Give Me Your Love
15 Capítulo 15 - Pistas
Notas iniciais
Elena acordou sozinha no quarto. Olhou no relógio e viu que já passava das oito horas. Stefan havia descido para tomar café e não a chamou. Depois ele iria vir com aquela história de dormir coladinho de novo, mas ele teria uma lição. Ela se levantou e foi tomar banho.
.....
Stefan já estava voltando para o quarto. Tinha tomado café da manha e pretendia acordar Elena para tocarem juntos. Quando acordou mais cedo, ela estava dormindo tão profundamente que não quis acordá-la. Havia também outro motivo para ele não acordá-la naquela hora, será que ela havia ouvido o que ele disse na noite passada? E se tivesse? E se não tivesse? Ele mesmo não sabia porque pensou naquilo, muito menos porque tinha dito em voz alta. Ele sentia sim algo por Elena, mas não era amor, pelo menos ele achava que não era. E ela também não o amava, já tinha deixado isso muito claro, a verdade tudo o que ela fazia era resistir a ele de todas as formas possíveis.
Estava andando tão perdido em seus próprios pensamento que acabou por esbarrar em alguém. Olhou para baixo e viu uma garota apanhando alguns CDs, provavelmente os que ela deixou cair ao esbarrarem-se. Ele imediatamente se desculpo e abaixou para ajudar a tal garota:
–Me perdoe –disse ele. –Sou tão desastrado.
–Eu é que peço –disse a menina. Só então Stefan olhou para o rosto da garota. Ela era bonita, tinha a pele alva e os cabelos negros e ondulados, seu olhar era tão inocente quanto o de uma colegial primária. –Não devia andar por aí carregando tantos cd’s nas mãos –então ele olhou para os cd’s e leu alguns dos títulos: Bom Jovi, The Killers, 30 secont mars;
–Você tem um excelente gosto musical.
–Você acha? –ele a ajudou a se levantar.
–Também curto esse tipo de música.
–Eu gosto mais de Bon Jovi e The Killers, acho eles tão bons que não se compara um com o outro.
–Concordo com você. Já foi em algum show deles?
–Sim. The Killers em Nova Iorque, ano passado. Eu sou Katherine Pierce –disse ela estendendo a mão.
–Stefan Salvatore –ele apertou a mão dela. –Aonde estava levando todos este CDs ?
–Para o meu quarto. São todos empréstimos feitos aos Mikaelson, e bem... se eu não pego de volta eles não devolvem nunca –Stefan riu.
–Quer ajuda?
–Se não for incomodar...
–De maneira nenhuma. É o mínimo que posso fazer depois de esbarrar em você daquele jeito –disse ele pegando os CDs dos braços dela.
–Obrigada –ela agradeceu tímida.
......
–Estou faminta. Não acredito que aquele miserável não me acordou –resmungava Elena ao sair de seu quarto, que na verdade era de Stefan.
Andou pelo longo corredor e desceu as escadas até o salão principal, procurando por algum conhecido seu. Acabou por ver Stefan. Estava prestes a ir até ele e brigar por ele não tê-la acordado, mas percebeu que ele não estava sozinho. Uma garota estava com ele, estavam rindo e pareciam se conhecer há algum tempo. Ela não quis saber quem era a garota, apenas seguiu seu caminho em busca de algo para colocar no estomago.
Bolinhos, foi o que conseguiu, então sentou-se num canto da grande mesa e começou a comer. Logo depois de saborear o primeiro bolinho foi impactada pó dois olhos azuis bem a sua frente, Damon estava se juntando a ela.
–Bom dia –saudou ele. –Onde está meu maninho sedutor?
–Exercendo sua função –ela disse e apontou para as escadas, onde Stefan continuava a conversar e rir com a tal garota.
–Ora, ora. O que houve? Já brigaram?
–Não –ela deu uma mordida em seu segundo bolinho. –Eu acordei e estava sozinha, então quando desci ele estava com essa garota e está lá até agora. Típico dele –Damon riu com o comentário de Elena.
–Está com ciúmes? –ela quase engasgou com o bolinho.
–É claro que não. Não seja estúpido.
–É, você está sim com ciúmes. Isso não é típico do Stefan.
–Parece que é, mas não me importa. Não temos nada mesmo.
–É, agora está confirmado –ele riu –você definitivamente está com ciúmes do Stefan.
–Não estou –Elena retrucou.
–Elena, abra logo o jogo. Chega de se fazer de difícil –agora ele estava sério. –Olha, Stefan gosta de você, mas vou logo te avisando que ele não vai esperar por muito tempo.
–Eu não estou pedindo para que ele me espere na verdade eu nem quero isso – se defendeu ela.
–Quem está te esperando? – Stefan falou atrás dela e ela se virou assustada.
–Ninguém... –disse ela rápido. –Não devia aparecer atrás das pessoas desse jeito.
–Por quê? Por acaso a senhorita tem algo a esconder?- ele brincou, se sentando ao lado dela.
–Minha vida é um livro aberto –indagou ela.
–Tão aberto que nem consegue disfarçar o ciúmes – Damon sorriu para ela ao lhe dizer.
–Ciúmes de quem... Ah, Katherine? Está mesmo com ciúmes dela? –Stefan olhou Elena de um jeito tão fofo que ela teve que desviar o olhar para não sorrir.
–Não seja besta, Stefan. Não estou com ciúmes dela –ela se virou para ele. –E acabei de me lembrar que prometi ao Elijah um dueto –disse e saiu de lá.
–Ela está mesmo com ciúmes. Quem é a garota, Stefan? –perguntou Damon.
–Katherine, eu esbarrei nela no corredor, derrubei todos os CDs dela sem querer e então um assunto surgiu e nos conhecemos. O que tem de mais nisso? –falou inocentemente, depois de tirando seus olhos de Elena, que já subia as escadas em direção aos dormitórios.
–Tome cuidado, irmão. Ou vai perder sua garota.
–Elena não é a minha garota –indagou com pressa.
–Mas você queria que fosse –Damon sorriu torto para o irmão.
–Não vou discordar disso –Stefan riu com o irmão.
–Mudando de assunto, eu queria falar sobre a mamãe e o papai –a expressão de Stefan mudou completamente quando Damon tocou no assunto.
Damon nunca tocava no assunto “pai e mãe”. Para ele era simplesmente cuidar de Stefan e pronto, por isso Stefan ficou assustado quando o irmão quis levantar aquele assunto, afinal, já faziam três anos desde a morte de seus pais e eles nunca haviam conversado sobre aquilo. Assim como St6efan, Damon manteve a expressão séria e voltou a falar:
–Você tinha razão –ele olhou firme para o irmão. –Não foram eles. Stefan, mamãe e papai não foram os responsáveis pelo acidente.
–Então os Gilbert... –Não! Stefan não queria acreditar naquilo. É claro que ele ficou aliviado com a ideia de que não foram seus pais, mas a relação dele com Elena mudava tudo em relação aos pais dela. Ela ficaria abalada em saber que seus pais eram assassinos, ela nunca aceitaria o fato e sofreria mais ainda por aquilo. Milhões de possibilidades passaram pela mente de Stefan naquele momento, ele cogitou não contar para ela, ou até mesmo assumir a culpa de seus pais, mas por que será que ele estava tão preocupado com o que Elena sentia em relação àquilo? É claro, ele gostava dela, ele achava que a amava. Havia dito aquilo na noite anterior e nem sabia se ela havia ouvido, acabara de presenciar uma cena “fofa” de ciúmes dela e agora estava preocupado com os sentimentos dela.
Stefan teve seus pensamentos interrompidos por Damon.
–Não foram os Gilbert, também –Stefan conseguiu relaxar o corpo.
–Então quem foi? –perguntou ele.
–Ainda não sei –Damon tomou um gole do suco de uva que estava em sua frente. –A xerife Forbes disse que me manterá informado.
–Damon, isso já faz três anos. Por que raios eles voltaram a revirar isso logo agora? –Stefan estava totalmente confuso.
–Acharam uma pista no local do acidente. Eles foram demolir para construir o novo laboratório e encontraram o que parece ser um tipo de alçapão, o negócio devia estar muito bem escondido, pois eles penaram para abrir e acharam vários símbolos de pesquisas lá.
–E quem garante que não foram nossos pais ou os Gilbert que trabalharam nesse tal alçapão?
–Encontraram iniciais nos relatórios de pesquisa –Damon sorriu torto. –Em alguns documentos estão as iniciais DLP e em outros está assinado como P.Y.
–DLP, são iniciais, mas P.Y. Isso é um título, como Padre ou Pastor, Presidente ou Procurador...
–Por isso eu vim. Eu sabia que você e Elena trabalhariam bem nisso –Damon sorriu mais ainda, irônico.
–Ela já sabe? –espantou-se Stefan.
–Não. Deixarei esta tarefa para você –então Damon se levantou e saiu.
Stefan tinha uma pequena ideia de quem poderia ser aquele P.Y, mas precisava confirmar. Antes de tudo ele precisava dar a ótima notícia a Elena. Ela com certeza ficaria feliz, finalmente eles não teriam mais motivos para brigar e talvez até fossem mais do que “amigos”.
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