Notas iniciais
Sei que não escrevo tão bem quanto a Denise mas tento dar o meu melhor :3 Espero que gostem

Denise apenas sorriu fraco e assentiu com a cabeça, preferindo não contrariá-lo.
– Não está com medo de mim, não é mãe? — Thomas perguntou, ao perceber que a garota suava frio.
Denise apenas o observava, e estremeceu ao ver a faca em sua mão. Ele a olhava esperando uma resposta.
– Não — Ela pigarreou — Claro que não, querido — Ela imitava, sem sucesso, a voz de uma mulher mais velha.
– Você me lembra muito a minha verdadeira mãe , sabia? — Ele a encarava sorrindo.
– Por que? — Ela perguntou, tomando cuidado com suas palavras.
– Ela sempre tinha esse olhar desesperado, embora sempre soubesse disfarça-lo muito bem. — Ele olhou para faca em sua mão, e desviou o olhar para ela — Oque não é o seu caso.
Ela engoliu em seco.
–
Mari andava de um lado para o outro enquanto Lucas rabiscava qualquer coisa em uma folha.
– Oque foi? — Ele pergunta percebendo que ela estava assim há 10 minutos.
– Eu e a Denise tivemos uma discussão hoje de manhã. Acho que é por isso que ela não me atende. — Ela conclui, se jogando na cama.
– E foi tão grave assim? — Ele continuava rabiscando.
– Não, mas você sabe que a Denise é a rainha do drama — Ela bufou e tentou ver oque Lucas desenhava. — Quem é esse?
– É um legítimo retrato do Thomas. — Ele respondeu sorrindo, sem tirar os olhos do desenho.
– E desde quando você sabe como é o rosto dele? — Ela franziu a testa.
– Eu não sei — Ele a encarou — É só como eu o imagino.
– Esse nariz tá meio desproporcional — Ela apontou pro desenho — Você imagina ele igual o Pinóquio?
Ele apenas revirou os olhos
– Do que estavamos falando mesmo? — Ele pergunta com a voz firme.
– Da Denise. — Ela bufou novamente, abaixou a cabeça e ficou encarando o chão — Tenho certeza que ela quer chamar atenção, para nos deixar preocupados. É só mais um dos joguinhos dela.
Ω
– Está com fome, mãe? — Ele tinha um olhar reconfortante, que deixava Denise mais desesperada ainda, se é que isso fosse possível.
Ela assentiu, embora tenha passado tanto tempo sem comer que nem sabia mais oque era isso. Ele se levantou e saiu do cômodo e ela sentiu um alivio enorme. Juntou o pouco de forças que tinha para tentar soltar suas mãos, que já estavam tão dormentes que ela nem as sentia mais.
Ela então avistou algo na mesa : A faca. Thomas havia deixado ali possivelmente para causar medo nela.
Tentou se arrastar na cadeira para perto da mesa, tentando fazer o menor barulho possível. Ela só parou quando chegou perto o suficiente para pegar a faca com a boca.
Ela tentava cortar as cordas que prendia seu corpo, mas tudo oque conseguiu foi alguns cortes na boca.
Ouviu passos se aproximando e sentiu um arrepio correr por todo o corpo.
Ω
– Tem uma coisa que não entendo. — Mari disse observando o mural de fotos e pistas — Porque ele sempre corta o globo ocular de algumas vítimas e outras não?
– Sei la, deve ter algum significado pra ele — Lucas estava sentado na cama distraído com algum joguinho aleatório no celular.
– Assim como a tatuagem. — Ela pegou a foto nas mãos — Não consigo ver bem oque é, a foto ta bem desfocada. Você é um péssimo fotografo.
– Claro, então deixa que na proxima quem vai seguir o serial killer é você.
Mari imediatamente pegou o nootbook e começou a pesquisar, como se tivesse tido uma ideia.
– Uma das vítimas, tem a mesma tatuagem. — Ela mordeu os lábios e ampliou a foto na tela.
– É um número 12.
– É o número de dias que ele demora para matar alguem. Mas por que ele e essa vítima tem uma tatuagem disso? — Ela criava mil teorias na cabeça — Ta ficando cada vez mais dificil entender esse cara. — Ela reclama, pensativa.
– Não tente entender uma mente psicopata. Esse cara é cheio de enigmas.
O telefone de Mari tocou. Eles se encaram por alguns segundos antes dela atender.

Ω
Denise lança rapidamente a faca para a mesa e tenta arrastar a cadeira de volta para trás.
– Onde você pensa que estava indo? — Ele chegou na porta com um prato na mão.
Ela apenas fecha os olhos, tentando não sentir o medo que martelava em sua cabeça. Respirou fundo.
– Eu estava indo até você!- Ela disse tentando ser convincente — Estava demorando, então fiquei preocupada. — Sua voz a entregava.
Ele deixou o prato na mesa e se aproximou do rosto de Denise.
– Olha aqui garota, você não é a primeira e nem a ultima a tentar fugir. — Ele falou baixo, mas com a voz firme. — Você não tem medo de brincar com a morte? — Ele a encarou enfurecido.
Ela arregalou os olhos e abaixou a cabeça, tentando não encara-lo. Ele se afastou.
Denise sentiu a boca sangrando, devido aos cortes com a faca. Thomas apenas a encarava com o olhar frio e calculista, sem um pingo de pena.

Denise ficou aflita, teria traido a confiança dele, então deduziu que provavelmente ele a mataria mais cedo, ou fazeria ela sofrer mais.
Ω
Mari e Lucas agora estavam em frente a casa de Denise, em busca de alguma pista sobre o paradeiro da amiga.
– Espera, oque ela disse exatamente? — Lucas se referia a mãe da Denise, que havia ligado há poucos minutos atrás.
– Disse que quando acordou, a Denise não estava em casa, ela achou que ela estava com a gente.
– E a Denise não te deu nenhuma dica de onde estaria ?
Mari apenas balançou a cabeça negando, olhou pro chão e pegou algo cintilante. Era uma pulseira.
– Ela nunca perde isso. É como um amuleto da sorte. — Mari agora olhava para casa — Tenho a sensação que algo mais grave aconteceu — Ela conclui.