Give Me Love
18 Vingança e Covardia
Notas iniciais
Scorpius permaneceu esperando por Rose por duas horas, na esperança de que ela tivesse se atrasado por algum motivo importante ou bobo, mas já na primeira hora começou a perder as esperanças, e na segunda foi embora, decepcionado e triste, sua ultima faísca de esperança a ponto de se apagar.
Quando ele chegou no dormitório da Sonserina, trombou com Alvo, que também estava para entrar, e perguntou:
–Você soube da Rose? Combinamos de nos encontrar, mas ela não apareceu.
–Cara, ela está na enfermaria, passou muito mal há umas duas horas, desmaiou e tudo, acho que a Lily está lá com ela agora.
–Oh Merlin, obrigada Al, estou indo lá vê-la agora mesmo.
Quando Scorpius chegou na enfermaria, só havia Rose lá, em uma das camas perto da porta, a enfermeira foi avisá-lo de que ele não podia entrar, que Rose precisava de descanso, mas ele insistiu tanto que ela acabou por deixa-lo por no máximo meia hora.
–Oi – ela disse com um sorriso de canto de boca. – Desculpa não ter ido.
–O que aconteceu, Rose? – ele perguntou preocupado, e se sentou na cama ao lado, olhando para ela, que estava se sentando.
–Eu desmaiei, só isso, estou melhor agora, porém preciso passar a noite aqui.
Ela hesitou, olhando para um lado e para o outro, e por isso Scorpius sabia que ela estava mentindo, ou encobrindo alguma parte do que havia acontecido.
–Não Rose, não foi apenas isso, não mente pra mim, eu sei quando você não está bem, eu vejo dor em seus olhos, uma dor que não poderia ser causado apenas por um desmaio... Me diz, por favor, o que aconteceu?
Ela respirou fundo e disse:
–Eu acho que preciso entender primeiro, pode me dizer, tudo o que iria se eu tivesse aparecido.
–Ah Rose, eu te amo tanto, quero que entenda que eu nunca falaria aquilo de verdade, eu só disse porque fui idiota, queria tirar aqueles dois do meu pé e acabei por falar o que não deveria. Perdão, porque eu nunca quis dizer isso de verdade de você, nunca mesmo.
Rose tinha lagrimas nos olhos, ela começou a chorar e Scorpius tomou sua mão, numa tentativa de acalma-la, ela não retirou sua mão, mas pareceu sensível ao toque, pareceu arrepiar.
–Não sei se estou pronta pra te perdoar por completo, mas eu preciso contar para alguém o que aconteceu, ou vou acabar explodindo.
Ele apertou sua mão, ela fechou os olhos e hesitou por um instante.
–Por favor, me da arrepios ser tocada por um garoto depois do que me aconteceu, mesmo por você – ela respirou fundo, ele retirou sua mão de cima da dela e esperou que ela falasse. – Eu estava indo te encontrar, quando dois garotos me atacaram... Primeiro um deles me provocou me chamando de vadia, puta e o que mais você imaginar, depois o outro apareceu e me atacou por trás... Eles me estupraram e abusaram de mim de todas as formas que você puder imaginar, no banheiro masculino, e ninguém apareceu para me ajudar...
Quando Rose terminou de contar, Scorpius se levantou cheio de raiva, não podia acreditar que aquilo havia acontecido à ela, ele queria espancar até a morte quem quer que fossem os dois garotos, a voz dela o chamou, ele a olhou, queria abraça-la, queria reconforta-la, porém sabia que aquilo só pioraria a situação, para ela agora ser tocada por um garoto deveria ser horrível...
–Quem são eles? – ele perguntou. – Porque eu vou mata-los, eu juro pra você Rose, que eles vão pagar pelo que fizeram.
–Scorpius, não faça nenhuma burrada, por favor...
–Quem são eles? Me fala, Rose!
–Seus amigos, Scorpius – ela falou, ainda chorava . – Os mesmos com quem você falava quando tudo começou.
–Você já contou isso para mais alguém, para a enfermeira, a diretora?
Ela negou com a cabeça, Scorpius chamou a enfermeira e disse para Rose que ela deveria contar a ela, depois saiu da enfermaria as pressas, estava pronto para enfrentar o que quer que fosse, pronto para vinga-la.
–Scorpius, não! – ele ouviu-a gritar de longe, mas não parou, precisava fazer algo, ninguém podia tocar em Rose, a não ser que ela deixasse, ele ficava pensando aonde é que esse mundo iria parar, com esse bando de... Nojentos achando que podem fazer essas coisas e saírem impunes.
Quando chegou ao dormitório da Sonserina, Scorpius foi direto aonde seus dois “amigos” costumavam ficar, quando viu Francis, um deles ali por perto, não demorou a ir para cima dele com toda a fúria e raiva, ele queria vingança por toda aquela covardia, e iria tê-la, não importa o que lhe custasse.
Derrubou Francis no chão, e o garoto de cabelos negros se contorceu, perguntando o que havia feito e tentando sair de cima de Scorpius. Ele bateu e socou a cara dele, porque nada menos do que isso aquele idiota merecia, ele precisava aprender.
–Acha que pode sequer tocar alguma mulher sem sua permissão? Você é um nojento, Francis, não sei como um dia pude me importar com o que você e o outro idiota do Will pensassem sobre mim.
E bateu nele mais uma vez, viu sangue em sua mão e no nariz do outro garoto, marcas roxas seriam deixadas naquele rosto, ele esperava.
–E pode avisar ao Will, que quando eu o vir, ele também vai receber o que merece, e você? Ah, pode apostar que isso ainda não acabou – e deu-lhe um ultimo tapa, levantando-se e vendo todos ao redor o olhando, saiu dali com intenção de ir à diretoria, temendo que Rose ainda não houvesse dito nada.
Ele nem precisou ir muito longe, alguns passos depois do dormitório, encontrou a diretora McGonagall andando em direção ao dormitório do qual ele estava voltando.
–Diretora Minerva – ele disse apressado. – Preciso conversar com a senhora...
–Se for sobre a senhorita Weasley, não há necessidade senhor Malfoy, eu já estou ciente de tudo, só espero que o senhor não tenha feito a besteira de querer fazer justiça com as próprias mãos – ela disse o olhando seriamente.
Scorpius não se arrependeria do que havia feito, porque ele havia feito o que deveria ter sido feito, nem toda a justiça do mundo poderia compensar o que aconteceu com Rose, mas pelo menos ele poderia tentar vinga-la.
–Senhor Malfoy, tem algo a me dizer, antes que eu descubra por mim mesma? – ela disse, olhando para as mãos dele, que estavam ensanguentadas. Scorpius não as escondeu e também não mentiu.
–Eu precisava fazer algo diretora...
–Sim, você precisava alertar à diretoria, e pelo que me parece já havia orientado a Srta. Weasley a fazer isso... Então é, você fez alguma coisa, não é mesmo?
Ela tinha certo olhar nos olhos, que fazia Scorpius acreditar que ela não diria nada a respeito daquilo, e que ele não receberia uma detenção por ter praticamente espancado alguém, o porque ele não sabia, mas suspeitava.
–Ótimo, agora se me da licença, tenho que tomar algumas providencias sobre o que aconteceu.
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