Give me Back my Daughter
3 Sakura
Notas iniciais
Na manhã seguinte, acordei com uma dor de cabeça dos infernos. Lembro que ouvi Gaara e Sasuke conversando sobre algo a ver com demônios e não sei mais o quê, mas eu estava muito ocupada me desesperando.
Senti cheiro de panquecas vindo da cozinha, e Sasuke não estava ao meu lado na cama. Meu marido, cozinhando? Essa é ótima.
– Bom dia. — Ele disse, quando entrei na cozinha. Ainda estava concentrado no fogão.
– O que está fazendo? — Perguntei, me aproximando.
– Panquecas. — Ele respondeu, indiferente.
– Sim, estou vendo que são panquecas. Mas você não sabe cozinhar. E deixou isso bem claro. — Falei, olhando ao redor, vendo a bagunça que ele tinha feito na cozinha. Meu livro de receitas estava aberto em cima da mesa, tinha farinha espalhada, junto com massa e mais um monte de coisas que nem tem a ver com panquecas. Ele suspirou, virando-se para mim.
– Eu só preciso me distrair. — Disse enquanto tapava o rosto com as mãos. — E você também está desamparada, queria ver se conseguia te agradar. — Ele me encarou.
– Não precisa se esforçar muito para me agradar, Sasuke. Sabe disso. — O abracei, enquanto ele passava seus braços em minha volta. O soltei, somente o suficiente para conseguir enxergar seu rosto. — Eu sei que estamos passando por um momento difícil, mas estamos juntos, vai dar tudo certo. — Toquei seu rosto, e ele chorou. Escondeu-se em meu peito e chorou como uma criança. Apenas o acolhi.
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– Gaara disse que hoje viria um demonologista para olhar a casa. — Sasuke falou, enquanto já tomávamos café da manhã. Lógico que as panquecas queimaram e eu tive que improvisar alguma coisa.
– Demonologista? Quem? — Perguntei, eu não sabia que eles haviam conversado sobre isso. Acho que eu já tinha apagado na hora.
– Não sei ainda, mas é alguém confiável, pelo jeito. E se o Gaara diz, eu não nego. — Ele respondeu, tomando um gole de café.
– Concordo. — Falei, suspirando. Mordi um pedaço do ovo que havia fritado cinco minutos antes, e senti meu estômago revirar. — Sasuke, eu preciso... — Corri para o banheiro sem pensar duas vezes, vomitei tudo o que havia comido.
– Sakura! — Sasuke chegou correndo. — O que houve? Por que está enjoada? — Ele se aproximou e segurou meu cabelo. Fiz um sinal negativo com a cabeça, não sabia o que estava acontecendo. Não ficava enjoada desde que estava grávida da Tomoyo, e isso faz algum tempo.
Sasuke me ajudou a levantar, seguimos para a sala. Não iria voltar para a cozinha agora, tinha a impressão de que qualquer cheiro já me enjoaria. E acredite, é horrível, tinha até esquecido como é ruim.
– Espera, você não está grávida, está? — Sasuke perguntou, já assustado. O encarei.
– Por que? Teria algum problema? — Perguntei séria.
– Não, seria ótimo. Só seria um pouco... Inesperado. — Ele tentava se explicar e atropelava as palavras. Eu adorava deixá-lo assim. Dei um sorriso.
– É claro que não estou grávida. Não se tem enjoos só na gravidez, Sasuke. — Expliquei.
– Tá, desculpa, não entendo dessas coisas. — Ele disse, rindo. Era ótimo vê-lo rindo. Fazia tempo.
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Ouvimos alguém bater na porta e nossa felicidade desapareceu. Lembramos de que nossa vida não estava muito para risadas. Fomos juntos atender.
– Olá, pediram um demonologista? — Um homem de cabelos grisalhos, porém com aparência não muito velha estava parado na porta. Reconheci aquele rosto.
– Kakashi? Mas o que? — Sasuke foi quem perguntou. Kakashi foi nosso professor quando ainda estávamos na escola. Ele continuava o mesmo de sempre, não havia envelhecido um ano sequer.
– Gaara me disse que tinha uns amigos que precisavam de ajuda. Reconheci seus nomes e concordei na hora. — Ele respondeu, sorrindo. — Gaara e eu estudamos espiritismo juntos.
– Tudo bem. Entre. — Sasuke abriu espaço para que ele passasse.
Logo quando entrou, Kakashi soltou um assovio.
– Estão com um problemão, hein.
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