Give love a chance

16 Décimo Sexto - Frachesco e sorvete azul


Notas iniciais
-Esse capítulo está super estranho, ele está TODO EM FLASHBACKS, quem acha confuso não leia, já estou avisando, vai ser nesse capítulo e no próximo, vai ser a MESMA COISA!
- VAMOS CONVERSAR LÁ EM BAIXO!
- Boa leitura! ^^


Os problemas nunca vão desaparecer, mesmo na mais bela existência. Problemas existem para serem resolvidos, e não para perturbar-nos.

–Augusto Cury

Porque quando a nossa vida está completamente perfeita aparecem problemas, problemas praticamente impossíveis de se resolver, problemas que vem do nada e desaparecem no nada também, problemas que você nunca pensaria que vivenciaria.

Flashback on

Acordei às dez da manhã, pensado que o meu dia seria normal e chato, igual a todos, claro, quando Justin estava do meu lado nada era normal e chato, tudo fica colorido e perfeito, mas ele tinha viajado para o Canadá, ele já estava com saudade do seu pai e dos seus irmãos, ai chega a hora em que você pergunta, e você não foi? É, nós ainda não contamos para a imprensa sobre “nós”.

Mas eu entendo o Justin, ele tem uma família completa e feliz, e eu, eu não tenho mãe e nem ao menos sei se meu pai está vivo e o meu irmão está com uma loira aguada do lado do meu quarto.

Depois de acordar e fazer todas as minhas higienes matinais, eu abri a porta do meu closet, observei ele atentamente procurando alguma coisa preta, mas parei subitamente quando encontrei uma caixa com formato quadrado, grande e lilás, eu a peguei e a coloquei em cima da minha cama, e sentei na mesma.

Preparei-me para abrir a caixa misteriosa, senti um arrepio por todo o meu corpo, como se eu não devesse abrir aquela caixa naquele momento, deveria esperar, quando olho para trás encontro a tal Sophia me encarando nervosa.

–Hey, você sabe onde está a minha maleta de maquiagem? -ela perguntou aflita e nervosa.

–Não – disse baixo.

–Alan! – ela gritou saindo do meu quarto e indo à direção da cozinha, quando eu toquei a caixa novamente o meu celular tocou.

CALL MODE ON

–Quem é? –perguntei calma.

–Espera, quem está falando é a Kris? – perguntou uma voz conhecida, mas eu estava com sono e confusa com aquela tal caixa nunca iria reconhecer.

–Eu perguntei quem é merda! – disse começando a ficar nervosa.

–Sou eu o Rob, estressada, você está de folga hoje, mas eu só liguei porque eu estou preocupado com você – ele disse com uma voz nervosa, parecia que alguma pessoa iria morrer.

–Fala Rob! Você está começando a me deixar nervosa! – disse ficando preocupada com o seu nervosismo e a sua demora.

–Eu tive um pesadelo péssimo com você – ele disse quase chorando, o Rob sempre tem “sonhos” que se tornam realidade, nesse caso, pesadelo, ele sonhou que o meu segurança iria quebrar a perna, e depois de três dias que ele disse que sonhou com isso o não esperado aconteceu.

–Conta Rob! – disse curiosa.

–Eu sonhei que você – ele disse nervoso – eu sonhei que você morria – ele disse gaguejando.

–Sabe, quando você é uma pessoa vidente, e sonha que a sua “gatinha” de ouro vai morrer não é uma coisa que se deve contar! – disse nervosa.

–Desculpa! Mas eu quero que você tome muito cuidado essa semana, vai acontecer algo de ruim com você! – ele disse.

–Eu sei me cuidar Rob, mas pode deixar que eu vou ter mais cuidado! – disse ainda nervosa, desligando o celular.

CALL MODE OFF

Eu bati na parede com força, e fui escorregando na parede até o chão frio, com medo do mundo e de todas as pessoas maldosas que existem nele, eu estava parecendo uma criança novamente, aquela criança sozinha na vida, sem os seus pais, sem a sua família junto de si.

Flashback off

E os meus medos? E os meus sonhos? Nesse momento eles não existiam mais, e novamente eu estava sozinha, na verdade, sozinha não, eu estava com o meu companheiro, ele nunca me deixou na hora em que eu mais precisava, Deus.


Flashback on

Depois da revelação assustadora do Rob, eu fui passear em Nova Iorque. Eu considerava Nova Iorque como a minha cidade natal, mesmo não nascendo aqui, eu nunca me esqueci do Texas, mas Nova Iorque me ensinou a não ter medo de arriscar e cair, mas mesmo assim o medo do escuro eu ainda tinha, eu sou uma criança com máscara de uma pessoa adulta.

Eu andei, andei, sem rumo e sem saber para onde ia e quando olhei para onde estava tive uma surpresa, eu ainda estava em Nova Iorque, mas em um lugar mais afastado e calmo, calmo não! Quase não tinha ninguém nas ruas, eu fui olhando aquelas lojas, mesmo com nomes diferentes eu conseguia me lembrar.

Aquele era o lugar em que o meu avô me levava, eu conhecia aquele parquinho e principalmente aquela sorveteria, eu passei o pouco tempo da minha infância aqui, mesmo longe da Demi e com todos os meus problemas, eu consegui ser feliz nesse lugar.

A sorveteria ainda estava um pouco longe, e mesmo com medo eu tinha uma sensação de que deveria ir até lá, depois de algum tempo andando, parei na frente dela, parecia que ela não estava mais aberta, pois continuava do mesmo jeito, com duas grandes casquinhas coloridas enfeitando a frente da loja, a mesma cor laranja, vermelho e amarelo, a mesma placa em francês.

–Ice cream Parlor de la magie – disse pronunciando e ao mesmo tempo lendo as grandes letras em frente da loja escritas em francês, o meu avô era um grande amigo do dono da loja, que era realmente francês, , parecia que eles eram amigos de longa data eu me lembro quando o meu avô morreu , ele ficou do meu lado todo o velório inteiro – Senhor Frachesco, eu queria tanto te reencontrar! – disse dando uma última olhada por dentro da loja pelo lado de fora e indo embora lentamente, ainda observando a sorveteria.

Flashback off


Saudade é não saber. Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos, não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento, não saber como frear as lágrimas diante de uma música, não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche.

–Martha Medeiros

Flashback on


Aquela sorveteria me fez lembrar o meu avó, e literalmente a saudade invadiu todo o meu corpo e os meus olhos se encheram de lagrimas, eu me sentei em um banquinho de madeira grande que tinha em frente da sorveteria. Eu coloquei os meus pés em cima do banquinho e enfiei a minha cabeça dentro das minhas pernas, e me enrolei como um tatu.

–Bom dia, senhorita – disse uma voz masculina – você quer um pouco de sorvete para alegrar a sua vida? – perguntou a mesma voz com um sotaque francês, então eu fui me lembrando de quem é esta voz, e uma onda de alegria me cobriu.

– Frachesco! – gritei alegre levantando a minha cabeça com as lagrimas ainda descendo pelo meu rosto.

– Kristen? – ele perguntou e levantei na mesma hora e pulei em cima dele para um abraço – Quanto tempo, princesse! – ele disse retribuindo o abraço, ele me apelidou de princesse, porque eu parecia uma princesa quando eu era pequena.

– Frachesco, eu senti tanto a sua falta! Por onde você andou? – perguntei finalmente podendo olhar para ele, que continuava do mesmo jeito, com os seus cabelos longos e brancos quase no ombro, o seu corpo magro, e sua pele branca.

– Kristen – ele disse com o seu sotaque francês que deixava o meu nome engraçado – eu dediquei a minha vida por essa soverteria e passei a minha vida inteira aqui, eu nunca sai daqui – ele disse olhando para mim com um olhar carinhoso, igual ao do meu avó – vamos entrar? – ele perguntou – Está ficando muito frio! – ele disse se abraçando.

–Claro! – disse andando em direção à rua e atravessando a mesma, chegando na frente da sorveteria.


FLASHBACK OF


Alice: Quanto tempo dura o eterno?
Coelho: Às vezes apenas um segundo.

–Lewis Carrol



FLASHBACK ON


Quando Frachesco abriu a porta da sorveteria foi como se todos os meus sonhos de criança se tornassem realidade, tudo estava do mesmo jeito, com os cartazes com os sabores dos sorvetes, as maquinas que o Frachesco guardava os sorvetes e as mesmas bancadas e bancos coloridos.

–Hey, ainda tem sorvete?– perguntei animada.

–Claro pequenina, sempre tem sorvete! – ele disse entrando por uma portinha que dava no outro lado da bancada e das maquinas de sorverte – Que sabor você quer? – ele perguntou.

–Sorvete azul! – gritei animada colocando os meus braços para o alto como uma criança.

–Aqui está – ele disse me entregando o sorvete – Os “acessórios” estão a sua direita, e um sorvete é como magica muda a sua vida! – ele disse a última frase me fazendo sorrir, ele sempre falava essa frase quando fazia algum sorvete.

–Hey, Frachesco – falei enquanto colocava calda de chocolate em cima do meu sorvete – esse sorvete não é velho não, né? – perguntei com medo da sua resposta, mas já colocando uma colher de sorvete azul na minha boca.

– Não querida, eu sempre troco, os meus netos comem tudo quando vem para cá, eles vão vir amanhã – ele disse dando risada da minha cara assustada.

–Que susto você me deu! – disse sorrindo com a minha boca cheia de sorvete azul.

–Você continua do mesmo jeito, uma criança no corpo de uma mulher! – ele disse se sentando na minha frente, eu somente dei de ombros eu estava mais concentrada no meu sorvete azul – Igual a sua mãe – ele disse me fazendo para de tomar o sorvete e levantar o meu olhar para ele.

– Me conta mais! – disse colocando o sorvete de lado.

–Sua mãe era igual a você, só tinha o cabelo mais claro, quase loiro e os olhos dela – ele disse suspirando – eles eram mais azuis do que o fundo do mar das Maldivas, igual ao seu – ele disse falando parecendo que estava hipnotizado.

–Frachesco! – disse baixo imaginando a minha mãe – Me conte mais! – disse também hipnotizada.

– Ela tinha um jeito de criança, mas tinha um poder de mulher, o seu pai e ela se amavam mais que tudo, eu nunca vi um casal tão apaixonado – ele disse olhando para mim, a minha feição mudou.

–Não fale sobre o meu pai! – disse com baixo, mas com a voz contendo raiva – Não fala sobre ele! – disse baixo batendo forte na mesa.

– Tudo bem, eu entendo a sua dor – ele disse, eu apenas dei de ombros e puxei novamente o meu copinho com sorvete azul, fiquei mexendo impaciente o sorvete com a minha colher, coloquei uma na boca e perguntei.

– Ela me amava? – perguntei triste ainda brincando com o sorvete.

– Ela te amava mais que tudo, mesmo te conhecendo apenas pela barriga, eu sei que o Alan nunca quis falar sobre ela com você, mas ela realmente te amava, mas que tudo Kristen! – ele disse e eu senti uma lágrima descendo, limpei-a rapidamente.

– E ele?- perguntei ainda olhando para o meu sorvete azul.

– Ele quem?- ele perguntou.

– O meu pai – disse baixo.

– Ele te amava igualmente a sua mãe, se possível até mais que ela — ele disse balançando a cabeça.


FLASHBACK OF


A paz mundial começa em nosso próprio ser realizando revolução humana e isso só e capaz com nossa mudança de paradigma.Tudo começa dentro no nosso ser no "eu" de cada pessoa.

– Vanderson Angelo Dias Xavier


FLASHBACK ON


–Eu tenho que ir Frachesco! – disse levantando e pegando o copinho do sorvete que já estava vazio – Já está de noite, o Alan vai ficar preocupado comigo! – disse jogando o copinho fora.

– O Alan, faz tanto tempo que eu não vejo esse garoto, ele já deve estar um homem! – ele disse animado.

–É, um homem com uma loira aguada do lado – disse com cara de tédio me lembrando da tal Sophia.

– Oque você disse Kris? – ele perguntou com uma cara confusa.

–Nada tio, nada! – disse balançando a cabeça negativamente.

–Eu vou pegar um pouco de sorvete para você levar para a sua casa, tudo bem? – ele perguntou e eu assenti, enquanto ele ia pegar o sorvete algo me chamou atenção um mural cheio de fotos, e em cima estava escrito “ Mes amis “ mesmo eu não sabendo muito francês eu sabia oque significava.

–Meus amigos! – disse parando em frente do mural, uma foto de uma mulher loira e um homem com o cabelo cor de areia me chamou atenção, o homem beijava a barriga da mulher e ela sorria, ela tinha o sorriso mais bonito do mundo, imediatamente eu sorri, quando eu comecei a observar mais a foto eu encontrei um garoto muito conhecido que me fazia lembrar o Alan.

–Querida! – disse Frachesco atrás de mim, me fazendo dar um grito estridente.

–Você me assustou Frachesco! – gritei com raiva, pois ele estava dando risada da minha cara – Quem são essas pessoas? – eu perguntei com raiva e com curiosidade.


Notas finais
E AGORA, OQUE SIGNIFICA ESSE SONHO ESTRANHO DO ROB? E ESSA CAIXA LILÁS? E QUEM SERÁ ESSE TAL CASAL FELIZ?
Não perca o próximo capítulo da fic, Unbroken!
Hey, eu estou sem assunto! =(
Eu odeio não ter assunto, ai eu tenho um, PROVAS, eu estou em semana de provas, mas como eu gosto tanto de vocês eu postei no final de semana!
Beeeijos!
EU QUERO TCHU, EU QUERO TCHA!♫
Música que não sai da minha cabeça! Bléeeh!