Notas iniciais
Olá leitores...
Espero que curtam esse cap....
Taay, pedido concedido... Só aqui, em HN nem pensar...
Enfim, boa leitura...

POV Daniele onn

No outro dia, a Natasha foi a minha casa de novo. Uma roupa provocante como da outra vez. Foi a única vez que vi Natasha Zambianchi de branco. Era uma camisa de mangas longas com os primeiros botões dourados abertos. De certos ângulos, eu podia ver seu sutiã preto ressaltar sua pele branca e ficava bastante difícil de me concentrar, então eu tentava desviar o olhar pra baixo, mas isso não adiantava porque a saia preta que ela usava deixava um bom pedaço de suas coxas de fora.

Você deve estar me questionando da seguinte forma: “Danielle, você tinha apenas 12 anos”. E a minha resposta é: Exatamente, eu tinha 12 anos, estava na minha transição de criança para adolescente e os meus hormônios recém-criados estavam uma total, completa e inquestionavelmente enorme bagunça. Eu estava descobrindo o mundo em que pessoas se interessavam romântica ou fisicamente por outras pessoas. Ou seja, o que eu estava sentindo era uma mescla de atração e curiosidade pelo corpo dela, o que estava me enlouquecendo.

O caso era que, teoricamente, eu gostava de garotas, mas eu não podia ter certeza se eu realmente gostava se eu só havia experimentado aos oito anos em um dia que eu sequer me lembro direito. Eu não tiraria essa minha duvida com a Natasha. Ela era uma bad-girl e era popular, ou seja, primeiro, eu não perderia meu tempo com ela. Segundo, ela não perderia o tempo dela com uma “nerd” e só ficaria comigo se fosse pela ajuda com as notas. E isso eu com certeza não aceitaria.

Danielle: _Acho que já tá bom por hoje. –digo querendo me livrar daquela visão paradisíaca do inferno. –Já estou ficando cansada e minha mãe não vai ti querer por aqui quando escurecer.

Dito isto, me levantei e a conduzi até a porta.

Ana: _Ti vejo amanhã ou em dois dias? –disse ela com um sorriso sedutor.

Danielle: _Em dois dias. –digo mostrando desinteresse. –Até que você está se comportando, mas continua sendo irritante. No mesmo horário, não se adiante e nem se atrase.

Ana: _Ok, loirinha. Mas, antes de ir, posso fazer uma pergunta? –disse ela dando o primeiro passo para a minha destruição.

Danielle: _Seja breve. –digo revirando os olhos.

Ana: _Qual é o problema que você tem com a sua mãe? –fiquei surpresa com a pergunta, o que desarmou por um instante, mas me lembrei de um fato interessante.

Danielle: _Você não tem nada a ver com a minha vida. –falei em tom ríspido.

Ana: _Qual é? Eu sou lésbica, ninguém entende tanto de problemas com a mãe quanto eu. Pode desabafar comigo. –foi a primeira vez que vi a doce falsidade em seus olhos envoltos por maquiagem escura.

Danielle: _Não somos amigas, Natasha. Eu ti ajudo com os estudos e apenas isso. –digo sendo o mais grossa possível. –Não se meta na minha vida e eu não me meto na sua.

Ana: _Sabe, poderíamos nos tornar amigas. –disse ela. –Se você me disser qual o seu problema com a sua mãe, eu falo sobre os meus problemas com a minha.

Danielle: _Vou pensar no seu caso, agora cai fora da minha casa. –digo empurrando-a para fora.

Fiquei incrivelmente aliviada quando ela saiu.

Passei um bom tempo pensando e decidi que tiraria a minha duvida com a única pessoa que sabia da existência dela: Maressa Lopez.

“Alô, Maressa?” –pela primeira vez em muito tempo, usei meu celular.

“Danielle? Acho que nunca recebi uma ligação sua antes” –disse ela em tom maroto.

“Pois é, mas eu tava querendo saber se você não pode vir aqui na minha casa, sei lá, lá pelas... Agora” –digo tentando parecer mais zombeteira que desesperada, mas acho que não deu lá muito certo.

“Eu acho que posso, mas por quê?” –disse ela em tom confuso.

“Porque eu to dizendo pra vir. To esperando” –desliguei logo em seguida.

Foi uma questão de dez, quinze minutos no máximo pra ela chegar.

Maressa: _Em que posso ajudar a minha querida prima loirinha.

Danielle: _Vem comigo. –a puxei pela mão levando-a ao meu quarto.

Maressa: _O que quer?

Danielle: _Não consigo tirar essa divida da minha cabeça. Quero a sua ajuda.

Maressa: _Tá falando das garotas?

Danielle: _Exatamente.

Maressa: _Não está pedindo ajuda da forma que estou pensando, está?

Danielle: _Estou pedindo exatamente o que você está pensando.

Maressa: _Porque eu? Não podia ser qualquer outra garota?

Danielle: _Podia, mas eu não quero com uma garota qualquer. Escuta, você é uma garota especial pra mim. Sei que não nos falamos direito desde a morte do meu pai, mas eu não esqueci todas as vezes que íamos pra casa da vovó e passávamos horas brincando. Eu dividi o meu primeiro beijo com você e, se for pra beijar alguém, quero que seja você de novo.

Dramática não, completamente. Eu sei que exagerei, mas não queria que ela pensasse que era só por curiosidade, mesmo sendo.

Maressa: _Ok, você definitivamente é muito dramática. Só não se apaixone por mim. Maressa Lopez não se prende a ninguém.

Danielle: _ (risos). Só com um beijo?

Maressa: _Um beijo meu ti deixa gamada pelo resto da vida.

Danielle: _Já nos beijamos antes. Acho que sou imune a sua “mágica”.

Maressa: _Ah, nem valeu. Você tinha sete anos.

Danielle: _Agora não vale mais.

Maressa: _Chega de conversa. Vamos logo com isso.

Danielle: _Ok.

Me aproximei meio receosa. Nossos lábios se tocaram devagar e a sensação foi boa, então deixei que o beijo fluísse. Senti ela me pedir passagem com a língua e concedi. Levei minha mão até a nuca dela e acariciei o cabelo tão macio que ela tinha.

Definitivamente eu gostava de garotas. Considerei isso um problema? De forma alguma. Danielle Damasceno foi ensinada por seu pai a nunca ter preconceitos. Mas havia um problema, a garota que eu gostava era nada mais nada menos que Natasha Zambianchi. Tinha que ter resolvido isso, mas, se eu tivesse resolvido, não teria nada pra contar aqui. Os acontecimentos dos próximos capítulos nos levarão a parte interessante da minha história.

Notas finais
E o que acharam da roupa da Nat? Eu não costumo escrever sobre roupas e não gosto de coisas que tenham a ver com roupas...
Xoxo
by: SCF