Notas iniciais
Oi pessoal, estou postando esse oneshot, porque não tirava a ideia de escrever sobre Olicity da minha cabeça! Eu amo esse casal e sempre quis escrever alguma coisa sobre eles e ai saiu essa fic. É um capítulo pequeno e único. Quem sabe um dia eu venha escrever algo grande sobre eles?Bom, espero que gostem!Beijos

Ele estava tendo pesadelos, sobre perder ela.

Perder a única pessoa que o fez sentir vivo após a Ilha, a única pessoa que o entendia, o defendia e sempre estava do seu lado. Ele não conseguia imaginar uma vida sem ela, porque uma vida sem Felicity Smoak não fazia sentido. Ele sempre a admirou, sempre a protegeu e sempre a amou, mesmo que guardasse todos os sentimentos para ele, Oliver sempre amou Felicity à distância, porque achava isso mais seguro para ela. Se envolver com ele seria muito perigoso e Oliver não queria isso. Só de pensar que ele podia ter perdido ela naquela noite para Slade, o deixava maluco. A coisa mais impensável que ele tinha feito foi deixar o amor da sua vida nas mãos daquele psicopata, ele não queria que as coisas tivessem chegado aquele ponto, mas foi o que ele conseguiu pensar para salvar a todos e ele sabia que Felicity entenderia.

Oliver tentava esconder seus sentimentos por ela, mas a cada dia ficava mais difícil. Ele queria poder gritar pro mundo todo que a amava, que ela o fazia feliz, mas não podia. Era perigoso demais. Por Felicity em perigo de novo seria demais para ele, não queria nem pensar na ideia dela se ferir, ou pior, morrer. Por isso ele vinha a afastando desde a ultima conversa deles na Ilha, quando ele a fez pensar que tudo o que ele tinha dito sobre amar ela, era parte do plano. Ele percebeu como isso a deixou abalada, como isso a deixou triste e ele queria poder fazer algo a respeito, mas simplesmente não podia. Pelo menos não naquele momento.

Ele queria que as coisas fossem mais fáceis e que ele não fosse tão complicado, mas ele não conseguia evitar, ele era assim e sempre seria. Nunca havia ficado tanto tempo com uma mulher, a não ser com Laurel e mesmo assim ele a traiu com sua irmã e com outras que ele nem se lembrava o nome. Ele já foi o maior galinha de todos, mas agora ele já não era mais assim. Saia com algumas só para afastar Felicity, para que ela se desse conta de que ele não era pra ela. Mas isso não adiantava, porque ela sempre estava lá no final de contas.

Felicity o amava. Ela não precisava nem dizer, porque estava estampado em seu rosto. Dava para perceber o jeito que ela olhava para ele, cuidava dele ou falava com ele. A forma de como se preocupava com ele quando saia em missões quase suicidas e quando ele tinha algum problema na família. Ela sempre quis o bem dele e sempre quis que ele fosse feliz, mesmo que ela não tivesse chance alguma com ele, ela pelo menos podia admirá-lo de perto e sem que ninguém percebesse.

Ela nunca foi do tipo que saia toda noite e ficava com vários garotos, Felicity preferia ficar em casa montando e desmontando seu computador, do que perder tempo com coisas fúteis. Ela não precisava naquela época de um garoto para se divertir, preferia ficar com seus eletrônicos e aperfeiçoa-los do que isso. Mas hoje em dia, ela quer que um cara a note. Um cara que mexe com os seus sentimentos, que a faz se sentir bem e que sempre escuta seus devaneios. Só que ela não sabia como podia fazer para chamar sua atenção, já que ele só à via como uma colega de trabalho, ou pior, como isca para salvar a cidade.

Ela nunca tinha se sentido tão mal pelo o que Oliver tinha feito. Enganado ela, para salvar a cidade. Se ele ao menos a amasse um pouco, ela poderia tentar entender. Mas ele só a via como colega, uma quase amiga. E isso a deixava muito triste.

Os dias iam se passando e cada dia mais a convivência entre eles dois ficava mais estranha. Se falavam pouco e quando falavam, nem olhavam na cara um do outro. Isso estava deixando Oliver maluco e Felicity irritada. Eles tinham que conversar direito e por tudo o que eles estavam sentindo para fora.

Oliver não parava de pensar nela, assim como Felicity não parava de pensar nele. Um tinha que ceder e falar o que estava sentindo, mas e se não desse certo?

Oliver a amava, disso ninguém tinha duvidas. Ele a amava, não parava de pensar nela e sempre dava um jeito de ficar perto dela, mas admitir esse amor de novo seria muito complicado e ele não parava de pensar no perigo em que ele podia meter ela, se ela ficasse com ele.

Ele estava cansado de fingir que não gostava dela, mas seu orgulho e sua razão eram demais para poder admitir o que ele sente e ser feliz. Ele quer admitir tudo, quer dizer o que ele sente de novo e quer ver o que vai rolar. Mas é o certo? E se ela não gostar dele como ele gosta dela? Duvidas enchiam a cabeça de Oliver e por um momento ele ficou inseguro.

Felicity estava impaciente em sua cadeira, não aguentava mais aquele silêncio e se ele não falaria nada, ela tinha que falar. E não estava nem um pouco nervosa, pelo o que ela iria ouvir. Ela só queria por as cartas na mesa e ver o que acontecia.

– Acho que a gente precisa conversar. – diz Felicity tirando Oliver de seus pensamentos.

– Pode falar. – responde Oliver um pouco nervoso.

– O que está acontecendo com a gente? Por que estamos estranhos um com o outro? – pergunta ela cruzando os braços.

Primeiro Oliver tenta inventar uma mentira, para fugir desse assunto. Mas depois ele percebe que tem que ser honesto com ela e consigo mesmo. Que se dane o resto! Ele lidaria com isso depois.

– Felicity... Eu te amo. – suas palavras a deixaram sem ar e boquiaberta.

Ele estava falando isso para ela de novo? Será que era algum outro plano? Felicity não conseguia mais pensar direito. Se isso fosse parte de outro plano, ela ficaria muito brava com ele.

– O que você disse? – perguntou ela sem ar.

Ela não tinha percebido que ele estava agora, bem na sua frente. Seus corpos estavam quase se tocando.

– Eu te amo. Tudo o que eu disse naquele dia era verdade. Fui um estúpido por mentir, mas aquilo foi para o seu bem, para te deixar segura. – disse ele olhando bem nos fundos dos olhos dela.

– Oliver... – tentou dizer ela, só que foi interrompida pelos os lábios de Oliver.

Eles estavam se beijando, finalmente se beijando. A emoção contida nesse beijo era maravilhosa, contia amor e desejo misturados em uma forma deliciosa. Felicity está explodindo de felicidade, quando Oliver a parou de beijar e olhou no fundo dos seus olhos novamente.

– Eu te amo Felicity Smoak, eu sempre te amei. – disse deixando ela mais feliz ainda.

– Eu também te amo Oliver, sempre te amei. – respondeu ela sorrindo.

A felicidade de Oliver era imensa. Ele sempre sonhara em ouvir essa palavras dela, sempre sonhou ter ela em seus braços e a fazer feliz.

Ele não queria mais se preocupar com o perigo, ele queria ser feliz. Ele podia lidar com o perigo depois, podia pensar nele depois. Agora ele só queria pensar em Felicity e ser feliz com ela para sempre.

Para sempre.

FIM!

Notas finais
Gostaram? Comentários sempre são bem-vindos!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!