Give Your Heart A Break

12 Capítulo 12 - Little Things


Notas iniciais
heeeeeeeeee-e-e-e-e-y peeps! co-autora Ari, novamente aqui!
Como prometido, eu e Carolover demos uma 'corridinha' para postar mais um capítulo essa semana e eu a-m-e-i de verdade escrevê-lo (aliás, contei com ajuda até de minha avó OSADIOFJAISDJ)
Espero que vocês gostem.
Sem mais delongas, boa leitura senhores (;

POV Klaus

Já havia se passado uma semana.

Uma semana que eu havia tido a melhor tarde de minha vida e que infelizmente tinha tido que viajar para um congresso de pediatria do outro lado do país com Jessica, minha ex namorada que também era pediatra.

– O que você tanto olha esse celular, Niklaus? – Ela me perguntou.

– Nada. Só checando para ver se alguém tinha me ligado durante a palestra. – Coloquei o celular na mesinha do lado do sofá.

Mentira. Durante toda a semana eu tinha ligado para Caroline querendo saber como ela estava e simplesmente para ouvir sua voz, mas estranhamente ela não me atendia. Ou o celular dava na secretária eletrônica, ou não chamava, o que me fez ligar para Kol e perguntar se sabia de Caroline. Ele disse que tinha conversado rapidamente com ela um dia depois de minha viagem e depois ela não tinha ido para a escola. Realmente muito estranho.

– Klaus? – Jessica me olhava suavemente e me chamou, tirando-me de meus pensamentos.

– Sim.

– Você não sente falta? – Ela perguntou sentando ao meu lado no sofá do quarto do hotel onde estávamos hospedados.

– Do que você está falando? – Questionei.

– Do tempo que passamos juntos, porque eu sinto. – Jessica colocou as mãos em minha coxa, acariciando suavemente o local.

Olhei para sua mão e depois voltei a olhar o seu rosto. Um sorriso malicioso surgia em seus lábios.

– Jessica...

Tentei falar, mas ela me interrompeu se aproximando mais ainda de mim, colocando dois dedos na minha boca e sentando em meu colo.

– Shhh. Eu sei que você sente falta de mim, das minhas caricias. Dos meus beijos... – Ela passou a mão devagar em meu abdômen e eu automaticamente segurei suas mãos, aproximando meu rosto do dela.

– Jessica, você é linda. – Sussurrei a centímetros de sua boca. – É inteligente. – Rocei minha barba de leve e devagar em sua bochecha. – E gostosa. – Cochichei em sua orelha levantando do sofá e segurando-a em meu colo, parando de frente a cama. – Mas é uma vadia. – Terminei jogando ela na cama violentamente, virando as costas e pegando meu celular em cima da mesinha. – Agora se você me dá licença, eu tenho mais o que fazer.

Sai do quarto pensando nas diferenças entre Jessica e Caroline; tinha as diferenças físicas óbvias, — Caroline era loira com a pele branca perfeita e delicada. Seus olhos formavam ruguinhas pequenas quando ela ria, e sua risada era encantadora. Seu corpo era pequeno, mas forte e se encaixava perfeitamente no meu. Jessica era ruiva, magra como modelo, alta, independente e sempre gostava de comandar tudo e todos. Caroline era forte e ao mesmo tempo delicada. Jessica era engraçada, mas autoritária.

Jessica foi uma paixão.

Caroline era o meu amor.

Enquanto andava rumo ao restaurante do hotel, peguei meu celular novamente e liguei para Caroline, mas como das últimas vezes, escutei a mesma mensagem: “Hey, você ligou para Caroline Forbes; Miss Mystic Falls e provavelmente a solução dos seus problemas (risos). No momento eu não posso te atender, mas deixe o seu recado e mais tarde eu retorno. Bye.” Bem, se aquele era o único jeito, resolvi deixar a maldita mensagem. “Caroline, por onde você anda? Por que não retorna minhas ligações? Eu preciso muito falar com você, por favor, me retorne.

Sentei no bar do restaurante refletindo sobre aquela situação e meus sentimentos por Caroline. Eu estava sentindo sua falta mais do que de qualquer um de minha família. Precisava saber como ela estava e porque não atendia o celular. Ideias de que ela possivelmente estaria com raiva de mim ecoavam em minha mente. E se estava, era por qual motivo? Como aquele era o último dia do congresso, tomei uma decisão repentina e liguei para meu irmão.

– Elijah, preciso de um favor seu. Estou voltando ainda hoje para Mystic Falls.

***

Depois de ter tido uma discussão acalorada com Jessica sobre ir embora mais cedo do congresso e ter enfrentado um voo de 5 horas com atraso, finalmente tinha chegado em Mystic Falls.

– Irmão! – Elijah me deu um breve abraço no portão de desembarque do aeroporto. – Bem vindo de volta.

– Obrigado irmão. Escute, tenho sérios assuntos pendentes a resolver antes de ir para casa. Você pode me emprestar seu carro e ir de táxi? Depois eu te repasso o valor da corrida.

– Assuntos pendentes? – A testa de Elijah franziu levemente, mas depois ele sorriu. – Ah sim, já imagino que esses assuntos tem cabelos loiros. – Ele riu. – Por mim tudo bem, não se preocupe com o dinheiro do táxi. Você está realmente gostando dessa garota, hein Klaus?

Assenti com um sorriso bobo no rosto e sentindo meu rosto corar. Elijah era 1 ano e meio mais velho e talvez por isso eu e ele fossemos mais unidos. Ele me conhecia muito bem.

– Sim, eu acho que a amo. – Respondi.

– Finalmente um amor de verdade! – Elijah me deu tapa no ombro, em seguida olhou seu relógio e me entregou a chave do seu carro. – Preciso ir. Estou atrasado para o último ensaio do casamento e provavelmente Lexi vai me esfolar vivo. Boa sorte com seu caso loiro, irmão. – Ele deu uma piscadinha.

– Obrigado irmão! Boa sorte com seu ensaio e esfolamento vivo. – Ri tentando desviar do tapa que Elijah dava na minha cabeça.

***

Enquanto dirigia rumo a escola de Caroline, pensava no que Elijah havia dito “Finalmente um amor de verdade”. Sim, ele tinha razão.

Ninguém nunca havia mexido com meu coração como minha loira tinha feio.

Ninguém nunca havia despertado tanto desejo como ela me despertava.

Eu precisava de Caroline ao meu lado.

Já estava perto da escola quando meu celular tocou e como eu estava dirigindo, coloquei no sistema de viva-voz do carro sem verificar quem era. Uma parte de minha consciência implorava para que fosse Caroline.

– Niklaus Mikaelson.

– Klaus.

– Sim? – Respondi confuso por não saber quem estava ligando.

– É Elena!

– Ah sim, Elena. Tudo bom? Em que eu posso te ajudar?

– Comigo está sim. Escute, eu acabei de encontrar com Elijah e ele me disse que você estava de volta à cidade. Acho bom você ir procurar a Caroline. Ela se afastou da escola desde quando você viajou. Não atendeu as minhas chamadas, nem as de Bonnie e não quis nos receber em sua casa. Hoje ela voltou para a escola, mas não quis conversar com a gente. Isso se parece muito com o tempo em que ela e Tyler terminaram, então eu atribuo a culpa disso tudo a você.

– Wow! Por que a mim? Essa semana que eu passei fora, eu liguei todos os dias para ela e ela não me atendeu. Eu já estava indo procurá-la na escola porque também estou preocupado, e agora mais ainda.

– Olha Klaus, me desculpe. Eu não estou te acusando de nada, mas essa mudança repentina de Caroline me assusta, e eu sei que ela estava gostando muito de você.

Meu coração se aqueceu ao ouvir aquelas palavras enquanto elas ecoavam em minha mente.

“ela estava gostando muito de você ela estava gostando muito de você ela estava gostando muito de você.”

– Klaus?

– Oi. Elena, eu já estou chegando à escola e vou precisar desligar, mas quando eu tiver alguma notícia dela eu te retorno, ok?

– Ok. Vou aguardar então. Obrigado, Klaus. Beijo.

– De nada querida. Beijo.

O que diabos estava acontecendo com Caroline? Por que ela estava agindo daquele jeito com todos? Será que tinha haver com o idiota do ex dela? O sangue em minhas veias gelou, e eu fiz uma carranca de desgosto ao pensar na ideia.

Ao passar na avenida principal que dava acesso a escola, passei em uma floricultura que tinha ali e comprei o melhor buquê de rosas vermelhas médias que havia, e em seguida fui ao possível encontro de Caroline. Infelizmente quando cheguei, todas as turmas já haviam sido liberadas e ela não estava lá. Dei meia volta com o carro e parei na rua de trás, onde tinha uma pracinha. Pensava em como poderia encontrá-la e no que diria a ela. Eu não poderia ir em sua casa, pois como Elena havia dito, Caroline não estava recebendo ninguém. Encostei minha testa no volante esperando que alguma ideia genial surgisse, mas depois de praticamente dez minutos e nenhuma ideia que prestasse, minha testa começou a protestar, então endireitei meu corpo e comecei a observar a pracinha. Havia várias crianças ali brincando, correndo e gritando. Eu poderia ter um filho com Caroline. Eu queria um filho dela. Poderia ser uma linda menininha que puxasse ela em tudo – tanto na beleza, quanto o caráter – não precisava parecer em nada comigo. Soltei um suspiro de pesar e um pequeno riso pelos meus pensamentos.

Quando olhei para o outro lado da praça, avistei Caroline sentada em um banco de costas para a direção onde eu estava estacionado. Esfreguei meus olhos e voltei a fixá-los nela. Sim, mesmo de costas eu a reconheceria, e com toda certeza era ela. Seus cabelos pendiam em um rabo de cavalo e ela parecia estar mexendo no notebook, pois olhava fixamente para algo em seu colo. Decidido a acabar logo com aquela agonia, peguei o buquê e sai do carro e caminhei até ela.

– Então é aqui que você se esconde quando está ignorando minhas chamadas e a de seus amigos? – Sussurrei próximo ao seu ouvido, vi sua pele se arrepiar levemente e coloquei os braços nas costas para que ela não visse o buquê.

Caroline se virou assustada e um misto de emoções cruzou rapidamente em seu rosto; primeiro surpresa, depois alegria, tristeza, dor e finalmente raiva.

– Klaus. Então você voltou de viagem. – Sua voz era desdenhosa e sarcástica, enquanto ela colocava o notebook em cima do banco e cruzava os braços arqueando uma sobrancelha.

Mesmo com aquela aversão toda e a expressão severa, ela estava simples e linda; vestia uma calça preta skinny com uma bota baixa, uma camiseta vermelha e uma jaqueta de couro. Em seus olhos só havia rímel que destacava seus olhos azuis.

– O que você quer? – Ela exigia uma resposta batendo o pé direito no chão.

– Como assim “o que eu quero”? Eu vim te ver, já que você não respondia aos meus telefonemas. – Respondi com o seu tom.

– O fato de eu não atender as suas chamadas leva a crer que eu estava te ignorando, não?

– Sim, eu percebi, apesar de não saber o motivo. – Franzi o cenho. – Por que você está me tratando assim?

– Porque é o que você merece.

– Eu mereço? O que foi que eu te fiz?

– Ora Klaus, não se faça de idiota para cima de mim.

Aquela conversa não estava fazendo sentido nenhum para mim.

– Sinceramente, eu estou realmente pagando de idiota aqui, porque você está sendo estupida comigo e eu nem sei o motivo. – Respondi começando a me alterar.

– Eu sendo estupida? – Ela soltou uma risada irônica e descruzou os braços do peito, dando um passo em minha direção. Caroline estava visivelmente irritada. – O que você fez depois da tarde que passamos juntos e os momentos que tivemos?

Do que exatamente ela estava me acusando? Ser acusado de coisas que eu nem sabia o que eram já estava me irritando ao extremo também.

– Depois que tivemos “momentos” como você diz, eu acordei sozinho no meu quarto, te procurando feito um trouxa e não encontrando ninguém e nem sequer um bilhete ou um recado na minha caixa postal, justificando a sua fuga. – Sibilei deixando transparecer minha frustração com aquele fato. Ela estreitou os olhos e me encarou seriamente.

– Então você está jogando a culpa em cima de mim agora?

– Culpa do quê, Caroline? – Respondi exaltado.

– A culpa de depois de termos passado o dia juntos, você ter saído para uma viagenzinha romântica na manhã seguinte, com sua ex. A culpa de ter feito eu gostar desesperadamente. A culpa de me ter feito sofrer o inferno de novo por estar sofrendo por alguém que não gosta de mim de verdade! – Caroline gritava enquanto tentava controlar as lágrimas que ameaçavam rolar de seus olhos.

As pessoas que passavam pela praça naquele instante, pararam para observar nossa discussão. Uma risada nervosa escapou de meus lábios enquanto eu pensava naquela situação. Então aquele era todo o problema?

– DO QUE VOCÊ ESTÁ RINDO? – Ela gritou mais alto enquanto uma pequena multidão já se formava ao nosso redor.

Segurei o buquê ainda escondido com uma mão e com a outra, passei nervosamente pelos meus cabelos.

– Então é esse todo o problema? – Perguntei rindo.

– E você acha pouco? – Caroline sibilou e tentando se controlar para não gritar.

Aproximei-me mais dela e coloquei a mão suavemente em seu rosto. Ela me olhava confusa e aparentemente perdida, porém com a expressão ainda severa.

– Sim, eu estava viajando com Jessica, mas não foi uma viagenzinha romântica na manhã seguinte. Foi um congresso de pediatria que eu fui convocado de última hora, em Louisiana. Jessica também é médica, lembra? Eu não te liguei ainda naquele dia, porque não tinha entendido o porquê de você ter fugido, mas assim que cheguei ao congresso, eu te liguei, porém você não me atendeu.

– Então quer dizer que você estava trabalhando? – Ela murmurou baixinho enquanto seu rosto corava levemente.

– Sim. Inclusive sai antes de o congresso acabar, só para saber o porquê de você não me atender.

– Eu achei que você só queria me usar, e depois que conseguiu isso, tinha ido embora. – Caroline praticamente cochichou, ainda segurando as lágrimas e ainda sobre os olhares atentos da pequena multidão.

Bem, não havia outro momento mais apropriado para aquele. Olhando fixamente em seus olhos, dobrei meu joelho no chão em sua frente e coloquei o buquê em meu colo, enquanto ela arquejava surpresa.

– Caroline Forbes, você foi a única mulher que me fez atravessar o país no meio de um congresso importante, somente para saber se você estava bem. Você foi a única mulher que fez e faz meu coração acelerar desesperadamente só de ouvir o som da sua voz. Você é a única mulher que eu amei e amo de verdade e você é a mulher que eu quero casar futuramente e que eu quero como mãe dos meus filhos. – Estendi o braço lhe oferecendo o buquê, enquanto lágrimas rolavam por seu rosto. – Quer namorar comigo? – Perguntei com a voz rouca.

Um silêncio constrangedor se expandiu por toda a multidão por longos minutos, enquanto todos aguardavam a resposta de Caroline. Ela me fitava constrangida e sem reação.

– Caroline, estão todos olhando para nós. – Murmurei em meio a uma risada nervosa. – Você não quer namorar comigo? – Minha voz saiu triste e ao mesmo tempo desolada.

Ela olhou em volta por um instante enquanto alguém no meio das pessoas começou a gritar, puxando o coro “Aceita! Aceita”. Caroline riu baixinho e voltou a me olhar diretamente nos olhos enquanto um lindo sorriso se ampliou em seu rosto.

– Sim. – Ela disse primeiramente baixinho. – SIM! – Depois gritou, enquanto eu levantava, e ela se atirava em meus braços e a multidão explodia em gritos, assovios, e aplausos.

Apertei-a em meus braços, e sussurrei baixinho perto de seu ouvido “eu te amo”. Caroline se afastou um pouco e me olhou seriamente, parecendo não acreditar no que tinha escutado.

– Eu também te amo. – Ela respondeu e logo em seguida colou seus lábios nos meus em um beijo que começou suave, mas que acabou se tornando urgente fazendo com que eu gemesse baixinho, e trazendo toda a saudade que eu sentia de tê-la em meus braços, sentir seu corpo e sua boca na minha.

A multidão novamente começou a gritar, e nos trazendo de volta a realidade.

– Vamos para minha casa? – Cochichei baixinho perto de seus lábios. Uma expressão maliciosa surgiu em seu rosto.

– Vamos.

Afastei-me de seu corpo e lhe entreguei o buquê de rosas. Seu rosto corou enquanto ela abaixava a cabeça e eu depositava um beijo casto em sua testa e as pessoas começavam a se dispersar. Algumas ainda nos davam os parabéns durante nosso trajeto até o carro.

E com uma sensação de alívio e a expressão de satisfação de Caroline, entramos no carro e partimos para resolver certas necessidades pendentes em minha casa.

Notas finais
e o que aprendemos nesse capítulo?
R:. Que não somos peru para morrer de véspera! OJSADOFIJASD' traduzindo, Caroline toda desesperada e nem sabia a história verdadeira, coitada! oaijdaisdisdj'
Só avisando que eu não garanto a felicidade de Klaroline por muitos capítulos, ok?
- Por favor, comentem.
- Por favor, recomendem.
- Por favor, favoritem.
boa semana peeps!
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