Girls in Black
19 Self Destruction
Notas iniciais
Eai
" Se me ataca eu vo ataca "
Boa leitura
Há uma semana atrás, Mari jamais imaginaria que estaria presa pelo cara que ela pensava saber tudo — Ou pelo menos tudo que Lucas lhe contara e que paginas da internet a permitia saber — As vezes, ela tentava se colocar no lugar da Denise, tentar sentir o que ela sentia. Mas agora ela sabia que era mil vezes pior.
Ela estava sentada no chão da sua cela minúscula. Se lembrava de ter sido dopada por Thomas e acordado ali. Agora que o efeito do veneno parecia passar, ela conseguia ouvir vozes de outras pessoas. Vindas de outras celas.— Onde está Denise? — Thomas perguntou ao se aproximar da cela da garota. Ele abriu e se agachou em frente a ela, esperando uma resposta.— Você disse que ela fugiu. — Ela balbuciou. Sua voz demonstrava medo, mas seu rosto continuava neutro.— Exato. — Ele afirmou. — Ela fugiu, mas pra onde?— Como eu saberia? O mundo tem muitos lugares. — Ela ironizou.— Eu preferia quando você só dormia. — Ele murmurou — E o Lucas? Você sabe onde ele está ?— Ele não veio procura-la. Por que? — Thomas continuou.— Não era eu quem deveria perguntar isso? Ele sorriu antes de se levantar.— Uma ultima pergunta — Ele anunciou — Se eu te soltasse agora, chamaria a policía?Ela franziu a testa e cerrou os lábios. Alguns segundos de silêncio.— Talvez. — Respondeu. Ela observou um meio sorriso se formando nos lábios do homem.Com as mãos, ele fez um gesto para que ela saísse.— Você está livre.Ω — Posso te perguntar algo? — Denise perguntou e Daniel concordou com a cabeça.Ambos estavam sentados no chão de madeira, molhados e exaustos. Haviam passado as ultimas duas horas procurando por Lucas, e Rafael. Sem resultados, Eles foram para uma cabana. O dia já estava prestes a amanhecer.— Como você sabia que eu precisava de ajuda na floresta ? — Ela encarou o chão pensando em possibilidades de resposta.— Eu não sabia. — Ele afirmou — Fui atrás do Lucas e achei você por acidenteEla levantou a cabeça e o encarou, procurando algum vestígio de verdade em seus olhos.— Você parou de falar com o Lucas há muito tempo. — Ela retrucou. — A ultima vez que te vi falando com ele tínhamos onze anos e você treze. Vocês brigaram. E depois você derrubou suco na mochila dele.— Foi só um pequeno desentendimento. — Ele sorriu — Continuamos amigos depois disso.— Engraçado. Ele nunca falava de você. — Ela o fuzilou com o olhar.— Estou me sentindo suspeito de um crime. — Ele retrucou rapidamente. — Olha, se você não acredita em mim, não posso fazer nada. — Uma pausa — Talvez você tenha medo de admitir que está suspeitando do Lucas.— O que? — Ela exclamou. — Não seja ridículo. Eu conheço o Lucas. Nunca suspeitaria dele.Sua voz falhou. Se lembrou da lista de ajudantes de Thomas que roubara. O nome de Lucas estava lá. — Acho que o Lucas não confia tanto assim em você. — Ele pecorreu os olhos por toda a cabana. — Essa cabana, por exemplo. Ele nunca te disse que era dele.Ela negou lentamente com a cabeça, quase como se estivesse cansada demais pra dizer que não era.— Ele ganhou da família no último aniversário. — Daniel continuou.Nas paredes, vários desenhos do Lucas. Incluindo o retrato de Thomas.ΩA sala era escondida por uma passagem secreta e era necessário um código de segurança pra entrar nela. Os três monitores revelavam camêras escondidas espalhadas por toda a cidade. Embaixo, o computador extremamente avançado. No mural, fotos de variadas pessoas. Ashley maquiava Lucas, enquanto Thomas monitorava a policía.— Acho que não há necessidade disso. — Lucas reclamou afastando a mão de Ashley do seu rosto.— É apenas pra te deixar com uma aparência levemente mais velha — Ela explicou, voltando a passar a maquiagem neutra no garoto.— Calem a boca. — Thomas gritou, o que espantou ambos. — Não estraguem meu bom humor. Tudo tem que estar perfeito.— Vai estar. — Ela sorriu exibindo os dentes brancos — Só é uma pena que eu não vá mais te ver, Luquinhas. — Ela fez um biquinho.— Se o Luquinhas não tivesse me traído com aquelas amiguinhas inúteis e fracas, não precisaria estar passando por isso. Ele pediu. — Thomas disse, com um sorriso irônico.— Deve ser porque elas não me chantageiam pra ficar do lado delas. — Lucas retrucou, sentindo o sangue ferver, mas procurou manter a calma.— É uma pena. Você sempre teve potencial pra seguir meus passos.— E quem disse que quero ser como você, Thomas? Não sou um doente assassino.— A mãe da sua amiga não acha isso. — Thomas provocou. — Você sempre foi muito parecido comigo. Não é atoa que escolhi você.— Meninos parem, por favor. — Ashley pediu, revirando os olhos. — Não é hora de brigar. — Ela colocou as pontas do dedos sob o queixo de Lucas. — Vocês tem cinco minutos. — Anunciou Thomas que se retirou.— Precisamos ser rápidos — Ashley jogou um moletom preto em Lucas. — Isso significa que o escritório vai ser autodestruir em quatro minutos e quarenta e sete segundos. Nenhuma prova contra Thomas ficará a salvo — Ela pareceu se lamentar.
— Você precisa me ajudar a sair dessa. — Lucas implorou. — Não posso ser preso pelos crimes que ele cometeu. Ele precisa pagar pelo que fez.— Infelizmente não posso fazer nada. Eu só sigo ordens.— Você é a pessoa em que ele mais confia...— Dois minutos e vinte e cinco segundos — Ela murmurou em voz alta enquanto arrumava com as mãos o cabelo do garoto — Se eu tentar algo, ele me mata.— A policía está vindo. Ele não vai fazer nada. — Lucas retrucou — Ele é apenas um, nós somos em dois. É a nossa única chance.— Restam apenas cinquenta segundos. Precisamos sair daqui. — Ela correu para saida. Lucas correu atrás. Eles sairam, e ao chegarem numa distâcia adequada, contemplaram a autodestruição do covil de Thomas.O carro da policía chegaria em poucos minutos.
Notas finais
É incrível como contagem regressiva sempre passa muito rapido
Aiai
Fale com o autor