Give Your Heart A Break

15 Capítulo 15 - Casamento


Notas iniciais
Heey peeps, desculpa a demora, mas é que eu e a ari não estávamos conseguindo nos encontrar nas redes sociais da vida, por isso, nos perdoem pela demora, bom capítulo, até as notinhas finais, xx

POV Stefan

Estava escuro ainda quando despertei em meu quarto com Elena ao meu lado dormindo profundamente.

Virei-me devagar na cama para não acordá-la e assim observá-la melhor. Sua expressão era serena e um sorriso leve surgiu em seus lábios, mas ela não acordou. Parecia estar sonhando com algo bom.
A lembrança de seu pai nos dando um sermão sobre sexo debaixo de seu teto a 5 dias atrás invadiu a minha mente e eu tive que conter uma risada alta. Bem, ele proibiu sexo na casa dele, não na minha. Olhei novamente para Elena tentando a acordá-la com beijos e me perder no seu corpo perfeito, mas se começássemos com a pegação, não acabaríamos tão cedo e aquele dia era a data do casamento de meu primo Elijah. Tentando me concentrar na minha função de padrinho e não as loucuras que poderia estar fazendo com Elena, levantei e fui para o banheiro tomar banho, mas mesmo já debaixo da água fria, estava impossível não pensar na minha namorada ali a poucos metros de mim. Fechei os olhos e encostei a testa na parede enquanto a água descia sobre mim. Parecendo que tinha escutado meus pensamentos senti os braços de Elena abraçando minha cintura por trás enquanto ela encostava seu corpo no meu e se esticava na ponta dos pés para alcançar meu ouvido e sussurrar manhosamente:

– Posso me juntar a você? — Suas mãos desceram devagar pela minha cintura e pararam um pouco abaixo do meu umbigo, enquanto ela mordia de leve meu pescoço.

Soltei um suspiro pesado antes de me virar e encará-la com uma falsa cara de reprovação.

– Você sabe que não está me ajudando, né? Temos um casamento e noivos para ajudarmos hoje. — Falei colando seu corpo nu no meu.
Elena riu baixinho se aproximando da minha boca, onde puxou meu lábio de forma dolorosamente lenta e sexy.

– Talvez a gente atrase os noivos então.

Sem dar tempo de eu fazer mais nenhum comentário, ela reivindicou minha boca em um beijo urgente, uma de suas mãos puxava meu cabelo e a outra desceu para o meu membro que já estava ereto. Meu sangue fervia em minha veias apesar da água gelada que caia sobre nós e tudo que eu pensava naquele momento era estar dentro dela.
Suas mãos ainda me massageavam e eu desci meus beijos para seu pescoço e colo, arrancando baixos gemidos dela. Quando mordi o topo de um de seus seios, Elena gemeu alto dessa vez, puxou meu cabelo forte, fazendo olhar para ela. Seus olhos traziam um tipo de emoção selvagem, e num gesto inesperado, ela ficou de joelhos na minha frente e com um olhar provocante, me encarou, e tocou meu membro com seu lábio extremamente macio enfiando-o em sua boca em seguida. Seus movimentos eram lentos como se ela quiser sentir cada parte dele e a maneira com que fazia isso me deixava cada vez mais excitado. Soltei seus cabelos que estavam presos em um coque e segurei-os guiando os movimentos de sua boca em meu pênis. Quando já
estava quase lá, me afastei dela e recebi um muxoxo de reprovação.

– Eu quero estar dentro de você, meu bem. — murmurei enquanto a ajudava a levantar do chão.

Encostando Elena na parede, levantei uma de suas pernas e a apoiei em cima do vaso e sem nenhum aviso, penetrei com força, lhe arrancando um gritinho seguido de uma risada.
Sua boca foi para meu pescoço meio que abafando seus gritos, meio que me mordendo enquanto eu batia fundo dentro dela. Suas unhas arranhavam minhas costas e peito a medida em que eu a imprensava mais contra a parede fria.

–Stef... Stefan. — Gemeu e senti seus músculos se contraírem a minha volta.

Sentindo que seu orgasmo e o meu já estavam perto, puxei suas pernas para minha cintura e sem quebrar nosso precioso contato, sentei com ela montada em mim em uma cadeira que ficava no meu banheiro.

– Mexa-se. — Murmurei já sem muita força.

Elena abriu um sorrisinho provocante e começou a subir descer de forma rápida, aumentando mais minha agonia e me levando cada vez mais alto.

– Eu... E.. Eu não consigo mais. — Suspirei encostando nossas testas.

O sorriso em seu rosto aumentou e logo depois sua boca formou um "O" enquanto os espasmos do orgasmos sacudiam seu corpo. Vendo-a se desmanchar daquele jeito montada em mim, encontrei minha própria libertação em um orgasmo intenso, me fazendo gritar seu nome. Sua cabeça estava apoiada em meu ombro enquanto nossas respirações sincronizadas se acalmavam e eu acariciava seu cabelo de leve.

– Bom dia. — Elena falou depois de algum tempo.

– Hm. Agora que você vem me dar bom dia? Eu prefiro a sua primeira versão de "bom dia". — Respondi apertando a sua cintura e roçando os lábios nos dela.

– Mas temos um casamento hoje, senhorita Gilbert, então precisamos nos apressar.

Ela suspirou e desenroscou as pernas da minha cintura e levantou quebrando o nosso contato.

– É realmente uma pena termos que sair desse banheiro. — Estendeu sua mão para me ajudar a levantar. — Ainda poderíamos aproveitar a banheira...

– Você acordou insaciável hoje garota. — Lancei lhe um olhar um desafiador.

– Você me deixa assim. — Elena respondeu manhosamente traçando com o indicador os músculos da minha barriga.

Peguei sua mão e mordi seu dedo suavemente.

– Casamento do meu primo, senhorita! — Repreendi. — Mas talvez possamos nos atrasar mais um pouco. — Puxei-a pelo braço colando nossos corpos de novo enquanto ela soltava um gritinho infantil.

Parece que realmente iriamos chegar atrasados no evento...

***

– O que você esta esperando para vir me ajudar? — Elijah perguntava meio alterado do outro lado da linha.

– Eu sei, eu sei primo! Já estou indo! Tive um pequeno contratempo aqui em casa, mas já estou entrando no carro.

Mentira, ainda estava vestindo roupas.

– Stefan Salvatore, você é o pior padrinho que alguém poderia ter. — Ele bufou chateado.

– Eu já estou a caminho, relaxe. Vejo você daqui a pouco.

Desliguei o telefone e comecei a calçar o sapato ouvindo Elena também discutir no celular.

– Bonnie, relaxa. — Pausa para ouvir uma bronca. — Eu já entendi, mas se você continuar berrando comigo pelo celular, eu não vou conseguir chegar ai a tempo. Certo. Beijo.

– Bonnie também está uma fera com você? — Perguntei.

– Completamente. E Elijah?

– Está querendo comer meu fígado e me chamou de "Pior Padrinho". Fiquei tentado dizer a ele o motivo do meu atraso, mas acho que ele não entenderia. — Eu ri.

– Stefan Salvatore! Vamos logo que eu ainda preciso pegar a Bonnie para irmos para a casa da Lexi.

– Agora você está com pressa?

Elena riu e mordeu o lábio.

– Ande. Temos um casamento para ir.

***

POV Lexi

Enfim aquele dia havia chegado e eu não poderia estar mais nervosa do que me sentia naquele instante — imagine quando eu estivesse de frente ao homem que eu tanto amava e que seria meu marido. Elena, Caroline e sua amiga Bonnie estavam no meu quarto ajudando a por meu vestido enquanto Annabelle acertava os últimos detalhes do meu cabelo.

– Você está divina! — Elena suspirou enquanto me virava para enfim eu poder olhar no espelho.

E realmente eu estava: meu vestido branco, com detalhes em flores de renda sutis, aberto nas costas caia delicadamente no meu corpo, enquanto meu cabelo pendia de lado em delicados cachos, minha maquiagem desenhava bem os meus olhos, meus cílios bem destacados e em minha boca, um leve tom de rosa claro.

– Uau! — Caroline suspirou e um sorriso de admiração se estendia em seu rosto. — Você está incrível!

– Pare com isso Caroline! É só um pedaço grande de pano branco!- Brinquei com ela tentando segurar a vontade de chorar. — Olhem vocês como estão maravilhosas também!

As quatro estavam lindas com seus vestidos longos: Elena com um tomara-que-caia preto que se ajustava em seu corpo, Caroline com um vestido longo roxo, de uma alça só com detalhes pratas no ombro, Bonnie com um vestido longo preto com suas alças caídas nos ombros e Anna com um vestido bege longo tomara-que-caia com detalhes em prata.

– Bem, acho que estamos prontas! — Anna disse.

E como se fosse uma deixa do destino, a marcha nupcial começou a tocar.

– E essa é a minha deixa. — Murmurei dando uma última olhada no espelho e respirando fundo mais uma vez. – É hora de casar.

Entrei no grande jardim aonde todos me aguardavam e a marcha nupcial voltou a tocar. Fui andando com meu buquê de flores rosa em direção ao altar e logo avistei Elijah, meu futuro marido com um meio sorriso, mas ainda assim sério, e de um lado avistei meus padrinhos, Annabelle e Stefan e do outro, meu cunhado Klaus e minha prima Camille.

Segurei um soluço que se formava em minha garganta e olhei para o homem que sorria e estendia sua mão para mim.

– Você está formidável! — Ele suspirou.

– Até que você não está tão mal. — Respondi e ele deu uma risadinha.

A cerimônia percorreu normalmente, mas na hora de eu dizer meus votos, não pude conter a emoção e as lágrimas começaram a rolar por meu rosto. Elijah sorria sereno e apertava minha mão enquanto eu jurava meu amor eterno por ele. O padre finalmente disse o "Eu vos declaro marido e mulher. Pode beijar a noiva." E meu agora marido sempre comedido e certinho me deu um beijo digno de cinema, fazendo meu cabelo quase encostar no chão.

– Eu te amo por toda a minha vida e além dela, meu amor. — Elijah falou baixinho fazendo carinho na minha bochecha e me observando com os olhos cheios de uma emoção contida.

– Eu também te amo, meu amor! — Respondi sorrindo.

Os convidados começaram a aplaudir de pé e assim saímos correndo para a nossa festa e para a nossa nova vida.

POV Caroline

A festa tinha começado e eu estava dançando com Bonnie, já que Elena estava com Stefan. Já haviam se passado 30 minutos desde que a cerimônia havia acabado e Klaus não tinha ido falar comigo, então resolvi procurá-lo mas quando o encontrei estava conversando com uma mulher que estava com um vestido feio, super curto, nada apropriado para uma ocasião como aquela. Os dois estavam rindo e eu podia ver que ela estava interessada por ele. Resolvi sair dali antes que me irritasse e fizesse uma loucura.

Voltei para pista de dança e logo avistei Bonnie e começamos a dançar. Eu estava chateada porque Klaus não tinha ido falar comigo, então, passou um garçom ao meu lado e peguei duas taças da champanhe que ele estava servindo.

– Caroline, eu não vou beber. — Bonnie falava enquanto eu tomava um gole da bebida.

– Mas não é para você, são para mim. — Sorri.

– Você está passando da conta. O que está acontecendo?

– Nada além do fato de Klaus está conversando desde quando a cerimônia acabou com aquelazinha ali e não ter me dado um pingo de atenção. Fora isso, estou bem. — Ri ironicamente.

– Bebida não vai solucionar seu problema. — Bonnie me repreendeu.

– Mas pode me ajudar a esquecer. — Respondi virando a primeira taça e em seguida a segunda.

– Olá moças! — Kol se aproximava de nós com um olhar safado para Bonnie que sorria descaradamente para ele.

– E essa é minha deixa. — Falei virando as costas e indo em direção contrária da deles, pois não estava com a mínima vontade de ser vela naquela noite.

Sentei em uma mesa e fiquei observando Kol e Bonnie. Eles estavam dançando e Kol parecia estar rindo de algo engraçado que Bon disse. Depois de algum tempo, eles começaram a se aproximar e se beijaram. Minha vontade foi de sair dali e abraçar minha amiga, mas não queria atrapalhá-la e logo avistei um garçom passando e na bandeja havia uma garrafa de whisky. O garçom passou ao meu lado então pedi para que deixasse a garrafa aqui na mesa, pois meus amigos já iriam voltar. Menti.

Quando já estava na metade da garrafa, Stefan e Elena passaram por mim aparentando estarem "levemente alterados", com isso pude ouvir Stefan murmurar próximo de Elena: "Estou morrendo de vontade de tirar esse teu vestido." Ela simplesmente sorriu de uma forma sacana e saiu puxando ele pela mão. Pela forma urgente em que eles subiam as escadas, algo me dizia que logo estariam em um quarto ou em um banheiro.

Como todos os meus amigos estavam se pegando e até aquele momento a conversa do meu namorado com aquela mulherzinha não tinha acabado, resolvi dar uma volta pela festa. Tomando o último gole da garrafa, sai para a pista de dança esbarrando em alguém no caminho.

– Idiota. — Xinguei baixo.

– Hora se não é Caroline Forbes! Você está uma delícia nesse vestido!

Esbarrando nos outros e com cantadas estupidas? Só poderia ser Tyler Lockwood mesmo.

– O que você quer Tyler? — Respondi irritada.

– Nada. Apenas conversar.

Revirei os olhos e olhei para o outro lado, aonde avistei Klaus rindo descaradamente com a outra mulher, que agora pousava uma mão em seu peito e estava perto dele de mais para o meu gosto. Uma raiva incontrolável dominou meu corpo e nesse mesmo momento nossos olhares se cruzaram. Seu rosto foi de espanto, como se ele tivesse se lembrado de algo e depois seus olhos se desviaram para o meu lado, aonde Tyler estava e sua expressão se tornou fria.

– Você quer saber de uma coisa, Tyler? Ao invés de conversar, vamos dançar!

Puxei-o por sua gravata fazendo ficar mais perto de mim e olhei mais uma vez para Klaus que agora parecia estar com raiva. Sem olhar uma segunda vez, arrastei Tyler para a pista de dança.

– Já disse o quanto você está linda nesse vestido? — Tyler falava.

– Não precisava falar, eu sei disso.

Outro garçom passou por mim e peguei uma taça da champanhe.

Bonnie não estava muito longe de nós e a ouvi perguntando ao Kol com quem Klaus tanto conversava e ele respondeu que era Jessica.

Não, aquilo não estava acontecendo! Eu não podia acreditar que Klaus tinha me deixado sozinha para ficar conversando sobre sei lá o quê com sua ex.

Terminei minha bebida, e voltei minha atenção para Tyler.

– Você ainda está com o Klaus?

– Isso realmente não é dá sua conta.

– Hm, isso parece ser um não. É por isso que ele está conversando com aquela gostosa?

– Olha Tyler, se você quer continuar dançando, é melhor calar essa boca. — Respondi exasperada. Ele riu e não fez mais nenhum comentário.

Uma música inteira se passou, quando senti a presença de Klaus antes mesmo de vê-lo.

– Você pode nos dar licença? — Ele perguntou friamente para Tyler.

– Ah não, obrigado. Estou bem aqui. — Tyler respondeu cinicamente.

– Eu estou te pedindo com educação, mas se você quer fazer isso do jeito violento... — Klaus ameaçou.

– Hei, hei! O que há de errado com você? — Explodi minha raiva. — Vá conversar com sua ex e nos deixe em paz.

– Eu quero falar com você.

– É mesmo? Mas agora eu não quero falar com você, então nos dê licença.

Klaus virou o rosto frustrado e deu um suspiro.

– Se não vem por bem... — Ele se agachou, me pegou pelas pernas me jogando por cima do seu ombro como se eu pesasse menos que um livro e me fazendo gritar.

– O QUE VOCÊ PENSA QUE ESTÁ FAZENDO? ME SOLTE SEU CRETINO!

Todas as pessoas em volta olhavam surpresas e algumas até riam daquela cena. Ele caminhou calmamente até seu carro enquanto eu batia em suas costas. Abriu a porta do carro e me desceu fazendo deslizar vagarosamente por seu corpo e ficando com a boca a centímetros da sua.

– Agora, entre no carro e vamos conversar. — Exigiu enquanto seu hálito inundava todos os meus sentidos fazendo minha irritação ceder ao desejo.

– Não. — Respondi usando toda a força de vontade que eu tinha para não agarrá-lo ali mesmo.

Ele se aproximou mais e roçou seus lábios nos meus ascendendo todo o meu corpo e minha libido.

– Carro. Caroline. Agora.

Sacudi a cabeça tentando clarear a mente e me livrar do poder de sedução dele.

– A gente pode conversar aqui mesmo. — Respondi por fim e ele se afastou um pouco de mim.

– Por que você estava dando atenção para o idiota do Tyler? — Perguntou insatisfeito.

– Pelo mesmo motivo que você estava dando atenção a sua ex, e ó, talvez porque você me deixou de lado a noite inteira. Não me procurou em nenhum momento. Não me deu atenção. Você quer mais algum motivo?

– Caroline, não faz assim! Você nem sabe o que estávamos conversando. Não seja infantil, por favor!

– Ah, agora além de tudo eu sou infantil? — Perguntei indignada e virei o rosto buscando por uma luz, solução ou qualquer salvação. — Olha Klaus, eu estou cansada, irritada, bêbada e realmente não quero terminar essa conversa agora. Tudo que eu quero é minha cama nesse momento.

Virei as costas para ele e comecei a caminhar em direção ao meu carro, mas sua mão me deteve.

– Deixa eu te levar então? — Ele pediu com a voz suave e aparentando arrependimento.

– Não. Eu estou de carro. Obrigada.

– Você está fugindo de mim? — Perguntou.

– Eu só quero um pouco de paz, ok? Quero estar em um lugar onde eu não precise ficar olhando para a sua ex e ficar fantasiando sobre o que vocês conversaram a noite toda.

– Posso te ligar amanhã? — Sua voz soava triste, mas eu não queria olhar em seu rosto com medo de ceder a ele.

– Você quem sabe.

E sem dizer mais nenhuma palavra e me segurando para não chorar em sua frente, voltei a caminhar para o meu carro com uma dor esmagadora no coração e com o medo de que tudo o que tínhamos vivido nos últimos dias não tivesse passado de uma doce ilusão.

Notas finais
Sim, eu entendo vocês, também estou triste pela briga Klaroline, mas torcemos para que não seja por muito tempo, não nos abandonem, até a próxima.