Notas iniciais
Oi princesas da minha vida, viram como eu não demorei pra postar? Haha... e é porque hoje mais cedo eu estava com cólica e bastante gripada. Ainda estou, mas recebi tantas reviews e mensagens nas MP's, que foi impossível não fazer um esforço pra escrever mais um pra vocês! Bom, esse capítulo é mais vago, não acontece nada demais... mais as reações depois do ocorrido do capítulo passado. Enfim, deem sugestões, críticas, qualquer coisa!

Violetta’s POV

Eu andava sozinha – e desolada – no meio da praia enquanto tentava olhar o caminho em que meus pés seguiam para ir em direção à barraca. Meus olhos estavam com tantas lágrimas acumuladas, que eu achava que nunca mais conseguiria ver algo totalmente claro novamente.

Quando cheguei perto das cabanas, tentei fazer o mínimo de barulho possível. Não queria render mais problemas para mim. Se alguém me visse perambulado por ali, a primeira coisa que iriam perguntar era o que eu estava fazendo, a segunda é se eu estava sozinha. Então, me certifiquei de chegar à minha barraca em completo silêncio, mas me assustei ao entrar nela. Fran estava acordada com os cabelos bagunçados e com uma lanterna iluminando o local.

– Violetta, onde é que você estava? Meu Deus, eu acordei e vi que você não estava dormindo – Fran falou rapidamente ao me ver entrando no local e fechando a entrada com o zíper. Ela não notou o meu rosto vermelho e nem as marcas roxas no meu pescoço.

– Eu fui encontrar com o Leon... – Falei com um fio de voz. Olhei para Fran assim que me sentei ao seu lado e ela se assustou ao me olhar claramente dessa vez.

– Por Deus Violetta, o que aconteceu? Porque você está chorando? – Ela se sentou melhor e retirou alguns fios de cabelos que cobriam o seu rosto inchado por causa do sono perdido – E esses roxos no seu pescoço? Onde você se machucou, criatura?

– Calma... Vou começar a contar do inicio – Minha voz se perdeu nesse exato momento. Respirei fundo, funguei mais uma vez e prendi o meu cabelo em um coque – Eu estava dormindo quando meu celular apitou ao receber uma mensagem de Leon. Eu acordei para olhar porque o toque dele é diferente... Enfim, a mensagem estava com várias letras trocadas, o que eu estranhei e muito, já que Leon nunca foi de escrever daquela maneira – Eu falava enquanto olhava para os meus próprios pés, não conseguia olhar para nenhum ponto fixo direito.

“Ele pedia para que eu fosse encontrar com ele na praia, eu fui, pensando que era algo importante, que ele queria falar comigo, ou até mesmo namorar. Mas quando cheguei no local mais afastado que ele estava, vi que existia um grupinho com ele. Todos eles estavam bêbados, e isso incluía Leon também. No começo, Leon ficou super feliz em me ver, então eu o levei para mais longe dali, porque apesar de ninguém estar em sua plena consciência, eu fiquei com medo que escutassem algo que eu não queria. Só sei que quando eu me afastei com ele, Leon começou a me beijar a força e a passar a mão no meu corpo. Ele me estuprou, Fran... E eu tentei relaxar o máximo possível, mas foi impossível não sentir nojo ou qualquer coisa ruim. Eu sei que se ele estivesse sóbrio, isso nunca teria acontecido. Mas mesmo assim, eu estou com ódio de Leon, ódio de mim mesma por ter ido lá... Eu estou com repulsa do meu próprio corpo.”

– Meu Deus do céu... – Foi a única coisa que Francesca falou depois de um longo silêncio que prevaleceu no local depois que eu contei o ocorrido. Seus olhos estavam ligeiramente marejados e os meus, bem, os meus já escorriam as lágrimas livremente como cascatas – Vem cá, minha linda.

Fran meio que saiu do seu transe e me puxou para o seu colo, alisando os meus cabelos em seguida.

– Eu não sei o que falar... – Ela sussurrou.

Eu neguei com a cabeça.

– Não precisa falar nada... Apenas me abrace e fique comigo, ok? – Perguntei olhando em seus olhos, onde um fiapo de lágrima estava prestes a pular de seus olhos. Ela assentiu com a cabeça e eu fechei os meus olhos, permitindo-me chorar sem medo. Eu estava segura ali com Francesca, naquela barraca. Mas o meu coração não, ele não estava... Parecia que ele andava por uma avenida pouco movimentada em uma madrugada, despedaçado e livre para qualquer perigo.

*

Leon’s POV

Acordei naquela manhã com uma puta de uma dor de cabeça. Eu estava deitado na areia, com o sol batendo fortemente em meus olhos e bem longe das cabanas. Foi então que flashbacks começaram a rodar em minha mente. Os meninos me chamando para sair um pouco, depois eles trazendo bebida, logo eu bebendo desesperadamente e depois... Meu Deus, eu forcei a barra com a Violetta! Droga Leon, droga! Você é um imbecil, seu idiota!

Levantei-me rapidamente, vesti minha camisa, correndo até à área onde estavam às cabanas, encontrando Francesca saindo da dela.

– Fran! A Violetta já acordou? Eu preciso falar com ela! – Praticamente gritei quando cheguei bem perto da minha amiga. Ela me olhou com uma cara feia, cruzou os braços e me fuzilou com aquele olhar assassino que só ela conseguia fazer direito.

– Por mim você nunca mais falava com ela, seu babaca! – Fran cuspiu as palavras e continuou a me olhar com uma cara de nojo – Você é um idiota, Leon! Sabe, você é um dos meus melhores amigos, mas eu não sei se dá pra perdoar isso. Você vacilou duas vezes seguidas logo! Bebeu novamente, depois de tantas promessas... E estuprou a Violetta! Eu não sei como eu vou conseguir falar com você novamente, de verdade. E a propósito, a Vilu está dormindo, mas mesmo se ela não estivesse eu nunca deixaria você ir falar com ela. Não nesse seu estado, com um bafo horrendo de bebida e depois de tudo o que você fez.

– Tudo bem que eu errei, mas eu estava bêbado, não estava consciente dos meus atos! – Elevei a voz o máximo que eu pude. Ninguém poderia ouvir aquilo, senão estaria mais fodido ainda. Assim que terminei de falar, Francesca se aproximou de mim e me deu uma tapa no rosto, fazendo com que minha bochecha queimasse de dor e raiva – Ok, me bata, me xingue, eu sei que eu estou errado... Mas vamos conversar civilizadamente, como bons amigos como sempre fomos.

– Eu não vou gastar o meu tempo com você... Não depois de tudo o que aconteceu. Eu tenho nojo de você, Leon. E dessa vez, não é uma brincadeira – Dito isso, ela se virou e entrou novamente na barraca, deixando-me novamente sozinho no “escuro”.

Xinguei-me internamente e segui para a praia novamente à passos firmes e largos. Joguei-me na areia e passei a socar o chão. Eu estava com vontade de arrancar aquela pele que meu corpo possuía, estava com vontade de arrancar meus cabelos, gritar o máximo que eu podia até perder a voz. Mas eu não podia fazer isso, eu não podia... Então me permitir a chorar. Chorei como se fosse a última vez que eu iria poder chorar, tentar tirar aquele amargo que minha boca possuía. Eu estava com medo, muito medo de perder minha melhor amiga e, principalmente, a mulher da minha vida...