Girl Arrow

4 Cap. 3 the vigilant


Notas iniciais
Eu sei, eu sei. Faz tipo um éon que eu não posto nada, mas é que eu andava mesmo MUITO atarefada com a minha maldita escola. Mil milhões de desculpas.

FELICITY

O Detetive Lance estava na minha casa para me interrogar. Na sala estávamos eu, Laurel, meu pai, Thea, o detetive e mais alguns policiais, além do retratista.

– Vamos tentar de novo. O que exatamente aconteceu? – Detetive Lance parecia já estar perdendo a paciência comigo.

– Eu já disse você não acreditaria em mim... – Faço uma ultima tentativa, mas logo percebo que D. Lance só se contentaria com a história verdadeira. Então dou uma a ele. – Tá bom. Eu tinha acabado de brigar, brigar não, acho que discutir é a palavra certa, discutir com a Thea. Eu precisava me distrair então liguei pra Laurel e convidei ela pra ir ao shopping.

– Nós fomos a pé pra ter mais tempo pra conversar. Já estávamos a algumas quadras de casa quando eles chegaram e nos cercaram. – Laurel me interrompe ao perceber que eu estava tentando montar a história em minha cabeça. Ela se vira pra mim, com um olhar complacente. – Fique calma Fê. É confuso pra mim também. Eu só consigo me lembrar que um deles veio por trás de mim e colocou um pano na minha boca, depois disso: Nada.

– Conseguem lembrar quantos eram? – Pergunta Detetive Lance, tentando não demonstrar o quanto o fato de que a filha dele estava comigo o preocupava.

– Uns três ou quatro. Talvez cinco, eu não sei. – Laurel estava perceptivelmente abalada. Tentei demonstrar a mesma coisa.

– E você senhorita Smoak, do que mais se lembra? – Usei minha melhor cara de confusa enquanto tentava “lembrar” o ocorrido.

FLASH BACK >>>

Uns quatro caras com mascaras ridículas de palhaços nos cercaram. Laurel apagou assim que eles chegaram, mas por algum estranho motivo eles me deixaram consciente. Nos levaram até algum armazém no meio do Glades. Eles nos amararam em cadeiras de costas uma para a outra. De uma porta veio mais um mascarado, este segurava um bastão de beisebol na mão. Ele me lançou um olhar ameaçador, o que obviamente não teve efeito algum sobre mim. Ele batia com o bastão na mão esquerda.

– Vocês não vão conseguir um centavo sequer com esse sequestro. – Eu já estava começando a ficar irritada com aquela situação. – Isto é, se conseguirem sair vivos daqui.

Eles começaram a rir. O cara que estava na minha frente apontou o bastão para mim e falou sarcasticamente: Ui, ela é durona. Não queremos o seu dinheiro gracinha, apenas nos diga o que sabe e... — Eu não fazia ideia do que eles estavam falando, mas minha paciência já tinha acabado com aqueles otários, então cuspi na cara do grandão. – Ótimo, então podemos começar. – Disse ele enquanto limpava o rosto. Ele se preparou para me bater com o bastão, mas eu me levantei e dei um soco na cara dele, fazendo-o cair no chão. Nenhum deles havia reparado, mas eu tinha me livrados das cordas enquanto eles falavam. Todos vieram pra cima de mim pegando o que viam pela frente para me atacar. O primeiro pegou uma chave inglesa que estava em uma mesa perto dali e veio me atacar. Eu desviei do seu ataque e agarrei o seu braço, torci ele e me coloquei entre o braço e o resto do corpo pressionando o braço para baixo. A dor fez com que ele largasse a chave inglesa que caiu bem na minha mão. Eu joguei o primeiro cara na direção do segundo que vinha para me dar um soco, os dois rolaram na direção das escadas e só pude ouvir os gritos enquanto eles caiam escada abaixo. Enquanto eu estava lutando com os dois primeiros, um terceiro homem pegou a cadeira na qual eu estava e quebrou-a na minha cabeça no instante em que eu me virei para ele. Eu cambaleei desnorteada na direção onde a Laurel estava, ela ainda estava desacordada. A visão do quarto homem apontando uma arma para a cabeça dela me fez recobrar os sentidos. Lembrei que ainda estava com a chave inglesa na mão e a joguei na direção dele. A chave acertou o olho do quarto homem que, com a dor, começou a caminhar para trás. Uma das mãos tentando estancar o sangramento, a outra disparando tiros na minha direção. Eu me abaixei e pude ouvir os tiros acertando o cara que tinha me batido com a cadeira, o que estava atirando só percebeu que estava indo para trás demais quando já estava caindo pela janela. Agora só faltava o grandão com o taco de beisebol.

Olhei ao redor, mas não o via em lugar nenhum. Fui até Laurel para ver se ela ainda estava bem. Ela ainda estava desacordada, mas bem, o que era bom porque ela não viu nada do que eu tinha feito. Então eu percebi que uma das janelas estava quebrada, fui até lá e vi o cara do bastão correndo por cima dos telhados. Eu peguei impulso e pulei atrás dele. Alguns prédios à frente eu o alcancei. Ele tinha parado um segundo para respirar e eu aproveitei a oportunidade para dar uma voadora nas costas dele. Ele caiu com a cara no chão, o bastão voou uns três metros longe dele. Trocamos socos, ele tentou me chutar, mas eu pulei encima de uma lixeira, ele acertou ela o que parece ter doido. Coloquei minhas mãos em seus ombros e o empurrei de encontro à lixeira, ele bateu a cara. Usei o impulso para pular perto do bastão, em algo que pareceu uma “estrelinha”, peguei-o em mãos e imaginei que a cabeça daquele palhaço era uma bolinha. Digamos que eu tenha feito um “home run”. Deixei o corpo dele no chão e voltei para onde Laurel estava. Ela ainda estava amarrada, mas agora começava a acordar.

– Felicity? O que foi que...? – Ela estava muito confusa, mas não tinha visto nada que pudesse me entregar. Tudo de que ela lembrava era de eu estar ajudando ela a soltar as mãos e de irmos de volta pra casa.

– Eu vi um deles colocando um pano na boca da Laurel e então ela desmaiou. – Tentei ser o mais convincente possível enquanto fingia tentar contar lagrimas de nervosismo. – Então um carro preto parou do nosso lado, um dos caras colocou um pano na minha boca também e eu apaguei enquanto eles nos jogavam dentro do carro. – Eu faço uma pequena pausa para avaliar o quanto D. Lance estava engolindo da minha história.

– Prossiga. – Ele diz mantendo seu rosto inexpressível.

– Você vai achar que eu estou louca, mas... Quando eu acordei tinha uma mulher mascarada me ajudando a desamarrar as mãos. Ela disse que um dos caras tinha fugido e mandou que eu ajudasse a Laurel a se soltar. Então ela pulou pela janela, acho que deve ter ido atrás do ultimo cara, sei lá. – Eu tinha certeza que ele não acreditaria em mim e continuaria me fazendo perguntas para as quais eu teria que inventar respostas, mas ao invés disso ele fez um sinal para o desenhista que me trouxe um retrato falado.

– Essa garota mascarada? – Perguntou ele agora serio e insatisfeito.

Eu dei uma boa olhada no retrato. Ele mostrava uma garota loira com uma mascara jaqueta de couro e um decote bem aberto na blusa; todas as peças pretas. Ela tinha algum tipo de bastão nas mãos, um em cada mão.

– Não. A que nos ajudou usava capuz e mascara verdes, além de um arco e flecha.

– Ótimo. Tudo do que essa cidade precisava era de outra vigilante. – “Outra vigilante” essas palavras não pararam de ecoar na minha mente enquanto eu fazia o meu retrato falado. Parece que eu vou ter companhia...

Notas finais
Espero que tenham gostado e aguardo os coments de vcs.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.