Give me Back my Daughter
5 Sakura
Notas iniciais
– Sakura, levanta! — Escutei meu marido entrando no quarto bruscamente. Ele andou com passos rápidos até a janela e abriu a cortina. A iluminação pegou em meu rosto, me espreguicei.
– O que foi? — Murmurei sonolenta.
– Você não pode sair de perto de mim, entendeu? — Ele disse, parecendo meio paranóico com algo.
– Aconteceu alguma coisa? — Perguntei, já me sentando na cama, perto dele.
– Essa coisa na nossa casa aconteceu! Ela não vai parar! — Ele gritou. Me assustei. Ele parou, ficando pensativo. — Vou fazer uma hora morta... — Sussurrou.
– O quê?! — Perguntei, de surpresa.
– Kakashi vai vir montar os aparelhos hoje, vou pedir para fazer uma hora morta nessa madrugada. — Ele respondeu, como se não fosse nada.
– Mas, Sasuke, não é melhor esperarmos pelos resultados das câmeras? — Perguntei. Não devemos tomar decisões precipitadas, e Sasuke sempre faz isso.
– Acho que não. Já está comprovado que temos algo na casa, Sakura. — Ele disse, se aproximando. — Se você tivesse visto o que eu vi... — Ele abaixou a cabeça. — Eu nunca mais quero te ver daquele jeito... — Murmurou.
– Me ver... Daquele jeito? — Não entendi o que ele quis dizer. Ele apenas me abraçou.
– Esqueça. Só... Vamos nos concentrar em resolver isso.
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– Como está a Tomoyo? — Kakashi perguntou enquanto instalava as câmeras na entrada da casa.
– Como sempre. Não se moveu um centímetro. — Sasuke respondeu, meio abalado.
– Vamos resolver isso, querido. — Sussurrei para ele.
– Eu sei. — Ele respondeu, envolvendo minha cintura. — Querida, pode ir buscar um café para Kakashi? — Perguntou.
– Não é necessário, Sasuke... — Kakashi começou a se pronunciar, mas Sasuke o olhou e ambos conversaram mentalmente. Eu entendi que eles precisavam falar sobre algo que não era comigo. Sasuke está estranho ultimamente, então resolvi conter minha curiosidade e colaborar.
– Não se preocupe, Kakashi. Eu já estava indo, também preciso de um chá. — Falei. — Com açúcar?
– Duas colheres, por favor. — Ele respondeu.
– Certo. — Terminei e fui até a cozinha. Preparei um café para Kakashi e um para Sasuke. Fiz meu chá e o tomei, seguindo de volta para a sala, torcendo para não atrapalhar a conversa deles.
Chegando lá, ambos cochichavam algo que não consegui decifrar. Pigarreei, chamando a atenção deles.
– Com licença. — Entreguei o café dos dois.
– Obrigada. — Kakashi agradeceu.
– Como estão as instalações? — Perguntei, olhando em volta para toda a equipe de Kakashi que trabalhava com câmeras, aparelhos de detecção, caixas de Pandora...
– Tudo correndo bem, Sra. Uchiha. Em meia hora estará tudo pronto. — Ele respondeu. Me virei para Sasuke.
– Você conversou com ele sobre o que você queria fazer? — Perguntei. Ele negou.
– Ainda não, mas pode ser agora. Escute, Kakashi... — Ele chamou a atenção do mesmo. — Queremos fazer uma hora morta. É possível?
– Por que querem uma hora morta? — Ele perguntou um pouco surpreso.
– Achamos que nos comunicar com o que quer que seja que esteja aqui fará com que tudo ande mais rápido, e podemos conseguir algumas respostas. — Sasuke respondeu. Kakashi suspirou.
– Tudo bem. — Ele disse. — Mas é um procedimento bem delicado. Podemos usar os detectores e uma das caixas de Pandora. Precisaremos de velas e lanternas. Deve ser realizada exatamente às 03 da manhã. Estejam prontos.
– Certo. — Sasuke respondeu.
– Estamos prontos por aqui. Mantenham as câmeras ligadas e a aparelhagem conectada. Voltamos à meia noite para a montagem da hora morta. — Kakashi disse, já arrumando suas coisas para ir embora.
– Tudo bem, tenha um bom dia. — Sasuke disse, para logo depois o acompanhar até a porta. Não os segui, fui até o computador, onde uma filmagem me chamou a atenção.
Era a filmagem da câmera que Sasuke deixara no nosso quarto essa noite. A imagem estava pausada aproximadamente às 3 da manhã. Eu estava em pé, ao lado da cama. Rodei a filmagem de forma rápida, e percebi o quanto de tempo eu fiquei parada ali. Duas horas, para ser exata. Por isso minhas pernas doíam. O problema, é que eu não lembrava de nada.
– Era disso que eu estava falando. — Sasuke apareceu pelas minhas costas. — Ontem, você estava estremamente estranha, aconteceram coisas que eu não gostaria de ver novamente.
– Vai dar tudo certo. Tudo certo. — Murmurei, o abraçando. Porém, eu não tinha mais tanta certeza disso.
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