelo menos era o que ela pensava.
Rapidamente levantou e estava saindo, mas então lembrou de Caroline e Klaus conversando animadamente como se eles fossem realmente normais. Ela sabia que se o Damon desconfiasse que aquele ali era o Klaus... Havia uma grande chance de não haver sobreviventes ali.
-Damon! – gritou ela impedindo que ele entrasse – É...Eu preciso te contar uma coisa! – inventou ela no desespero.
Damon sorriu e disse.
-Tudo bem, mas não precisa gritar Bonnie, eu ouço muito bem.
Ela desculpou-se e começou a se perguntar o que iria inventar para ele.
Ficou um tempo fitando o horizonte e Damon em um momento de muita humanidade perguntou.
-Quer falar em outro lugar?
Bonnie agradeceu mentalmente por não ser ela a sugerir isso.
Afirmou com a cabeça e foram até o carro dele.
Damon estava esperando ela começar a xingá-lo por ontem a noite ou tentar matá-lo talvez, já que Meredith havia acabado com todas as esperanças de que ele e Alaric estavam pensando.
Meredith falou tudo o que Bonnie falava para ela e ele finalmente havia entendido que a bruxinha simplesmente o odiava, apesar de que por um momento pensou o contrário...
Não sabendo o que iria dizer, ela começou pelo o que mais preocupava a todos.
-Eu preciso que você peça a Elena o colar. Preciso tentar fazer contato com a bruxa original. – sua voz era séria.
O que deu certeza ao vampiro de que Meredith não havia mentido.
-Por que você mesma não pede a ela, uma hora precisarão parar com essa raiva. – disse ele simplesmente.
-Eu.Não.Vou.Falar.Com.Ela. – disse Bonnie irritada demais.
Damon riu.
-Tudo bem... Eu falo com ela, como se ela me ouvisse.- disse ele sincero.
Estavam em frente a casa de Bonnie, ela desceu do carro e ele rapidamente estava ao seu lado.
-É claro que ela te ouve, ela gosta de você. – disse a bruxa com rispidez. – Bom, eu preciso desse colar para ontem... Preciso quebrar essa maldição dele... – começou a raciocinar sozinha.
Talvez... Se o que ela havia sentido no Klaus, era mesmo o que estava pensando... Talvez, apenas talvez, ela pudesse retirar a maldição. Claro ele provavelmente tentaria e talvez conseguiria matá-la, mas Caroline... Nada seria tão gratificante como ver a garota com aquele sorriso de novo.
Bonnie não via sua amiga assim a muito tempo.
Primeiro ela vira vampira, depois a família a repudia, Elena tem ciúmes de Stefan passar um tempo com ela, mas ele apenas a ensina como controlar seus instintos e emoções. Eu mesma demorei em aceitá-la na sua “nova vida”, depois Tayler teve de ir embora... E desde então não temos notícias, Matt teve sua mente apagada... E ela simplesmente perdeu o chão.
-Bonnie poderia parar de me ignorar? – perguntou Damon quase perdendo a paciência.
A verdade era que Bonnie estava tão perdida em pensamentos, tentando encontrar uma forma de ajudar Caroline, para que ao menos uma vez ela realmente tivesse a chance de ser feliz... Isso se o que Bonnie viu fosse verdade... É claro.
-Desculpe – disse ela voltando a sua conversa com o vampiro – o que disse?- perguntou ela.
-Vai me evitar por causa de ontem? – perguntou ele em seu melhor tom cínico.
Bonnie sorriu levemente já entrando em casa e deixando um vampiro totalmente confuso ali fora.
-Claro que não Damon. – fechou a porta, indo direto para seus grimórios tentando achar mais sobre como contatar a bruxa original.
Damon ficou alguns instantes ali, mas logo saiu e como sempre que sentia-se mal, fez besteira.
E dessa vez a besteira, foi uma garota nova, da cidade vizinha.
Depois de estar com sua sede assassina saciada ficou vagando pela cidade, sem rumo, apenas... Observando.
Parou quando viu Caroline toda sorridente enquanto conversava com um cara.
Damon não poderia sentir o poder de Klaus, ele era cuidadoso e sabia muito bem como não emanar seu grande poder.
“Então até a Barbie arranjou um Ken” – pensou Damon já bêbado.
Assim que a garota despediu-se dele, e saiu andando, Damon foi até ela.
-Barbie... Seduzindo humanos? Santo Stefan não vai gostar disso! – disse ele divertido por ter a chance de irritá-la.
-Damon...Humano? – Caroline logo lembrou que apenas ela e Bonnie sabiam que Klaus era, e achou melhor deixar assim – Esta bêbado Damon? Por acaso levou um fora da Bonnie? – perguntou venenosa.
Damon fuzilou-a com o olhar e saiu de perto da loira, que ainda estava toda feliz por ele ter realmente ido a sua procura... Talvez ele não fosse tão ruim assim – pensava ela – mas, de qualquer forma, eu continuarei ao lado dos meus amigos. Sempre.
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