Give Me All Your Love

1 Feliz Coincidência


Notas iniciais
Boa Leitura

– Droga – sussurrei. Tina estava atrasada mais uma vez. Eu já tinha comprado os nossos ingressos iríamos ver Homem Arranha e já estava esperando-a a meia hora. Eu estava meio quedesconfortável, pois havia saído às pressas (por culpa de Tina) e tinha colocado um tênis velho mal entrou no meu pé

Peguei meu celular e liguei para ela mais uma vez, fora de área ou desligado.

- Droga — falei mais uma vez. Faltavam 10 minutos para começar a seção. Comecei a olhar a multidão que se aproximava. Ninguém com longos cabelos negros e olhos puxados, mas encontrei alguém conhecido, os cabelos loiros queimados caídos sobre a testa e uma boca enorme e bem vermelhinha, que assim que me viu deu um largo sorriso. Reconheci logo: Sam Evans

– I aí, cara! Beleza? — falou ele.

– Oi — dei um sorriso no canto da boca.

– Esperando alguém? — falou olhando ao redor.

– Estou esperando Tina, mas se ela não chegar logo vai acabar perdendo o filme — falei meio irritado.

– Hum... Bem vou nessa tenho que comprar o meu ingresso, vou ver Homem Aranha.

– Sozinho? — franzi o cenho.

– Gosto de ver filme sozinho, assim ninguém fica enchendo o meu saco.

– Né? Às vezes acho que a Tina vem ao cinema só pra não dar uns amassos em casa – Ele deu um sorriso.

- Bem, já vou então. Tchau.

–Tchau — acenei, mas então me lembrei de uma coisa – Ei Sam!

– Oi?

–Os ingressos já estão esgotados, agora só amanha por que essa já é a ultima seção.

– Droga — falou ele meio desapontado. — Bem então já vou. Tchau, amanha tem aula mesmo.

– Se você quiser ver comigo tudo bem – falei por impulso.

– Sério? Não tem problema? E a Tina?

–Bem... É. É claro que não tem problema. E Tina está atrasada, isto é pra ela aprender. Vamos logo, se não vamos perder o começo do filme.

– Valeu cara — dei um sorriso pra ele e ele sorriu de volta. Por um momento, mas por um momento mesmo, eu senti o meu coração acelerar.

PARA TUDO! Hã? O que?

Pelo amor de Deus, por que eu senti isto?

Deixei isso para lá. Como as cadeiras eram marcadas, eu e Sam ficamos lá atrás. A sala estava cheia é claro e como sempre havia os avisos, então coloquei o meu celular no silencioso.

Filme vai, filme vem, houve alguns sustos, alguns risos e então o filme acabou. Saímos da sala, mas antes de ir para casa decidimos comer uma pizza que no fim das contas viraram duas e meia e dois litros de coca. Como Sam não tinha carro eu disse que, se ele quisesse, eu poderia levá-lo em casa.

– Sério cara? Não vai ter problema, sua mãe não vai reclamar nem nada? Já esta muito tarde.

– Por isso mesmo que eu vou te levar em casa. Eu estou de carro, relaxa e a minha mãe vai reclamar se ela souber que eu deixei um amigo ir embora de noite pra casa sozinho. u.u

– Tudo bem então — ele deu mais um daquele sorriso. Dessa vez senti o meu estomago embrulhar e o meu coração acelerar. Só que foi mais forte e durou mais tempo. Céus, o que está acontecendo comigo? Isso não e normal.

Decidi que levá-lo para casa seria melhor, pois não sabia se iria resistir mais tempo, pois o meu estomago estava mais embrulhado, se isso e possível, e eu estava suando frio. Entramos no carro e, como é de costume acontecer sempre que eu dirijo, me perdi em pensamentos. E, como sempre, minha cabeça me leva para os problemas: FAMILIA E NAMORADA. Bem, as brigas na minha casa agora eram frequentes. Sempre era o meu pai que pegava no meu pé por causa do Clube Glee. Ele acha que é perda de tempo. Quando ele vai colocar na cabeça dele que e isso que eu gosto de fazer? E também tem a Tina, ela sempre furava comigo. Eu precisava de alguém sabe? Alguém para me dizer que está tudo bem, que me de apoio, alguém que seja meu amigo, que curta as mesmas coisas que eu, e com esses pensamentos os meus olhas lacrimejaram.

– É... Valeu mesmo cara, estou te devendo uma. Hã... Mike? Você esta chorando? -perguntou ele com um tom preocupado.

– Hã...?Claro que não né — dei um sorriso fraco enquanto enxugava uma lágrima que descia em meu rosto. — Está tudo bem.

–Ei... – sussurrou ele — você sabe que pode contar comigo para tudo, não sabe? — perguntou ele enquanto pegava a minha mão e me olhava nos olhos.

–Hum... Claro — falei puxando a minha mão um pouco envergonhado e muito vermelho enquanto ele me olhava como se soubesse ler meus pensamentos.

–Bem, se você não quiser me falar tudo bem — dessa vez ele me olhou nos olhos e mais uma vez segurou a minha mão – mas quero que saiba que eu vou estar sempre aqui — ele manteve o olhar e isto fez com que eu me sentisse seguro pela primeira vez em anos e por instinto eu o abracei.

–Obrigado, Sam — falei me afastando um pouco constrangido.

–Não por isto — ele me deu um sorriso. Esse sorriso foi tão caloroso que eu também sorri de volta — Bem ate amanhã então e mais uma vez muito obrigado, de coração.

–Por nada. Até amanhã — ele se virou para sair do carro, mas eu me lembrei de uma coisa. – Ei, Sam! — ele se virou e ficamos com o rosto bem próximo, eu podia sentir a respiração dele — Amanhã é a sua vez de comprar o lanche.

–Ok — ele sussurrou. Eu olhei a boca dele era tão vermelha e grande deveria ser uma delicia de se beijar... Hã? Mas ele é meu amigo! E com esse pensamento eu me afastei dele e ele saiu do carro um pouco apreçado e desajeitado.

- Droga! – falei. Ele vai pensar que eu sou gay. Decidi ir embora, amanhã falaria com ele. Cheguei a minha humilde residência e fui tomar um banho para ir dormir. Fiquei uns 10 minutos no chuveiro deixando a água banhar todo o meu corpo.

Troquei de roupa e fui ver o meu celular. Quase cai duro quando vi 13 chamadas não atendidas e 3 mensagens. Fui ver primeiro as mensagens, a primeira era a do meu pai: “Atenda o celular”. O meu sangue gelou fui ver a próxima: “Amanhã nos iremos conversar”.

Putz! Não tinha como ficar pior, está ai a frase que me faz lembrar todas as merdas que já fiz na minha vida. Fui ver as mensagens de Tina. “Onde esta você? Já estou lhe esperando há 20 minutos. Amanhã iremos conversar sobre isso”. Eu só não joguei o meu celular longe por que o coitado não tinha culpa nenhuma. Deitei-me e tentei dormir, mas foi praticamente impossível. Nem meu pai nem Tina saíram da minha cabeça. Então me lembrei de Sam e dei um sorriso no canto dos lábios. Não me pergunte o porquê, mas acho que agora tenho um novo amigo.

E com esse pensamento eu fui dormir. Tive uma noite sem sonhos, dormi feito uma pedra.

Notas finais
.Então oque acharão?
me mandem as suas criticas, sugestões etc.
por favor gente!!!!
Sem os comentários eu não sei se vou consegui sobreviver :(
beijooo