Give Up Forever To Touch You
1 \'Cause I know that you feel me somehow
Notas iniciais
Recomendo que ouçam e tal: http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=NdYWuo9OFAw
Espero que gostem também :)
“Não tenha pena dos mortos.” Não tenha pena dos mortos? Quem disse isso merecia um soco na boca e um tapa na nuca, daqueles bem fortes que os valentões costumavam dar. Se a vida é uma tormenta, a morte deve ser um consolo? Certo?
Não quando você está longe da alma que você ama acima de todas as outras. Não quando a dor por ela ter te perdido consegue alcançar seu espírito, porque você não tem mais corpo.
Quando o pequeno corpo dela treme pelos soluços de dor e aflição, e você não pode aninhá-lo a si, protegê-la em seus braços, beijar seus cabelos e cantar uma música, para ela entender que tudo vai ficar bem. Porque não vai.
Vocês são parte de dois mundos diferentes, e por mais que você a queira junto de si, você sabe que o caminho dela ainda é longo, que ainda há muita luz nele, e muitas coisas boas que ela precisa e merece fazer.
Mas você não consegue seguir em frente, não consegue caminhar para a luz, seguir o caminho que todos devem seguir. Você não consegue deixá-la, porque dentro de você falta a parte mais importante e vital do seu espírito, e essa parte você entregou a ela, e com ela há de ficar.
Então todas as noites você se deita do seu lado da cama, colando seu corpo ao dela, que chora antes de dormir. Você toma cuidado, para seu corpo não ultrapassar o dela, como se você fosse real. O calor que emana do corpo dela é a sua vida naquele momento, e quando ela afinal adormece e sua respiração se aquieta, você fecha seus próprios olhos, querendo dormir e acordar desse pesadelo. Mas não é um pesadelo. É uma tragédia real.
E você sabe que ela te sente, que ela sente sua presença, sua lembrança, sua risada, seu sorriso. E que ela se apega isso, para conseguir sobreviver, porque não a vida sem você. E com isso, ela começa a morrer, para virar um fantasma como você. Mas o coração dela ainda pulsa, o sangue dela ainda corre, as feridas dela ainda brilham em escarlate, enquanto você é apenas uma sombra de luz.
E o que te resta é a escolha, de deixar que ela seja quem ela nasceu para ser, ou levá-la para junto de si. Mas você sabe, você entende, conhece a verdade. Ela vai brilhar, e vai ser a estrela que você sempre quis. Mas não enquanto você estiver ali.
Qual o preço a se pagar pra poder estar novamente nos braços de quem se ama, mesmo que não da maneira que se quer? A eternidade? Que preço pequeno.
Tão pequeno que você não hesita em pagar...
_ Ele é lindo Quinn. – sussurra Rachel, observando o garotinho recém-nascido que a amiga loira havia lhe passado. O pequeno Nicholas havia acabado de vir ao mundo, e Rachel fora a primeira a ir vê-lo.
_ Puck disse que as covinhas parecem as do Finn. Eu concordo. – Rachel concorda, emocionada, admirando o menininho. Ele abre seus olhos, castanho-esverdeados, e a observa calmamente. Para surpresa de Rachel, o pequeno sorriu para ela, que piscou espantada – Acho que o Nick gosta de você.
_ É, eu também.
E ela brilha, brilha como você sabia que ela devia brilhar. E você vai estar sempre perto dela, e ela de você. Você sempre estará nos braços dela, e ela nos seus, mesmo que não da maneira que vocês esperam. E seus corpos irão para caminhos diferentes, mas ao final, tudo sempre volta para o mesmo lugar.
E quando você voltar para a imensidão azul uma vez mais, ela estará aqui, te esperando. E você não precisar desistir da eternidade, porque agora ela será estará aqui e será sua. Para sempre.
Notas finais
Mil beijos da titia Waal
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