Notas iniciais
Oláááááá lindas da minha vida, sabiam que vocês são as leitoras mais perfeitax desse mundo? Tomara que saibam kehjeihje enfim, este capítulo (triste, mas enfim) é dedicado pra Ju linda e maravilhosa que recomendou a fic. Oh yeah! Eu amei todas as palavras princess e esse aqui é pra ti! Obrigada por todas as leitoras lindas quem acompanham e comentam a fic, eu amo muito todas vocês ♥

Violetta’s POV

Acordei com o meu celular apitando histericamente na mesinha de cabeceira ao lado da minha cama. Cocei os meus olhos me acostumando com a claridade, peguei o aparelho e me deparei com as horas, já era quase meio-dia e Leon ainda conseguia dormir. Desbloqueei a tela e vi que era uma mensagem de Fran no WhatsApp:

O casal XX já acordou? Prevejo que a noite de vocês foi maravilhosa, porque se trancaram no quarto no meio da festa e de lá não saíram mais. Hum, vocês são muito safados mesmo. Mas fazer o que? Amo os dois do mesmo jeito. Enfim, deem notícias que ainda estão vivos, quando acabarem de procriar. Haha!”

Rolei os olhos e sorri ao terminar de ler a mensagem, Francesca era meio maluca mesmo. Sua amizade já era muito importante para mim, e agora, vou precisar dela mais do que nunca.

Levantei-me para ir ao banheiro, me olhei no espelho e vi uma linha de hematomas roxos fazendo uma trilha desde o inicio do pescoço até o final. Sorri ao tocar o local com as pontas dos dedos. As imagens da noite passada estavam muito claras em minha mente, cada toque, cada carinho, cada beijo, nunca iria esquecer daquilo.

– Bom dia – Estremeci ao ouvir a voz de Leon atrás de mim, mas relaxei quando ele me abraçou por trás.

– Bom dia – Falei e me virei para encará-lo, um sorriso brotava dos seus lábios. Toquei seus cabelos e fiz um carinho – Estava lembrando de ontem.

– Sobre o que necessariamente? Houve tantas coisas importantes ontem, não consigo identificar qual a que você está se referindo – Leon respondeu com um tom de riso e mordeu o lóbulo da minha orelha delicadamente. Dei uma tapa no seu ombro e o olhei zangada – É brincadeira!

– Sei – Belisquei sua bochecha e ri em seguida – Estou morrendo de fome.

– Quer me comer? – Ele gargalhou e eu arregalei os olhos – Brincadeirinha.

– Você é tarado mesmo, Meu Deus – Ri e depositei um demorado selinho em seus lábios – Acho que o almoço está quase pronto, mas eu preciso tomar um banho antes.

– Vamos tomar banho de banheira lá no quarto do meu pai e da Tia Maria? – Leon perguntou animado, ri da sua alegria – Vamos, nós merecemos.

– Tudo bem.

Vestimos roupões que estavam guardados em um armário dentro do meu banheiro e seguimos para o quarto principal. Por incrível que pareça, acho que eu só havia entrado aqui umas duas ou três vezes, então estava atenta aos detalhes.

– Você prefere água morna ou quente? – Leon perguntou quando entramos no banheiro, ele ligou a banheira e começou a jogar alguns sais para tudo ficar mais cheiroso e mais aconchegante.

– Morna.

Leon terminou de preparar o nosso banho matinal e ele veio para trás de mim, colocando suas mãos em frente ao meu corpo e desatando o nó que prendia o roupão em meu corpo. Aquele garoto só queria me matar, só pode, porque ele ficava distribuindo beijinhos no meu pescoço e passando os dedos delicadamente sob o meu braço inteiro. Minha pele estremecia a cada toque ousado dele.

– Lê, vamos tomar banho, agora não – Suspirei e me virei para olhar em seu rosto. Vi que um bico havia se formado em seus lábios, ri e depositei um selinho no local – Ei, esse bico é a minha propriedade.

Entramos dentro da banheira e finalmente conseguimos relaxar e ter um tempo mais calmo na nossa relação. Era tão esquisito aquilo, porque não éramos simples ficantes, tínhamos alguma coisa sólida, mas não como um namoro.

Aqueles pensamentos ficaram rondando a minha cabeça durante o banho inteiro, até que resolvemos sair, trocar de roupa e comer alguma coisa. Afinal, ainda precisávamos de comida para sobreviver, e se eu me lembro, eu não comi absolutamente nada na festa.

Voltei para o meu quarto e fui procurar uma roupa fresquinha para vestir, até porque o verão do Rio não estava dando trégua alguma. Coloquei um short branco e curto, vesti uma regata amarela, calcei chinelos e deixei os meus cabelos soltos, finalmente eles estavam menos rebeldes. Desci as escadas e encontrei a casa completamente limpa.

– Bom dia – Falei quando entrei na cozinha. Leon estava sentado na mesa e Olga colocava o almoço.

– Bom dia, querida – Ela respondeu educada.

– Eu estou morrendo de fome, Olga, não comi nada naquela festa – Sentei-me a mesa e automaticamente comecei a me servir.

– Meu Deus, passei praticamente a manhã inteira arrumando a casa, mas graças a Deus não havia nada melado com bebidas, era só mesmo a bagunça – Ela riu.

Eu e Leon rimos juntos ao lembrar da noite passada, aconteceu muitas coisas, mas com certeza algo em especial passava pela cabeça dele naquele momento, assim como na minha. Mas infelizmente o meu celular começou a tocar enlouquecido e eu fui obrigada a atender.

– Alô? – Falei ao atender a chamada, nem observei o nome do contato que estava presente na tela do celular.

– Alô? Violetta? – Ouvi uma voz de choro e não consegui identificar de quem era, apenas que era uma mulher – É a Esmeralda.

– Ah, Esmeralda, me desculpa, mas é que eu não reconheci sua voz – Ri nervosamente e escutei um suspiro do outro lado da linha – Aconteceu alguma coisa com o meu pai? Você está com uma voz de choro...

– Ah Vilu, eu não sei nem como te falar isso...

– Pelo amor de Deus, fala logo o que está acontecendo, eu estou ficando preocupada! – Disse com a voz já falha, meu coração estava apertado e uma lágrima já estava querendo pular para fora do meu olho. Droga, droga, droga, não pensa nisso, Violetta, não pensa...

– Violetta, seu pai morreu – Esmeralda soltou aquelas palavras e em seguida começou a chorar compulsivamente. Lágrimas idiotas e doloridas começaram a escorrer sob minha face, sem hesitação e nem impedimento. A minha mão foi descendo devagar e sem querer e nem perceber, deixei meu celular novinho em folha cair no chão e se estilhaçar completamente. Deitei minha cabeça em cima da mesa e me permitir chorar desesperadamente.

– Violetta, o que está acontecendo?! – Ouvi Leon gritar a me ver naquele estado. Senti suas mãos em meus braços e cabelos, mas eu não conseguia me mexer, a única coisa que eu fazia era chorar, e como fazia.

– Leon... Meu pai... Ele... Ele faleceu... – Minha voz saiu fraca e falhada, os soluços e a tristeza impediam que eu falasse algo de maneira correta e firme. Leon me abraçou fortemente e começou a chorar junto a mim, não entendia aquela reação dele, pois os dois não se conheciam. Mas aquilo não importava, eu estava sofrendo demais para pensar em qualquer coisa. Como é que seria minha vida agora sem o meu pai? Eu amava minha mãe, mas a ligação que eu tinha com o meu pai não havia explicação, era uma coisa incrível, que poucos entendiam.

Foi o meu pai que me levou no meu primeiro dia de aula, foi ele que me colocava para dormir e contava as histórias das princesas inventadas e que eu adorava. Foi ele que foi falar com o meu primeiro namorado e disse que se eu derramasse uma lágrima, ele estaria literalmente fodido. Era ele que eu podia confiar plenamente, aquele que me ajudava a estudar e a passar pelos problemas mais sérios... E agora eu nunca mais poderia abraçá-lo, sentir o seu perfume que eu já estava tão acostumada, ele nunca me veria formada. Isso doía, doía muito, parecia que facas estavam cortando o meu coração pouco a pouco e, realmente estavam.

1 semana depois

Hoje era o dia do enterro do meu pai e meus olhos pareciam duas crateras fundas e rodeadas de olheiras roxas. Minha mãe havia voltado de viagem e eu passei sete dias chorando, deitada numa cama e praticamente sem comer. Com certeza eu havia perdido alguns quilos pela falta dos alimentos necessários, mas porra, quem liga? Eu só queria o meu pai de volta mesmo.

Levantei da minha cama e segui para o banheiro, tomei uma ducha rápida e segui para o closet procurando alguma roupa escura, ‘perfeita’ para a ocasião. Achei um vestido azul-marinho um pouco rodado e coloquei no corpo, calcei tênis na cor rosa escuro e coloquei um óculos escuros tapando os meus olhos, eu já era feia e estava mais ainda. Deixei meu cabelo solto como de costume e peguei o meu novo celular que estava em cima da cama, porque o outro havia quebrado totalmente, desci as escadas e encontrei minha família sentada no sofá.

– Vamos filha? – Minha mãe perguntou assim que me viu, todos usavam óculos escuros, mas eu podia ver que minha mãe estava com uma cara abatida, assim como a minha.

– Leon, a gente pode ir de moto? Preciso espairecer um pouco – Perguntei olhando para ele, torcendo para que ele falasse um sim.

– Claro, vou pegar a chave lá no quarto – Leon prontamente respondeu e foi até a mim depositando um beijo na bochecha, ele subiu correndo para o quarto.

– Tem certeza de que não quer ir conosco, querida? O dia está meio nublado, pode ser que chova... – Tio Matias perguntou preocupado, ele veio até onde eu estava e me abraçou. Senti o cheiro do seu perfume e lembrei-me do meu pai, como eu queria tê-lo comigo, aqui, agora, nesse momento.

– Não tio, eu quero ir com o Leon mesmo.

Ele apareceu pouco tempo depois e fomos em direção à garagem, onde a moto estava estacionada. Subimos no veículo, colocamos os capacetes e seguimos para o cemitério, local onde eu nunca queria ter ido.

Chegamos rapidamente no local, até porque o cemitério era um pouco perto da casa em que morávamos. Meus tios, primos e minha avó estavam lá, cumprimentei todos e seguimos para o local do sepultamento. Minha família havia encomendado várias coroas de flores, mas eu segurava apenas uma rosa branca, a favorita do meu pai, pois foi com elas que o buquê da minha mãe foi feito, e bem, ele ainda a amava.

– Descanse em paz meu amor, eu amo você – Sussurrei bem baixinho, como se meu pai pudesse ouvir de dentro do caixão. Mas ele realmente podia me ouvir, eu sentia isso dentro do meu coração, poderia ser clichê, mas ele estava me olhando lá de cima, disso eu tenho a mais concreta certeza. Joguei a rosa em cima do caixão preto e os homens começaram a jogar areia.

Fui até onde Leon estava e pedi para que fossemos embora, eu não queria ficar mais naquele local horrível, era muito dolorido. Despedi-me de toda a família do meu pai e fui com o Leon até onde a moto estava, me livrando daquele terrível espaço.

– Leon, podemos ir para outro canto? Não quero ficar dentro de casa e chorar mais do que já chorei – Perguntei assim que chegamos a uma avenida bastante movimentada.

– Claro.

Ele nos levou até a praia de Ipanema, o primeiro local em que fomos juntos esse ano, local também onde eu havia dado uma tapa em seu rosto, devido ele ter me roubado um selinho.

– Você se lembra de que foi perto daqui que você me violentou? – Leon perguntou calmamente enquanto mexia nos meus cabelos. Estávamos deitados na praia e eu ri do seu comentário, pela primeira vez naquela semana.

– Que calúnia – Respondi rindo ainda – Apenas me defendi.

– Você fez curso de tapas, porque olha...

– Só você mesmo para me fazer rir, Leon – Disse me sentando e olhando os seus olhos – Obrigada por ter sido tão compreensivo comigo esses dias...

– Eu só quero te ver feliz, apenas isso.

– Eu vou ficar bem, até porque, você me faz feliz.

Notas finais
Triste né? Enfim, necessário para o desenrolar da história ♥ Amo vocês!