Give Your Heart A Break
12 Capítulo 12- Perfeitas Marina+Estephane
Notas iniciais
No dia seguinte, Natasha evitou olhar para Danielle e Laura ficou impressionada de como aquele garota com inicial ar de bad-girl conseguia ser educada e doce.
Tomaram café juntas, o que não era normal na casa dos Damasceno, Laura quase não comia com Danielle desde a morte de Patrick.
Pouco antes do almoço, Natasha voltou para casa.
Paloma: _Onde diabo tu passou a noite? –perguntou Paloma assim que viu Natasha. –E que roupa é essa? Já tava vadiando?
Ana: _Você realmente se importa?
Paloma: _Não, mas to curiosa.
Ana: _Eu tava resolvendo uns assuntos pra ganhar uma aposta que fiz com a Bradshow.
Paloma: _A Shopie ainda tem coragem de apostar com você? (riso irônico). Ela é mais corajosa e menos inteligente do que eu pensava.
Ana: _Concordo. Vai fazer o que hoje, Paloma?
Paloma: _Não vai doer me chamar de mãe, Nat. Sei lá, acho que vou sair com o Vitor e chamar a Jennifer pra ir junto.
Ana: _Não rola, Paloma. Talvez eu chamasse se você agisse como uma. Ok. Vou tomar um banho e ir pra casa da Tef.
Paloma: _(riso). Só não engravida a menina, não quero criar outro bebê.
Ana: _Até porque você não é boa nisso, Paloma. Ti vejo a amanhã ou segunda.
Sem esperar Paloma responder, Natasha foi para o quarto, tirou a camisa amarela e o short jeans azul-escuro que Danielle a havia emprestado e finalmente soltou a gargalhada que estava guardando desde a noite anterior. Danielle havia feito exatamente o que Natasha queria, ela cedeu. Natasha poderia ter feito muito mais com Danielle que era linda e boa pra se divertir, mas parando por ali, conseguiu deixá-la confusa, o que a faria pensar nela por bastante tempo. Quando ela a procurasse, Natasha já teria tido tempo de arquitetar um discurso culpado e inocente para “a única garota que não foi rebeldia, foi sentimento”. Riu mais uma vez dos próprios pensamentos malvados.
Depois do banho, Natasha pôs uma calça preta justa e botas da mesma cor, uma camisa de mangas longas da banda Black Sabbath. Depois de pentear o cabelo, se encaminhou a casa de Estephane e mandou mensagem para que Sophie e Marina fossem para lá também.
Estephane: _Nat! –gritou Estephane animada abraçando Natasha assim que a morena passou pelo portão.
Ana: _Seus pais estão em casa?-disse Natasha assim que Estephane a soltou e sorriu.
Estephane: _Não. Eles foram levar o meu irmão pra comprar uma mochila nova porque ele já conse... –antes que Estephane terminasse de falar, Natasha prensou os lábios fortemente contra os dela por cinco segundos até que o corpo da loira relaxasse.
Ana: _Você fala demais, Tef-Tef. –Estephane sorriu um sorriso ingênuo e passou os braços ao redor do pescoço de Natasha que já voltava a beijá-la dessa vez pedindo, indelicadamente, passagem com a língua enquanto colocava as mãos na cintura delicada da loira e a puxava para perto.
Os minutos foram passando e Estephane nem percebeu quando ou como Natasha se sentou em um dos bancos de madeira do jardim com ela no colo sem interromper o beijo. Então ouviram palmas do lado de fora da casa. Estephane fez menção de levantar, mas Natasha a segurou e continuou o beijo.
Sophie: _Zambianchi, tira a língua de dentro da boca da Tef pra ela poder abrir a po**a do portão! –gritou Sophie com toda a sua delicadeza.
Estephane levantou e Natasha lhe deu um tapinha no bumbum que a fez soltar um gritinho e uma risada boba antes de andar até o portão.
Estephane: _Oooi. -disse sorrindo e abrindo os braços para as amigas.
Sophie: _Finalmente, né? –disse Sophie entrando e passando direto por Estephane.
Marina: _Oi, Tef-Tef. -disse Marina aceitando o abraço de Estephane. –Se tivesse demorado mais um pouco, acho que a Sophie ti matada. –sussurrou.
Estephane: _(riso bobo). Ah, deixa. É o jeito dela. –disse com sua vozinha inocente.
Marina: _Tef, às vezes você é inocente demais.
Estephane: _Como assim? –franziu o cenho.
Marina: _Deixa pra lá, bebê. –Marina mexeu no cabelo de Estephane que sorriu bobamente.
Mesmo não sendo justo essa ingenuidade toda, Marina não podia negar que Estephane era uma fofa.
Estephane: _Ain, bagunçou meu cabelo. –Estephane passou a mão pelas próprias mechas, onde antes estava a mão de Marina.
Ana: _Vão ficar flertando aí mesmo ou? –perguntou Natasha.
Estephane/Marina: _Eu não to flertando com ela.
Estephane: _(riso bobo).
Marina jogou o cabelo e foi para junto de Sophie e Natasha. Estephane fechou o portão e fez o mesmo.
Sophie: _E aí?
Ana: _Foi lindo. (riso maldoso). Você tinha que ter visto os olhos dela. Tadinha, ficou tão atordoada. –fez uma falsa expressão de dó e tornou a rir.
Sophie: _Em detalhes, o que você fez?
Sophie parecia uma criança entrando em um parque de diversões de tanta empolgação, Estephane ia na onda. Marina apenas tentou não demonstrar o quão desanimada estava com aquilo e forçou um sorriso torto.
Natasha sorriu cínica e começou a contar detalhe por detalhe do teatrinho.
Ana: _E de manhã eu nem olhei pra cara dela como se tivesse morta de vergonha de não ter me segurado. –continuava com o sorriso cínico. –Eu acho que até a mãezinha dela se apaixonou por mim.
Estephane: _Arn! Sério? –Marina passou a mão no braço de Estephane e lhe sorriu como dizendo “não, bebe, ela tá só brincando”, pois sabia que as outras duas a ignorariam.
Sophie: _Brilhante, Zambianchi. Você é brilhante. –como o previsto, Sophie ignorou Estephane.
Marina: _Uau, Nat. Se você não morasse no fim do mundo, já estaria na Globo. –disse Marina finalmente cortando o contado visual com Esthepane.
Ana: _Ja podem aplaudir.
Esthephane aplaudiu com seu típico sorriso bobo enfeitando o rosto bonito.
Marina: _Tef-Tef, quando ela diz isso, é só jeito de falar, não é pra aplaudir mesmo. –Marina ofereceu um sorriso doce a Estephane enquanto falava.
Estephane: _Aaaaah tá.
Ana: _Sério, Marina, você tem que aprender a ignorar a Tef.
Sophie: _Se não você vai acabar ficando louca igualzinho a ela.
Estephane: _Ei!
Ana: _Você é gostosa, Tef, não tem que ser normal. Se você fosse normal e não fosse gostosa, nem estaria andando comigo.
Estephane: _Aaaaaaah. –ficou com uma expressão confusa por alguns segundos e depois sorriu abertamente. –Obrigada.
Marina pôs a mão na testa e balançou a cabeã negativamente enquanto dava uma risada baixa.
“Que fofa! Não sei se fico felix com com dó por ela ser tão inocente. Pelo menos ela é feliz.” –pensou Marina.
Sophie: _Ok. Já deu esse assunto.
Ana: _Ah, com certeza. Até porque eu tenho um assunto bem mais interessante. –Natasha disse sorrindo travessa.
Estephane: _Qual? Qual? –Estephane deu pulinhos do banco igual a uma criancinha.
Ana: _Tá sendo divertido fazer as coisas devagar, mas todas aqui sabem que essa aposta já tá ganha.
Sophie: _Iiih. Conheço essa carinha, lá vem coisa.
Ana: _Eu ganhei, você perdeu e tá na hora de escolher as consequências.
Sophie: _Eita po**a. Vê se pega leve.
Ana: _(sorriso maligno). Nunca.
Estephane riu divertida.
“Não costumo ficar curiosa com as maldades da Nat, mas já que a ideia foi da própria Sophie, isso vai ser realmente interessante.” –pensou Marina ficando atenta ao que Natasha estava dizendo.
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