Give Your Heart A Break
14 Capítulo 14 - Delírios!
Notas iniciais
POV Caroline
Abri meus olhos e percebi que estava sozinha na cama de Klaus. Já havia amanhecido e parece que eu tinha perdido a hora da escola, pelo menos Rebekah e Kol não me pegariam desprevenida. Escutei passos no corredor e meu coração estava quase saindo pela boca quando Klaus abriu a porta com uma bandeja de café da manhã e assim que a fechou, veio andando em direção à cama colocando a bandeja em cima. Estava com um sorriso lindo e sacana no rosto.
– Bom dia meu amor. – Ele disse dando um beijo em minha testa enquanto eu levantava o meu corpo, percebendo que estava nua, puxei o lençol para cima de mim. – Está com fome? – Ele sorriu.
– Bom dia amor. – Sorri. – Um pouco, para ser sincera.
Na bandeja havia dois copos com suco de laranja, morangos, maças e cachos de uvas.
Klaus se aproximou de mim, pegou um morango da bandeja e o deu em minha boca. A pouca claridade que entrava pela janela do quarto fez com que eu olhasse para ele e não consegui tirar os olhos daquele sorriso encantador e de seus olhos que estavam extremamente verdes. Como uma pessoa poderia ser tão linda e encantadora logo de manhã? Alguém como Klaus não era real...
Ele me tirou de meus devaneios e me deu uma uva na boca e eu sorri.
Peguei um dos copos com suco e o tomei, e ele fez o mesmo. Observando Klaus, decidi brincar um pouco com ele. Peguei um cacho de uva e comi de forma sedutora, porém com o olhar de menina inocente. Olhei de lado e Klaus estava mordendo o lábio, o que me fez rir e terminei de beber meu suco. Ele pegou a bandeja e a colocou na mesinha que havia ao seu lado, pegou um morango e colocou em sua boca, deixando a outra metade para fora e se aproximou de mim, mordi a outra metade do morango, senti nossos lábios se encostarem e ele me beijou urgentemente, logo em seguida, tirou sua camisa e se pôs em cima de mim, com apenas o lençol nos separando, mas ele logo fez questão de tirá-lo, me deixando completamente nua em baixo dele, enquanto me olhava fixamente vi outro sorriso sacana surgir em seu rosto.
Klaus levantou uma de suas mãos e tocou meu rosto, logo em seguida, seus dedos suaves foram descendo até minha barriga, a acariciando suavemente, ele me olhou nos olhos e logo em seguida me beijou novamente, tirei sua calça e sua cueca ao mesmo tempo. Abrindo uma gaveta, pegou um pacote metálico, com as mãos trêmulas em desejo, eu abri a embalagem do preservativo e o protegi, para só então nos encaixarmos deliciosamente. Klaus segurou em meus quadris e eu me encaixei em seu colo, sob suas pernas flexionadas de forma que minhas pernas ficassem entrelaçadas em suas costas dispensando qualquer distância entre nossos corpos. Ele começou a guiar nossos movimentos e enquanto ele o guiava para dentro de mim, eu gemia baixinho em seu ouvido e rebolava em seu colo o ajudando, minhas unhas estavam fincadas em seus ombros e eu estava totalmente entregue. Klaus aproveitou a forma que eu estava colada em seu corpo e me deitou no colchão de novo me fazendo gemer em reluta ao sentir a posição em que ele me colocara.
– Me deixe ir por cima... – Gemi em reluta baixinho.
– Hoje não, amor. – Ele riu baixinho de minha frustração e como da primeira vez, ajeitou-se entre minhas pernas e começou a se mover lentamente e aos poucos foi aumentando o ritmo me deixando completamente louca. Entrelacei minhas pernas em suas costas, de forma que ele tivesse pouco espaço para mover seus quadris devido ao perímetro que minhas pernas formavam em volta dele e com isso, suas investidas começaram a ser mais intensas.
Klaus me enlouquecia de prazer, ele sabia o que fazer e estava fazendo exatamente do jeito que eu gostava. Ele desceu com a mão até meu corpo e enquanto se movia dentro de mim, inclinou-se levemente e agarrou meu seio com força, o levou até sua boca e eu simplesmente gritei ao sentir sua língua quente e áspera contornando o local e puxando meu mamilo com vontade. Eu definitivamente estava delirando de prazer e gemer não era o suficiente para aliviar o que a combinação de suas investidas e a sua boca enlouquecedora em meu seio causavam em mim. Céus, ele ia acabar comigo.
– Hey... – suas investidas foram ficando menos intensas e eu já não o sentia tão perto de mim como antes. – Car, olhe para mim, meu anjo, abra os olhos. – Sua voz era doce e com ele falando daquela forma apenas aumentava meu deleite, me dificultando a fazer o que ele me pedia. – Eu te quero olhando para mim... – Eu não tinha forças para abrir os olhos, não queria abrir os olhos, estava extasiada demais para fazer aquilo.
– Klaus, eu não... não consigo... – Disse ofegante e fraca, mordendo meu lábio para conter um gemido.
– Consegue sim, abra os olhos, Car. – Ele disse, ainda suavemente, mas com um tom autoritário e eu me obriguei a abrir os olhos, o encontrando me encarando com o maxilar tensionado, em uma expressão de puro controle, e com os olhos transbordando prazer e desejo. – Isso, os mantenha abertos agora, ok? – Klaus investiu forte daquela vez e sem conseguir me controlar, eu acabo revirando os olhos. – Não os feche, quero olhar em seus olhos quando chegar ao orgasmo. – Ele se certificou de que eu não iria voltar a fechar meus olhos e então voltou a se mexer ainda mais intensamente que antes, apoiado com as duas mãos no colchão, uma de cada lado da minha cabeça, ele fez um movimento de forma que seu membro entrasse em mim com força, chegando a um ponto em meu sexo que somente ele conseguia chegar, me causando um prazer descomunal.
– Meu Deus, Klaus! – Gemi alto sem conseguir me aguentar e fiz o máximo de esforço para não fechar os olhos.
– Ainda quer ir por cima? – Neguei rapidamente olhando dentro de seus olhos.
– De novo, por favor! – Implorei baixinho e ele repetiu o que havia feito, me fazendo gemer ainda mais alto. Eu conseguia ver nos olhos verdes de Klaus todo o prazer e tesão que ele estava sentindo, suas pupilas estavam dilatadas de desejo e era desconcertante o quão excitante encará-lo com aquela intensidade durante o ato era.
Eu realmente não aguentava mais, meu corpo já sofria leves espasmos, sentia que estava prestes a chegar ao clímax, e assim que Klaus decidiu investir mais forte, eu simplesmente não controlei e olhando dentro de seus olhos, meu corpo caiu naquele delírio, se entregando ao total prazer que sentia mais uma vez. Minha intimidade latejava e meu corpo inteiro estava sensível, o cheiro de Klaus perto de mim me fez ter certeza que ali era meu lugar, em seus braços, com ele... Ele continuava a olhar para mim, ainda estávamos conectados, não só fisicamente, mas pelo olhar, e sua respiração se coincidia com a minha, ofegante e cheia de prazer.
– Isso foi incrível, meu anjo. – Foi tudo o que Klaus conseguiu proferir, seu peito se movimentava revelando cansaço e ele caiu sobre meu corpo, colocando seu rosto em meu ombro.
POV Klaus
Caroline estava deitada em meu peito e eu acariciava seus cabelos.
– Meu Deus! São que horas? – Ela levantou rápido como se procurasse por seu celular.
– São 11 horas, Car, por que?
– Hoje é dia de folga da minha mãe e ela deve estar estranhado o fato de eu não ter dormido em casa e não ter chego ainda.
– Ok, se arrume que eu te levo em casa meu amor.
Caroline levantou da cama levando o lençol junto, me deixando nu na cama, fazendo com que eu levantasse e pegasse minhas roupas no chão as vestindo. Ela entrou com sua roupa no banheiro e após 5 minutos já estava pronta.
– Estou pronta. – Disse delicadamente e sorrindo. Observei-a e não me contendo, mordi meu lábio.
– Klaus... – Ela sussurrou.
– Acho melhor irmos antes que eu não te deixe ir embora. – Passei a mão pelo meu cabelo e sorrindo.
Abri a porta do quarto para que ela passasse e fomos para o carro.
***
Depois de 15 minutos chegamos a casa de Caroline, ela me deu um beijo suave antes de sair do carro.
– Cinema mais tarde? – Eu disse sorrindo.
– Pode ser. – Ela disse sorrindo e depois me deu um selinho saindo do carro.
***
Já eram 19 horas e eu já estava a caminho da casa de Caroline, vestindo minha polo preta e meus jeans escuros. Chegando a casa de Caroline, sai do carro indo até sua varanda e toquei a campainha, sua mãe abriu a porta me cumprimentando.
– Você deve ser o Klaus. – Ela disse simpática.
– Sim, sou eu, é um prazer conhecê-la senhora Forbes.
– O prazer é meu.
Enquanto isso, Caroline descia as escadas, e ela estava mais do que deslumbrante em seu shortinho jeans e sua regata e cardigã claro.
Caroline se despediu de sua mãe e disse que não tinha hora para voltar.
– Cuide bem da minha filha. – Ela disse me dando um olhar confiante.
– Pode deixar senhora. – Sorri.
Fomos até meu carro, antes de abrir a porta para ela entrar, encostei-a no carro e a beijei brevemente. Abri a porta a ajudando a entrar e fui para o outro lado.
Estávamos em um silêncio confortável no carro e senti que Caroline me encarava. Dei um sorriso de lado e repousei minha mão em sua perna e fiz carinho de leve. Ela mordeu o lábio enquanto gaguejava.
– E então, que filme veremos?
– Um de terror. – Disse sério.
– Não Klaus, eu odeio assistir filme de terror à noite, por favor, vamos assistir um de comédia. – Caroline fez uma careta.
– Tudo bem, a gente assiste outro... – Revirei os olhos.
– Não faça essa cara. – Caroline me olhou com os olhos semicerrados, com a feição brava e deu um tapa no meu braço me fazendo rir.
Eu odiava filme de comédia, mas aceitei para Caroline não ficar zangada.
Chegamos ao cinema, compramos o ingresso, a pipoca e o refrigerante. Por incrível que pareça, não havia quase ninguém naquela sessão.
Como tinha cadeira de sobra, optei por sentar no fundo. Caroline me olhou desconfiada como se já soubesse o que eu estava planejando.
O filme havia começado e em menos de vinte minutos ela já estava chorando de tanto rir, não sei aonde estava a graça, mas sua risada era tão doce que eu poderia escutá-la rindo até o final do filme, mas essa não era minha intenção.
Ajeitei-me na cadeira e me aproximei de Caroline. Ela continuava meio tensa, então para tentar deixa-la a vontade, passei meu braço pelo seu ombro e ela encostou sua cabeça em meu peito.
– Car... – sussurrei em seu ouvido.
– Hmm... – Ela levantou o rosto e olhou em meus olhos.
– Não consigo parar de pensar no nosso café da manhã. – Mordi o lábio.
Caroline abriu um pouco a boca surpresa como se estivesse captando o que eu disse e depois começou a rir.
– Klaus, preste atenção no filme. – Ela disse séria e depois sorriu.
– Para que filme, se a melhor distração está aqui do meu lado? – Disse com um sorriso sacana.
Caroline riu e continuou a prestar atenção no filme.
Não me contive e comecei a roçar minha barba em seu pescoço, que percebi que lhe causou arrepios.
Levantei o braço da cadeira que estava em nosso meio e toquei de leve seu rosto o virando para mim, e a beijei suavemente.
Toquei de leve sua perna descoberta por causa do short e fiquei a acariciando por um tempo na parte interna de sua coxa.
– Klaus... – Caroline disse em um sussurro.
– Shhh... – Disse roçando a barba em sua orelha.
No mesmo instante, Caroline se pôs em meu colo, me beijando com urgência.
Logo em seguida, senti seus lábios quentes descendo por meu pescoço enquanto suas mãos procuravam o botão de minha calça, assim que o achou, ela o abriu e desceu o zíper.
Ela me olhou mordendo o lábio e desceu devagar do meu colo se ajoelhando em minha frente.
Abaixou minha calça e minha cueca e se pôs no meio de minhas pernas, senti sua boca dando suaves beijos em minha coxa e se aproximando cada vez mais do meu membro.
Caroline segurou meu membro com sua mão e começou com movimentos leves de sobe e desce, ela me olhava enquanto eu mordia o lábio contendo os gemidos e acariciava seu cabelo, mas não obtive muito sucesso e um sussurro de prazer escapou de meus lábios.
Eu estava extasiado demais, Caroline sabia exatamente o que estava fazendo, e com os movimentos de sua mão ficando mais rápidos, ela conseguia me deixar mais louco ainda.
Senti Caroline tocar seus lábios em meu membro e logo depois coloca-lo em sua boca ainda o segurando fazendo os movimentos de sobe e desce. O modo como ela me olhava me excitava muito e fez com que eu segurasse mais forte em seu cabelo fazendo com que os movimentos de sua boca se acelerassem, senti ela morder de leve meu membro e coloca-lo suavemente em sua boca, voltando a me deixar extasiado. Aumentando cada vez mais o ritmo de sua mão e os movimentos de sua boca em meu membro, sem nenhum sinal de alerta, acabei gozando em sua boca, e ela engoliu; me ajudou a endireitar minha calça e se pôs ao meu lado como se nada tivesse acontecido.
Comeu um pouco da pipoca, e tomou seu refrigerante, e eu só imaginando o que tinha acabado de acontecer.
– Isso é por me provocar. – Ela disse sorrindo.
– Bom saber, então irei te provocar sempre! – Falei com um sorriso sacana.
Ela me deu um beijo e logo em seguida encostou sua cabeça em meu ombro e voltou a assistir o filme enquanto eu mexia em seu cabelo.
***
POV Katherine
Depois de horas de viagem, lá estávamos pela pacata e entediante Mystic Falls. Deus! Como eu odiava aquela cidadezinha.
– ...E não se esqueça de ser gentil com seus irmãos. – Meu pai me alertava enquanto subíamos as escadas para o quarto de Elena e eu revirava os olhos mentalmente.
– Eu sei, pai. Você já repetiu isso milhares de vezes. – Olhei para a minha sandália que estava machucando meu pé. – Vá indo na frente, eu vou tirar a sandália. – Ele assentiu e continuou subindo as escadas.
Dois minutos depois eu já estava de pé e tinha terminado de subir e deparei-me com meu pai na porta do quarto de Elena com os braços cruzados e uma expressão não muito boa.
– Hei, pai! Por que você está parado feito uma estaca ai na porta?
Entrei no quarto de supetão e olhei para a cama, onde Elena estava montada em cima de Stefan e puxando uma coberta.
– Elena! Uh, Stefan?
– Katherine! – Os dois responderam juntos espantados.
– Ó céus! Vistam uma roupa, seus indecentes! – Murmurei rindo e virando de costas para eles.
– Elena, você tem 10 minutos para se recompor. Estou te esperando lá em baixo para conversarmos. – Nosso pai disse com sua voz de “você está encrencada, mocinha”. Ele se virou em direção contrária.
– Pai! – Elena murmurou.
– Dez minutos. – Ele repetiu enquanto descia as escadas.
– Acho melhor eu descer. – Falei ainda rindo e indo para a porta.
– Não Kath! Estamos vestidos, não precisa sair.
Voltei a olha-los e ambos estavam de um lado da cama. Stefan sorriu sem graça para mim enquanto Elena vinha me abraçar.
– Bom te ver, irmã.
– Bom te ver também. – Retribui o abraço. – Bom, eu ia te chamar para dar uma volta, mas acho melhor você correr, porque papai não parece estar com muito bom humor.
Elena fez uma careta.
– Podemos sair mais tarde, se você quiser. – Ela sugeriu.
– Ah não, eu não quero assistir a briga de vocês. Escute, você tem uma sandalinha que dê certo com esse meu vestido? Eu só trouxe saltos e meus pés estão doendo.
– Hãm... Tenho sim. Vê ali na minha sapateira.
Stefan pegou em sua mão.
– Acho melhor irmos antes de seu pai querer nos matar. – Ele falou.
– Tudo bem. – Elena respondeu fazendo outra careta enquanto ajeitava o cabelo todo bagunçado pós-amasso. – Fique a vontade irmã. Até mais tarde. – Ela me deu um beijo no rosto e Stefan me deu abraço rápido e logo desceram para enfrentar o julgamento de nosso pai.
Escolhi uma rasteirinha que combinava com meu vestido soltinho de verão, dentre as várias sandálias baixinhas, botas e sapatilhas de minha irmã e peguei minha bolsa e a chave do carro de meu pai, saindo pelas portas do fundo para não ter que ouvir sua lição de moral sobre “sexo seguro” e “ser muito nova para namorar”. Revirei os olhos rindo e senti uma pontada de pena de minha irmã e seu namorado.
***
Mystic Falls continuava a mesma cidadezinha sem nenhuma loja interessante ou atração turística diferente.
Já era fim de tarde, inicio de noite, e após estacionar o carro no centro, resolvi dar uma caminhada pela praça da cidade. Meu celular tocou, e eu comecei a procura-lo em minha bolsa enquanto continuava caminhando sem olhar para frente. Quando o encontrei, esbarrei em alguém, fazendo com que meu celular se espatifasse no chão.
– Eu não acredito! – Arquejei abaixando para pegar meu celular e logo em seguida olhando para o homem na minha frente. – Olha por onde anda, idiota!
O homem alto, forte e de cabelo preto, estava usando jaqueta e óculos escuros que ele baixou para me olhar enquanto um sorriso torto atravessava seus lábios.
– Que eu saiba, era você quem estava olhando para sua bolsa, Katherine.
Suspirei ao ver olhos azuis claros divertidos me fitando.
Damon.
– Só podia ser você. Quanto tempo...
Cerrei meus olhos enquanto falava e tentava controlar a quantidade de pensamentos que se passava em minha cabeça. Era possível ele estar mais gostoso? Seus braços estavam mais fortes e seus cabelos pendiam de forma muito sexy em seu rosto. Ele passou a língua vagarosamente pelos lábios enquanto seu olhar vagava pelo meu corpo. Senti meu coração acelerar imediatamente.
– Você está muito bem. – Ele murmurou com a voz baixa e rouca.
Olhei-o da cabeça aos pés e por mais que minha boca quisesse falar o quanto ele estava gostoso e puxar sua boca para minha, meu cérebro mandou ela se manter sensata.
– Você não está muito mal. – Parei olhando em seus olhos. – Preciso ir agora. – Virei às costas para ele e continuei andando rapidamente.
– Está fugindo de mim, Katherine? – Ouvi sua voz atrás de mim e acelerei o passo.
– Hei! – Ele me alcançou novamente andando do meu lado dessa vez. – Por que você está fugindo? – Lá estava ele sorrindo de forma sedutora de novo. – O que eu te fiz?
Parei na calçada e só assim consegui ver que já estávamos em uma rua deserta do centro. Olhei para os lados buscando uma luz para poder respondê-lo. Damon e eu já tínhamos feito todo o tipo de sacanagem juntos
e eu amava isso, mas quando ele começou a querer se envolver sentimentalmente, eu não quis e logo fui embora, pois tinha medo de amá-lo, porém vê-lo de novo ascendia cada nervo e musculo do meu corpo.
– Parece que você está com medo de mim. – Ele murmurou se aproximando cada vez mais e fazendo cara de santo. – Eu só não sei o porquê.
– Damon... – Tentei formular uma resposta, mas era difícil quando ele estava tão perto de mim daquele jeito. Seu cheiro e seu olhar me hipnotizavam.
– Sim? – Ele sussurrou com a boca a centímetros da minha, me fazendo perder qualquer senso de segurança ou noção.
– Foda-se.
Pegando sua mão, puxei-o para o fim de um beco escuro próximo de onde estávamos, e o empurrei contra a parede, juntando os seus lábios nos meus de uma forma um tanto violenta. O beijo era intenso, urgente e até desesperado, fazendo com que ele grunhisse e me prensasse na parede em seu lugar. Suas mãos estavam cada uma do lado de minha cabeça apoiadas na parede e ele esfregava seu corpo no meu. Quando o oxigênio começou a faltar em nossos pulmões, sua boca desceu para meu pescoço e ouvido. Uma de suas mãos desceu para o meu seio e ele suspirou apreciando.
– Sem sutiã, Katherine? Eu aprovo! – Damon murmurou no meu ouvido, passando uma mão em minha bunda e dando impulso para que eu cruzasse as pernas em seu torso.
Nessa posição, meus seios estavam perto de seu rosto e ele me olhou de uma forma tão safada, que eu senti todos os meus músculos da barriga enrijecerem. Ele me segurou com uma só mão enquanto a outra derrubava as alças do meu vestido expondo meus seios ao ar livre e logo sua boca estava sugando com força meu seio direito, arrancando um gemido alto meu. Damon continuou essa tortura por um tempo e como eu não estava mais aguentando, comecei a rebolar em seu colo em busca de algum atrito contra sua ereção que já estava mais do que evidente.
– Damon! – Gemi puxando seu cabelo e rebolei com mais força mostrando minha necessidade. – Eu não... Eu não estou suportando mais.
Senti seu sorriso enquanto ele deslizava meu corpo para baixo. Minhas mãos voaram de imediato para o cinto de sua calça e minha boca puxava a sua para a minha.
– Katherine. – Ele suspirou segurando a barra do meu vestido parecendo estar indeciso. – Eu não tenho camisinha comigo.
– Foda-se. – Respondi abaixando suas calças e cueca de uma vez, liberando sua ereção. – Agora que começamos, temos que terminar. – Damon sorriu jogando sua jaqueta e camisa no chão.
– Então espero que você esteja pronta.
Rasgando minha calcinha com uma mão e puxando uma de minhas pernas para sua cintura, ele me penetrou com força me fazendo suspirar e gemer alto em agradecimento por tê-lo finalmente dentro de mim. Suas estocadas eram rápidas e profundas por causa de minha posição e eu descontava o prazer chupando e mordendo seu pescoço e arranhando suas costas. Apoiei minha cabeça em seu ombro e ele bateu forte dentro de mim ao mesmo tempo em que mordia minha orelha me fazendo gritar abafadamente.
– Eu... Eu não consigo mais. – Suspirei.
– Se entregue morena. – Damon sugou meu lábio inferior e aumentou a velocidade.
Com um gemido sufocado eu me deixei ser levada pelo orgasmo alucinante que dominava meu corpo. Senti Damon se retirar de mim enquanto eu ainda tremia, me virando de costas de forma que eu ficasse com o rosto e meus seios expostos encostados contra a parede fria.
– Eu ainda não terminei com você. – Ele sussurrou em meu ouvido.
Pegando-me totalmente de surpresa e sem ainda ter voltado inteiramente do meu orgasmo anterior, Damon passou seu membro pela minha bunda e depois me penetrou novamente por trás de forma rápida e funda. Uma de suas mãos passeou descendo por minha barriga até chegar ao meu clitóris aonde ele começou a massageá-lo rapidamente. Um grito alto de prazer escapou de minha boca.
– Shhhh. Shhh. Não! Não grite! Alguém pode pegar... pegar a gente. – Ele arfava com os dentes cerrados, no meu pescoço.
– Só... Só ande logo e termine com isso. Por favor, Damon. Por favor.
Damon gemeu de novo e começou a se mover e me massagear de forma mais rápida fazendo com que meus espasmos começassem novamente e eu sentisse seu corpo a começasse a se render também.
– Eu... Não dá mais. — Choramingou
Mordendo fortemente meu ombro, Damon chegou ao seu orgasmo gemendo de forma suplicante o meu nome, fazendo com que eu chegasse ao meu também. Puxando-me para o seu colo, acabamos sentados em cima de sua jaqueta e camisa no chão do beco.
Seus braços estavam em volta da minha cintura e ele apoiava sua testa em minhas costas dando suaves beijos.
– Isso foi insano. – Ele falou com dificuldade tentando estabilizar sua respiração.
– Como nos velhos tempos. – Respondi sorrindo.
– Só que melhor. – Damon mordeu minha nuca de leve e me levantou para se retirar de dentro de mim.
Aproveitando do movimento, virei-me em seu colo para podermos ficar de frente um para o outro. Seus lábios roçaram meus seios ainda desnudos e depois ele subiu as alças do meu vestido.
– Você está mais gostosa do que nunca.
Arqueei uma sobrancelha e mordendo o lábio, levantei de seu colo abaixando e desamassando meu vestido, lhe estendendo a mão para ajuda-lo a levantar. Ele subiu sua calça e fechou o botão, enquanto eu afivelava seu cinto, e depois o puxei para junto de mim pelo cós de sua calça.
– Você também. – Beijei-o mais uma vez de forma intensa, segurando suas mãos para que aquilo não se tornasse de em uma transa louca de novo. – Preciso ir.
Dando-lhe mais um selinho, virei rumo a saída do beco, mas ele me puxou de novo.
– A gente vai se ver de novo? – Damon perguntou fazendo beicinho.
Dei uma risadinha baixa e mordi seu lábio.
– Sim. Eu te ligo.
E sem olhar para trás, deixei aquele homem só de calça no beco escuro e vazio enquanto sorria custando a acreditar na insanidade que havia acabado de fazer ali.
Fale com o autor