Give It Up

34 Attitude adjustment


Notas iniciais
Oook, não deu para eu postar no domingo porque viajei e cheguei tarde, e ontem eu fiquei com preguiça.. hehe
Espero que gostem, eu particularmente gostei mais da capa do que do capítulo em si.. Mas...
haha
Beeeijo

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Acordei e sentei na cama, olhando para o lado e vendo a imagem deplorável de mim mesma.

Sentei e me encarei através do espelho, suspirei e levantei da cama, puxando as cobertas para o chão junto com os lençóis, eles estavam sujos de lágrimas e de Brian.

Deixei a roupa de cama espalhada pelo chão do quarto e entrei no banheiro, apoiando os braços na bancada da pia e aproximando meu rosto do espelho. Os olhos azuis estavam contornados de vermelho e eu mal entendia como aquilo podia estar acontecendo comigo.

Afastei-me lentamente e sentei no chão, abrindo as portas do armário, olhando as diversas colorações que usava para minhas mechas, então resolvi que não era mais aquilo o que eu queria. Puxei do fundo uma tintura preta e encarei a caixa por um tempo, então mandei aquilo para o inferno resolvi pintar o cabelo de preto.

Gastei todo o meu domingo para me reformar, melhorar o que eu era bem antes de vir para essa cidade ridícula.

Segunda feira eu arrumei minhas coisas e John me levou para a escola, desci do carro e andei para os portões com olhares estranhos sobre mim, mas os ignorei.

Sentei na última cadeira da aula de química, mas resolvi beber água e saí da sala, Brian, Jimmy e Matt vinham pelo corredor. O primeiro também tinha uma aparência um pouco diferente, mas não o olhei por mais de um segundo para constatar.

– VAMPS! — Jimmy gritou e eu o olhei de soslaio, o que o fez franzir o cenho e vir em minha direção — O que foi? Acordou do lado errado da cama?

Tirei a tesoura grande do cós da calça e apontei-a direto para seu peito — O que você quer Jimmy?

Ele estacou me encarando estranho — Enlouqueceu Jade?

– Se for importante fale, se não, saia da minha frente, tenho mais coisas para fazer.

O olhar de Jimmy era carregado de uma decepção estranha que me fez sentir mal, mas me lembrei de quem eu era a tempo de empurrá-lo e passar por ele.

Matthew e Brian pareciam me encarar, mas ambos usavam óculos escuros, por tanto eu não saberia dizer.

Quando voltei a sala percebi Matt e Rev sentados nas cadeiras de sempre, passei por eles até meu mais novo lugar, sem fazer questão de falar com nenhum dos dois.

Matei a aula de física porque não estava afim de assistí-la e muito menos de ver Brian tão cedo, já seria obrigada a sentar com ele na aula de espanhol, que eu infelizmente seria obrigada a ir devido a viadagem do professor de dar pontos por presença.

O sinal soou e eu saí do meio das árvores do estacionamento, caminhei lentamente até a sala e sentei na cadeira de sempre, colocando Canibal Corpse no último volume, tendo certeza que as pessoas mais próximas de mim iriam ouvir a música também.

O professor entrou e eu tirei os fones, Brian entrou pedindo desculpas pelo atraso e logo atrás dele vinha Michelle, rolei os olhos e apoiei o queixo em minha mão, olhando para o professor que falava sobre a nova música da Jennifer Lopez.

A vadia loira sorriu para mim e Brian sentou ao meu lado sem falar absolutamente nada.

Encostei na cadeira e observei-o pela visão periférica, percebi que ele havia feito mais tatuagens nos braços e ainda não tirara o óculos escuro, o cabelo estava mais arrepiado, e para mim, estranho.

Assim que a aula acabou, saí da sala e caminhei até o pátio, sentando sozinha e esticando as pernas no banco, para impedir qualquer idiota que tentasse se sentar comigo.

Fiquei com os pensamentos perdidos, até sentir a necessidade de olhar para um ponto específico, quando olhei na direção, encontrei o olhar de Brian, ele não o desviou e nem eu, então alguém passou por cima das minhas pernas e sentou na mesa ao meu lado, fazendo-me olhar para lá.

– Então você terminou com o Haner?

Demorei alguns segundos para perceber quem era, então rolei os olhos — E dai?

– Ah, você finalmente entendeu que ele não é nada.

Dei de ombros — Tanto faz, homens são idiotas em sua maioria, então todos tem prazo de validade.

– Sei…

– O que você quer a final de contas Luke?

– Nada, aliás, quero dizer que ficou linda de cabelo preto.

Sorri — Obrigada, mas alguma coisa realmente importante?

Ele abriu a boca para dizer algo, mas então a vadia clone velha parou do meu outro lado.

– Sim? — Perguntei irônica

– Você é tão vadia! — Ela disse irritada — Eu não acredito que… — Cortou a frase quando eu chutei-a com força. — SUA IDIOTA!

– Escuta aqui clone velha, é a SEGUNDA VEZ que você me irrita assim, então vou te dizer… — Comecei e me agachei ao seu lado. — Cansei da sua chatice, se falar qualquer palavra para mim de novo…

– Vadia!

Puxei a tesoura do cós da calça e peguei seu braço, ela começou a gritar e se debater, enquanto algumas pessoas me incitavam a bater nela, e outras pareciam petrificadas.

Passei a lâmina fina e afiada por seu braço diversas vezes enquanto ela gritava, então levantei-me e pisei em seu pulso, sentindo o osso quebrar sob meu pé.

Continuaria a machucá-la, se de repente não tivesse sido suspensa do chão e arrastada para longe, Jimmy e o resto tinham acabado de furar a roda que se formara ao nosso redor, todos me olhavam espantados e eu sorri particularmente alegre ao ver Michelle se debater no chão.

Quando resolvi descobrir quem me arrastava, já estava sendo colocada no chão.

– Vampira, você vai ser expulsa assim!

– Qual é Luke, até parece que eu vou escutar a vadia me irritar e ficar quieta!

– Tá, mas presta atenção! Ou você vai ser expulsa e pode se foder, tomar até processo!

– Relaxa ta bom?

– Escuta… — Ele começou, mas foi interrompido pelo auto falante.

– JADELYN MARTIN COMPAREÇA A DIRETORIA.

Bufei — Te vejo depois Luke.

Caminhei pelos corredores e entrei na diretoria, sendo fuzilada pelo olhar de Valary.

– Entre. — A secretária disse apontando para a porta.

Respirei fundo e entrei, vendo a diretora me olhar feio.

– Senhorita Martin, é a segunda vez que tem problemas com a senhorita Dibenedetto.

– Sim.

– Chamei seu pai aqui, ele estará na escola dentro de alguns minutos e nós discutiremos sua punição.

Arregalei os olhos e senti meu coração gelar e pular várias batidas, mas então fiquei confusa, meu pai não estava aqui, ele estava em Chicago e só voltaria na semana que vem.

Encarei a porta tremendo, com medo da reação que ele teria, mas assim que a porta se abriu derreti de alívio.

– Bom dia. — John disse sério, ele estava usando um terno e carregando uma pasta.

– O senhor é o senhor Martin? — A diretora perguntou um pouco confusa pela aparência jovem.

– Eu mesmo, fui chamado aqui porque a Jadelyn se envolveu em algum problema. Certo?

– Sim isso mesmo, ela agrediu fisicamente uma de suas colegas.

– Verdade? — Perguntou um pouco surpreso e eu dei de ombros — Bem, então acho que terei que prolongar ainda mais o seu castigo.

– Mas ele já é eterno! — Reclamei.

– E também vou tomar seu celular.

– Mas…

– Calada! Ela será suspensa? — Perguntou para a diretora.

– Bem, nós temos uma política anti bullying de expulsão…

– Mas eu não fiz bullying!

– Senhorita Martin, sua colega foi encaminhada ao hospital com o pulso provavelmente quebrado e cortes que precisarão de pontos.

– Ainda assim não é bullying!

– O que levou-a a fazer tal atitude?

– Bem, nós temos um problema há um tempo. E enfim, hoje ela resolveu me irritar e me ofender, então…

– Sinto ter que interromper. — John disse sério — Mas eu tenho uma reunião agora, se pudermos ir…

– Claro, Jadelyin não vou te expulsar dessa vez, mas qualquer outra atitude agressiva para com os seus colegas, dentro do terrenno da escola, fará com que seja imediatamente expulsa.

Concordei e John se levantou, lançando-me um olhar reprovador.

Saímos da escola e ele arrancou o paletó entrando no carro.

– Porra Jade, tente me causar menos problemas.

Ri — Caramba, valeu mesmo John! — Eu disse beijando seu rosto.

– De nada.

Fomos para casa e eu cozinhei para agradecê-lo por me salvar de um longo e doloroso período de tortura.

Passei aquela semana em um campo de treinamento de cachorros, resolvi que ia perder meu medo, quando voltei a escola, as pessoas tinham uma boa dose de medo quando olhavam para mim, e isso me fazia sorrir.

Virei um dos corredores e mãos me agarraram, várias, me arrastando para trás do prédio principal.

– O que deu em você? — Jimmy perguntou irritado e Matt cruzou os braços fechando a cara para mim.

– Parece que ficou ainda mais psicopata! — Zacky remedou coçando a cabeça.

– A Michelle teve um ataque de pânico quando falaram que você ia voltar para a escola hoje.

– Bom, assim ela não vem me encher o saco.

– O que aconteceu a final?

– Não me lembro, estava conversando com Luke e ela chegou me chamando de vadia… Chutei-a ela caiu no chão e continuou me xingando, então cortei-a e quebrei seu pulso, teria continuado se Luke não me tirasse de lá.

– Ahhh, vai virar amiga DESSE cara agora?

– Não. Eu não gosto de pessoas, vocês me conhecem e sabem disso.

– Mas que bela merda! — Jimmy reclamou — Agora nós temos uma Vampira mais psicopata, e o Gates antigo de volta.

– Gates antigo? — Perguntei curiosa.

– Ele não foi sempre manso e tosco assim que nem você conhece. — Zacky comentou torcendo os lábios — Costumava se meter em qualquer briga que aparecesse.

– Normalmente por uma mulher qualquer. — Johnny comentou

– E agora essa mãe maldita dele que fica enchendo o saco e colocando pressão…

– Como? — Cortei a frase de Matthew — Ela saiu do hospital?

– Saiu. Mais ou menos como se nunca tivesse entrado, mas agora sabemos que ela tem câncer.

Pisquei atônita pela informação — Como?

– Esquece isso ta bom? Você não vai usar isso contra ele Jade…

– Não. Claro que não. — Respondi mordendo o lábio inferior e olhando para meus coturnos — Nem eu sou assim tão filha da puta.

– Mh… Ótimo.

O sinal soou e fui para química junto com Jimmy e Matt, sentei no meu lugar ao fundo e observei-os conversar, não entendia as palavras, mas sabia que Brian era o assunto.

Andei até a aula de inglês e sentei lá, rabiscando o canto da minha folha, então senti o cheiro forte de álcool e procurei pela sala, encontrando Brian andando com dificuldade até sua mesa ao meu lado.

Ele sorriu e socou duas vezes a mesa, caindo deitado sobre ela, abriu os olhos e encontrou meu olhar.

– Vai se foder sua puta. — Disse sorrindo e eu percebi os olhos muito vermelhos.

Teria matado ele ali mesmo se não tivesse tão impressionada com o que ele dissera, o professor entrou na sala e começou a aula, Brian fechou os olhos e cantarolou durante todo o tempo, e eu não conseguia parar de encarar o estado deplorável dele.

A aula terminou e eu pensei em avisar Brian, mas me lembrei que ele era só um idiota, então saí e andei até a sala de espanhol.

– Cadê o Syn? — Matt perguntou quando me sentei.

– Bêbado e drogado na mesa da sala de inglês.

Ele esfregou o rosto — Drogado? Certeza?

– Maconha.

– Filho da puta. Ele precisa ficar sóbrio até depois dessa aula.

– Por que?

– Nós temos uma porra de uma entrevista e ele precisa falar, não rir como um idiota!

– Ah é… Vocês estão fazendo sucesso. Tipo isso…

Ele sorriu — É, tipo isso.

– Boa sorte para vocês então.

– Sabe, nós todos sentimos sua falta.

Sorri — Eu estou aqui Matthew.

– Mas você era nossa amiga, agora está voltando a ser aquela esquisita do início do ano, mas pior.

– Eu sou aquela esquisita Matthew, e se vocês não gostam dela, não gostam de mim.

– Não é assim Vampira…

– Tanto faz.

– Por que apontou aquela tesoura pro Jimmy?

– Estava de mau humor.

– Ele ficou muito chateado.

– Não interessa.

– Você estava mais legal Vamps, nós gostávamos mais daquele jeito.

– Então culpem seu amigo drogado. — Disse irritada — A culpa é dele.

Matt virou a cabeça — Ele nunca nos contou exatamente o que aconteceu, bem que você podia.

– Não, porque não importa mais.

– Vamps… Nós ainda queremos que você seja nossa amiga. Não importa o que aconteceu.

Respirei fundo — Foda-se Matt… O que aconteceu, aconteceu, e eu prefiro pensar nisso como uma coisa ótima pra mim.

– Por que?

– Me lembrou de uma coisa muito importante.

– Que é…

– Quem eu realmente sou. — Disse passando a mão pela estrela tatuada no antebraço.

– E quem é você realmente?

Sorri — Uma pessoa que eu não aconselharia a você irritar…

– Ou eu vou acabar como a Michelle?

– Talvez pior. — Respondi olhando em seus olhos, Matthew pareceu surpreso e um tanto quanto assustado, então eu sorri para ele.

Notas finais
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