Give Up? Never.
9 Welcome To My Life.
Notas iniciais
Do you ever feel like breaking down
Do you ever feel out of place
Like somehow you just don't belong
And no one understands you
Você já se sentiu como se estivesse desmoronando?
Você já se sentiu fora de lugar?
Como se de alguma forma você não se encaixa
E ninguém te entendesse?
Do you ever wanna runaway
Do you lock yourself in your room
With the radio on turned up so loud
That no one hears you screaming
Você já quis fugir?
Você se tranca em seu quarto
Com o rádio ligado e o volume tão alto,
Para ninguém te ouvir gritando
No you don't know what it's like
When nothing feels all right
You don't know what it's like
To be like me
Não, você não sabe como é,
Quando nada parece certo,
Você não sabe como é,
Ser como eu!
To be hurt, to feel lost
To be left out in the dark
To be kicked when you're down
To feel like you've been pushed around
Ser machucado, sentir-se perdido,
Ser deixado no escuro,
Ser chutado quando você está mal,
Sentir como se você estivesse sendo empurrado
To be on the edge of breaking down
And no one's there to save you
No you don't know what it's like
Welcome to my life
Estar à beira de um penhasco
E não ter ninguém lá para te salvar.
Não, você não sabe como é,
Bem-vindo à minha vida!
Do you wanna be somebody else
Are you sick of feeling so left out
Are you desperate to find something more
Before your life is over
Você já quis ser outra pessoa?
Você está cansado de se sentir deixado de fora?
Você está desesperado para achar algo a mais,
Antes que sua vida acabe
Are you stuck inside a world you hate
Are you sick of everyone around
With their big fake smiles and stupid lies
While deep inside you're bleeding
Você está preso em um mundo que você odeia?
Você está cansado de todos ao seu redor?
Com seus grandes sorrisos falsos e mentiras estúpidas,
Enquanto por dentro você está sangrando?
No you don't know what it's like
When nothing feels all right
You don't know what it's like
To be like me
Não, você não sabe como é,
Quando nada parece certo,
Você não sabe como é,
Ser como eu!
To be hurt, to feel lost
To be left out in the dark
To be kicked when you're down
To feel like you've been pushed around
Ser machucado, sentir-se perdido,
Ser deixado no escuro,
Ser chutado quando está mal,
Sentir como se você estivesse sido empurrado
To be on the edge of breaking down
And no one's there to save you
No you don't know what it's like
Welcome to my life
Estar a beira de um penhasco,
E não ter ninguém lá para te salvar
Não, você não sabe como é,
Bem-vindo à minha vida!
No one ever lied straight to your face
And no one ever stabbed you in the back
You might think I'm happy
But I'm not gonna be okay
Ninguém nunca mentiu direto na sua cara
Ninguém nunca lhe apunhalou pelas costas.
Você deve pensar que eu sou feliz,
Mas eu não vou ficar bem!
Everybody always gave you what you wanted
You never had to work it was always there
You don't know what it's like
What it's like
Todos sempre lhe deram o que você queria
Você nunca teve que trabalhar, estava sempre lá!
Você não sabe como é,
Como é...
To be hurt, to feel lost
To be left out in the dark
To be kicked when you're down
To feel like you've been pushed around
To be on the edge of breaking down
And no one's there to save you
No you don't know what it's like
Ser machucado, sentir-se perdido,
Ser deixado no escuro,
Ser chutado quando está mal,
Sentir como se você estivesse sido empurrado
Estar a beira de um penhasco
E não ter ninguém lá para te salvar
Não, você não sabe como é.
To be hurt, to feel lost
To be left out in the dark
To be kicked when you're down
To feel like you've been pushed around
To be on the edge of breaking down
And no one's there to save you
No you don't know what it's like
Ser machucado, sentir-se perdido,
Ser deixado no escuro,
Ser chutado quando está mal,
Sentir como se você estivesse sido empurrado para fora
Estar a beira de um penhasco,
E não ter ninguém lá para te salvar.
Não, você não sabe como é.
Welcome to my life
Welcome to my life
Welcome to my life
Bem-vindo à minha vida
Bem-vindo à minha vida
Bem-vindo à minha vida
***
Ela depositou o violão ao seu lado, na mesa, e desceu dela. Acompanhei seus passos, ela caminhou até um pequeno sofá que ficava encostado a parede, a qual, também tinha uma janela. Era a única naquela sala, não era a toa que a sala estava meio escura.
Segui a morena e sentei-me em sua frente, percebendo o quão próximos ficamos. Seus olhos fixaram-se aos meus, e eu me senti mais uma vez hipnotizado ao mergulhar no castanho deles.
–Então é assim que se sente? – Perguntei ao vê-la desviar o olhar para a paisagem que se via através da janela. – Aquela que não se encaixa entre tantas pessoas no mundo?
–Sim. – Movimentou a cabeça para cima e para baixo num movimento lento. – Eu nunca tive amigos de verdade. Sempre fui aquele tipo de garota sozinha, que nunca se sentia muito bem quando estava cercada por pessoas, apesar de nenhuma delas querer estar do lado da menina mais estranha do colégio. Meus únicos amigos verdadeiros são o Dez e a Trish. Eu tive que mudar muito, esconder muita coisa, para conseguir com que as outras pessoas me aceitassem, conseguir com que eu me aceitasse. Mas daí vem você e...
–E...
–E me desvenda. Descobre que eu não sou quem eu pareço ser. E acima de tudo, quer conviver comigo. Sabendo que eu guardo muitas coisas só para mim. Que ninguém, nem mesmo meus melhores amigos, sabem.
–Ninguém sabe, né? – Fui cuidadoso com o que disse. Ela assentiu, mostrando os dentes num sorriso fraco. – Sabia que você fica muito mais bonita quando sorri? – Ela me olhou interrogativa. – Devia fazer mais isso! – Aconselhei-a, mas ela ficou calada. Mas daí eu sorri, vendo que discretamente ela pôs um sorriso nos lábios, balançando a cabeça levemente.
Ficamos em silêncio por um bom tempo. Mas algo ainda me fazia duvidar. Acabei ficando muito curioso, o que eu realmente odeio em mim, e perguntei.
–Por que mudou de ideia tão rápido em relação em ser minha amiga? O que te fez mudar de ideia? – Observei ela ficar pensativa. Parecia escolher as palavras corretas, decidindo se me contava ou não.
–Eu tive um sonho. – Disse finalmente.
–Um sonho? – Aquilo me intrigou.
–É, eu sonhei com... Você. – Meus olhos se arregalaram, mas eu tentei disfarçar isso. Como assim ela sonhou comigo?
–E... Foi bom? Ér, o sonho?
–Não. – Disse, e minha animação meio que rebaixou. – Quer dizer, não foi só com você. Eu sonhei com... Eu não quero falar o nome dele. –Dele? Foi um garoto? Não sei o que me deu. Mas uma sensação de desgosto e ódio se formou em mim, só em pensar que tinha um outro garoto na história.
–Meu ex-namorado. – Ela disse, sem me olhar. – Nem sei se eu poderia mesmo chama-lo de namorado. – Soltou uma risada irônica. Como se quisesse disfarçar o que realmente queria dizer.
–O que aconteceu? – Minhas veias pulsaram e eu tentei me controlar. Uma coisa era saber que havia outro garoto, e outra é saber que ele a fez mal. Ela não respondeu por um tempo. E eu percebi que ela não queria falar sobre aquilo. – Quer dizer, se não quiser contar, não precisa. Isso realmente não me interessa. – Disse e passei a mão na nuca, querendo desmentir tudo que eu disse. É claro que eu quero saber o que aconteceu. Mas do que vai adiantar? O direito é dela se não quiser me contar.
–Não é que... Eu não sofro mais com isso, mas ainda é difícil para mim, lembrar do que aconteceu. Ainda mais com as cenas daquele maldito sonho passeando pela minha cabeça. – Ela falou. – E, é verdade. Isso não te interessa. – Olhou novamente para mim, com um sorriso de canto. – Mas, afinal de contas, você é meu amigo não é? – Esbanjou um sorriso.
–Você é meio indecisa, não é? – Pergunto, esquecendo totalmente do assunto passado, e me concentrando na última coisa que ela falou.
–Não sei. Talvez. – Fez uma cara de desentendida.
–Então tá. Mas, você quer me contar?
–Quero. Mas fica sabendo, você é o primeiro que vai saber desta história, e eu te peço, por favor, não conta a ninguém.
–Eu prometo. – Ela suspirou e fechou os olhos, começando a contar.
–Eu tinha quinze anos, na época em que o meu pai morreu. Houve um acidente, e bom, eu ainda não estou preparada para contar sobre isso. Mas foi neste mesmo meio tempo, em que decidiram me atingir. Sabe, toda menina já teve uma paixão platônica, ou por um ídolo que ela nunca irá conhecer, ou pelo garoto mais popular da escola, o qual ela nunca irá trocar sequer uma palavra. Eu sabia disso, acreditava que ele nunca iria falar comigo ou olhar em meus olhos, mas mesmo assim, eu não consegui não me apaixonar. Até que um dia aconteceu uma coisa que eu não esperava. Ele veio falar comigo. Eu me senti em um programa de piadas ou algo do tipo. Meu pai havia morrido, eu mal sabia se a minha mãe ainda estava viva, estava enfrentando um caso na justiça para ver se ainda encontravam algum parente meu na face da terra, ou se não, teria que viver em um orfanato, e de repente, o menino na qual eu pensava que nem sabia que eu existia, vem falar comigo e me convida para sair. Eu achei que era tudo uma brincadeira, mas acabei aceitando. E foi ai que tudo começou. Eu passei a esquecer dos meus problemas, a minha real fragilidade, e me entreguei aquele garoto. Ficamos juntos, nos beijamos, eu cheguei a... – Ela pausou. Eu escutava a história atentamente, e eu não pude evitar arregalar meus olhos nessa parte. Ela... – Eu fui para cama com ele!
–O que? – Exclamei.
–Eu não sabia o que estava fazendo. Ele tinha me pedido em namoro, ele disse que ficaria comigo para sempre. Ele disse que me amava. – Vi que ela não queria chorar naquele momento, e eu me senti culpado por fazê-la contar um fato muito difícil para ela.
–Não desculpa, é que... – Cheguei mais perto dela e a abracei. Ela ficou surpresa, mas retribuiu o abraço. – Por favor, não chora. Se não quiser mais contar, não conta. Só não chora. Eu sinto muito por isso.
–Não, é bom desabafar. É bom saber que eu estou tendo coragem o suficiente para contar uma coisa que eu pensei que morreria junto comigo. – Assenti e me afastei um pouco dela. – Daí, no dia seguinte em que nós dormimos juntos, eu descobri que tudo só passava de uma aposta. Uma puta de uma aposta! Eu lembro ainda de todos rindo de mim, me chamando de iludida, estúpida, e era mesmo isso que eu era. Eu fui uma idiota, aquele foi o maior erro que eu já cometi em minha vida. E eu... Eu fui parar num reformatório, numa clínica de reabilitação.
–Por que? – Eu sabia que estava meio claro o motivo, mas porque ela foi parar logo numa clínica?
–Porque eu tentei me matar. – Ela disse, e dessa vez deixou escapar uma única lágrima solitária. – E foi isso. Eu tentei me matar. Sumir. Mas eu não consegui. Me acharam na areia de uma praia deserta, completamente molhada e cheia de cortes nos pulsos. Até que eu confessei para a pessoa que me socorreu, que eu havia tentado me suicidar. E assim passei a minha vida, eu presa lá naquele lugar frio e vazio. Austin, eu prometi para mim mesma quando saí de lá, que eu criaria minhas barreiras, que não deixaria nada me afetar. Que não confiaria assim em alguém, do nada. Mas com você... Com você foi diferente. – Ela olhou para baixo, brincando com seus próprios dedos. – Eu vi que eu poderia confiar. Vi sinceridade em seus olhos. Eu só não queria acreditar nisso. E se o que eu tivesse visto for mentira? Fantasia? E eu cometer o mesmo erro? – Ela olhou para mim. Provavelmente em busca de uma resposta minha.
Pisquei algumas vezes, tentando ajustar tudo em minha mente.
Sorri de lado. Peguei em suas mãos, e entrelacei meus dedos com os seus, repousando as duas mãos em meu colo.
–Muito obrigada. – Disse.
–Por?
–Ser o primeiro, a saber. A saber, de sua vida. Saber que mesmo com todas as suas dúvidas, você confiou mesmo em mim. Eu nunca vou te magoar, e muito menos fazer o que esse imbecil fez com você. Eu não posso te responder se você vai cometer o mesmo erro, eu posso te mostrar ao longo do caminho, e isso quem decidirá e descobrirá, vai ser você. – Levantei a minha mão e a passei de leve em sua bochecha, enxugando o vestígio de sua lágrima. Ela assentiu. – Sabe de uma coisa?
–O que?
–Eu me candidato!
–Oi? – Sua expressão era curiosa e desentendida.
–Me candidato a ser aquele que irá te salvar da beira do penhasco. Se depender de mim, você não chega nem na metade dele. – Eu disse. E só depois de um tempo, que ela veio reparar que eu me referira à música que ela cantou.
–Bobo! – Ela riu. – Mas mesmo assim, brigada.
–Disponha! – Disse. Nós rimos um pouco, sem motivo. Mas eu senti uma pitada de orgulho, por tê-la feito rir, depois de ter contado tudo aquilo.
Mas aos poucos, a risada foi cessando. E eu percebi que ela não conseguia mais desviar seu olhar do meu, e muito menos eu, do dela. Eu tentei, e muito, encarar os seus olhos, mas conforme eu reparava que seu rosto estava mais próximo do que o esperado do meu, os meus olhos desciam para sua boca. Seus lábios estavam entre abertos. Eles eram pequenos e rosados, e a minha vontade de encostar os meus, nos dela, estava cada vez maior.
Levantei minha mão novamente, tirando uma mecha de seu cabelo que cobria parte de seu rosto, pondo-o atrás de sua orelha. Aproximei mais meu rosto, a ponto de sentir seu hálito. Estava prestes a beija-la, quando a porta de repente se abriu.
–Ahá, Sabia!
Notas finais
Deixem suas opiniões e críticas. Estarei voltando em breve. Beijos.
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