Give Me Love
9 Why Bother?
P.O.V Katie
Eu e Emma descemos a escadas, eu estava meia chateada. Não queria decepcionar ninguém logo de primeira, isso seria um mico e seria cômico provavelmente mas eu não iria curtir isso. Eu queria ser alguém pra eles, e esse alguém que não decepcione com toda certeza do mundo de cara, acho que eles não sabiam quem eu era de certo e nem queriam saber, acho que eles não esperavam que eu os decepciona-se mas o quê eu posso fazer? Eu sou uma decepção então... Por que meus atos não vão ser?
Eu e Emma descemos as escadas e tudo parecia ali uma eternidade de repente.
– Se você quiser eu posso... Sei lá, falar mais sobre as coisas da história dos contos de fadas – Ela falou quebrando o gelo, olhei para ela e dei um meio sorriso. – Eu adoraria saber mais sobre você também – Ela completou.
– Yeah! – Eu falei. – Eu adoraria ouvir mais sobre você também! – Completei e ela me olhou sorrindo. Chegamos a lanchonete e avistamos logo de cara Mary Margaret junto á David e Henry, eu sorri e fomos até eles. Muitos nos olhavam estranho, ainda era algo diferente de se acostumar quando é alguém de fora, eu entendo bastante aliás, daquilo tudo.
Nos sentamos e começamos a comer e jogar começa fora quando Henry olhou para a porta que subitamente foi aberta e saiu correndo, era um homem, Henry estava tão animado que nem parecia que esse homem havia acabado de chegar, foi estranho. Emma também se levantou assim como todos na mesa, eu fiquei sentada pois eu não o conhecia, ele chegou perto na mesa com Henry ainda abraçado a ele. Eu vi que ele me encarava então vi que ele queria me cumprimentar, resolvi me levantar e fiquei cara a cara com ele.
Me levantei, Emma se posicionou ao meu lado e sorriu amigavelmente o que aumentava o meu nervosismo, eu não conhecia ninguém ali dentro e ele parecia ser alguém de extrema importância.
– Oras, vejo que tem mais alguém aqui! Como posso ser tão mal educado? – O homem esbravejou e depois gargalhou soltando uma mão do seu abraço interminavelmente com Henry. – Eu sou Neal! – Ele falou e eu fiquei em choque por uns segundos. Ele ainda estava com a mão estendida, eu estava chocada demais para voltar para a realidade mas a voz de Emma me fez voltar.
– Neal, eu quero que você conheça sua f...
– Eu sou Katie – Falei interrompendo Emma e apertando a mão do meu suposto “pai”, eu não tive muito tempo para saber da minha vida toca porém, Henry já havia me contado quem era o tal do Neal era meu suposto “pai”, mas eu não o considerava meu pai. Eu nunca iria o perdoar pelo o quê ele fez Emma fazer comigo, Ok, eles eram adolescente mas era uma vida em jogo, eu poderia um dia até perdoar Emma mas eu nunca o perdoaria, ele fez ela desistir de mim até onde eu sei da história. Emma me olhou surpresa com minha Interrupção mas eu não podia falar a verdade, eu não estava pronta. Ok, eu estava sendo uma fracote então tá, que assim seja.
– Você está bem? – Ele me perguntou e eu simplesmente não consegui me controlar, eu estava falando com ele... Meu pai! De repente, meu coração bateu mais forte, as coisas começaram a girar e eu nem sabia como isso estava acontecendo, ele estava preocupado ali comigo, que estranho ele nunca se preocupou, ele nem sabe quem eu sou, meu Deus! O quê há de errado comigo hoje? Eu fiquei nervosa, ele tocou na minhas mãos delicadamente. – Hey! Katie, você está bem? – Ele me perguntou de novo e eu respirei fundo.
– Claro, é... Eu estava no hospital recentemente – Falei mas ainda não estava na realidade no total.
– Espero que esteja bem – Ele falou e demonstrou um pingo de preocupação, mas eu não entendi o porquê dele demonstrar.
– É, eu também – Sussurrei olhando para Emma. – Eu esqueci, estou atrasada, eu acabei de lembrar que tenho um compromisso – Falei de repente e ele olhou para mim meio confuso. Emma apertou minha mão mais forte, eu fiz o mesmo gesto.
– Nossa, mas está tão cedo – Neal comentou e eu concordei balançando a cabeça positivamente. – Talvez podemos nos encontrar de novo, não é sempre que nos vemos pessoas novas aqui, não é amigão? – Ele falou e na última fala ele abraçou mais forte Henry que gargalhou, eles eram o pai e filho perfeito, eu não queria estar ali no meio, eu não pertencia ali, Deus! O quê eu estava pensando quando eu decidi apenas ir e procurar por respostas? Nossa! Eu concordei com o que Neal disse e me virei para trás olhando para Emma. – Não diga nada – Falei sem som algum e ela leu meus lábios. E me olhou triste, eu neguei com a cabeça e engoli seco.
– Oh, querida! – Sussurrou Mary Margaret e eu ignorei saindo pela porta, Emma gritou meu nome mas eu resolvi ignorar. Deus, o quê eu estava pensando quando vim para lá? Droga, droga! Me deparei com alguém enquanto saia e quase caímos no chão. – Me desculpe, droga! – Eu resmunguei baixinho enquanto olhava para cima e via a figura de Hook olhando para os meus olhos. Empurrei ele e ele resmungou algo como “calma, princesa”, eu não estava com tempo e muito menos paciência para aquilo tudo então eu resolvi sair dali, e ouvi que alguém me seguia mas nem liguei para nada, eu saí na direção da saída da cidade. Liguei para Cook e deu na caixa postal, deve ser porquê ele tinha se divertido tanto. – Cook, ainda tem espaço para mais um aí? – Perguntei deixando a mensagem na caixa postal e desliguei o telefone me sentando em uma pedra e colocando as minhas mãos na cabeça.
– Você está indo para o lugar errado – Alguém falou, era Hook. Levantei minha cabeça daquela posição e o encarei.
– Você não sabia para onde eu estava indo – Retruquei e ele riu despreocupado se sentando no chão ao meu lado.
– Isso é verdade! – Ele comentou. Se sentou ao meu lado e pegou algo na sua jaqueta de couro, era uma garrafinha de bebidas, eu ri daquilo e ele me olhou enquanto bebia. – O quê? – Perguntou se referindo as minhas risadas.
– Nada! – Respondi rindo ainda mais e ele acompanhou a risada comigo, nem eu entendi mais a razão.
– Por que você saiu correndo igual a uma garotinha assustada? – Ele perguntou depois que o silêncio começou.
– Não interessa a você – Falei maldosa.
– Uh, eu gosto disso! — Ele falou tentando ser o mais sexy possível. É, ele era mas não iria cair no papo de qualquer um não.
– Você nunca vai conseguir, Hook. Não comigo – Falei cortando logo o seu jeito.
– Eu não sou de desistir fácil – Ele falou e eu dei de ombros. – Por que saiu tão depressa dali? – Ele perguntou e eu virei o meu rosto.
– Nada – Respondi e ele bufou rindo logo em seguida.
– Isso é por causa do Neal, não é? – Ele perguntou e eu estremeci, meu rosto não podia negar que na minha mente se travava uma guerra de sentimentos, eu não sabia o quê eu deveria sentir naquele momento.
– Não – Respondi tentando parecer convincente.
– Eu sei que é – Ele falou, eu o olhei e ele deu de ombros.
– Por que se importa? – Eu perguntei. Ele deu de ombros e se levantou logo em seguida, ótimo, ele também ia embora. Eu ia abaixar minha cabeça novamente mas vi que ele estendeu a mão para mim. – O quê? – Perguntei rude como sempre.
– Vamos, venha comigo – Ele falou balançando a mão estendida.
– Mas onde? – Eu perguntei e ele bufou.
– Eu vou te mostrar uma coisa – Ele falou e eu bufei, pensei em pegar sua mão mas seria fácil demais então me levantei sozinha e passei por sua mão, ele riu e seguiu andando comigo. Eu o segui pois ele começou a fazer um caminho totalmente estranho pela floresta, eu já estava perdida mas droga, o quê eu tinha a perder naquela altura do campeonato? Andamos tanto que acabamos parando lá na praia, eu achei estranho aquilo, era o cais, não era a praia realmente mas víamos o mar. Vi um navio parado no cais, presumi que era do Hook mas nem citei nada, ele se sentou perto no banco de madeira que havia ali e eu me sentei ao seu lado olhando a paisagem, sei que Hook fazia o mesmo, estava um silencio mas não era um silencio ruim.
– Eu conheço o Neal, sabe – Hook começou a falar matando aquele silêncio.
– E? – Perguntei.
– E... Que eu tinha algo com a mãe dele – Ele falou e eu arregalei os olhos para ele.
– Então quer dizer que você é o padrasto do Neal? Meu avô? – Perguntei e ele fingiu tremer-se todo, eu ri daquilo.
– Longe disso, não leve as coisas tão á sério! – Ele falou e eu dei de ombros.
– O quê posso fazer se você não sabe explicar as coisas direito? – Perguntei e ele riu concordando comigo.
– É verdade! – Ele falou e se calou.
– Hey, como foi isso tudo? – Eu perguntei, ele me deixou na curiosidade mas ele resolveu falar da história. Eu me impressionei com tudo que ele me contava, Neal, meu pai, era filho de Sr.Gold que na verdade era Rumplestiltskin e a mãe dele fugiu e foi parar no navio do capitão, eles se apaixonaram, é, foi uma história bem de contos de fadas mesmo mas como a de todos os vilões, nunca tem finais felizes. Foi impressionante, na verdade. – Nossa! – Eu falei suspirando, sem palavras. É, estranho aquilo.
– Bem difícil, não é? – Ele perguntou sarcástico. Eu concordei mas depois ficamos naquele silêncio de novo, sei que ele me olhava querendo saber da minha história.
– Ok! Neal nunca me quis, isso não é novidade. Aí ele convenceu Emma de não me ter, mas ela me teve de todo o jeito, eles brigaram, ela... Eu não sei o quê ela foi fazer, correu atrás dele e nem sequer se importou comigo, me deixou numa porta de hospital, ninguém me levou até que um ser viu que eu gritava e berrava tanto, me levou e me deixou lá dentro – Eu falei e ele me olhava concentradamente mas eu não o encarava, eu olhava para o mar me deixava mais segura. – Eu passei até os meus 7 anos no Orfanato, até que então... Eu fui adotava, mas minha família adotiva era uma droga, eles eram... Nenhuma deles me queriam como filha – Falei e pude ter certeza que ele entendeu, ele mexeu a mão dele querendo pegar na minha mas eu tirei a minha mão da perna, eu não queria aquilo para mim de fato. – Então eu decidi fugir, as coisas ficaram complicadas, eu... Eu fiz coisas erradas – Falei pensando bem na vida.
– Eu sinto muito – Ele falou.
– A vida não é fácil pra ninguém – Retruquei e ele riu concordando comigo, olhei para ele e ele tinha aqueles olhos fixos nos meus. E se aproximava mais de mim mas logo virei meu rosto e ele riu descaradamente de novo. – Você não vai conseguir, Hook, já lhe disse – Falei e ele riu mais uma vez se levantando e ficando na minha frente, então me levantei também e ficamos olhando o mar mais perto e ele ficava me olhando mais e mais.
– Sabe...
– O quê? – Perguntei o interrompendo.
– Eu vou ganhar seu coração – Ele falou me olhando então eu parei o encarando.
– Não, ao que parece, eu ganhei o seu – Retruquei meia confusa mas ele riu. – Não faça isso – Eu falei tentando fazer para-lo com aquilo.
– O quê? -Ele perguntou.
– É seu? – Perguntei mudando de assunto de repente, ele se confundiu mas eu apontei para o navio.
– É, todo meu – Ele falou com orgulho. Eu ri daquilo.
– É... Porque você é um pirata – Falei pensando bem de novo sobre ele. Ele ficou calado. – Porque você é um vilão – Falei pensando no que eu estava fazendo ali, ele me olhou e parecia um tanto magoado, ele sabia que eu não queria mais problemas e depois ele abaixou a cabeça e deu um sorriso irônico como se ele dissesse que eu não parecia quem eu era.
– Yeah! Isso eu sou -Ele falou me olhando depois.

Eu dei um meio sorriso para ele. Começamos a conversar sobre coisas aleatórias. Depois de um tempo ouvimos passos e pessoas se aproximando, nos viramos para trás e vimos Neal, Henry, Emma, Mary Margaret, David... Chegou a companhia, ótimo.
Neal andava apressado para nossa direção o quê me deixava ainda mais nervosa, Hook olhou para mim estranho mas não se afastou, pelo o contrário, ficou do meu lado o tempo inteiro. Neal chegou na minha frente e ficou me olhando por uns momentos.
– Por que você não me disse? – Ele me perguntou.
– Não tinha nada pra ser dito – Respondi e ele ainda me olhava.
– E em vez de estar contando que você é supostamente minha filha você fica com o pirata? – Ele me perguntou, nossa, bem original.
– Eu não consigo acreditar! Supostamente? O quê você quer dizer com isso? Ah, eu acho que eu sei... Você quer dizer que eu vim lá das cidades grandes atrás da minha família para eles pensarem que eu sou supostamente sua filha? Vá se ferrar! – Eu gritei bem alto e nessas alturas todo mundo já estava lá para me olhar.
– E você vai ficar com ele? – Ele perguntou e eu podia assegurar que Hook tinha um sorriso sarcástico no rosto.
– Se eu quisesse, é, eu ficaria – Eu respondi e Neal e Hook arregalaram os olhos para o meu lado, eu ri ironicamente.
– Você está ficando com ele? – Ele perguntou.
– Nossa, não, não! – Respondi para Neal e ele se relaxou. – Você nunca foi meu pai, nunca procurou por mim, por que acha que pode vim agora e tentar estragar tudo? – Eu perguntei para ele. Ele não me respondeu e ficou me olhando, eu balancei minha cabeça. – Você pode achar que é meu pai porque chegou agora mas eu nunca, me escute bem, nunca vou ser sua filha – Falei e ele me olhou semicerrando os olhos confuso e magoado. – Não me venha ser agora algo que você nunca foi – Falei irritada. Ele não falou nada, ficou apenas calado. – É, seja o covarde que sempre foi e fique ai, calado – Falei irritada e indo embora, fazendo um caminho pela floresta, logo começou a anoitecer e eu nem sabia onde estava, me sentei perto de uma arvore e fiquei lá pensando na vida, eu não deveria ter voltado, nunca deveria na verdade. Eu devia estar longe, em Vegas a essa hora. Logo depois eu adormeci, mesmo numa floresta mas com meus pensamentos fluindo na minha cabeça.
Fale com o autor