Give Your Heart A Break
20 "The playfull conversation starts..."
Notas iniciais
A viagem acabou, agora que começa a ficar interessante :3 Desculpa mais uma vez pela demora, mas minha vida anda beeem complicada ultimamente e.. bom, é isso aí, vão ler vão :*
POV’ Tess
Finalmente o porto da cidade se aproximava. Aquele ônibus já estava virando uma tortura pra mim. Malditas músicas, parece que os cantores entram na minha cabeça e compõem baseados em meus pensamentos, mas que ódio! Brinquei com meu crucifixo por alguns minutos, como sempre fazia quando estava nervosa, até que o ônibus finalmente parou.
Um dos professores que estavam nos acompanhando ficou de pé e disse, bem alto:
— Certo, pessoal. Agora vamos descer do ônibus e quero todos juntos. Peguem suas malas no bagageiro e esperem ao lado do mesmo, para que ninguém se perca, ok? – Ele deu mais algumas instruções e, logo, todos estavam fora do ônibus.
Pegamos as nossas bagagens e notei que a Tay estava trêmula. Comecei a rezar pra ela não ter um ataque de pânico no meio do negócio.
Não demorou muito e fomos guiados até o portão de embarque. Algo parecido com um píer de metal nos levava até a lancha, que era bem grande, diga-se de passagem. Grande a ponto dos passageiros poderem transitar tranquilamente por ela. Nossas bagagens foram postas num outro barco, que iria logo atrás da lancha, e todos se acomodaram sem dificuldade. Assim que sentamos, Tay apertou minha mão.
— Calma, vai ficar tudo bem – sussurrei. Ela mal parecia me ouvir.
Em poucos minutos, a lancha deu a partida, deixando a terra pra trás.
Duas meninas, sentadas ao nosso lado, puxaram assunto. Joguei conversa fora com elas durante algum tempo, enquanto a Tay apenas acenava com a cabeça, nervosa demais pra falar.
Mais ou menos nesse momento, outras duas garotas, da nossa sala dessa vez, chegaram juntamente com Patrick, o irmão do Simon. Ele sentou ao meu lado e as duas, que se chamavam Alice e Jenny, nas cadeiras ao lado.
— E aí, meninas? – foi a vez de Jenny puxar papo – Ansiosas?
Tay apenas assentiu com a cabeça. Eu respondi
— Um pouco, e vocês?
— Muuuuito! Vai rolar é coisa nessa viagem – Jenny suspirou. Ela era a garota mais sociável da sala, aquela que fala com todos os grupinhos e de quem todo mundo gosta.
— Acho que vai ser legal – Patrick deu de ombros, sorrindo de lado. Onde estava o irmão dele, afinal?
— Legal? Minhas expectativas estão bem mais altas que isso, Patrick! – Jenny disse, empolgada.
Ele deu uma risadinha.
— Sei lá, melhor não ir com as expectativas tão altas e ser surpreendido do que se decepcionar... Ao menos eu penso assim!
— Ai que pessimista – Ela fez uma expressão quase cética, enquanto a Alice ria.
O loiro balançou a cabeça negativamente, como se achasse engraçado.
— Não estou sendo pessimista. Realmente espero ser surpreendido por lá, o que me deixa mais otimista do que eu havia planejado... – Então ele voltou-se pra mim – E você, Teresa? Está que nem a Jenny esperando ao máximo ou mais como eu?
— Me chama de Tess – Nunca gostei que me chamassem pelo meu nome todo, apesar de ele ter falado de uma maneira um tanto... diferente. Mas ainda assim, Tess ou Tessie me agradavam mais. – E, bom... Eu não sei. Acho que não estou tão empolgada quanto a J. E, pra ser sincera, concordo mais com você. Melhor evitar o risco de se decepcionar no fim das contas.
Se a Tay não estivesse tendo um ataque de pânico silencioso, tenho certeza que teria me lançado um olhar mortal. Tudo bem que eu havia me apaixonado por um garoto pelo qual sabia que não teria nada e mesmo assim insistia em ver algo de mais em coisas bobas que ele fazia, mas, hm, isso não era exatamente criar expectativas, era?
- Viu, Jenny? Você que é toda chata — Ele brincou. Ela deu língua pra ele.
- Pelo menos não fico dando bola pra Geneviv, ta?
- Eu não dou bola pra ela. A gente é amigo, e olhe lá. Isso é boato e uma grande besteira, e você sabe muito bem disso, J.
- Eu sei, só tô brincado, aff.
- Mas vocês até que formariam um casal bem bonitinho! Digo, se ela fosse menos.. Bem, ela.
- Concordo – Alice disse, sorrindo.
Ele revirou os olhos.
- Esqueçam essa história, por favor.
Cheguei a pensar em me expressar, mas achei melhor ficar quieta, apenas ouvindo. Se eu desse minha opinião sincera sobre a Geneviv, ia acabar sobrando pra mim.
O assunto acabou mudando e terminamos conversando sobre besteiras durante o resto da viagem. Patrick era educado e gente boa como seu irmão e, com a animação da Jenny, fora difícil ficar calada no trajeto. O papo foi bem leve e descontraído, me distraindo durante todo o tempo. Acabei nem vendo o tempo passar e, quando dei por mim, já estávamos chegando à terra firme.
- Graças a Deus – Murmurou uma pálida Taylor ao meu lado. Segurei-me para não rir de sua expressão que misturava pânico e alívio e preparei-me para deixar o barco.
POV’ Tay
Quando pisei em terra firme, meu alívio fora tanto que senti meu corpo ficar mais leve. A tensão, antes acumulada em cada mínima extensão dos meus membros, agora já era quase nula, mas ainda assim xinguei-me baixinho por ter concordado em fazer aquela loucura de viagem. Pelo menos nenhum acidente ocorrera na travessia – estávamos todos inteiros.
Fomos então pegar as bagagens e nos dirigimos ao ônibus. Entramos e, durante os 15 minutos que se sucedeu, Tess me contou o que conversara com o pessoal no barco, já que eu não havia prestado a mínima atenção. Pobre Patrick, não merecia aturar a Geneviv.
Logo o ônibus parou. Ao seu lado, um enorme portão de madeira encontrava-se fechado e uma cerca de arame farpado e plantas variadas cercava o resto do local. De frente para a entrada do terreno, a praia começava, expandindo-se de maneira encantadora com seu mar azul-esverdeado e gaivotas voando.
Quando começamos a descer do ônibus, uma porta menor a qual não havia notado anteriormente, ao lado do portão principal, foi aberta. Um dos professores nos conduziu até ela e entramos.
Para minha surpresa, o lugar era realmente lindo. Um enorme gramado estendia-se até a casa, inclinando-se levemente numa bela (mas não muito grande) planice. No seu topo, uma casa enorme enchia o local, com uma extensa varanda e um pequeno jardim florido perto de sua entrada. Durante a subida, alguns bancos, pedras, plantas, quiosques e postes de luz (ainda apagados, já que ainda começava a escurecer) se espalhavam pela grama. Tão boquiabertas quanto o resto dos alunos, subimos pelo caminho de pedra até atingirmos o casarão rosa-amarelado. Lá, fomos orientados a nos acomodarmos na varanda para recebermos instruções.
Em poucos minutos, fomos informados basicamente de tudo o que precisaríamos saber até jantar. O casarão era dividido em duas partes, que seriam usadas como feminina e masculina. Entre elas, havia um pequeno caminho de pedra, como na entrada, e dois portões nas extremidades, que fechavam as varandas por completo. À noite, cães de guarda seriam soltos e atacariam qualquer um que por ventura tentasse atravessar de um local para o outro. Então Ruby, uma das professoras, mostrou-nos a entrada para o refeitório e alas masculina e feminina. Pediu então que cada dupla procurasse o seu quarto e tomasse um banho rápido se quisessem, para encontrarem-se todos novamente em, no máximo, 40 minutos para o jantar.
Já na ala das meninas, eu e Tess fomos procurar nosso quarto. Nomes escritos em papeis coloridos haviam sido colados nas portas, então não fora difícil encontrá-lo, graças a Deus. Eu mal podia esperar pra entrar num bom banho depois de todo o estresse que havia passado durante a travessia...
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