Give Me Love

1 Capítulo único


Notas iniciais
Olá amores!!!! ^---^ parabéns pra mim por que hoje é meu aniversário!!!! o/ !!! ... cri... cri... cri ... u.u ... enfimmmm... o aniversário é meu, mas o presente também é de vocês por que vai ter Shizaya em dose TRIPLA!!! ^---^ É isso mesmo! Vou postar três oneshots Shizaya pra vocês!!!! A primeira é essa aqui - meio óbvio, né... u.u - e as outras duas vou postar em seguida, os títulos são: "Ironias" e "Incertezas". Ah, e escutem a música enquanto leem, ok?! "give me love" do Ed Sheeran!!!!

Izaya estava perplexo. Chocado. Completamente sem palavras. Aquilo não estava acontecendo. Não... É claro que não! Shizuo era imprevisível, um monstro imprevisível, mas jamais diria justamente aquelas palavras para si. Impossível! Sem dúvidas era uma alucinação, e a julgar pelo silêncio incrédulo e o olhar chocado de cada integrante daquela pequena multidão que havia se formado ao redor deles para assistir o desfecho de mais um confronto entre as duas figuras mais conhecidas e temidas da cidade, deveria ser uma alucinação coletiva.

~*~

Me dê amor como ela

Por que ultimamente tenho acordado sozinho

Pinte lágrimas escorrendo na minha camiseta

Disse a você que os deixaria ir

E que vou lutar pelo meu canto

E que talvez eu te ligue a noite

Depois do meu sangue virar álcool

Não, só quero te abraçar

~*~

O informante piscou uma, duas, três vezes, antes de finalmente se recuperar do choque e então começou a rir. Primeiro um sorriso de canto, que logo cresceu e se espalhou, tornando-se bem cínico, e então, um pequeno riso escapou por entre os lábios, um riso sarcástico, que foi crescendo até se tornar uma gargalhada histérica, seus olhos até chegaram a lacrimejar.

O riso escandaloso pareceu fazer com que os demais saíssem do transe, alguns até arriscaram uma risada, e outros, mais sensatos, apenas observavam atentamente àqueles dois homens, alternando olhares perspicazes entre um e outro e prontos para se afastarem no primeiro sinal de perigo.

– Essa foi boa, Shizu-chan! – o moreno disse depois de longos minutos de gargalhada – Nunca imaginei que gostasse de contar piadas. – sorriu de forma sarcástica enquanto cravava os olhos no loiro a sua frente, pronto para correr caso ele tentasse acertá-lo. Franziu o cenho ao observá-lo melhor. Shizuo estava com raiva, claro, seus punhos estavam fechados com muita força e ele parecia prestes a matar alguém, qualquer um, mas ao mesmo tempo sua expressão era quase... constrangida? Seu sorriso foi desaparecendo aos poucos à medida em que a conclusão dos fatos o atingia.

Shizuo havia sido sincero.

Por mais absurdo que fosse, ele realmente havia sido sincero.

O informante permaneceu sério, calado. Não disse uma só palavra. Mesmo quando o outro, depois de longos minutos, simplesmente lhe deu as costas e foi embora. Não sabia o que dizer.

~*~

Me dê um pouco de tempo ou queime isso

Vamos brincar de esconde-esconde para virar isto

Tudo que quero é o sabor que seus lábios permitem

Meu, meu, meu, meu, oh, me dê amor

Meu, meu, meu, meu, oh, me dê amor

~*~

Virou o primeiro copo. Depois o segundo. O terceiro... Já havia perdido a conta de quanto álcool havia ingerido e nem saberia dizer a quanto tempo estava bebendo, só tinha a vaga noção de o dia ainda estar claro quando entrou naquele bar e agora, a menos que estivesse tão bêbado a ponto de não distinguir claro de escuro, já havia anoitecido, e pelo visto, há muito tempo.

Maldita hora em que havia aceitado a provocação de Izaya. Maldita hora em que havia se deixado levar pela raiva. Maldita hora em que resolvera abrir a boca e confessar tudo aquilo que o estava sufocando há tempos. Maldita hora em que havia em que havia se apaixonado perdidamente por Izaya.

Era até irônico ter se apaixonado justamente por ele, não havia lógica alguma nisso. Izaya era de longe a pior pessoa que já havia tido o desprazer de conhecer, era mentiroso, inescrupuloso, manipulador, dissimulado, cruel, e Shizuo tinha sérias dúvidas de que ele sequer soubesse o que era ter sentimentos que dirá realmente tê-los ou ser capaz de sentir algo verdadeiramente por alguém.

Estava fodido. Muito, muito fodido.

~*~

Me dê amor como nunca antes

Por que ultimamente tenho desejado mais

E faz algum tempo, mas ainda sinto o mesmo

Talvez eu devesse deixar você ir

Você sabe que vou lutar pelo meu canto

E que talvez eu te ligue hoje à noite

Depois que meu sangue estiver se afogando em álcool

Não, só quero te abraçar

~*~

Demorou quase o dobro do tempo que gastaria para chegar ao prédio em que morava se estivesse sóbrio, na verdade, já foi muito chegar lá levando-se em conta o grau de embriaguez em que se encontrava. Não costumava ingerir bebida alcoólica, geralmente só tomava uma dose ou duas em festas ou ocasiões especiais, aquela era a segunda vez em toda a sua vida que se embebedava e havia sido basicamente pelo mesmo motivo, ou melhor, por causa da mesma pessoa.

Desde o início sempre se sentiu estranho, confuso e irritado quando o assunto era Izaya. No começo só havia raiva, mas com o tempo, não fazia idéia de como ou quando, outras coisas foram surgindo sem que se desse conta. Izaya era detestável e irritante, sempre fora, mas quando o estava perseguindo, jogando coisas com o intuito de acertá-lo, sentia-se em paz.

Era irônico.

Sempre detestou violência, mas jamais conseguiu se controlar e isso o frustrava, o deixava angustiado. Izaya era sua válvula de escape, com ele não precisava se conter. E isso era bom. De alguma forma estranha e deturpada, Izaya lhe fazia bem. E isso fez toda a diferença.

Logo depois que se formaram no colégio Izaya desapareceu, sumiu completamente, ninguém sabia de seu paradeiro, sequer se ele estava vivo. No início isso não o afetou em nada, claro, dizia estar feliz e aliviado por ele finalmente ter sumido de sua vida, mas com o passar dos meses, a felicidade foi virando angústia e o alívio, preocupação. Queria vê-lo. Não, precisava vê-lo! Saber se estava bem, ou ao menos vivo, e só de pensar na possibilidade de ele não estar, algo em seu interior se apertava tão dolorosamente que mal conseguia respirar. Não podia viver sem ele.

E foi então que percebeu o que tudo aquilo significava.

Quando ele voltou, foi como se a mão invisível que comprimia seu coração simplesmente desaparecesse e ele enfim pudesse respirar novamente. Estava apaixonado. Ainda o detestava, sempre o detestaria, mas duvidava que fosse deixar de amá-lo.

Estava fodido. Muito, muito fodido.

Aquela foi a primeira vez que se embebedou.

~*~

Me dê um pouco de tempo ou queime isso

Vamos brincar de esconde-esconde para virar isto

Tudo que quero é o sabor que seus lábios permitem

Meu, meu, meu, meu, oh, me dê amor

Meu, meu, meu, meu, oh, me dê amor

~*~

Não deveria ter bebido tanto.

Sempre fora muito resistente, em tudo, inclusive para bebidas alcoólicas, portanto, não deveria estar tão bêbado, pelo menos não a ponto de ter alucinações. Sim, por que, com certeza aquilo era uma alucinação! Estreitou um pouco os olhos, como se isso fosse fazê-lo enxergar melhor, coçou-os, piscou várias vezes, mas ele continuava ali, de pé, em frente à sua porta, esperando-o.

Sabia que não era real, mas não pôde impedir que uma centelha de esperança penetrasse em seu coração. Se aproximou aos tropeços, até estar a meros centímetros de distância, se forçando a não piscar com medo de que ele desaparecesse se o fizesse. Queria tocá-lo, abraçá-lo, sentir o gosto dos seus lábios pelo menos uma vez, mesmo que fosse por meio de um devaneio criado por sua mente entorpecida.

Ergueu a mão lentamente, hesitando por um instante antes de finalmente tocar seu rosto. Podia senti-lo. Finalmente o estava sentindo. E queria sentir mais, muito mais.

Foi com desespero que uniu seus lábios aos dele, deliciando-se com o doce sabor daquele beijo e rodeou-lhe a cintura, prendendo-o seguramente entre seus braços. Queria tê-lo ali para sempre. Queria que aquele momento jamais se findasse.

~*~

M-meu, m-meu, m-meu, me dê amor, amante

M-meu, m-meu, m-meu, me dê amor, amante

M-meu, m-meu, m-meu, me dê amor, amante

M-meu, m-meu, m-meu, me dê amor, amante

~*~

Definitivamente não deveria ter bebido tanto.

A dor em sua cabeça era tão forte e tão aguda que ela parecia prestes a explodir a qualquer momento. Já estava acordado há algum tempo, mas sequer havia aberto os olhos, tinha medo de que tudo houvesse sido uma alucinação, uma projeção de sua mente. Tinha medo de que seu desejo mais profundo não tivesse se realizado, que tivesse imaginado todos os beijos, os toques, a sensação extasiante de se tornarem um só, o intenso desejo que parecia consumi-los como chamas, o prazer indescritível ao chegarem ao ápice, e então seus sentimentos novamente expressados em palavras, e finalmente uma resposta, sussurrada em tom de confidência em seu ouvido.

Não queria abrir os olhos e ver que nada daquilo aconteceu.

Mas também não podia fugir daquilo para sempre.

Abriu os olhos devagar, tornando a fechá-los quando a claridade do dia fez sua cabeça latejar de dor. Voltou a abri-los depois de alguns segundos, piscando rapidamente por alguns instantes até que eles se acostumassem. Fitou o teto branco pelo que pareceram horas – mas sabia que só haviam se passado minutos – tentando reunir coragem para encarar o outro lado da cama. Respirou fundo e virou o rosto devagar, encarando longamente o lugar vazio ao seu lado.

Foi como se um frio doloroso se espalhasse por seu interior. Sentia-se sufocar, era como se estivesse se afogando, se afogando na ilusão que sua mente havia criado. Fechou os olhos com força. Tudo havia sido um sonho, uma alucinação, uma projeção fantasiosa de sua mente entorpecida.

Mas parecia tão real...

Ainda podia sentir os toques em sua pele, o gosto dos lábios finos e avermelhados, os gemidos sôfregos e extasiados... Conseguia até escutar perfeitamente a risada divertida do informante.

– ... Não seja tão dramático, Shizu-chan.

~*~

Meu, meu, meu, meu, oh, me dê amor

Meu, meu, meu, meu, oh, me dê amor

Meu, meu, meu, meu, oh, me dê amor

Meu, meu, meu, meu, oh, me dê amor

Meu, meu, meu, meu, oh, me dê amor

~*~

Shizuo prendeu a respiração quando a voz debochada e divertida chegou aos seus ouvidos. Não parecia ser algo em sua cabeça. As batidas de seu coração se aceleraram com aquela ínfima esperança que crescia de forma vertiginosa e se espalhava por seu peito. Abriu os olhos novamente, temeroso, só notando que havia prendido a respiração quando deixou que o ar escapasse lentamente de seus pulmões através de um suspiro. Piscou, apenas para ter certeza de que ele não sumiria, ganhando um riso divertido do outro.

Ele estava ali.

Ele realmente estava ali.

A realização disso o atingiu como um soco, fazendo-o se erguer bruscamente e sentir a cabeça latejar por conta do movimento súbito, mas não deu a menor importância, o que importava era que Izaya estava mesmo ali, encostado no batente da porta com uma caneca de café em mãos e vestindo apenas uma boxer negra e a camisa de seu uniforme de barmen, parecendo se divertir muito com sua confusão.

Viu-o se aproximar e pôr a caneca sobre o criado-mudo antes de subir na cama, acabando por sentar-se em seu colo com uma perna de cada lado. Tocou seu rosto de forma um pouco hesitante, sentindo uma mão quente tocar a sua.

– Não é um sonho, se é o que está pensando. – sorriu de canto por alguns segundos, divertido com a reação do loiro, e então o sorriso se suavizou até se tornar terno e os olhos castanho-avermelhados fitaram intensamente os castanho-dourados enquanto suas mãos pousavam suavemente no rosto do maior, uma de cada lado – E eu não vou a lugar algum.

Aquelas palavras tão intensas e carregadas de sinceridade e mais um sentimento tão e forte e tão profundo como nenhum outro, fizeram com que um calor reconfortante se espalhasse por seu corpo, sentia seu coração bater tão forte que chegava a doer, mas não se importaria se sentisse essa dor pelo resto da vida.

Os lábios se aproximaram lentamente, como ímãs se atraindo e encaixando-se perfeitamente, movendo-se devagar, inebriando-os com aquele sentimento tão puro e tão improvável de surgir entre eles. Não havia uma explicação plausível para aquilo ter acontecido e isso nem era importante. Não mais. Para eles, o que sentiam não precisava fazer sentido, só precisava ser sentido.

Assim é o amor, um sentimento estranho, confuso, incompreensível, mas quando retribuído, extingue qualquer necessidade de entendimento. Ele só precisa ser sentido.

Notas finais
E então??? Gostaram??? O.o ???? ^----^ quero reviws, hein!!!!! ò.ó !!! Bjs!!!!!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!