Give Your Heart A Break
7 Capítulo 7 - Reconciliação
Notas iniciais
Poxa, não tivemos mais nenhuma recomendação )): mas tudo bem rs
Eu vou responder os comentários de vocês daqui a pouco, estou meio enrolada, e vim aqui só postar o capítulo! rs
Chega de lenga lenga haha
Boa leitura (;
POV Klaus
A cara de pau daquele homem era absurda. O que ele fazia em minha casa e queria comigo? Se eu não tivesse boa educação, poderia realmente chutá-lo para fora. Continuei olhando para ele esperando que ele se explicasse.
- Olha Klaus, seja lá que porra for essa que você esteja tendo com a Caroline, saiba que não vai durar, porque a Caroline ainda não me superou e nunca irá me superar. – Um sorriso sarcástico surgiu em seu rosto. – Aquele beijo que ela te deu mais cedo, vish, eu vi que não foi nada, nada comparado a tudo o que eu Caroline já fizemos.
Ele fez uma pausa olhando em volta e depois voltou a me encarar.
- Quem você pensa que é para vir em minha casa e me dizer essas coisas? – Respondi tranquilamente. – Você não sabe nada mesmo sobre a Caroline, mas não vou perder meu tempo falando sobre isso com você, só vou te dizer mais uma coisa, você não faz ideia da mulher que perdeu.
- Você está enganado, Niklaus. – Tyler falava enquanto se aproximava de mim com o mesmo sorriso debochado. – Se eu estalar os dedos, Caroline volta para mim em dois tempos. Bem, você está avisado.
Meus ouvidos não tinham escutado aquilo.
Abaixei a cabeça sorrindo e reunindo toda a força que eu podia ter, dei um soco na cara daquele idiota, que acabou caindo de joelhos na minha frente. Elijah que estava assistindo tudo me segurou pelo ombro, enquanto eu olhava para o infeliz.
— Agora Tyler, se não quiser apanhar mais e se me der licença, eu tenho coisas mais importantes para fazer. Tenha uma péssima noite. – Sibilei.
Elijah me soltou e eu fui em direção ao meu escritório. Que petulância a desse cara vir me dizer essas coisas e ainda dizer que Caroline não o tinha superado...
...Mas e se ela realmente não tivesse? Será que mesmo depois de tudo ela ainda gostava do Tyler? Só imaginá-la nos braços daquele indivíduo, já me causava náuseas e uma ira que eu nunca tinha sentido antes. Não era possível que ela um dia iria querer voltar com ele. Eu iria esperar o dia seguinte para ter uma conversa séria com Caroline. Não permitiria que me enganassem novamente.
***
POV Stefan
Seria um longo dia.
Peguei minha mochila e fui para a sala tomar meu café antes de ir para a escola. Agora que já estava de cabeça fria, eu poderia conversar com Elena e ouvir sua versão, apesar de não acreditar que isso mudaria alguma coisa. Eu a amava demais, mas depois do que havia presenciado e do fato de Elena já ter tido um passado com Damon tornava difícil acreditar em seus argumentos, porém eu iria ouvi-la, ou quem sabe simplesmente dizer que precisávamos dar um tempo ou terminar tudo de uma vez... Ou talvez eu pudesse perdoá-la novamente...
- Bom dia primo. – Klaus me cumprimentou com cara de poucos amigos se sentando a mesa comigo.
- Bom dia Klaus. Por que a cara de poucos amigos a essa hora da manhã?
- Minha cara não está muito diferente da sua, Stefan. – Ele deu uma risadinha baixa. – Mas a minha, diferentemente da sua, não tem haver com a garota que eu gosto. Aliás, tem sim. Ou não... Sei lá.
- Bem, eu gostaria de te ajudar, mas eu não estou entendo nada.
- Simples Stefan; ontem aquele tal de Tyler esteve aqui e falou um bocado de besteiras, eu acabei socando a cara dele, mas uma coisa que ele disse me deixou com um pé atrás.
- O que ele te disse que te deixou assim? – Perguntei confuso.
- Ele disse que Caroline nunca iria superar o fim do relacionamento deles. E se for verdade, primo? Será que eu estou investindo sentimento em algo que não terá futuro?
- Claro que não, Klaus! Ele te disse isso para te afrontar. Tyler é um idiota e todos sabem disso. Surpreende-me a coragem dele de vir te dizer isso em sua casa, mas não se deixe abalar por isso. Eu tenho certeza que Caroline já está gostando de você.
Um brilho surgiu nos olhos de Klaus enquanto suas bochechas coravam. Klaus envergonhado; estava ai uma novidade e das grandes!
- Você acha mesmo? – ele perguntou.
- Eu tenho certeza! – Olhei de relance para o meu celular e vi que já estava atrasado para a escola. – Hey primo, tenho que ir para a escola e de lá eu volto para minha casa. Obrigado por ter me deixado ficar aqui essa noite.
- Que isso! Disponha.
Eu já estava na porta quando Klaus gritou:
- Hey, primo! Resolva sua situação com Elena e não se esqueça do pivô disso tudo. Você sabe do que Damon é capaz.
Apenas assenti e continuei andando. Sim, eu sabia do que meu irmão era capaz quando se tratava de Elena.
***
Estava estacionando meu carro na escola e avistei Elena já me esperando de braços cruzados com uma aparência triste e cansada.
- Oi Stefan. Podemos conversar antes da aula?
- Hey Elena. Você não prefere conversar mais tarde?
- Não Stefan. Agora.
Revirei os olhos mentalmente pois sabia da teimosia de Elena. Ela poderia ser bem insistente quando queria. Caminhamos até a cantina sem olhar um para o outro. Sentamos em uma mesa afastada e o silêncio que se estendeu foi constrangedor.
- Então, o que você tem a me dizer? – Perguntei em um tom seco depois de um tempo.
- Nada, porque eu ainda posso ver que você não confia em mim e não acredita que foi Damon quem me agarrou. Eu não o culpo, eu causei essa desconfiança e eu mereço isso, mas dessa vez eu não tive culpa e fui vítima assim como você. Queria tanto que acreditasse em mim e que visse que isso foi uma cilada armada por seu irmão, Stefan. – Ela deu um suspiro pesado enquanto algumas lágrimas começavam a escorrer sobre seu rosto delicado. – Eu estava me arrumando para quando você passasse lá em casa para sairmos, mas Damon chegou e veio com umas conversas estranhas e ele estava bêbado também, e bem, você sabe o resto.
Minha vontade era de abraçá-la e lhe enxugar as lágrimas com meus beijos, dizer que eu acreditava nela e que nada importava, mas minha cabeça ainda não estava totalmente convencida de que ela falava a verdade. Limitei-me a abaixar a cabeça enquanto pensava. Eu não poderia ver Elena chorando.
- Então Damon te agarrou. Há alguém que possa comprovar isso, Elena? – Perguntei baixinho.
- Não, não há. Eu estava falando com Bonnie no telefone antes, mas quando ele chegou, eu desliguei. Mas eu estou dizendo a verdade Stefan! Eu só sinto amizade por Damon, na verdade agora eu estou querendo matá-lo, mas é só isso. Eu cometi um erro uma vez e recebi minha recompensa por isso. Te amo demais, por favor, acredite em mim! Eu te amo!
Lágrimas caiam descontroladamente do rosto de Elena e ela apertava minha mão com força.
Eu sabia o jeito do meu irmão. Sabia do jeito da mulher que eu amava. Sabia o erro que ela havia cometido e sabia como ela se arrependia. Uma vez ela tinha dito para mim que nada poderia desculpar o que tinha ocorrido, mas ela precisava que eu acreditasse que ela me amava mais que sua própria vida, e que aquele amor seria eterno.
Eu poderia perdoar Elena?
Eu amava tanto aquela garota que moveria céus e terras só para ter certeza de que ela estava bem e feliz.
Sim, eu poderia perdoá-la. Sim, eu a amava mais que tudo e eu voltaria para ela em um piscar de olhos.
Elena continuava me olhando com a expressão angustiada e com os olhos repletos de lágrimas. Levantei-me devagar e estendi a mão para ela. Ela me olhou como se não entendesse, mas se levantou e colocou sua mão sobre a minha. Puxei-a para mim e a segurei em meus braços como se ela fosse o ar que eu precisava para respirar. Afundei meu rosto em seus cabelos, aqueles que eu tanto amava e inspirei fundo. Seu pequeno corpo tremia em meus braços por causa de seus soluços. Ergui seu rosto em minhas mãos para poder olhar em seus olhos.
- Acredito em você. – Disse baixinho. – E o mais importante; eu amo você.
- Eu também amo você. – Ela sussurrou. – Obrigado.
Um sorriso pequeno surgiu em seus lábios antes de eu beijá-la docemente e esquecer do resto do mundo.
***
POV Caroline
- Então, você quer que eu te ajude com o que necessariamente? – Eu estava impaciente olhando para Matt que não conseguia desembuchar o bico logo.
- Eu já disse Car! Quero que me ajude com a Rebekah. Bom... Como você anda muito próxima de certo irmão dela, seria mais fácil jogar uma conversa, falar de mim...
- Ok, vou ver o que posso fazer por você. – Revirei os olhos e sorri para ele.
- Ah Car, você é a melhor amiga que alguém poderia ter! – Matt me abraçou sorrindo e retribui ao seu abraço.
- Ok, ok, agora me solte que eu tenho um compromisso e vou chegar atrasada desse jeito. – Disse soltando dele e puxando-o pelo braço. – Estou indo para casa, quer uma carona?
- Ah não, obrigada. Eu vim no sedan do meu pai.
Matt e eu íamos conversando em direção ao estacionamento quando encontramos Elena e Stefan abraçados e se beijando perto de seu carro. Enquanto Elena ainda estava abraçada com Stefan, soltei o braço de Matt e a abracei por trás e disse sorridente:
- Vocês fizeram as pazes, finalmente! E... de nada, tá? – Olhei para Elena e Stefan que estavam rindo.
- Muito obrigada Car! – Disse Elena me abraçando e logo Stefan fez o mesmo, me fazendo ficar no meio do abraço deles.
- Mas então Caroline, acho que você tem um compromisso para confirmar, não é? – Stefan disse divertido se soltando do abraço.
- Sim, e já irei fazer isso, mas agora eu terei que ir para a casa, pois meu pai está na cidade e está me esperando para almoçarmos juntos. – Disse batendo palminhas. – Logo mais a gente se fala pessoal. Tchau. Ah! Matt, eu vou ver o que posso fazer por você. – Disse dando uma piscadinha.
Andei até onde estava meu carro pensando no que eu diria a Klaus. Quando já estava no banco dianteiro, peguei meu celular ansiosa. Não sei porque estava tão nervosa, talvez fosse porque iria escutar aquela voz tão sedutora, que me causava calafrios. No terceiro toque ele atendeu.
- Oi Klaus, sou eu. – Disse sorrindo.
- Oi Caroline. – Ele disse em um tom desanimado.
- Bom, estou ligando para confirmar nosso almoço amanhã, mas tem um pequeno problema, meu pai está na cidade, então não poderá ser lá em casa... – Eu falava sem parar.
- Ok Caroline, o almoço pode ser aqui em casa se você preferir. – Ele respondeu com um tom super seco, e eu estava estranhando demais isso.
- Tudo bem, mas não se preocupe, eu irei cozinhar! Que horas posso chegar aí? – Disse um pouco menos animada.
- Ok então Caroline. – Escutei ele rir do outro lado. Pelo menos isso. – Pode ser as 12h?
- Claro, combinado. Klaus, está tudo bem com você?
Escutei um suspiro do outro lado da linha.
- Está tudo bem sim, Caroline.
— Bem, então até amanhã, beijos.
- Até. Beijos. – Assim que Klaus respondeu, desliguei o celular e logo em seguida liguei o carro, fiquei pensando no porque de Klaus ter sido tão seco comigo pelo telefone, mas aquilo não ficaria assim, ele teria que me contar o porque de ter me tratado daquela forma, mas agora eu não estava com tempo para pensar nisso, eu havia marcado um almoço com meu pai, e pelo visto estava atrasada. Decidindo tirar Klaus dos meus pensamentos por aquela tarde, manobrei meu carro e subi a avenida principal em direção à minha casa.
Notas finais
O que me dizem? Gostaram do capítulo? Não deixem de comentar!
xx, C.
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