Notas iniciais
Oi, a história ainda está no começo então peço a paciência para acompanhá-la mas na promessa de que ainda vão se divertir muito lá na frente. Sobre as postagens, os capítulos vão sair todas as quintas, sim daí o nome da autora kk, esses dias não consegui seguir o padrão por alguns problemas mas a partir dessa semana tudo seguirá fixo, então nessa quinta já terão um novo capítulo.

—Farkle, você achou o Zey? (Riley)

—Sim, mas ele disse que ia ajudar na operação Cleópatra do jeito dele (Farkle)

Riley e Farkle se encaram um pouco confusos mas logo dão os ombros seguindo com a operação, até que Lucas questiona:

—Mas como assim operação Cleópatra?

—Lembra da aula de história que tivemos sobre Cleópatra e o tempo dela? (Farkle)

—Lembro, mas o que isso tem haver com o que estamos fazendo? (Lucas)

O diálogo vai acontecendo enquanto o grupo de amigos caminha para o fundo da escola, o tempo não está a favor do trio. Para acelerar as coisas Riley segura a mão de Lucas o puxando em frente.

—Lucas, Cleópatra foi uma mulher completamente à frente do seu tempo, uma das muitas estratégias que ela usou pra conquista do poder foi o gesto grandioso chocante, arrebatador e sem limites. (Riley)

—Aposto que você inventou o nome. (Lucas numa pequena risada)

—Não, foi o Farkle.

—Eu tenho uma queda por hipérboles pra me expressar (Farkle)



Eles chegam finalmente aos fundos da escola, um quintal com montes e mais montes de folhas secas espalhadas, era tudo muito sujo. Deixaram então os objetos que trouxeram em cima de uma mesa quebrada pela metade.

—Farkle, tenta achar aquela escada ( Riley)

—Sim senhora capitã (Num salto ligeiro começa a procurar pelo quintal)

—Riley, eu ainda não entendi o nome (Lucas)

Riley sobe num pequeno muro à sua esquerda para continuar a explicação.

—Então, voltando a nossa operação, quando Cleópatra foi obrigada a dividir o trono com seu irmão mais novo ela teve uma ideia, criar uma forte imagem política pra chocar a todos e se estabelecer no poder.

—Eu lembro, o senhor Matthews disse que ela ordenou que as moedas do Egito tivessem apenas o rosto dela.

— Achei a escada! (Gritou Farkle)

Os dois correram para direção do amigo.

—É essa? (Farkle)

—É essa sim (Disse Riley num largo sorriso)

—Conseguiu terminar a explicação? (Farkle)

—Ainda não

—Falta muito?

—Só o grande final.

Os três pegaram a escada e levaram na direção da janela, a mesma já estava bem velha e com algumas partes quebradas.

—Eu acho que já entendi, o gesto da Cleópatra foi grandioso..(Lucas)

—Chocante (Riley)

—Arrebatador (Farkle)

—E sem limites (Riley)

—Pra que o povo então visse uma imagem forte e quisesse ela no poder (Lucas)

—BINGO (Farkle e Riley em uma só voz)

— E como isso vai ajudar a Maya?

—Não é óbvio, estamos prestes a fazer um gesto grandioso, chocante, arrebatador e sem limites (Farkle)

—ENTRANDO PELA JANELA? (Lucas em um tom de nervosismo)

—Não necessariamente, a escada só aguenta uma pessoa, a mais leve de nós (Riley)

—HAM? Eu vou sozinho? (Farkle)

—A escada só aguenta você Farkle, vai ser a nossa primeira entrada, quando parecer que só você vai defender a Maya, BINGO, leva o diretor até a janela, no auge do brilho do sol laranja, ai nós aqui em baixo fazemos o grande final.

—Eu não sei não….

—FARKLE ( Riley o puxa pela gola da camisa, quase colando seus rostos)

—Quando começou a fazer isso? ( Farkle)

—São essas minhas más influências (Solta um sorriso) Isso tudo é pela Maya.

—Tem razão é pela Maya, coloquem a escada, eu vou (Disse o amigo em um tom heróico)

O trio ergue a escada fazendo a mesma se fixar no prédio, ficando ao lado da janela do diretor próximo a uma árvore.

—Só o gesto grandioso vai salvar a Maya? (Lucas)

—Não, vai ser também o que ele significa, mas com uma certa ajudinha ( Riley aponta pra mesa ) As coisas que trouxemos dizem muito sobre a Maya. Cada uma dessas coisas.

Farkle vai na direção da mesa para buscá-las.

—Essa aqui é foto do dia em que a Maya recebeu a nota máxima na turma de espanhol (Farkle carrega um porta retrato retangular e continua), foi quando a professora recomendou que ela passasse pra turma avançada. Ela ganhou até um certificado, nunca tinha visto ela tão feliz, aí tirei essa foto. A escola é algo que eu tiro de letra, mas não é assim pra Maya, fiquei feliz por ver a minha amiga sentir que era capaz. (Sorriu)

—Eu trouxe um poema que a Maya escreveu no dia do meu aniversário (Riley e Farkle se olharam confusos e Lucas recita o verso do cartão)

Alô galera de cowboy

Alô galera de peão

Feliz aniversário

Pro guarda Roy de plantão

Os dois amigos começam a rir :

—Como isso pode ser bom Lucas? (Riley)

—Por que no verso do cartão também tinha R$ 5,00 dólares grudados.

—E? (Farkle)

—Quando a gente se conheceu, eu disse pra Maya que iríamos nos tornar bons amigos e que ela sempre ia poder contar comigo. Ela discordou na hora e disse que isso nunca ia acontecer.

—E o que aconteceu em seguida? (Riley)

—Ela começou a dançar dizendo ‘Tem uma cobra na minha bota’

—E depois disso? (Perguntou rindo mais uma vez)

—Ela achava que estava tão certa que apostou R$ 5,00 dólares como isso nunca aconteceria. Quando eu vi o que estava grudado no cartão fiquei muito feliz, percebi que não existe só uma forma de dizer que gosta de alguém, ela me ensinou essa lição.

—Que lindo (Farkle)

—Foi mesmo (Lucas) mas e você Riley, o que você trouxe?

—Eu trouxe esse quadro.

Riley ergueu o quadro de uma garotinha dormindo e aurora boreal passando pela janela.

—E o que ele significa? (Farkle)

—Uma vez a Maya me disse uma coisa, ela achou que eu estava dormindo e não estava prestando atenção, bem eu não conseguia ver é verdade, mas eu ouvi tudo. Ela me contou que desde que o pai foi embora, não conseguia dormir direito, preocupada com a mãe. No dia do projeto perdão, que ela encontrou o pai, as coisas não se resolveram e dor não passou, mas ela disse que nesse dia, sentiu o coração tão mais leve, que conseguiu dormiu a noite inteira e sonhou com a aurora boreal. Foi quando ela pintou isso e desde então esse quadro virou um dos meus preferidos e acho que virou um dos dela também.

Os três desfrutaram de um silêncio rápido mas acolhedor, de amigos que se reconhecem numa foto, num poema ou num quadro, e que sabem exatamente o que são e quem são.

—Operação Cleópatra em ação (Lucas coloca a mão a frente, entre os dois amigos )

Os mesmos se olham repetindo o gesto e juntando as mãos dizendo em uma só voz.

—OPERAÇÃO CLEÓPATRA EM AÇÃO.

Farkle começa a se posicionar na escada prestes a subir, com uma bolsa lateral coloca o porta retrato.

—Calma! (Lucas) Vai ser um pouco alto pra gente se comunicar direito, e saber a hora exata pro Farkle entrar.

—O Lucas tem razão, porque não criamos alguns códigos, de uma palavra só, assim se a gente precisar gritar vai ser mais fácil de entender do que uma frase inteira. (Farkle)

—Ok, se tudo estiver correndo bem e parecer que a Maya não está tão encrencada assim, o Farkle grita bolo (Riley)

—Certo, e se tudo parecer que está dando errado e Maya vai ser mandada pra guilhotina eu grito bomba

Todos concordam com a cabeça.

—E se algo magicamente acontecer que deixe claro que a Maya está salva e não precisamos nos preocupar? (Lucas)

A risada é compartilhada.

—Se isso acontecer por um milagre, o código vai ser …Hum, já sei, bingo! (Riley)

Nada mais precisa ser dito, Farkle começa a subir a escada, Lucas e Riley a seguram fixo, para que o amigo tenha firmeza na subida, a escada é realmente muito velha. Ao chegar perto do topo, Farkle tremeu um pouco mas ficou firme, as folhas da árvore ajudavam na camuflagem, ao colocar os olhos na janela viu o diretor Ford sentando enquanto conversava com Maya, ele ouve então um assobio de Lucas, e responde :

—BOLO

Os dois seguem segurando a escada.

—Ele disse bolo (Lucas)

—Ufa, talvez ele nem precise entrar, eu só quero que a Maya fique bem..

—As coisas ainda estão estranhas?

—Ela tá diferente, eu sei que aconteceu alguma coisa, eu conheço ela.

Farkle continua observando, percebe Maya mais desesperada e o diretor levanta com certa rapidez, parece irritado e leva as mãos diversas vezes ao rosto. Tudo parece ficar mais e mais intenso.

—BOMBA

—Lucas, ele disse bomba, ele vai ter que entrar

—Calma Riley, tem que ser no momento certo, a Cleópatra saberia o momento certo.

—Tem razão

A escada começa a ceder, e os dois se olham.

—Lucas, acabei lembrar de uma coisa

—O que?

—Antes da Cleópatra conseguir o que queira, depois do primeiro ato dela..

—Eu sei, grandioso, chocante, arrebatador e sem limites

— Isso mesmo, é que logo depois disso aconteceu uma coisa..

—O que?

—Quando o irmão mais novo descobriu o que ela fez, bom, ele expulsou ela do Egito.

—Essa não…

—Essa não bem grande

A escada cede mais um pouco e os dois gritam:

—FARKLE, DESCE

Lá em cima sem conseguir ouvir com clareza, Farkle percebe a movimentação dos amigos desesperados, imagina que é relacionado ao código bomba e então decide entrar, antes que pudesse empurrar a janela é surpreendido com a porta da sala abrindo, e dela surgindo um raio de sol laranja grandioso, chocante, arrebatador e sem limites. E é nesse mesmo momento que a escada cede pela última vez, enfim quebrando. Farkle então cai como um cartoon, que para alívio dos leitores, dispunha sempre de um trampolim para salvá-lo , nesse caso um monte de folhas secas.

Ao cair sobre o monte, Riley e Lucas correm eu sua direção desesperados.

—Farkle, você está bem? (Riley em aflito)

—Você se machucou? (Lucas no mesmo tom)

Farkle tira as folhas secas de cima do rosto, pra sua sorte, não sofreu nenhum arranhão mas permanece em silêncio.

—Você tá bem? (Lucas insiste)

—Fala alguma coisa, Farkle! (Riley)

Ele então se ergueu, ficando sentado, tira mais folhas do corpo, olha para os dois e diz :

—BINGO



Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.