Give Your Heart A Break
11 Capítulo 11 - Dúvidas
Notas iniciais
geeeeeente, não me matem e muito menos a carolis!
tivemos um pequeno bloqueio criativo durante esse tempo, e depois tivemos alguns compromissos que impossibilitaram as nossas reuniões para debatermos o capítulo da fic.
pedimos sinceras desculpas e tentaremos adiantar mais os capítulos.
sem mais delongas, boa leitura senhores (;
POV Klaus
Acordei em um sobressalto, totalmente assustado e desnorteado. Sentei-me na cama e olhei pela janela notando que já havia anoitecido, enquanto memórias da perfeita tarde anterior invadiam minha mente.
Lembranças de uma pele extremamente macia e delicada contra o meu corpo. Uma voz melodiosa sussurrando e gemendo meu nome. Uma boca perfeita em uma batalha com a minha. Um corpo maravilhoso que se encaixava perfeitamente com o meu.
Caroline!
Olhei na cama ao lado de onde eu estava e não havia o menor sinal da loira. Levantei-me e fui em direção ao banheiro procurando por suas coisas na esperança que ela estivesse lá, mas ela não me respondeu quando eu bati na porta chamando seu nome, mostrando obviamente que não estava lá. Peguei meu roupão e vestindo ele, sai do quarto e desci as escadas correndo.
– Hey, hey, hey! Onde você vai com essa pressa, irmão? – Kol que estava jogando seu x-box na sala, perguntou.
– Você viu Caroline? – Questionei sem responder sua pergunta.
– Aquela loira que anda mexendo com o seu coração? – Um sorriso sarcástico se estendeu em seu rosto ao mesmo tempo em que eu revirava os olhos seriamente. – Não, não a vi, mas sei de quem possa tê-la visto.
– Quem?
Mas Kol não me respondeu, pois tinha voltado a se concentrar em seu jogo.
– Quem, Kol? – Perguntei duramente.
– Ah, sim. – Ele pausou o maldito x-box e se virou no sofá para poder conversar comigo. – Rebekah. Parece que as duas conversaram hoje, mas eu não sei te informar quando foi.
– E onde está Rebekah?
– Rebekah saiu, irmão. – Elijah respondeu entrando na sala com um balde de pipoca e se sentando ao lado Kol. – Ela disse algo sobre sair com um tal de Matt e disse que era para você ligar para ela quando acordasse.
Assenti subindo de volta as escadas para poder pegar meu celular que estava no quarto e ligar para minha irmã. O celular chamou uma vez, duas vezes, três vezes, quatro vezes e na quinta quando eu já ia desligar, ela me atendeu.
– Niklaus? – Perguntou parecendo estar surpresa. Uma parte do meu cérebro estranhou esse fato.
– Rebekah, Elijah disse que você queria falar comigo. Onde você está?
– Uh! Eh... Eu estou... Eu estou aqui no Mystic Grill. – Ela vez uma breve pausa. – Sim, eu queria falar contigo. Eu sei que você dormiu com Caroline e achei que você iria querer saber sobre ela quando acordasse e não a visse na cama. – Ela deu uma risadinha abafada.
– Rebekah, fale logo. – Respondi exasperado.
– Ela saiu do seu quarto logo no início da noite, e bem... Ela não deixou nenhum recado para você...
Soltei um suspiro triste.
– Ok irmã, obrigada. Uh, espero te ver aqui em casa antes das 2:00.
– Klaus, eu não... – Ela começou a protestar, mas a interrompi.
– Ah Ah Ah. 2:00 em ponto, Rebekah. – Desliguei o celular.
Caroline havia ido embora sem se despedir e sem deixar um recado sequer. Será que a tarde havia sido tão ruim assim para ela? Não, eu não acreditava nisso, pois o jeito que ela se entregou a mim mostrava como havia gostado. Mas então o que poderia ter feito sair assim? Fiquei olhando o visor do meu celular tentando decidir se ligava para ela ou não. Talvez ela precisasse de algum tempo e eu com certeza não queria parecer enjoativo e muito menos grudento. Coloquei o celular em cima da mesa de cabeceira. Mais tarde eu poderia ligar...
Meu celular tocou me tirando de meus devaneios, enquanto meu coração acelerava as batidas na esperança de ser Caroline, porém quando vi o número não o reconheci.
– Niklaus Mikaelson. – Atendi sério.
– Olá Klaus, quanto tempo. – Eu reconheci a voz. Aquela que já havia perseguido meus sonhos há algum tempo atrás. Jessica. – Eu tenho uma proposta de viagem para você.
***
POV Caroline
Assim que cheguei a escola, avistei Matt e fui o cumprimentar, havia tempo que não conversávamos.
– Matt! – Me aproximei sorrindo e o abracei.
– Hey Car! – Ele me abraçou pela cintura me levantando do chão. – Como está?
– Estou muito bem... Ah, antes que eu me esqueça, eu falei com a Rebekah sobre você. E você, tá bem?
– Sim, e sobre isso, eu e ela nos encontramos ontem...
– O que? Como assim? E nem me ligou depois para contar? – Sorri para Matt. – Mas e aí, como foi? Rolou uns beijos, uns amassos?
– Beijos sim... – Matt sorriu. – Mas aqui mocinha, eu acabei ouvindo uma história sobre você ter dormido com o Klaus Mikaelson...
– QUEM TE CONTOU? – Minha voz saia um pouco mais alta.
– Ele ligou para a Rebekah ontem, e ela comentou perto de mim, acho que foi até para ver qual seria minha reação, eu fiquei meio preocupado, ainda estou... Caroline, você se protegeu? – Matt me olhava preocupado e não pude deixar de rir.
– Claro que sim, mas que pergunta Matt! – Ele sorriu aliviado. – Enfim, sabe o que ele queria quando ligou para ela?
– Não, só escutei ela falando que você não deixou nenhum recado, apenas isso... Por acaso ele te ligou ontem? – Matt me sondava.
– Não, ele não me ligou. — Soltei um suspiro abafado.
– Espero que ele ligue! – Matt respondeu com cara de poucos amigos. – Agora vamos para a aula que o sinal já bateu.
***
Durante a aula, não parava de olhar para meu celular um segundo sequer, estava a espera de uma mensagem de Klaus, uma chamada, qualquer coisa, mas nada. Será que ele não havia gostado da nossa tarde no dia anterior? Soltei um suspiro e logo em seguida olhei para o lado, aonde estava Matt, ele me olhava preocupado e ao mesmo tempo triste, como se soubesse como eu estava me sentindo, vi seus lábios se moverem e silenciosamente ele perguntou se chegou alguma coisa, apenas neguei com a cabeça; percebi que Rebekah que estava sentada na frente de Matt estava prestando atenção na gente, mas nem me importei.
Assim que tocou o sinal, sai da sala e logo em seguida Matt veio atrás de mim.
– Hey Car, vou te acompanhar até sua casa.
– Matt, não precisa, sério, eu estou bem, fique aqui com a Rebekah.
Ele me olhou desconfiado e sacudiu a cabeça.
– Não senhorita. Depois eu me entendo com a Rebekah.
Revirei os olhos cansada, mas assenti. Talvez fosse bom ter uma companhia.
– Você veio de carro? — Perguntei sacudindo a chave do meu carro.
– Parece que eu estava adivinhando, pois minha caminhonete foi para a revisão ontem a noite.
– Ótimo. — Retruquei jogando as chaves do carro em sua direção e indo para o estacionamento. — Você dirige então.
– Por que, senhorita? — Ele questionou enquanto corria tentando me alcançar.
– Não estou muito afim de dirigir, e já que você está indo para minha casa... Hey, Kol! — Gritei para o caçula Mikaelson que estava passando do outro lado do estacionamento. Ele atravessou e veio para mais perto de nós.
– Hey Caroline, Matt! Como vocês estão? — Kol nos cumprimentou com o seu sorriso travesso característico.
– Vamos bem. — Respondi. — Escute, você sabe onde seu irmão se meteu?
– Você tem que ser mais específica quando se refere aos meus irmãos, Caroline. — Ele ria enquanto falava e pela enésima vez naquele dia, revirei meus olhos.
– Você sabe que eu me refiro a Klaus. — Falei exasperada.
– Aaaaah sim. — Ele disse se fazendo de sonso. — Bem, a última vez em que vi meu irmão, ele estava arrumando as malas.
– Arrumando as malas? — murmurei.
– Sim. Ele disse que ia viajar depois que recebeu o telefonema da Jessica.
– Kol! — Rebekah chegava ao estacionamento e deu um murro no ombro do irmão. — Klaus disse que iria ser uma viagem breve Caroline, e que logo ele estaria de volta.
Minha mente não registrava mais nada. Depois de termos passado uma tarde incrível, depois de tudo que conversamos, ele simplesmente ia viajar com a ex namorada, sem ao menos me ligar?
– Caroline? — Matt me cutucou suavemente me trazendo de volta a realidade.
– Oi. — Sussurrei baixinho tentando fazer que lágrimas não escorressem pelo meu rosto.
– Você está bem? Ficou pálida de repente.
Olhei ao redor e Kol, Matt e Rebekah me olhavam preocupados.
– Sim, sim. Estou bem, só senti uma tontura. Acho melhor ir para casa. Obrigado Kol e Rebekah. — Disse virando as costas e entrando no banco passageiro do meu carro sem esperar uma resposta.
Não. Aquilo definitivamente não estava acontecendo de novo. Será possível que eu não tinha sorte com homens? Será que eu era predestinada a sempre sofrer por amor? Tentei afastar os pensamentos da cabeça e resistir a imensa vontade de chorar e fixei meus olhos em Matt e Rebekah que pareciam estar discutindo. Kol já tinha atravessado a rua e estava entrando em um carro que parecia ser de Elijah e quando voltei a olhar Matt, ele estava com o cenho franzido enquanto Rebekah fazia cara de exasperada e negava com a cabeça, virando as costas e indo em direção ao carro de Elijah. O que estava acontecendo entre os dois?
Matt entrou no carro e deu um suspiro pesado.
– O que aconteceu ali fora? — Perguntei.
– Nada. Só conclusões precipitadas e ciúmes de Rebekah. Quer dizer, a gente só saiu uma vez e ela acha que já somos namorados?
– Ela está com ciúmes de quem?
– De você.
Uma risada incrédula saiu de minha boca. Ok, era muito drama adolescente para um dia só.
– Do que você está rindo? — Matt perguntou enquanto dava partida do carro.
– Nada. Só estou pensando em como esse dia está verdadeiramente estúpido.
– É... — Ele simplesmente concordou.
Durante todo o trajeto, meus pensamentos voltaram a Klaus e sua viagem com sua ex, enquanto uma tristeza se apossava de meu coração e minha mente.
– Pronto, chegamos! — Matt falava manobrando o carro em frente de minha casa.
– Hey Matt, não me leve a mal, mas eu estou querendo ficar um pouco sozinha. Você pode levar meu carro e amanhã você passa aqui cedo para me levar para a escola.
– O que? Não Caroline, eu não quero te deixar sozinha.
– Por favor, eu preciso. Eu vou ficar bem.
Ele me fitou por alguns longos instantes e soltando um suspiro, ele concordou.
– Ok, mas eu vou te ligar mais tarde.
– Tudo bem. — Respondi dando um beijo em seu rosto e pegando minha bolsa no banco de trás e saindo do carro. — Até mais. — Acenei da varanda da minha casa, enquanto ele sorria e descia a rua.
Ao entrar em casa, parecia que a tristeza tinha mais do que se intensificado e de repente não pude mais conter o choro. Lágrimas e lágrimas escorriam pelo meu rosto enquanto eu me jogava no sofá. Então Klaus era desses que usavam a garota e depois a descartavam? Sim, ele mesmo já tinha assumido isso a alguns dias atrás, e eu tonta, não dei importância a isso. Talvez ele estivesse me alertando para não me aproximar demais dele. Para não amá-lo. Sim, era isso que eu sentia; amor. Eu já amava Klaus mais do que tudo, e chegar a essa conclusão naquele momento, só piorava as coisas. Desejava nunca tê-lo conhecido. Desejava nunca ter me entregado novamente a uma paixão.
Após um tempo que parecia ter sido horas minhas lágrimas já tinham cessado e eu sentei no sofá soluçando violentamente e peguei meu celular em minha bolsa decidida a ligar para Elena e Bonnie para elas virem me fazer companhia. Ficar sozinha não tinha sido uma boa ideia e naquele momento eu precisava de minhas amigas. Enquanto enxugava meus olhos borrados e procurava o número de Elena na agenda do meu celular, uma ligação entrou, fazendo-o vibrar e novas lágrimas surgirem em meus olhos.
Klaus.
Não. Eu não iria atendê-lo e nem me render novamente aos seus encantos. Ele não me faria de idiota de novo. Desligando o celular, atirei-o no outro sofá e subi as escadas correndo sentindo mais lágrimas escorrem por meu rosto.
Definitivamente, aquele estava sendo um péssimo dia.
Notas finais
eu sei que foi um capítulo triste, queríamos abalar a emoção de vocês, mas essa tristeza não durará para sempre aojdfoaijfaisjfaisd'
- comentem, favoritem e recomendem, por favor :D
- para as stelenas de plantão, leiam a minha fic e divirtam-se http://fanfiction.com.br/historia/351388/Entre_O_Ceu_E_O_Inferno
bom fim de semana a vocês.
xo
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