Notas iniciais
Hey galera. Estou de volta. Eu realmente me inspirei para fazer esse capítulo. Espero que gostem.

– Stefan! – Gritou Katherine assim que o avistou no corredor. Ele estava colocando algo no bolso, quando ela o abraçou, ele, naturalmente, retribuiu.

–Bom dia, Katherine. – Saudou-a sorrindo. – Qual o motivo de tanta felicidade?

–Na verdade, estou procurando o Elijah. Vocês por acaso o viram por aí?

– Não. – Foi Elena quem respondeu. – Por acaso acabamos de sair do quarto. – Stefan olhou surpreso para ela, pelo jeito como ela respondeu Katherine. Parecia irritada.

– É... sim, nós acabamos de sair do quarto, então não o vimos. – Disse ele.

–Entendi. – disse ela. – Vou procurá-lo na sala de música. Ah! E fico feliz que finalmente estejam juntos! – gritou enquanto se afastava.

–O que foi aquilo? – Perguntou Stefan a Elena.

– Aquilo o quê?

– Você respondeu a Katherine de um jeito... estranho.

– Não respondi, — ela continuou andando sem olhar para ele. – Apenas afirmei o que ela já sabia. E que forma foi aquela de te abordar? São melhores amigos agora? – Stefan literalmente riu com aquela cena. Ela estava mesmo com ciúme?

– Espera – ele segurou o braço dela. – Está com ciúme da Katherine?

– O que? É claro que não! E pode, por favor, soltar meu braço?! – ela estava impaciente, exatamente como alguém com ciúmes agiria.

– É. você está mesmo com ciúme da Katherine. – Ele soltou o braço dela. – Então significa que gosta mesmo de mim – sorriu satisfeito.

– Eu nunca disse que não gostava.

–Disse sim. Muitas vezes.

– Stefan, pode parar com isso? – Ele entrou na frente dela e parou com os braços cruzados, impedindo-a de continuar andando. Elena olhou fixamente nos olhos dele.

– Admita. – disse ele. – Você me ama e estava com ciúme. – Elena quase riu das palavras dele. Não que não fossem verdade, mas é claro que ela não iria admitir naquele momento. Até porquê nem a própria Elena sabia por que estava agindo daquela forma, nem o que estava sentindo. Tudo o que ela conseguiu dizer foi:

– Pensei que... Ah. Stefan, vamos tomar café – sua voz saiu baixa e exausta. Ele pegou a mão dela, sorriu e a conduziu até o salão principal.

Assim que adentraram o grande salão, Stefan e Elena avistaram Caroline. Estava sentada em uma mesa comendo.

– Onde você estava? – Foi a primeira coisa que Elena disse ao se sentar ao lado de Caroline.

– Senti vontade de andar por aí. – Respondeu ela, dando uma mordida no bolinho de chocolate que segurava.

– Klaus estava procurando você por toda a parte. – Comentou Stefan, o que fez Caroline engolir seco.

– Acho que acabamos nos desencontrando. – disse. – Eu não dormi no quarto com ele.

– Onde foi que você dormiu? – Perguntou Elena espantada.

– No píer, perto do rio. Estava uma noite tão linda, que não quis dormir aqui dentro.

– Nenhum monitor viu você? – Perguntou Stefan.

–Não.

Logo após, chagaram todos os outros junto a eles, todos menos Klaus e Damon. Minutos depois, Caroline avistou Klaus. Ele estava conversando com Elijah e havia outra garota com eles, que ela julgaria ser Katherine, se não fosse por ela ter se virado e revelado seus olhos verdes, foi então que Caroline viu o quão linda ela era. Seus cabelos castanhos cacheados iam até a cintura e suas maçãs do rosto eram tão bem delineadas quanto seu corpo esbelto e seu largo sorriso que revelava dentes brancos e bem alinhados. Klaus estava com a mão no ombro dela, o que fez Caroline achar que já eram conhecido há algum tempo e, pela forma como eles se olhavam, com ternura, percebia-se que não era só uma amizade. Caroline montou toda uma filosofia sobre o relacionamento deles, mas foi abruptamente interrompida. Damon acabara de passar na frente do alvo de sua psicanálise e roubara toda a sua atenção.

Damon estava usando uma camiseta gola v branca e calças jeans pretas. Usava na cabeça um chapéu moderno de palha que lhe dava um ar havaiano, do qual Caroline julgou perfeito. Ele se aproximou da mesa pela lateral e se sentou de frente para ela, pegando o copo de suco que Elena estava na mão e dando um gole.

– Bom dia Damon. – Elena o saudou irônica. – Quer suco?

– Bom dia raio de sol. – Ele respondeu devolvendo o copo a ela e sorrindo torto.

– Está com cara de que dormiu com alguém. – acusou Stefan. Caroline quase engasgos, teve de prender a respiração para evitar.

– Você também. – Damon devolveu na mesma moeda, olhando maliciosamente de Stefan para Elena.

– Dois dias e já aconteceu. – Comentou Elena. – Esse é o Damon.

– Carol – chamou Jeremy. – Você está tão calada. Aconteceu algo?

Caroline, que estava brincando com o que sobrara de seu bolinho, olhou para Jeremy e sorriu fraco.

– Estou apenas pensando. – Respondeu ela.

– Parece que a noite de ontem também trouxe algo de novo para Caroline. – Provocou Damon. – Klaus tentou algo novo? – Caroline olhou para ele e o fuzilou mentalmente. Dizendo “cale-se” , um olhar de “não me provoque”, o qual Damon retribuiu com um gesto insinuativo na direção onde se encontrava Klaus.

Não foi apenas Caroline, mas todos que estavam no grupo olharam na direção que Damon gesticulou. Klaus estava lá, junto de seus irmãos e Katherine, mas não foi isso que chamou a atenção de todos. Tinha mais uma garota lá, estava ao lado de Klaus e ambos estavam agindo como se fossem um casal.

– Quem é aquela? – Perguntou Bonnie.

– Não faço ideia. – Respondeu Elena. – Mas parece que eles se conhecem bem.

– O que tem a dizer sobre isso Caroline? –Perguntou Jeremy.

– Nada. Ele é livre para ficar com quem quiser. Mas eu quero meu quarto de volta. Sinto muito Jeremy, você terá que dormir com Damon.

– Por que o pequeno Gilbert tem que dormir comigo?

–Porque “você” o trouxe, ele é responsabilidade sua! – Foi Elena quem disse.

Antes que Damon pudesse responder seu celular tocou, então ele se afastou do grupo e atendeu:

– Xerife Forbes – saudou ele.

– Pastor Young. – Falou a xerife.

– O que? – Ele não estava entendendo nada.

– Um dos mandantes do crime. Foi o P. Young que ajudou a matar seus pais e os Gilbert.

– Mas o velho era amigo dos Gilbert! Elena vai ficar chocada com isso.

– Damon, escute! Nem élan, nem Stefan podem ficar sabendo de nada ainda. Eu concordei em reabrir o arquivo e trabalhar neste caso por você e por consideração a sua família. O mínimo que deve fazer é manter esse segredo.

– Eu entendi. – Afirmou. – Mas não vejo o porquê. O que tem de ruim em contar a eles? São nossos pais.

– Precisamos esperar, pelo menos até quase todo o caso ser solucionado. Prometa. Prometa que não vai contar nada.

– Eu prometo. – Ele suspirou. – Essa é a única informação nova?

– Por enquanto sim. Agora tenho que desligar.

– Até mais.

Quando ele retornou a mesa, todos os olhares estavam sobre ele. Curiosos, atentos e famintos por saber com quem ele falava. Foi Elena quem quebrou o silencio.

– Quem era ao telefone?

– Muito curiosa você – exclamou Damon. – Cunhadinha.

– Apenas cuidando do seu bem estar – disse ela.

– Já descobriram quem é a misteriosa garota dos pesadelos de Caroline? – Perguntou Damon.

– Não. – Foi Bonnie quem respondeu.

– Eu estou é com vontade de ir a uma festa – disse Jeremy. – Esse lugar não é famoso pelas festanças e tal?

– Sexta vai ter a festa de comemoração aos vencedores do campeonato de vôlei.

– Jura? – exclamou Caroline. – Vai ter um campeonato de vôlei?

– Vôlei de praia. – Falou Stefan. – Eu estava pensando em me inscrever, mas ainda não arrumei um parceiro.

– Vocês estão falando sobre o campeonato de vôlei de praia? – disse Klaus, chegando por trás de Caroline e lhe depositando um beijo na bochecha. Ele não perguntou nem falou nada sobre a noite anterior. – Kol e eu vamos participar. Seremos um time.

– Damon, você poderia jogar com Stefan. – Sugeriu Caroline.

– Eu não entro em campeonatos de vôlei – disse Damon. – As gatinhas iam me rodear mais ainda e eu não tenho caneta e nem disposição para anotas tantos telefones. – Sorriu torto e Caroline jogou um papel nele.

– Eu posso jogar. – Falou Jeremy.

– Ótimo. – Falou Stefan. – Podemos fazer a inscrição depois do café.

Dito, depois que terminaram de tomar café, Stefan e Jeremy foram se inscrever para o campeonato de vôlei. O local da inscrição era na quadra de areia, onde aconteceriam os jogos, numa tenda vermelha e amarela. Uma garota ruiva de olhos dourados estava fazendo as inscrições. Quando eles chegaram nela a mesma os olhou e disse:

– Olá, — saudou ela. – Vocês vão participar do campeonato?

– Sim – disseram eles.

– Ótimo! – disse ela entusiasmada entregando um papel a eles. – Por favor, podem preencher esta ficha, depois voltem aqui – pediu ela com um sorriso branco e reluzente.

Demoraram cerca de dez minutos para preencher a ficha de inscrição, depois voltaram a tenda. A menina os olhou, sorriu novamente e olhou para o papel que eles a entregaram.

– Stefan Salvatore e Jeremy Gilbert – disse ela sorrindo e olhando para eles. – Nomes bonitos, assim como os donos. – ela olhou para Stefan interessada. – Você é italiano Stefan?

– Não. – Respondeu ele sem dar muita importância. – Meu bisavô era.

– Muito legal. – Disse ela. Seus olhos dourados quase engolindo ele. – Meu nome é Sarah, a propósito. Bem, os jogos começam às 14h. vocês tem que vir aqui neste horário para confirmar as inscrições e também para saber o horário do primeiro jogo de vocês. Neste folheto –ela entregou o folheto para eles. – Vocês encontrarão todas as regras do campeonato e informações necessárias, mas caso tiverem alguma duvida podem me procurar. Por enquanto é isso meninos. Boa sorte e espero que nos encontremos nos jogos.

– Obrigado. – Disseram e saíram.

–Cara – falou Jeremy, quando estavam mais afastados, — ela estava dando em cima de você. – riu. – Se Elena descobrir.

–Bem. – Falou Stefan. – Não há nada para contar, já que eu nem dei bola para ela.

– Caraça! Você gosta mesmo da minha irmã, não é?

–Sim, eu gosto –ele sorriu.

–Acho até meio estranho. Eu cansei de ver vocês dois indo para a sala do diretor no colégio, por causa das brigas. – sorriu de novo e Stefan o acompanhou. – Vocês se odiavam tanto. Elena dizia isto umas vinte vezes ao dia. Realmente vocês mudaram o que pensam em relação um ao outro.

– Eu também me surpreendi com isso. Mas descobri uma coisa importante. Eu gosto mesmo da sua irmã, e estou disposto a passar um borracha no passado para ficar com ela. Nunca me imaginei falando isso, mas é a verdade.

– Eu torço por você.

–Sério? Não vai me surrar se eu a ferir ou decepcionar?

–Não. Acho que ela mesma pode fazer isso – eles sorriram.

Caminharam até a piscina, onde todos iriam aproveitar o sol da manhã.

De longe, Stefan viu Elena empurrar Damon na piscina e sorriu, ele provavelmente deve ter feito alguma piada com ela e ela se vingou. O jeito meigo e espontâneo dela de ser, toda a braveza e sinceridade que carregava em seus olhos, a fúria dolorosa quando se irritava. Mas também havia os momentos em que ele a beijava com paixão e ela se derretia. Nesses momentos ele tinha a impressão de que ela se confiava a ele, como se ele não pudesse soltá-la ou ela se perderia. Mesmo nos momentos intensos ou apenas quando dormiam abraçados, quando conversavam sobre banalidades ou sobre algum assunto sério. Tudo aquilo fazia valer a pena, mesmo com o passado. Agora ele sabia o que sentia, sabia o que queria e não iria, não queria, não podia voltar atrás. Stefan, naquele momento, observando ela de longe, teve a sensação de que ela o prendia ao mundo e, mesmo passando por cima de tantos assuntos complicados, ele lutaria para nunca se soltar dela.

Notas finais
É isso gente! Hoje eu queria agradecer pela quantidade de comentários. Fiquei muito feliz por saber que não me abandonaram. Eu amo vocês. Acharam a cena de Stefan e Jeremy boa? Eu quero opiniões. Quero expandir a história à um nível mais alto, mas preciso de vocês para isso. :) então me ajudem. Bem, por enquanto é só!! Beijos, e mais uma vez, muito obrigada! XOXO