Give Your Heart A Break

22 Capítulo 22- E Que Comecem Os Jogos


Notas iniciais
Olá leitores... Nem demorei tanto dessa vez, eu acho... Espero que curtam Danielle e sua oráculo das trevas... Enfim, boa leitura...

POV Danielle onn

Estava na frente da escola no dia seguinte a minha transformação e tive uma pequena discussão com a minha irmã gêmea do mal que esqueceu de nascer.

“Danielle, eu to nervosa. A gente não pode deixar pra vir amanhã e chegar atrasadas quando todo mundo já estiver dentro de sala?” –Damasceno

“Deixa de ser frouxa, Dani. Ou me deixa tomar o controle. Eu vou adorar entrar e arrasar. Eu adoro saber que chamo atenção.” –Moraes

“Okay. Entra você. Eu vou ficar aqui sentada quietinha observando tudo.” –Damasceno

Daquele momento eu quase literalmente fiquei sentada observando da calçada. Não era eu entrando na escola, era ela. Com o nariz empinado e uma postura de “eu sou melhor que você, então nem se aproxime”.

Mas eu ainda podia sentir os olhos de todo mundo em cima, eu ficava com vontade de me esconder em um buraco no chão, mas ela? Ah, ela adorou isso. Até o sinal tocar, ficamos andando pelos corredores da escola, chamando atenção. Se eu costumava ser invisível até a professora dizer “trabalho em grupo”, agora eu era a única coisa que queriam olhar. Ou melhor, ela era. Eu tava pra morrer de vergonha lá dentro.

“Quando você vai me dizer qual delas afinal vai ser o primeiro alvo?” –perguntei quando faltava mais de 30min para o intervalo e o assunto fácil estava se tornando demasiadamente maçante para mim.

“No intervalo, lá no refeitório.” –ela me respondeu.

“O que? Eu vou ter que ir pro refeitório nesses trajes?” –exclamei.

“Claro. Viemos aqui chamar atenção e é o que vamos fazer.” –respondeu-me como se fosse óbvio. Como se eu fosse retardada, na verdade. Vocês sabem como ela é debochada.

“Mas se a nossa intenção é roubar as servas dela, não é melhor sermos discretas?” –D

“Nós não vamos dar moral pra ninguém que quiser se aproximar, vamos ignorar a presença dela caso ela nos queira como mais um troféu, já que é claro que ela não vai reconhecer você. Até porque não é você, sou eu. Vamos só marcar nosso território. E você vai fazer reconhecimento de alvo” –M

“Ainda to achando muito arriscado sairmos do efeito-surpresa tão rápido” –D

“Porque você é uma covarde. Continue observando e eu faço o trabalho de chamar a atenção. E, de qualquer forma, sou eu que vou fazer sucesso nessa bagaça.” –M

–Você aí, bonequinha Barbie. –demorei um segundo para entender que a professora de matemática estava falando comigo. –Qual é a resposta?

Danielle: _Qual a questão?

–Sabia que não tava prestando atenção na correção oral.

Você deve estar estranhando o fato de ela não reconhecer minha voz, mas eu não sou do tipo de nerd que gosta de “a grande sabe de tudo da sala”, sou o tipo de nerd tão tímida que não fala absolutamente nada e não chama a atenção nem dos professores, então eu me fazia literalmente invisível antes da Moraes.

Danielle: _Qual. A. Questão. –claro que a Moraes que estava me fazendo ser tão insolente ao invés de pedir desculpa por não estar prestando atenção mesmo já sabendo o assunto de co.

–5, mocinha. Nós já estamos na questão cinco.

Olhei para o quadro e havia nove questões, que eu podia resolver em um minuto sem nem precisar de um papel e uma caneta.

Danielle: _ A resposta da 5º é (5,-4), da 6º é inexistente, da 7º é (6/4, -2) e da 9º é (3,4). Pode verificar se quiser. –professora fez questão de pegar o giz pra acabar com o meu sorrisinho debochado, mas eu estava certa, então eu aumentei o meu sorriso e disse. –Ora que surpresa, eu estou certa.

–Eu só não te mando pra diretoria agora porque...

Danielle: _Porque não tem motivo. A senhora fez uma pergunta e eu respondi. Fim de papo.

–E essa sua petulância?

Danielle: _Eu petulante? –a voz escorrendo ironia. –Imagine.

Antes que ela pudesse responder, o sinal soou e a Moraes jogou o meu corpo pra fora da cadeira com uma pose firme, depois me fez passar pela professora com a cara o mais cínica possível e um pedido de licença.

“O que você fez? E se ela me marcar? E se ela me suspender?” –D

“Como eu disse, ela não tem motivo. Ela não pode provar que estamos sendo petulantes, a não ser que os alunos contem e você sabe que ninguém quer ser dedo-duro, ainda mais com uma garota bonita como eu.” –M

“Você é louca. Não sei por que te escuto” –D

“Porque a sua vida ta mais emocionante comigo. E olha que só cheguei a dois dias.” –M

“Argh. Deixa isso pra lá. Agora que estamos aqui no refeitório chamando atenção, quem é o meu primeiro alvo?” –D

“Marina Amorim Guedes.” –M

“Quem?” –D

“Aquela de cabelo preto e com um furinho no queixo.” –M

“Como você sabe o nome dela e eu não?” –D

“Sou parte do seu subconsciente, capto coisas que você não tem nem idéia. Quando as pessoas dizem que usamos apenas 10% do cérebro, é a maior baboseira, mas com certeza usamos menos do que podemos e deveríamos.” –M

“Nossa, você disse uma coisa inteligente. Impressionante.” –D

“Cala a boca e presta atenção nela.” –M

“Agora sim parece você. Então, o que eu deveria estar vendo? Ela parece tão punk quanto as outras meninas.” –D

“Nossa, você disse uma coisa idiota. Impressionante.” –M

“Hahaha. Engraçadinha.” –D

–Hey, e aí gatinha. –um garoto de cabelo preto cheio de gel sentou ao lado de Danielle puxando assunto.

Danielle: _Quem é você?

–Você sabe quem eu sou. A pergunta é: quem é você?

Danielle: _Eu não sei quem é você. E quem eu sou não é da sua conta.

–Qual é, gata? Como não sabe quem é Eduardo Paiva, atacante do time de futebol da escola?

Danielle: _Não estando interessada. Agora cai fora daqui que a sua presença da me incomodando. –fora o queixo caindo, nenhuma parte do corpo do garoto de mexeu. –Eu disse pra você cair fora, você é surdo.

Um pouco ou talvez muito desconcertado, Eduardo Paiva o atacante do time de futebol da escola, saiu da minha mesa e desde esse instante a fofoca sobre mim, mesmo que eu ainda não tivesse um nome perante a escola, começou. Mas na hora eu não percebi e continuei conversando mentalmente com a Moraes.

“Então, o que eu deveria estar vendo?” –D

“Presta atenção nelas. Sophie, a outra morena, e a Zambianchi são as únicas verdadeiramente punk’s. Estephane, a loirinha, é muito bobinha pra pertencer realmente a aquele mundo. Na minha opinião, ela iria pra qualquer lugar ou grupo desde que alguém a convencesse a isso, mas quem teria coragem de tentar tirar uma garota do grupo da Zambianchi.” –M

“Então porque vamos tirar primeiro a Marina?” –D

“Porque ela não quer estar lá. Olha bem pra ela, ela não quer estar com a Zambianchi, só não tem coragem de estar contra sozinha. Se você tiver uma boa lábia, vai poder puxá-la facilmente para o nosso lado com você como capitã. Aí estaremos enfraquecendo de verdade o exército, a Estephane seria muito fraquinha de inteligência para usarmos contra a nossa inimiga. Então pegamos a Marina, só então podendo partir pra Estephane e por ultimo a Sophie. Essa sim vai ser difícil. Vamos precisar estar mais bem preparadas pra ela. Tenho certeza de que a Marina vai ser útil.” –M

“Você está muito mais bem preparada pra essa guerra do que eu.” –D

“Eu sei. Por isso vim te comandar. Não que eu me importe, mas você estaria morrendo agora se eu tivesse te deixado sozinha.” –M

“Okay, chega de me esculachar. Diz aí o que eu faço agora sobre a Marina.” –D

“Nada. Só observe. Descubra tudo sobre ela e formule o seu discurso de recrutamento. Só aí vamos poder agir. O segredo da vingança, é que é um prato que se come frio, bem frio, mas não cru. Tem que ser muito bem preparado.” –M

“Sim, minha oráculo das trevas” –D

“UH. Oráculo das trevas, gostei disso. Enfim, presta atenção nela.” –M

Notas finais
E aí? Pura loucura, hein? Eu amo escrever essa fic... Comentem... xoxo Atenciosamente, Déborah Guedes...
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.