Notas iniciais
Espero que gostem. As coisas começam a se desenvolver com Percabeth.

Percy

Em frente ao espelho muito nervoso, esse tempo trabalhando com Annabeth todos os dias foram muito intensos e mesmo com a resistência dela, não pude evitar, me apaixonei, e sinto que ela não é indiferente a mim, tem algo ali, mas também uma resistência, não sei o porque disso, talvez seja o fato de ser o “chefe” dela com foi observado.

Mas o que importa é que com o serviço terminado, posso enfim chamá-la para sair, e tentar conquista-la. Não custa tentar.

Annabeth

Em frente ao espelho me encaro, e me pergunto, onde estava com a cabeça quando aceitei esse convite, jantar com o Percy. Imaginem, passo esse tempo todo fingindo indiferença, e no final, aceito sair com ele, que loucura.

Sei que é perigoso, afinal, sinto algo por ele, mas não posso me deixar levar mais uma vez, o amor só traz confusão e tristeza, além de que, se a fama condiz com a realidade, Percy Jackson só deve estar contando com mais uma conquista, e depois, quem terá que encarar as lágrimas sou eu.

7:25h

Ouço o interfone, o porteiro avisando que Percy aguarda minha descida. Melhor assim, ele é pontual, quanto mais cedo ir, melhor acabamos com isso. E posso dar um ponto final nessa história.

Desço o elevador e o encontro de camisa social, colete e calça social, cabelos que parecem não serem penteados mas sabemos que é do feitio dele, cabelos rebeldes, e um sorriso que me fez perder o fôlego. Mas calma, não vou me deixar levar, ‘está tudo sob controle, isso é só nervosismo Annabeth’.

— Nossa, você está linda Annabeth, estou envergonhado de estar mal apresentado ao deu lado.

Eu estava com vestido verde, saltos e cabelos feitos baby liss.

— Obrigada Percy, mas não exagere nos elogios, você é quem está muito bem, diferente do “uniforme” de todo dia_ tento desviar o assunto_Vamos?

— Claro, vamos indo que nossa reserva nos aguarda_ diz ele oferecendo o barco para me acompanhar.

Aceito, porém sem encostar desnecessariamente. Não sei por que fui aceitar esse convite, mas agora é tarde. O jeito é ser forte.

***

Chegando ao restaurante, nos direcionam à nossa mesa, Percy muito cavalheiro, puxa a cadeira para eu sentar e logo escolhemos nossos pratos. Era um restaurante bom, mas não era chique, o que foi ótimo, assim fica menos formal.

— Estou muito feliz por ter aceitado meu convite, sempre senti uma resistência em você, sempre se afastando, e não quero ser desagradável. Só sinto que precisava dessa oportunidade para conversar, sem o trabalho, só amigos que conversam.

— Você não é desagradável, conversar é bom, só me mantenho a distância, por que não quero que você confunda as coisas. Não quero lhe ofender, mas sei da sua fama, e não quero misturar as coisas.

— Entendo, sei que falam muitas coisas por aí, mas acredite em mim, nada disso é verdade. Nunca fui de ficar com várias, tive alguns namoros, mas nunca dava certo. Mas fique tranquila, minhas intenções são sérias e objetivas.

Me assustei com a franqueza dele.

— Bom, fico lisonjeada pelas palavras, e um pouco mais aliviada por saber que você não é o cafajeste que pintam por aí. Mas devo lhe dizer que não tenho intenção de começar um relacionamento amoroso agora. O último foi muito doloroso.

— Eu não sei o que dizer, lamento por alguém ter te magoado, não sei o que aconteceu e não precisa me contar. Mas, mesmo que você não queira iniciar um romance agora, o que me diz de sermos amigos?_ Fico surpresa com a proposta _ Sei que você me conhece pouco, mas, eu estou sentindo algo por você.

— Percy, eu já disse que...

— Calma, é diferente, é forte, e não quero te assustar, mas não posso deixar de entender o que é isso que estou sentindo. Fiquei esse tempo todo te observando, tentando te conhecer e compreender por que meu coração salta no peito quando te vejo, não consigo me concentrar no trabalho.

— Se é assim, é melhor nos afastarmos. Por que está lhe causando mal, e não quero arriscar mais sofrimento.

— Não está me causando mal, pelo contrário, faz muito bem. Eu nunca me senti assim, é diferente, estranho, às vezes doloroso, mas incrivelmente maravilhoso. E mesmo que você não queira arriscar, eu só te peço uma chance, de ser ao menos seu amigo.

— Amigo?

— Só o que lhe peço é a sua amizade. E se não quiser, entendo, e não vou insistir.

Ele se cala e apenas me observa, esperando a resposta. E são tantos os pensamentos, ele foi tão fofo, mas estou com muito medo, por que sei que no fundo, não sou indiferente a ele, tem algo ali. E se nos aproximarmos, pode ser que os sentimentos se confundam, e decepções surjam.

— Percy, não quero te dar esperanças, nem quero confundir as coisas. Esse tempo todo mantive minha cabeça no trabalho e deixei as amizades um tanto de lado. Agora que tudo está finalizado, sinto a falta de amigos. É estranho decidir algo assim, e da muito medo. Mas eu sei que você nunca me desrespeitou. Por isso ... vou te dar essa chance, de sermos amigos. Afinal, não devemos viver a vida com medo não é.

Nessa hora, Percy ficou tão aliviado e abriu um sorriso tão verdadeiro que não conseguir me conter e sorri também.

— Tenho certeza que essa amizade vai nos afazer muito bem.

Nosso jantar chegou e Percy foi o tempo todo muito divertido, as conversas aos poucos foram fluindo e percebi que talvez tenha sido muito dura com ele e perdemos bastante tempo enquanto fugia.

Na volta para casa, não foi estranho, já havia cumplicidade de um modo surpreendente. Descemos do carro e ao se despedir, Percy se aproxima e me dá um beijo na bochecha. Nessa hora o coração da um salto, e a respira trava. Mas ele age tão naturalmente depois que nem posso reclamar, afinal, amigos se tratam assim.

— Annabeth, vou dormir extremamente feliz pela oportunidade que você me deu, garanto que não vai se arrepender. Muito obrigado pela sua companhia.

— Eu que agradeço pelo convite, o jantar, sua companhia e sua paciência. Foi tudo ótimo. Estou muito feliz também. Boa noite Percy.

— Boa noite Annabeth.

Notas finais
Percy, sempre muito fofo, mas será que essa amizade vai se firmar?