Give Me Love - Cancelada!

24 Preocupações necessárias ou desnecessárias.


Notas iniciais
Oi minhas princesas, como vocês estão? Espero que bem! Quero agradecer a todos os comentário maravilhosos do capítulo anterior, vocês são perfeitas! Enfim, hoje o capítulo seria dedicado à todas vocês, principalmente as que comentam... Seja nas reviews ou Mp's! SEM MAIS DELONGAS, AQUI VAI O CAPÍTULO! Enjoy ♥

2 semanas depois...

Violetta’s POV

Acordei naquela manhã com uma vontade maior que o normal de voltar para a cama. O clima no Rio de Janeiro estava começando a ficar mais frio, o que aumentava ainda mais a sensação de preguiça em nossos corpos. E, como eu sou uma preguiçosa nata, acordar numa segunda-feira às 05h30min da manhã para fazer uma prova de Física, não tinha coisa pior.

Mas eu havia faltado muitas aulas nos últimos dias, devido eu estar passando mal diariamente. Minha mãe, Tio Matias, Fran, Marco e Leon, as pessoas com que eu mais convivia, estavam muitos preocupados com a minha saúde, porque nenhuma comida andava segurando no meu estomago. Mas era apenas uma virose, eu tinha toda certeza.

– Filha? – Ouvi minha mãe entrar no quarto assim que eu me levantei. Eu estava procurando uma roupa no meu closet quando ela se aproximou de mim.

– Oi, mãe. Bom dia – Tentei sorrir, mas estava meio difícil. O sono ainda dominava o meu corpo e a minha cama parecia que havia criado vida própria e me chamava freneticamente para usá-la até morrer.

– Bom dia, pequena – Ela deu um beijo na minha bochecha e colocou alguns fios de cabelo atrás da orelha – Só vim ver se você estava acordada e se estava tudo bem. Sabe, estou muito preocupada com a sua saúde, filha.

– Mãe, não tem com que se preocupar ok? É apenas uma virose dessas que atacam várias pessoas de uma vez só – Suspirei cansada. Não aguentava mais aquela pressão em cima de mim. Poxa, eu estava bem, fazia uma semana que eu não vomitava, apenas sentia algumas tonturas, mas as pessoas insistem em ir ver um médico. E eu simplesmente odeio hospital, enfermeiras, e tudo que envolve aquele lugar, até o cheiro eu tenho repulsa.

– Ok, eu não vou discutir mais com você sobre isso. Meus cremes anti-rugas são caros para ficar jogando dinheiro fora – Ela sorriu de lado e cruzou os braços em frente ao peito, encarando-me – Mas prometa-me que se passar mal de novo, vai procurar um médico.

– Tá mãe, eu prometo – Bufei e levantei a blusa do pijama, jogando-a sobre a cama. Olhei para a minha mãe e vi que ela continuava na mesma posição, me encarando com aquele olhar assassino que dava arrepios até de longe – É, sério. Não se preocupe comigo, eu estou bem.

– Certo, querida. Vou deixar você se arrumar – Ela me abraçou e deu um beijo na minha cabeça, saindo do quarto em seguida. Suspirei pesadamente e segui para o banheiro onde tomaria uma ducha morna, tentando espantar todos esses pensamentos que rondavam minha mente ultimamente e relaxar o meu corpo para as próximas 40 questões de uma prova ridícula que só servia para atazanar a vida dos estudantes sofridos. Ok, exagerei agora.

Tomei o meu banho matinal, escovei os dentes e fui me vestir. Optei por uma saia jeans, sapatilhas e uma regata, roupas bastante básicas. Arrumei apenas uma bolsa tira-colo, até porque não iríamos ter aula, apenas a prova ou portal para o Inferno, como quisermos chamar.

Desci as escadas e encontrei minha mãe e Leon tomando o café da manhã. Ele estava tão lindo, não arrumava mais o cabelo como antes e aquele estilo “não ligo pra nada” estava o deixando mais sexy ainda. Mas que porra garoto, você não se cansa de ser bonito não? Que droga.

– Bom dia – Sorri e me sentei na frente de Leon. Os dois me responderam com as mesmas palavras, mas apenas ele adicionou algo àquele diálogo, um sorriso brilhante e maravilhoso. Um sorriso de esperança, de amor, o mesmo que eu sentia por ele.

O café da manhã foi agradável, ainda estava muito magoada com Leon, mas não sentia mais raiva, era apenas tristeza por tudo o que aconteceu. Eu ainda gostava muito dele, ou melhor, eu o amava, e me deixava triste saber que o nosso relacionamento não deu certo e nunca iria dar. O nosso amor não era apenas “proibido”, era impossível. Sempre costumei gostar de desafios ou de ir contra algumas regras, mas naquela situação, não existia realmente nenhuma solução.

– Vamos, mãe? – Perguntei quando acabei de tomar o meu café da manhã. Desde que eu e Leon “paramos de nos falar”, eu estava indo de carona com a minha mãe para o colégio. Como o trabalho dela e de Tio Matias eram perto da instituição, não tinha como ela me negar esse pedido, só apenas estranhou, até porque eu sempre insistia de ir com ele.

– Oh querida, esqueci-me de te avisar! – Mamãe exclamou ao tomar um gole do seu café matinal – Seu tio não irá precisar de mim hoje, então vou ficar em casa organizando umas coisas minhas da época de solteira. Caixas com fotos, roupas, objetos, essas coisas... Então você irá com o Leon.

Leon tentou disfarçar o sorriso que cresceu em seu rosto ao escutar as palavras vindas da minha mãe. Admito que o meu coração ficou dividido em duas partes: uma estava amando aquilo, pois iria finalmente saciar a vontade de estar perto dele novamente, sentido seu corpo perto e o seu perfume que exalava dos seus poros; já a outra, odiava tudo aquilo, pois precisaria se recuperar mais uma vez e cair na real que tudo aquilo havia acabado.

– Então, vamos? – Perguntei olhando para Leon.

– Claro – Ele levantou-se prontamente e deu um beijo na testa da minha mãe, pegando a chave da moto e os capacetes. Dei um abraço na minha mãe e já estava saindo, quando ela segurou no meu braço, olhou em meus olhos e suspirou:

– Filha, pegue leve com ele.

Ok, não entendi o porquê ela havia falado aquilo. Será que minha mãe havia desconfiado de alguma coisa? Mas poxa, eu e Leon até que estávamos saindo como bons atores, a Globo poderia até contratar. Enfim, como eu não tinha nenhuma resposta coerente para aquela frase, apenas assenti com a cabeça, saindo da casa em seguida.

Encontrei Leon já em cima da moto, com ela ligada e o capacete na cabeça. Ele olhou para mim e estendeu o objeto, o peguei e subi em cima da moto. Leon deu partida e eu peguei meu celular, conectando os fones de ouvido e procurando uma música boa para escutar.

– Você precisa se segurar em algum canto – Ouvi a voz de Leon e uma sensação esquisita passou pelo meu corpo, não sei se era algo bom ou ruim. Minha respiração ficou desregulada e eu fiquei em silêncio, não sabia o que dizer – Você costumava gostar.

Congelei naquele momento. Eu cairia daquela moto se não me segurasse em algum canto e, não suportava a ideia de segurar aquela parte de ferro na garupa. As costas de Leon eram a melhor opção.

Segurei na sua cintura e notei que ele se ajeitou, tentando me deixar o mais confortável possível. Selecionei a música e passei a escutá-la, perdida em sua letra:

Apenas mais uma de amor – Lulu Santos (Versão NX Zero)

Eu gosto tanto de você

Que até prefiro esconder

Deixa assim ficar

Subtendido

Como uma ideia que existe na cabeça

E não tem a menor pretensão de acontecer

Eu acho isso tão bonito

De ser abstrato, baby

A beleza é mesmo tão fugaz

É uma ideia que existe na cabeça

E não tem a menor pretensão de acontecer

Pode até parecer fraqueza

Pois que seja fraqueza então

A alegria que me dá

Isso faz sem eu dizer

Se amanhã não for nada disso

Caberá só a mim esquecer

E eu vou sobreviver

O que eu ganho e o que eu perco

Ninguém precisa saber

Uma lágrima solitária escorreu pelo meu rosto e eu fiz questão de enxugá-la rapidamente, uma maneira um tanto sem graça de fazer com que aquilo se prolongasse. Notei que eu estava com a cabeça encostada nas costas de Leon, o que deixara ele um pouco nervoso, pois sua coluna estava meio ereta, como se estivesse tenso.

Ajeitei-me melhor na garupa e ele pareceu relaxar mais um pouco. Deus do céu, como eu pude me apaixonar por um menino tão bobo? Mas confesso que era aquele jeitinho meio tímido com sentimentos novos e as preocupações exageradas dele, que faziam com que meu coração se enchesse mais de amor e de saudades que eu sentia dele.

Pouco tempo depois, chegamos ao colégio e ele estacionou a moto em um estacionamento para alunos que já possuíam um tipo de transporte para ir ao local, como carros, motos, bicicletas e, até skates. Despedi-me de Leon apenas com um tchau e um obrigado, seguindo para o banheiro antes de ir para a sala de aula.

Entrei no banheiro mais próximo da minha sala e fui para a frente do espelho, pegando um rímel extra na minha bolsa e passando nos meus cílios, tentando esconder um pouco do borrado que lágrimas acumuladas causaram.

– Oi, minha loira – Ouvi Fran falar assim que entrou no banheiro e me viu lá dentro. Abri um sorriso enorme ao ver minha amiga. Estava morrendo de saudades dela, e é porque não nos vimos fazia apenas dois dias e nos falamos todos os dias no WhatsApp.

– Oi gata – Me virei em direção à Francesca e a abracei com o máximo de força que eu conseguia.

– Ei, ei... Eu sei que a saudade de mim é muito forte e tal, mas não precisa quebrar todos os meus ossinhos não, ô Felícia! – Fran mal conseguia falar de tanto que eu o apertava. Ri juntamente com ela e a soltei, dando um beijo em sua bochecha.

– Não se acostuma, hein? Só estou carente hoje – Ri de lado e toquei as pontas dos seus cabelos, enrolado-as em meus dedos. Senti o olhar de Fran pesar em mim, o que me dava certo medo.

– Hey, o que aconteceu?

– Nada... Só saudade – Suspirei pesadamente assim como Fran. A olhei e notei um olhar triste em seu rosto, provavelmente igual ao que o meu se encontrava.

– Awn, minha linda, vem cá – Ela me puxou pelo braço e me abraçou fortemente, como antes. Enterrei minha cabeça em seu pescoço, já que ela era bem mais alta que eu.

Quando sai do abraço, minha cabeça ficou tonta e tudo ficou embaçado. Apoiei minhas mãos rapidamente na bancada das pias, o primeiro lugar que eu achei para me apoiar. Levei uma mão à cabeça e fechei os olhos, concentrando-me em não desmaiar.

– Violetta, pelo amor de Deus, você está branca demais! – Fran pegou um papel que estava em sua mão e começou a me abanar, como se aquilo ajudasse em alguma coisa.

Virei-me em direção a pia e abri a torneira, jogando água em meu rosto pálido e um pouco suado. Minha pressão devia ter baixado novamente.

– Calma amiga, é só uma tontura, daqui a pouco passa – Tentei tranquilizá-la.

– Uma tontura? – Francesca exclamou horrorizada e colocou as duas mãos na cintura, batendo o pé direito freneticamente no chão – Faz semanas que você vive passando mal! Todo mundo tá preocupado com você e tu não quer ir ao médico. Porra Vilu, faz um esforcinho vai... Pelo menos pela sua mãe.

– Para Francesca! Eu não estou doente, eu sempre tive esse problema com tontura e com a pressão – Enxuguei meu rosto com alguns papéis toalhas do banheiro e ajeitei meu cabelo, juntamente com a bolsa. Fran continuava a me encarar com aqueles olhões castanhos – Vamos para a prova, é melhor!

– Ô menina difícil – Ela bufou e fez uma careta, fazendo-me rir. Ainda bem que eu ainda a tinha.

Francesca’s POV (Especial)

Eu estava em uma sorveteria juntamente com Nanda, minha irmã caçula, esperando Leon chegar para conversarmos. Precisávamos falar sobre a Vilu, principalmente sobre a sua saúde. Ela vivia passando mal e, isso já não era coisa simples, era algo meio que cotidiano.

Vi Leon estacionando a moto na calçada da sorveteria e pedi que Fernanda fosse escolher os sabores do seu sorvete juntamente com o moço que trabalhava lá, já que o conhecíamos.

Leon sentou-se ao meu lado e me deu um beijo na bochecha. Suspirei pesadamente e o encarei.

– Precisamos conversar antes que a Nanda volte – Comecei a falar, mas não sabia como iniciar o ponto principal de estarmos ali.

– Tudo bem, pode falar – Leon sentou-se melhor na cadeira e apoiou os braços em cima da mesa.

– Eu estou preocupada com a Violetta, hoje ela passou mal de novo.

– De novo? – Leon arregalou os olhos ao meu ouvir.

– Sim... Eu estou muito preocupada, de verdade. Tenho medo de...

– De o quê, Francesca? – Ele perguntou impacientemente. Tomei o fôlego para contar os meus pensamentos para o meu melhor amigo, quando Nanda veio correndo em nossa direção e gritou:

– Peguei com confetes!

Forcei um sorriso para ela e voltei a olhar Leon, que não estava com uma cara nada boa. Ops, isso vai dar bosta...