Gipsy
6 Capítulo 6 - Um certo Zayn-Gostosão
Notas iniciais
THANK YOU SO MUCH à CarolinaB e à Misterious Writer pelas recomendações, suas LIAMDASSSSSS!!! Vocês me deixam muito feliz Pepecudas!
Espero que gostem do Sr. Zayn e... desse subtítulo tosco, HOHOHOHO.
Capítulo 6 — Um certo Zayn-Gostosão
E os micos pagados pelo uso exagerado da vodka em oferendas à Santa Vodka
Ah, obrigada! Não sabia que já tinha fãs. Oh, muito obrigada!
Depois de pagar mico sem saber como agradecer no palco, desci dele com o coração à mil. Ai, minha Santa e a Abençoada Vodka! Como era bom tirar as teias de aranha das minhas cordas vocais! E eu precisava comemorar com uma dose da querida Vodka! Yeah! Errrrrr...
Fui andando toda animada para a mesa enquanto os quatro aplaudiam. Harry veio até mim, me abraçando e tirando do chão. Uau, perfume gostos... Mas isso não vem ao caso. O que eu estava realmente interessada era ver a cara da Zayn! Haha! Bati nas mãos de Niall, mas me controlei diante de Louis.
- Não, você não acreditou em mim. – o olhei com uma careta. Liam veio me parabenizar pela minha voz. – Obrigada. – abracei-o. Todos eles tinham perfumes gostosos? Afs, que injustiça aos pobres e reles homens sem-graças que encontrávamos por aí.
Parei na frente da mesa. Do outro lado Zayn se encontrava, de pé, me encarando, desconfiado.
- Tenho a impressão de que você ainda vai me surpreender mais. – ele disse.
- Você ainda nem começou a me conhecer Malik. – falei, contornando a mesa. Para a minha surpresa – pois pensei que ele iria só apertar minha mão -, Zayn abriu os braços e me deu um abraço meio desajeitado. Nossa, espera aí... Eu tinha dito que os outros tinham um cheiro bom? Eu já estava bêbada? Santa Vodka, o perfume dele era uma coisa sinistra, quase. Muito, mas muito mais gostoso do que o dos outros. Afastei-me rapidamente dele. Ficamos sem-graças e nos sentamos.
- Agora eu estou curioso! Que aulinhas bestas foram essas que você teve? – Louis perguntou, quicando na cadeira de curiosidade.
- Duraram seis anos. Foi com uma professora particular. Eu tinha esse sonho de ficar cantando em pubs músicas românticas e depressivas para aquelas pessoas que nem queriam ouvir. – revirei os olhos, mexendo no guardanapo.
- Seis anos? Mulher, e você diz que foram aulinhas bestas! – Louis deu uma risada.
- Você está me devendo o dueto, não se esqueça. – Harry disse, quase ao pé do meu ouvido. Virei-me para ele.
- Claro que não esqueci. – aquilo não era para ter saído daquele jeito: com um sorriso torto e à meia-voz, como se estivesse flertando com ele. Droga. Mania essa de ficar flertando com garotos bonitos sem querer, mesmo quando não estou interessada.
Harry arregalou um pouquinho os olhos e ficou me encarando, quase com esperança. Dei de ombros internamente. O que vier será lucro! Voltei minha atenção para a mesa.
- Mas a sua voz é maravilhosa! Você realmente deveria investir na carreira de cantora! Nem que seja mesmo de pubs. – Liam falou com sinceridade. Own, ele era fofo.
- Se quiser eu me torno o seu padrinho! – Niall se dispôs.
- Ei, fui eu quem descobriu essa beldade do jazz aqui. – Louis o olhou feio.
- Mas fui eu quem fez a primeira proposta. – Niall rebateu.
- Errrrrr... Obrigada. Mas vamos deixar isso para lá! Alguém aqui pode pedir uma vodka para mim? Alguém que já seja maior de idade claro. – tenho que fazer minhas oferendas à Santa! Hum. É.
- Sorte sua que somos todos maiores! – Louis comemorou e chamou a garçonete de meia idade que passava. – Duas vodkas puras para... Mim. O que vocês irão querer? – ele se virou para os garotos. A garçonete o olhou como se ele fosse louco, mas deixou para lá.
- Blue Marguerita. – Niall pediu, afobado.
- Suco de frutas vermelhas. – Liam disse.
- Sabe Liam, eu nunca vou deixar de me compadecer pelo seu problema. – Louis deu um beijo na testa dele, fazendo Liam revirar os olhos.
- Eu sobrevivo de boa sem álcool. – ele falou.
- Eu não vivo sem ele. – Louis sorriu.
- Tokyo Tea. – Zayn abriu a boca depois de um bom tempo em silêncio.
- Uh! Quer afogar as mágoas hoje, Zayn? – Louis o olhou, surpreso.
- Eu sempre peço isso. – Zayn respondeu, como se fosse óbvio ele pedir sempre um drink que levava vodka, rum, gin e tequila sempre que vinha aqui. Droga Malik!
- Uma Piña Colada. – Harry pediu. – E o Zayn é durão, ele aguenta todas as ressacas de bico fechado, ao contrário de um certo Niall resmungão.
- Eu simplesmente odeio ressaca com todas as minhas forças! – Niall disse.
- Na verdade você é um fresco que irrita a todos quando está de ressaca. Ele chega a passar horas e horas reclamando no nosso ouvido de dor de cabeça, mesmo quando já tomou uma aspirina. – Louis se dirigiu a mim.
- Todos vocês são assim. – Zayn disse, com sarcasmo.
- Desculpa se não somos durões como você. – Louis provocou.
- Estão desculpados. – Zayn disse, blasé.
- Okay, só a Leen consegue irritá-lo mesmo. Vai, irrita ele para nós! – Louis me pediu.
- Por quê? Desculpa, mas quero sobreviver mais uma noite. – falei.
- Como se eu fosse tão letal quando zangado. – Zayn me olhou.
- Já ouviu a expressão “olhar assassino”? Você a reproduz perfeitamente.
- Que pena que não consegui matar ninguém com ele ainda. – ele deu um sorrisinho.
- Oh, mas a prática leva á perfeição, saiba. Então nunca reclame quando esses quatro te encherem o saco. – dei uma risada.
- Realmente. – ele sorriu de verdade dessa vez.
- Eh! – Niall comemorou com Louis quando a garçonete chegou com os drinks.
- Vamos fazer um brinde! – Louis pediu.
- Eu brindo ao sexo. – Harry disse, sério.
- Harold. – Liam o olhou com reprovação. – A vida não se resume à só isso não.
- Eu sei. Tem beijos, pegadas, masturbação, 69... – Louis pôs a mão na boca dele.
- Cala a boca. Está fazendo-nos passar vergonha. – Louis falou, com uma careta.
- Eu brindo à comida. – Niall levantou o seu copo e já começou a beber.
- Se controla você também! – Louis tirou o copo da boca dele.
- Vamos brindar a...
- Os prazeres da vida. – Zayn disse, solene, interrompendo Liam.
- Boa. – Liam falou.
- Vamos “live while we’re young” boys. – Louis sorriu da piadinha.
- Yeah. – levantei o meu copo e batemos eles para em seguida bebermos.
Eu bebi a minha dose de uma vez só, sentindo aquele líquido queimar a minha garganta, o esôfago e o estômago, caindo feito uma bomba neste último, que estava vazio. Opa, teria que manter um olho aberto, eu estava bebendo com o estômago vazio, ia ficar alta mais rápido e eu tinha que controlar isso perto desses cinco quase-estranhos. Principalmente de um certo Harry Styles que estava me encarando demais, como se eu fosse sua próxima refeição.
***
Ui, tenho que admitir que isso de ser considerada a próxima refeição é interessante. É... Ei! O interessante a que me refiro é ser desejada. Tipo assim... Saber que o cara ao lado quer te agarrar, que ele está pouco se lixando pela sua aparência nada a ver, pelo fato de você estar rindo feito uma idiota e que está no palco cantando Boys, Boys, Boys da Lady Gaga enquanto seus amigos ficam te animando e cantando junto. Errrrr... Eu adorava mudar aquela parte de “be caught” para “make out”. Ficava mais pervertido e fofo. Tentando ignorar o mico que eu estava pagando, as pessoas se divertindo com a minha cantoria e minhas expressões, continuei cantando toda alegre.
Bosta, eu já tinha bebido não sei quantas doses já de vodka e não sabia se aguentava mais um sei lá qual rodada sem ter que me controlar para não ficar falando besteiras.
- Você arrasou! – Niall me abraçou, também alto por causa das suas “trocentas” Blue Margueritas.
- Ora, que isso! E foi divertido te ver cantando uma música feminina, parecendo tão fofo e gay ao mesmo tempo! – dei uma risada e ele gargalhou.
- Meu São Joaquim, eu fiz isso! Merda, as pessoas pensaram que eu sou gay! – ele choramingou.
- Okay, sai de perto irlandês! Ela é a minha vítima do abraço agora! – Louis me esmagou em seus braços. Na verdade todo mundo já tinha bebido bastante àquela altura do campeonato.
- Nossa... Me lembre de nunca deixar você me abraçar. – resmunguei, recuperando o fôlego e sentindo as costelas doloridas.
- Ah, ignore esses dois ursos! O meu abraço é melhor! – Harry me abraçou. Na verdade ele me apertou contra ele, me deixando tonta e bamba quando ele deu uma baforada no meu pescoço.
- Hey Harry, sua respiração está quente demais! – falei, reclamando.
- Não é só a respiração, isso eu te asseguro. – ele sorriu e em um piscar de olhos ele tinha sumido, voando e quase caindo no chão, por causa do empurrão de Zayn.
- Jesus, controle-se. Eu sou o único que ainda manteve a decência e os bons modos por aqui? – ele falou, com uma careta feia.
Não aguentei e caí na risada... Assim como os outros três. Liam até deu uma risada, bebericando seu suco de frutas vermelhas. A careta de Zayn ficou mais feia.
- Você tem bons modos? Nem sóbrio! – Louis limpou uma lágrima que tinha escapado ao rir demais.
- Já é mais de uma da manhã. – Zayn olhou no relógio. Ah, por isso que o pub estava bem vazio? Oh, que coisa!
- Ah, que chato. – falei, observando o chão.
- A meia noite já passou? Era para termos feitos loucuras à meia noite! É o horário onde podemos nos libertar! – Louis ficou fazendo gestos estranhos.
- Louis, todos nós sabemos do seu lado gay, mas a Rosaleen ficaria chocada ao vê-lo. Por favor. – Harry falou.
- E ela ficaria horrorizada ao ver o seu lado tarado. – Louis disse, emburrado.
- Ela já viu uma parte dele! – Niall deu uma risada.
- Não foi nem uma parte, foi apenas um quinze avos dele. – Harry disse.
- Santa Vodka, imagina ver todo esse lado! – exclamei.
- Nenhuma garota já o viu completamente até hoje. – ele deu um sorrisinho misterioso.
- Safadinho... – Louis disse, arrastando as palavras e Niall embarcou na palavra até aquilo virar um coro de bêbados.
- Se vergonha matasse... – Zayn reclamou, bebendo o resto do seu copo.
- Realmente! Vocês dois! Tomem como exemplo o Zayn! Ele está bebendo algo bem mais forte e não está pagando mico como vocês. – falei.
- Ele está bêbado. Mas quando o Malik fica bêbado... Ele é um bêbado diferente. – Louis trocou um olhar cúmplice com Niall e Harry.
- Ei... – Zayn disse, com um olhar assassino.
- Ahá! Aí está o olhar de que falei! – gritei, assustando a todos, até Zayn.
- Maldição, precisa gritar? – ele reclamou.
- Preciso. – fiz um biquinho. Eu ficava ridícula quando estava naquela tênue linha entre “estar alto” e “estar bêbado”.
- O Zayn está irritado! Uau! Conseguimos! – Louis bateu nas mãos de Harry e Niall.
- Yeah. – bati a mão nas deles também.
- Graças que eu fico um bêbado diferente de vocês quatro, tsc, tsc. – Zayn disse, com um desprezo fingido.
- Que diferente é esse? – perguntei, curiosa.
- Na verdade ele fica...
- Okay, vou levar a Rosaleen para casa. – Zayn se levantou, interrompendo Harry.
- Não! – Louis pediu.
- Leen! – Niall se agarrou ao meu braço.
- Você está bêbado também, tenha dó. Não quero que ela morra em um acidente. – Harry disse.
- Ah, Harry. Diz logo que você me ama! – falei. Droga, eu forçava a barra demais quando ficava nessa linha tênue.
- Não chega a tanto, mas está perto. – ele deu um sorriso sedutor, me fazendo arrepiar até a nona geração.
- Ui. – consegui dizer.
- Harry tão galante. – Louis disse, com sarcasmo.
- Anda. Vou te levar. A sua tia provavelmente vai querer me matar mesmo. – Zayn parou ao meu lado, me levantando.
- Oh, é mesmo! – falei, ficando tensa com essa probabilidade.
- Principalmente ao ver que você vai chegar bêbada lá.
- Tchau para vocês. – falei, acenando.
- Não, não, não, não! – Niall cantarolou.
- Eu sempre terei você na memória, querida! – Louis disse.
- Para com esse pessimismo. Não é como se o Zayn fosse bater em um poste. Você sabe que ele é um bêbado diferente. – Liam deu um tapa em Louis.
- Liam, você está aqui! Até tinha esquecido de sua presença! – Harry disse, inconveniente. Liam o olhou com uma cara de “eu o mato agora ou depois?”.
- Tanto faz, vou levar vocês também. – Liam arrastou os três atrás de si.
- Seu chato de galochas. – Niall resmungou, fazendo todos rirem.
- De onde diabos tirou isso? – Louis perguntou.
- Da minha cabeça. – Niall respondeu.
- Eu vou te bater seu irlandês idiota! – Louis ia partir para cima dele, quando Liam o segurou. Niall ficou rindo com Harry.
- Droga. É um saco ter que cuidar de bêbados. – ele falou, emburrado, praticamente jogando Louis dentro do seu carro.
- Bem, nossa vez. – falei, com um sorriso para Zayn. Sorriso esse que morreu ao ver a expressão dele. Não consegui identificar ela, por isso que o meu sorriso morreu.
- Okay. – ele suspirou e fomos em direção ao seu carro.
- Tchau Leen! Tchau Zayn-Gostosão! – Niall acenou da janela.
- Tchau amores! – também acenei, enquanto carro se afastava do pub.
Ficamos em silêncio lá dentro. Já disse que a linha entre “estar alto” e “estar bêbado” era muito tênue? Bem, eu fiquei sentada, afundada no banco, olhando para a Zayn enquanto ele dirigia. Não tinha mais nada de interessante para fazer por isso fiquei encarando ele abertamente, sem nem me preocupar em disfarçar. Mas, se ele percebeu ou não, não fez nada que o indicasse.
Ele tinha um perfil bonito. Duh, ele era bonito. Ao contrário da beleza fofa-pervertida de Harry ele fazia mais o estilo durão-misterioso. Fofa-pervertida? De que inferno eu tirei aquilo? Droga de vodka, Santa Vodka! Errrr... Continuei a observá-lo. O topete estava meio desmanchado, como se não tivesse aguentado o peso depois de horas de risadas, cantorias e crises de mau humor. O nariz era bem feito, a boca muito mais, os olhos eram de um tom tão bonito... Castanho-claros, quase mel em um ambiente iluminado. Hum, era revoltante descobrir que esse Zayn-Gostosão era um mal-humorado sem bons modos. Eu até me arriscaria com ele... É, a vodka era pura mesmo! Só assim para me deixar tão maluca! Oh, my... Mas eu toparia. Sim, como admiradora da beleza masculina e provadora dela, eu toparia ficar com ele! Sim, só depois de mais algumas doses de vodka, quando meu bom senso e consciência já estariam perdidos.
- Okay, esse olhar está me incomodando. – Zayn disse, ainda olhando para frente.
- Sério? Oh. – não desviei o olhar. Acho que eu já tinha perdido o bom senso, afs.
- Você está me deixando mais incomodado ainda. – ele disse, depois de dois minutos.
- Desculpa. – era legal ver o movimento de perfil do maxilar e da boca dele quando ele falava. E continuei observando.
- Rosaleen... – ele disse, ficando sem paciência.
- Desculpa mesmo. – falei, mas não desviei. Ele bufou e virou bruscamente para a esquerda*, me fazendo escorregar pelo banco e bater a cara no braço dele. Ah, é. Tinha que ter posto o cinto. Me esqueci desse detalhe. Pus a mão no nariz, gemendo pelo desconforto.
- Vai parar? – ele me observou, com as sobrancelhas franzidas em raiva.
- Santa Vodka, que mau humor. – falei, fazendo mais um biquinho.
Eu, é claro, não parei de observá-lo. Errrrrr... Mas não demorou até chegarmos na porta de casa. As luzes apagadas indicavam que todas estavam dormindo àquela hora. Sorte que tinha a chave reserva escondida debaixo da pedra ao lado da porta. Aí meu cambaleante do carro, tentando controlar as risadinhas fora de hora. Nem sabia o porquê, mas tinha algo engraçado e eu meu sentia obrigada a rir. Coisas de quase-bêbados...
— Você definitivamente não está bem. – ele disse, me observando e me acompanhando até a porta.
- Que cavalheiro. Acompanhando-me até aqui. – dei uma risada e me abaixei para pegar a chave.
Só que eu usei um pouco de impulso demais na hora de subir o corpo e me desequilibrei. Opa. Quase caí por causa disso. Zayn segurou meu braço e pôs uma mão em minhas costas.
- Quase! – falei.
- Quase. – ele resmungou. Hum. Aproximei-me um passo dele.
Zayn me observou, sério. Okay, controle a sua carne fraca mulher. Não vai beijar um cara que é um grosso mal educado que você vai se arrepender depois. Mas o problema é que eu queria me arrepender.
Antes que eu fizesse qualquer coisa Zayn contornou minha cintura com o braço, fazendo com que eu me aproximasse de seu corpo. Nossos rostos ficaram a centímetros de distância, eu podia sentir sua respiração sair um pouco ofegante e bater contra os meus lábios. Até os deixei entreabertos, querendo aquilo. Minha Santa Vodka, estávamos prestes a fazer o que eu estou pensando que estamos prestes a fazer? A mão dele deslizou pelo meu braço, subindo e contornando minha clavícula e me fazendo sentir um rastro quente por onde seu dedo passara. Opa... Minha respiração se acelerou e eu me descobri louca para beijá-lo.
*Todo mundo aqui sabe como é o modelo dos carros europeus, não? Banco do motorista fica do lado contrário ao nosso, daí o “esquerda” e “bati a cara no braço dele”.
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