Girls in Black

10 Just hold me


Notas iniciais
espero que goste desse cap!
Mari antes de ir para casa comprou um sanduíche na Subway; ela estava faminta, mal conseguindo andar. Antes de bater na porta de casa, ela ajeitou o seu cabelo que estava desengonçado, o que não ajudou muito. Afinal, ela não penteava há muito tempo. Ela suspirou e bateu na porta rapidamente. Depois de uns dez segundos ela ouviu a voz de sua mãe.

— Filha? É você? — sua voz estava fraca e manhosa.

Antes que Mari respondesse a porta abriu. Mari sentiu o coração apertar quando viu sua mãe com lágrima nos olhos e olheiras. Parece que não dormia há dias.

Rapidamente Sra. Evans abraçou sua filha.

— Senti tanto a sua falta, querida. — ela disse enquanto afagava o seu cabelo.

Quando elas se soltaram Mari entrou na casa sentando-se no sofá. Sua mãe sentou-se em frente a ela.

— Mãe, está chorando por que? — Mari perguntou, cruzando as pernas.

A morena apenas pegou seu óculos de grau do seu lado, colocando no seu rosto enquanto pegava um pequeno envelope branco que já estava rasgado.

— O que é isso? — Mari disse receosa.

Ela estava com medo porque sua mãe a olhava com uma expressão que ela não sabia identificar. Será que ela descobriu alguma coisa?, ela se perguntava.

Sua mãe tirou de dentro do envelope uma carta também branca e entregou a filha, que a olhava sem entender nada.

Ela entendia o porquê do choro.

Querida Martha Evans,

Você não apareceu mais aqui em casa, sentimos sua falta. Estou sentada aqui com o John e nós estamos muito tristes em dizer que sua amiga Lisa Monteith faleceu ontem a noite. Embora seja muito difícil, nós pensamos que seria a melhor coisa contar à você. Queremos que você saiba que especificamente, alguns dias atrás, ela disse que sentia sua falta e iria te chamar para tomar chá.

Sei que vocês eram amigas desde crianças e eram inseparáveis. Mas, por favor, seja forte. Denise está sumida, fugiu de casa. As coisas estão muito difíceis.

Por favor, não pense em procurá-la, sei que Mari é muito amiga dela, mas isso é perigoso. Seja forte, como ela seria, e sorria como ela merece ser comemorada. Tome seu tempo, respire fundo. Nós estamos despedaçados, principalmente John. Não deve ser fácil perder a mulher e a filha ao mesmo tempo.

Um grande abraço,

Ana Alice.

Mari estava em choque. Olhava para a carta sem saber como reagir. Ana Alice era irmã de Lisa, e elas eram muito amigas da mãe da Mari.

— Mãe... — ela sussurrou.

Não sabia como Denise reagiria se descobrisse que sua mãe está morta, se é que já não tinha descoberto.

♤

Denise acordou em um lugar pequeno e abafado. Tentou se levantar, mas foi em vão quando percebeu que tinha algemas prendendo seus pulsos. Não lembrava de como parou ali. Ela percebeu que estava dentro de um veículo. Algum tipo de caminhão. Olhou confusa para os lados, onde avistou garotas que a olhava com a mesma expressão.

Na frente dela ela avistou Milan, que sorriu para ela. Denise não conseguiu retribuir o sorriso. Ela estava tentando em vão soltar as algemas o que só causou dor.

— Não seja tola. Não é uma algema de plástico. — uma voz carregada de desprezo a chamou atenção.

Ela rapidamente olhou em direção à voz. Era uma garota loira, pálida e os olhos castanhos. Tinha olheiras profundas. Aliás, todas as meninas dali tinham olheiras.

— Eu sei, eu só... — ela começou, sem saber o que dizer.

— É uma novata. — uma morena de olhos negros disse dessa vez. Riu logo em seguida.

— Sim, eu percebi. — a loira respondeu.

— Novata? — ela perguntou com a voz rouca.

— Agora você vai começar a trabalhar para Thomas. — agora ela ouviu uma voz masculina.

Ela não tinha percebido, mas tinha um único garoto naquele local. Ele a olhava com uma expressão neutra enquanto batucava seus dedos. Tinha o cabelo liso e negro enquanto seus olhos eram de uma cor clara que ela não conseguiu indentificar.

Denise sentiu os olhos marejarem.

— Não! — ela disse fracamente.

Ela olhou novamente para o moreno que por um momento sentiu pena dela. Ele também teve essa reação no início.

— Não se preocupe, você é nova aqui, não vai fazer nada muito perigoso.

Ela respirou fundo e rapidamente.

Ela deitou sua cabeça em suas pernas. As lágrimas ameaçaram a vir, mas Denise piscou os olhos rapidamente e as secou. Não choraria mais por causa de Thomas.

Não sabia porque, mas os seus olhos pesaram rapidamente e ela adormeceu.

Depois de algumas horas Denise acordou. As pessoas estavam agitadas e ansiosas, menos o moreno, que carregava um olhar triste. O veículo tinha parado. Eles tinham chegado ao lugar.

A porta ao lado de Denise começou a faze barulho. Thomas estava abrindo a porta, os fazendo engolir em saco. Quando ele entrou sorriu ao ver Denise.

— E então, minha querida? Fez algum amigo? — ele perguntou falsamente.

— Não sou sua querida. — ela respondeu rispidamente.

Thomas logo fechou a cara. Alguma pessoas ergueram as sobrancelhas, surpresas.

— Mau humor matinal? — ele perguntou sorrindo novamente. — Não se preocupe, vamos tomar um ótimo café da manhã!

Denise desconfiava de que ele era bipolar.

♤

Mari ficou rolando na cama por horas. Não conseguia mais dormir. Já tinha tentado de tudo: bebeu leite quente, contou carneirinhos, leu um livro chato, mas nada adiantava. Ela só conseguia pensar em tudo o que estava acontecendo.

— Chega. — ela disse se levantando da cama.

Colocou uma roupa qualquer e saiu de casa em silêncio. Precisava respirar ar puro. Ela começou a andar em direção á um bosquezinho que ela e o Lucas sempre iam. Ela sentou na grama e respirou fundo. Quando olhou para frente viu uma pessoa. Uma pessoa que respirava muito rápido como se tivesse corrido uma maratona. Ela apertou os olhos e percebeu que conhecia aquela pessoa. Era o Lucas.

— Mari? — a voz dele estava quase inaudível.

Ela não conseguiu dizer nada, apenas ficou sentada, imóvel, olhando para o garoto que um dia foi o seu melhor amigo.

Ele enxugou sua testa molhada de suor e mordeu o lábio inferior.

Ele começou a se aproximar dela, que começou a se levantar.

— Mari, por favor! — ele começou. — me deixe conversar com você!

Mari andava para trás sem saber porquê não estava correndo como uma louca. Talvez porque estivesse chocada demais para isso. Ou talvez porque quisesse uma explicação.

Ele parou de andar até estar de frente para ela.

— Quando eu disse que não tinha escolha... Não estava mentindo. — ele começou.

Quando ouviu isso ela revirou os olhos mas continuou ali.

— Thomas... Ele era meu amigo. Não da escola, eu o via sempre no quintal da minha casa. — ele disse desviando o olhar de Mari.

— ele ia sempre lá, nunca soube o porquê.

Um dia fomos numa festa, bem longe e eu não conhecia ninguém. Resumindo... O Lucas matou cinco pessoas naquela festa. A sangue frio. — ele disse olhando nos olhos da morena, que tremeu de medo.

— E eu... Tinha visto tudo. — ele disse abaixando a cabeça.

— No outro dia ele me ameaçou. Disse que mataria as pessoas que eu amo se eu contasse a alguém. — ele disse, com os olhos marejados.

— Acabou acontecendo, Mari. Eu contei para alguém. Contei para você. — ele continuou.

— Achei que não tinha contado nada de mais... Mas não foi isso que o Thomas achou.

— Por isso que você não queria que fôssemos para a delegacia. — ela completou.

— Ele mataria você, Mari. Antes que chegasse lá. Eu não suportaria isso. — ele disse mais para si mesmo do que para ela.

Mari mesmo não querendo sentiu pena dele. Afinal, ele era ameaçado. Ela se perguntou se faria o mesmo caso Thomas ameaçasse matar sua mãe.

Lucas começou a fazer carinho na bochecha de Mari, que o olhava confusa.

— Quando você foi para a delegacia ontem fiz de tudo para que Thomas não descobrisse. Eu consegui. — ele abriu um mini sorriso.

— Tive que matar a mãe da Denise. — ele mal conseguiu falar.

Mari arregalou os olhos e pulou para trás, não contendo o susto.

— O quê? — ela perguntou, não acreditando naquilo. — Lucas! Você arruinou a vida da Denise! — ela gritou.

Ela começou a correr para fugir dele, mas foi impedida quando Lucas agarrou o seu pulso. Ele era bem mais forte que ela.

— Você tem que entender... Seria pior se ela estivesse viva. — ele disse calmamente.

Lucas agora segurava os seus dois braços. Mari esperneava e berrava tentando se soltar dele. Lucas, já sem saber o que fazer, a puxou para mais perto e selou os seus lábios nos dela. Mari arregalou os olhos ainda mais e ficou imóvel. Nunca imaginou Lucas fazendo isso. Ele apertou a cintura dela e a abraçou logo em seguida, apoiando seu queixo na cabeça dela.

— Lucas, me solta. — ela murmurou.

— Pare de falar, Mari, por favor. — ele disse ainda a abraçando.

Notas finais
Até o próximo capítulo!