Notas iniciais
Hey princesas, novo capítulo! Resolvi postar hoje de novo pois amanhã vou ter uma apresentação de dança e não vou poder postar. Enjoy :)

Leon’s POV

Fazia uma semana desde aquele acampamento idiota, onde todos os erros que eu poderia cometer na vida, acabei por fazer em poucas horas. Eu estava me sentindo um lixo, não só por ter quebrado a promessa de que nunca mais iria beber, mas também por ter feito aquela besteira com a Vilu. Ela havia pedido um tempo para mim, eu dei, mas eu não estava aguentando mais ver ela lá em casa e não poder abraçá-la, tocá-la, beijá-la, conversar ela normalmente. Mas eu não poderia fazer mais nada, o jeito era esperar.

Eu estava preocupado também, porque Violetta passava mal constantemente. Hoje ela não foi para a aula porque acordou com dores no corpo e como ela tira notas boas, Tia Maria não faz questão que ela falte por alguns dias.

– Tia, o almoço já está pronto? – Gritei ao chegar à sala, enquanto tirava o capacete. Olhei a hora em meu pulso e vi que já passava da uma da tarde, por isso que o dragão que morava dentro de mim já estava começando a reclamar.

– Falou comigo, Leon? – Tia Maria apareceu na sala, terminando de prender o coque do cabelo e guardando algumas coisas dentro de sua bolsa. Os saltos que ela usava fazia um barulho esquisito no chão, deixando-me um pouco irritado.

– Sim, o almoço já está pronto? – Perguntei novamente e me aproximei dela, retirando um cílio que estava preso abaixo dos seus olhos castanhos, assim como os da filha. Elas eram tão parecidas e isso de uma maneira me assustava às vezes. O que mudava mais eram as personalidades, já que Maria era bastante calma e Violetta era a explosão em pessoa.

– Creio que sim, querido – Tia Maria terminou de se arrumar e colocou a bolsa no braço do sofá. Ela na maioria das vezes, só ia trabalhar à tarde, já que ajudava o meu pai com alguns papéis burocráticos da empresa – Você pode chamar a Violetta para mim? Ela está lá na piscina.

– Claro que chamo – Respondi sorrindo. Pelo menos teria uma oportunidade de trocar mais algumas palavras com ela, já que isso estava ficando cada vez mais raro.

Cheguei na área da piscina e Violetta estava sentada na borda, usando um biquíni maravilho rosa, contrastando de uma maneira incrível com a sua pele. Seus seios estavam de uma maneira perfeita com a parte do busto, fazendo com que eu praticamente babasse ao ver aquela cena. Controle-se, Leon! Eu sei que é difícil, mas eu preciso tirar essa cara de babaca apaixonado e ir falar com ela.

Joguei os meus tênis junto com as meias em qualquer canto e me sentei ao lado de Violetta, colocando os pés dentro da piscina, pouco me importando se nos próximos cinco minutos eu teria chance de apanhar.

– Oi – Eu falei assim que sentei ao seu lado. Violetta olhou primeiramente para as minhas pernas e depois seguiu o meu corpo, parando em meu rosto, onde me olhou fixamente nos olhos.

– Oi – Ela sussurrou e voltou ao olhar para os seus pés debaixo d’água, onde os mexia calmamente.

– Você está melhor?

– Sim.

– Tem certeza, Violetta? Faz uma semana que você está passando mal pelos cantos da casa, com dores no corpo, tontura, falta de apetite. Isso pode ser sério, sabia? – Comecei a falar de uma maneira meio que desesperada, não estava mais aguentando não poder demonstrar o quanto eu estava preocupado com a sua saúde. Tudo bem que eu já havia errado na minha vida e ainda iria errar muitas vezes, mas eu não gostaria que isso acontecesse com ela. Violetta era tudo pra mim. Eu precisava reconquistá-la de alguma forma.

– Para, Leon! Já está ficando chato isso... Eu estou bem, e se eu estivesse doente, já teria ido ao hospital – Ela falou rapidamente olhando no meu rosto, como se eu estivesse com raiva de toda a minha preocupação.

– Até quando você vai ficar me negando? – Falei o mais alto que eu pude, até porque Tia Maria e Olga estavam na cozinha, cuidado de colocar a mesa para o almoço. Mas a minha raiva estava maior que tudo e que todos – Até quando você vai querer ficar separada de mim? Até quando você vai me impedir de eu me aproximar de você? Até quando, Violetta? Até quando?

Eu praticamente implorava com aquelas palavras. Eu não estava mais conseguindo viver sem Violetta, não estava. Os seus olhos estavam meio que dilatados e seu lábio inferior meio que tremia. Será que ela não iria me perdoar realmente nunca?

Mas naquele momento, não lembrei que a nossa relação era “proibida”, não me lembrei das pessoas que estavam em casa e muito menos de todas as merdas que eu havia feito há poucos dias atrás. Naquele momento, só existia eu e ela. Só existia o amor e a saudade que eu estava da sua boca, do seu corpo, enfim, dela por completo.

– Shiu... Não fala nada, por favor – Sussurrei quando estava a centímetros do seu rosto. Sua boca estava entreaberta, o que indicava o quanto sua respiração estava desregulada. Vi que Violetta fechou os seus olhos e aquela atitude foi o impulso que faltava para eu beijá-la. E eu a beijei. Beijei Violetta como se fosse a última vez que meus lábios poderiam tocar os seus, eu a beijei com todos os sentimentos mais intensos se explodindo dentro do meu peito.

O beijo de início foi muito mais selvagem, como se estivéssemos esperado aquilo por um bom tempo. E realmente era o que estava acontecendo, afinal, era muito amor e muita saudade misturada. Minha língua acariciava cada canto da boca de Violetta e o seu hálito refrescante me deixava com mais vontade de explorar os locais. Eu poderia morrer naquele momento, eu morreria feliz com toda a certeza desse mundo.

Mas todas aquelas sensações foram interrompidas quando Violetta afastou sua boca da minha e empurrou o meu peitoral com um pouco de força. Eu abri os meus olhos automaticamente e arfei, tentando entender o que acabara de acontecer.

– Porque você fez isso? – Violetta gritou assim que focalizou o meu rosto. Ela se levantou rapidamente e cobriu o seu corpo com uma toalha, como se eu nunca estivesse visto nada ali e não reparasse nos trajes que ela vestia.

– Porque eu fiz isso? – Perguntei incrédulo. Minha voz estava carregada de raiva, eu não estava mais aguentando aquele joguinho da loira – Caralho, eu não aguento mais ficar longe de você! Daqui a pouco eu vou escrever na minha testa isso e todas as pessoas dessa cidade vão ficar sabendo o que eu sinto por você!

Violetta me encarava de uma forma estranha, como se não me conhecesse ou como se eu tivesse falado a coisa mais suja do mundo inteiro. Eu não estava reconhecendo-a. Aquela não era a minha Violetta, não era.

– Eu te pedi um tempo, porra! – Ela gritou mais uma vez, aproximando-se de mim e enfiando o dedo indicador no meu peitoral – Você só faz cobranças, mas não para pensar como seria se você estivesse no meu lugar. Você nunca me respeitou, Leon, e vai continuar sendo assim pra sempre.

Violetta deu meia-volta e saiu pisando fundo até dentro da casa. Xinguei-me internamente e peguei outra toalha que estava em cima de uma mesa, tacando-a no meu rosto e gritando o máximo que eu podia contra ela. Mas que porra de vida é essa?

*

O almoço foi péssimo. A comida podia estar maravilhosa, mas depois da discussão que eu tive com Castillo, minha fome parecia que havia se evaporado. Fora os olhares assassinos que Violetta jogava para mim durante a refeição, fazendo com que Tia Maria perguntasse várias vezes se ela estava passando mal novamente.

A noite havia chegado e os caras do colégio me convidaram para ir à Barão. Automaticamente eu recusei o convite, não estava com clima para sair depois de tudo que aconteceu. Fora que eu estava sem saco para aturar as putinhas que ficavam se jogando pra cima de qualquer um e quase implorando para comê-las.

Fui à cozinha pegar um copo d’água, quando passei pelo quarto de Violetta e ouvi a voz dela falando com alguém. A curiosidade aflorou pelo meu corpo e eu colei o ouvido esquerdo na porta, tentando captar qualquer informação precisa.

Claro que não, Alex. Leon me desrespeitou na praia, veio pedir desculpas pelas bostas que fez e eu pedi um tempo pra pensar. Mas como se não bastasse, ele me desrespeitou hoje novamente. Sabe, estou cansada dessa personalidade dele. Não sabe esperar de maneira nenhuma! Como se ele pudesse contestar qualquer coisa que eu falasse...

Meu sangue ferveu e eu senti que as minhas veias do pescoço pulavam. Então era assim? A gente discute e ela vai correndo contar os meus “podres” pra o melhor amiguinho. Francamente Violetta, eu pensava que você era mais madura.

Não me contendo de raiva, liguei pra um amigo meu e resolvi aceitar o convite de ir pra à Barão. Tomei um banho, vesti uma roupa, peguei a chave da moto e sai em disparada pra boate. Chegando lá, vi que Larissa estava conversando com várias amigas dela.

Não pensei duas vezes. Fui até ela, a puxei pelo braço e colei os nossos lábios o mais rápido que eu pude.

Notas finais
Não me matem :s