Give Your Heart A Break

10 Capítulo 10 - Carpe Diem


Notas iniciais
Hey sweethearts (=
Isso mesmo, capítulo novo!! hahaha
Boa leitura (=

POV Caroline

Caroline, você tem algum compromisso para hoje de tarde? Preciso comprar um presente de casamento para Elijah e Lexi, porém não sei o que comprar. Eu poderia passar na sua casa para irmos ao shopping e você me ajudar? Obrigada pelo almoço de ontem, foi maravilhoso. Mal posso esperar para te ver novamente.

Meu Deus, eram 03:27 da manhã e Klaus estava mandando sms para o meu celular. Esse cara não dormia?

Klaus, são 03:30 da manhã, te recomendo dormir. Sim, posso ir ao shopping com você, mas terá que ir me buscar na escola, pois não voltarei para casa na hora do almoço. O almoço foi delicioso – em todos os sentidos. Agora vá dormir e sonhe comigo. Bons sonhos. Beijos.

Desculpe-me, esse é um dos prejuízos de ser médico. Passo na sua escola às 13:00 então. Não tenha dúvidas, irei sonhar com você quando conseguir dormir e espero que sonhe comigo também. Beijos.

Li a sms e dei um risinho desligando o celular.

Klaus poderia ser o príncipe dos meus sonhos, mas isso não lhe dava o direito de incomodar meu sono perfeito.

***

– Caroline! Acorde logo.

– Não mãe. – Murmurei. – O despertador nem tocou ainda.

– Mãe? Que mãe menina!

Abri os olhos relutantemente para encarar o pequeno ser de cabelos lisos que estava deitado do meu lado na minha cama.

– Elena? Você também é outra que não dorme? Meu Deus! Desse jeito eu não vou nem precisar de despertador, com você por perto.

Ela riu.

– Vamos Forbes, pare de reclamar! Faltam só 10 minutos para o seu despertador tocar.

– Como você entrou aqui? – Perguntei confusa, me sentando na cama.

– Sua mãe estava indo trabalhar quando cheguei, ai ela me deixou entrar. Mas não é sobre isso que eu quero conversar. Bonnie me contou que você foi toda ‘gostosa’ para o almoço na casa do Klaus ontem. Eu te liguei, mas seu celular só estava dando fora de área, então eu madruguei aqui.

Revirei os olhos e peguei meu celular na mesinha de cabeceira, ligando-o novamente. Tinha várias ligações de Elena antes das sms de Klaus, mas eu nem tinha percebido.

– Eu não ouvi meu celular tocando, e bem... o almoço foi normal. Eu fiz uma lasanha ao molho branco e ele fez um petit gateau. Tomamos vinho, conversamos um pouco e só... – Disse poupando os detalhes para a minha amiga.

– Mentirosa! – Ela falou com a expressão séria.

– Por que mentirosa?

– Porque nesse exato momento você está vermelha como um pimentão.

Aquele era um dos momentos embaraçosos de tentar mentir para uma amiga que te conhece há anos. Não tinha jeito de eu mentir para Elena sem que ela descobrisse.

– A gente se pegou, ok? Demos uns amassos e só isso, nada de mais.

– Jura?

– Juro. Ele queria algo a mais, porém eu resolvi fazer charme.

Ela fez uma careta de reprovação.

– Bem, me diga ao menos como foram esses ‘amassos’ então.

– Vou te contar, mas antes, vou tomar meu banho. Você poderia escolher minha roupa hoje. – Disse isso sabendo que iria distraí-la por alguns momentos.

Levantei da cama e fui em direção ao banheiro, deixando Elena fuçando no meu guarda-roupa e escolhendo uma roupa para mim.

40 minutos depois, já tínhamos tomado café e eu já estava arrumada. Elena havia escolhido um vestidinho claro e solto, com um cinto e uma jaqueta jeans e minhas sapatilhas claras favoritas, e arrumou meu cabelo de modo que eles caíssem em cachos frouxos e uma maquiagem leve. Definitivamente um look perfeito para um passeio no shopping. Não era atoa que ela tinha decidido fazer faculdade de moda.

– Vem, eu te dou uma carona para a escola, já que você vai passear depois. – Elena disse sarcasticamente.

– Elena Gilbert, apenas cale a boca, ok? – A repreendi rindo. – Me fale sobre você e Stefan: como vão as coisas?

– Vão mais do que perfeitas. – Ela respondeu com um sorriso bobo enquanto entravamos em seu carro. – Stefan é a melhor escolha que eu já fiz.

– Eu sei! Vocês dois são épicos e eu TENHO que ser a madrinha deste casamento.

– Claro, né Barbie?

***

A manhã passou lentamente e tediosamente até que se desse 13:00, quando Klaus mandou outra sms:

Já estou te esperando aqui na porta da escola. Consegui sair mais cedo do hospital. Beijos.”

Ótimo, pois eu já não aguentava ficar andando pela biblioteca sem ter nada o que fazer.

Sai na porta da escola e lá estava ele, encostado em seu carro e mexendo em seu celular. Deus, ele poderia ser mais perfeito? Estava com uma calça social preta e uma camisa branca, que os deixava mais sedutor do que já era. Cheguei de mansinho sem que ele notasse minha presença.

– O que um cara tão bonito faz na porta de uma escola a essa hora da tarde?

Ele pareceu nem se assustar.

– Estava esperando a estudante mais linda dessa escola.

– Como você sabia que eu estava por perto? – Perguntei parando ao seu lado e um pouco frustrada por não ter conseguido assustá-lo.

– Seu perfume te denunciou. – Ele colocou o celular no bolso e passou os braços em volta de mim, depositando um beijo no cantinho da minha boca. – Oi. Você está linda como sempre.

– Vou aproveitar que vamos ao shopping para trocar meu perfume, então. – Falei dando uma risadinha.

– Não, não. – Ele murmurou e cheirou meu pescoço, me causando leves arrepios. – Esse é o cheiro que eu mais gosto no mundo.

Ok. Klaus definitivamente não estava facilitando minha vida, dizendo palavras doces como aquelas e me abraçando daquele jeito. Assim eu não conseguiria resistir a ele, e para dizer a verdade, eu acho que eu não queria resistir a ele. Sorri com o pensamento e dei um beijo estalado na sua bochecha.

– E então, vamos ao shopping?

– Sim senhorita.

Ele me soltou e deu a volta no carro junto comigo, abrindo a porta do passageiro para que eu entrasse. A educação e a gentileza daquele homem era algo notavelmente impressionante.

Durante o caminho, conversamos sobre os mais diversos assuntos e quanto mais falávamos, mais eu ficava encantada por ele. Klaus contou sobre seu trabalho e como ele amava o que fazia. Ele disse que apesar de cuidar de crianças, não planejava ser pai tão cedo, pois não se via nesse papel. Tinha planos de futuramente abrir uma ONG na cidade para atender mães adolescentes e crianças abandonadas. Planejava se casar e morar em uma casa em que tivesse um grande jardim nos fundos, onde pelo menos uma vez por mês ele pudesse fazer um piquenique com a sua família e também, assim como eu, queria viajar o mundo inteiro. Eu ouvia tudo fascinada e não tinha como não reparar no brilho que surgia em seus olhos ao falar de suas vontades e planos.

– Bem, chegamos. – Ele disse estacionando o carro no shopping.

– Você já tem ideia do que comprar?

– Ainda não, mas já sei que teremos que andar bastante, pois Elijah parece ser a mulher da relação. – Klaus revirou os olhos. – Nunca vi um cara tão exigente. Acho que ao invés de ser médico, ele poderia ser decorador.

Eu ri.

– Suponho que tenha sido ele quem decorou a mansão de vocês, então.

– Sim! E o mais impressionante foi o curto período de tempo em que ele conseguiu fazer aquilo tudo. Não sei como Lexi atura o jeito perfeccionista do meu irmão.

– Ah, dê um desconto a ele. Além do mais, homem perfeccionista é sexy. – Comentei.

– Hmm, então quer dizer que você acha meu irmão sexy? – Ele perguntou chegando mais perto de mim.

– Sim, acho. Mas há um outro irmão mais sexy ainda. – Disse dando um passo para ficar mais perto dele e encarei seu rosto com um sorriso torto. – Mas isso é um assunto para outra hora. Venha! – Sorri e sai o puxando pela mão, para dentro do shopping.

***

Duas horas e meia depois, finalmente estávamos saindo do shopping com o presente já comprado. Deus! Ele também era um tanto perfeccionista. Entramos em várias lojas, mas só depois de eu sugerir uma loja de peças italianas que havia aberto esses dias, foi que ele escolheu o presente; um conjunto de jantar com peças em prata vindas diretamente de Itália. Era um belo presente e com um preço bem escandaloso.

– Uh! Ia me esquecendo! Tenho que devolver a blusa de Rebekah. Você avisou para ela que me emprestou uma de suas blusas, né? – Perguntei preocupada quando já estávamos fazendo o caminho de volta. Klaus riu.

– Sim, eu contei. Não se preocupe, ela não se importou.

– Ainda bem. Eu precisava falar com ela hoje... – Lembrei-me do pedido que Matt havia me feito. – Será que ela estará em sua casa essa hora?

– Acho que provavelmente sim. Eu te levo lá em casa e depois te deixo na sua. – Ele respondeu pensativo.

– Não precisa se incomodar. Por que está tão pensativo?

– Não é incomodo. Nada de mais. Esse clima de casamento acaba despertando alguns pensamentos na gente. – Ele olhou para mim com os olhos cheios de sentimentos que eu não consegui identificar.

E em um murmúrio eu respondi a única coisa que me veio a cabeça:

– Verdade.

***

– Caroline! Bom te ver novamente! – Lexi falava enquanto me dava um abraço rápido na sala da mansão dos Mikaelson.

– Digo o mesmo! – Sorri para ela.

– Lexi, por um acaso você sabe se Rebekah está em casa? – Klaus perguntou.

– Não, cunhadinho. Ela acabou de sair com a Anna para ir à casa de uma amiga. Só estou eu aqui. Bem, se vocês me derem licença e me desculpar, eu já estava de saída, estava só esperando vocês chegarem. Tenho que ir fazer a última prova do vestido. – Seus olhos brilharam ao mencionar o vestido.

– O casamento já está tão próximo assim? – Questionei espantada.

– Sim! Será daqui a três semanas! – Ela respondeu enquanto mexia dentro da sua bolsa. – Aliás, aqui está seu convite. Por favor, venha! – Lexi estendeu a mão, com um envelope delicado, com filigramas dourados.

– Claro. Virei sim. – Respondi.

– Bem, já vou indo. – Ela saiu jogando beijos em nossa direção. – Se cuidem.

Klaus e eu ficamos nos encarando de pé por um tempo.

– Acho que eu já vou indo também. – Murmurei.

– Ah, não! Fique um pouco mais! Tome um copo de whisky comigo.

– Eu não sei se é uma boa ideia...

– Não vou aceitar o seu ‘não’ como resposta. Sente-se, por favor. – Ele apontou em direção ao sofá de frente a lareira e depois se encaminhou para a mesinha de canto onde tinha várias garrafas de bebida.

– Vou ter que correr para arranjar um vestido bonito para o casamento. – Disse pensativa enquanto sentava. – Afinal de contas, não é todo dia se vai ao casamento de um Mikaelson.

– Aposto que você ficaria linda até enrolada em uma toalha, Caroline. – Klaus comentou voltando à sala com dois copos cheios da bebida e me oferecendo um. Senti meu rosto ficar vermelho.

– Sei não... Acho que não seria legal eu aparecer na festa de casamento do seu irmão enrolada somente em uma toalha. – Respondi rindo.

– Talvez enrolada na toalha e um salto alto e um colar de diamantes, então?

– Klaus!

Ele riu e foi em direção a estante que ficava atrás de mim, ligando o aparelho de som onde tocava uma música lenta. Fechei brevemente os olhos apreciando a melodia suave que preenchia o ambiente.

– Mas na verdade eu acho que você ficaria bem sem nada. – Klaus sussurrou no meu ouvido, por trás do sofá, me pegando completamente desprevenida e arrepiando toda minha espinha.

Ele passou os braços em volta de mim e começou a beijar meu pescoço. Meu corpo deu espasmo involuntário, fazendo com que caísse um pouco do whisky do seu copo nas minhas coxas.

– Ah não, Caroline. Sinto muito! – Ele sussurrou e se ergueu novamente, vindo para a minha frente, deixando o copo em cima de uma mesinha e abrindo os botões da sua camisa. Quando ela já estava totalmente aberta, ele a retirou e se ajoelhou perto das minhas pernas, com um sorriso sacana no rosto e um olhar de tirar o fôlego. – Vamos ver como eu posso limpar isso. – E devagarzinho passou a língua sobre os lábios.

Klaus aproximou seus lábios da minha coxa e limpou o whisky que ali havia caído, senti um leve arrepio e um calor subindo por todo o meu corpo. Ele se levantou e estendeu uma de suas mãos. Quando a segurei, ele me puxou para perto dele, me beijando com ardor, enquanto eu passava os meus braços em volta de sua nuca e Klaus descia suas mãos até meu quadril. Nossas línguas travavam uma verdadeira batalha. Ele desceu uma de suas mãos até minha bunda a apertando com força, e em seguida desceu seus beijos para meu pescoço, e quando eu puxei seus cabelos com força, ele mordeu meu pescoço e voltou seus beijos até meus lábios fazendo com que sua barba roçasse em minha pele me deixando mais excitada ainda.

Fomos nos agarrando, esbarrando em um bocado de coisas, até chegarmos ao seu quarto e assim que entramos ele trancou a porta, me encostando nela, apertando uma de suas mãos em minha cintura enquanto a outra acariciava e apertava minha coxa. Como Klaus já estava sem camisa, não pude deixar de reparar no seu físico e não me contendo, mordi meus lábios. Ele começou a tirar seus sapatos enquanto eu tirava minhas sapatilhas, seguida da minha jaqueta. Klaus me puxou para mais perto me beijando e tirando o cinto que estava por cima do meu vestido, senti seus dedos tocarem a barra do meu vestido e em um piscar de olhos, eu já estava sem o mesmo. Não sei como, mas em meio aos nossos beijos acabei caindo em sua cama com seu corpo em cima do meu.

Seus olhos me analisavam enquanto eu estava deitada, e seus braços estavam ao lado do meu corpo. Logo em seguida ele beijou do meu pescoço até perto da minha orelha quando disse com a voz rouca:

– Você não tem noção do quão sexy está com essa lingerie preta. – Ainda por cima da calça, eu conseguia sentir o volume do seu membro excitado roçando em uma de minhas coxas. – E para ser sincero, eu gostaria ainda mais de te ver sem elas. – Quando ele disse isso, o virei na cama ficando por cima, com seu corpo em meio aos meus joelhos.

Depositei um beijo em seus lábios e fui descendo pelo seu pescoço, enquanto isso, minha mão desabotoava sua calça e abaixava o zíper até que consegui tirá-la, voltei até seus lábios e mordi seu lábio inferior. Levantei meu corpo novamente e tirei meu sutiã. Klaus me olhava com desejo e, em seus olhos, eu conseguia ver o fogo que ele estava sentindo. Em um rápido movimento, ele fez com que eu ficasse por baixo novamente e olhava maravilhado para os meus seios livres. Pegando-me de surpresa, ele começou a beijar meu seio esquerdo enquanto apertava o direito com a outra mão e voltou a beijar meu pescoço. Suas mãos desciam pelo meu corpo fazendo com que os pelos de minha pele se eriçassem até chegaram na barra da minha calcinha e Klaus não hesitou em abaixá-la, me deixando completamente nua. Rapidamente, retirou sua boxer preta e eu percebi o quão excitado estava. Estendeu seu braço até o criado mudo, pegou um pacotinho metálico, e se erguendo novamente, vestiu seu pênis com a camisinha. Mudei novamente nossas posições ficando por cima, e segurando em meu quadril, ele me penetrou com força. Gemi alto de dor e prazer. Ele não sabia aonde passa as mãos, hora estavam apertando e massageando meus seios, hora estavam em minha cintura, fazendo com que os movimentos ficassem mais prazerosos. Suas mãos em meu quadril me davam a liberdade de rebolar aumentando ainda mais o prazer.

– Você é maravilhosa, Caroline! – Ele disse em meio a um gemido, segurando meu quadril enquanto em cavalgava sobre ele e gemia alto.

Quando percebi que ele estava prestes a gozar, diminui o ritmo o provocando.

– Não faz isso comigo, Caroline!

– Shh, eu sei o que estou fazendo. – Rebolando com vontade, mordi meus lábios, Klaus me estocou com força enquanto apertava minha cintura, fazendo com que chegássemos ao ápice juntos. Senti meu corpo caindo sobre o dele. Só se conseguia ouvir nossas respirações descompassadas naquele quarto.

Sai de cima de Klaus deitando ao seu lado, ele passou seu braço por minha cintura me abraçando por trás e depositando um beijo em meu rosto. Senti meus olhos pesarem e acabei adormecendo.

***

Quando acordei, olhei para a janela e já estava escuro. Klaus adormecia tranquilamente ao meu lado com uma expressão serena em seu rosto, então sem fazer barulho, me levantei e me arrumei, saindo de seu quarto.

Meu Deus, como aquela mansão era enorme! Onde ficava a porta da sala ali? Fui andando em direção à sala, onde Rebekah estava assistindo tv. Droga. Mas como eu precisava mesmo falar com ela, carpe diem...

– Oi Rebekah. – Cheguei mais perto dela a cumprimentando com dois beijinhos na bochecha. – Eu queria mesmo falar com você.

– Caroline! Estava com Niklaus?

– Sim. – Senti meu rosto corar. – Hey, você pode chamar um táxi para mim antes de conversarmos?

– Claro. – Rebekah pegou seu celular e ligou para o taxista dando o endereço. — Pronto. – Sorriu. – O que gostaria de falar comigo?

– Bom, uma pessoa gostou muito de você, Rebekah. E eu, sinceramente, acho que vocês se dariam super bem.

– Quem? – Ela disse um pouco animada e arqueando uma sobrancelha.

– Matt. Olha Rebekah, não digo isso só por ele ser meu amigo, mas ele é um cara ótimo, dê uma chance. – Disse dando uma piscadela e sorrindo enquanto ia andando até a porta para esperar meu taxi do lado de fora.

***

Quando finalmente já estava em casa, deitei em minha cama e deixei que todos os pensamentos e sentimentos voltassem para aquela tarde, onde eu havia me entregado em todos os sentidos e maneiras a Klaus.

Notas finais
Então, o que me dizem? Gostaram do capítulo?
Não deixem de comentar e recomendar (=
xx, Ari e Car.